Preços altos da cesta básica e falta de escolas estiveram na base do protesto no Moxico. Polícia Nacional inviabilizou curso da marcha e deteve 17 pessoas, pouco depois libertadas.
O objetivo da manifestação era chegar até à sede do Governo da província do Moxico para entregar ao representante do Executivo angolano, Gonçalves Muandumba, um documento contendo as preocupações dos manifestantes, o que não foi possível por causa dos bloqueios impostos pelas forças militarizadas.
A manifestação terminou com a detenção de 17 jovens que foram levados ao Comando Municipal e, cerca de meia hora depois, sob o clamor da população, libertados.
A marcha pacífica foi convocada e organizada pela sociedade civil e parcialmente realizada no sábado (21.08). Segundo os organizadores, foi consentida e autorizada, documentalmente nos termos da Constituição da República de Angola, pela Polícia Nacional. Mas já no início do protesto, o aparato militar cercou o local, impedindo o avanço dos manifestantes.
O comandante da Polícia Nacional no Moxico, Dias do Nascimento, disse ter-se baseado no decreto presidencial para impedir a manifestação:
“O decreto presidencial número 189 sobre o estado de calamidade pública, no seu artigo 25º, proíbe ações cívicas e morais de manifestações de forma ambulatória ou de forma ambulante. Evitem entrar em conflito com a Polícia Nacional de Angola”, disse.

















