Membros da família de Kenneth Kaunda, que morreu em Junho, foram hoje a tribunal contestar o local de sepultamento daquele que é considerado o pai da independência da Zâmbia, que deverá ser enterrado na quarta-feira.
O Governo tinha planeado colocá-lo num cemitério na capital, Lusaca, reservado aos chefes de Estado, em frente à sede do Governo.
No entanto, membros da família de Kaunda requereram a um tribunal na capital zambiana a suspensão do enterro oficial, marcado para as 10h00 de quarta-feira, para que este pudesse ser enterrado junto da sua esposa, Betty Kaunda, que morreu em 2012, noticia a agência France-Presse (AFP).
Uma carta anexa ao pedido foi assinada por vários dos seus filhos e netos, onde estes referem que tal era vontade do antigo Presidente zambiano.
Kenneth Kaunda conduziu a antiga Rodésia do Norte à independência sem derramamento de sangue em outubro de 1964. Socialista que esteve próximo de Moscovo, governou o país durante 27 anos. Após violentos tumultos, aceitou eleições livres em 1991 e foi derrotado.
Desde a sua reforma em 2000, esteve envolvido na resolução de crises no continente africano no Quénia, Zimbabué, Togo e Burundi, bem como na luta contra a sida, depois de ter anunciado publicamente que um dos seus filhos tinha morrido da doença.
A sua saúde agravou-se após a morte da sua mulher em Setembro de 2012, com quem teve nove filhos.

















