O coronel Assimi Goïta tomou posse como presidente do Mali durante um período de transição, que deverá devolver o poder aos civis, após dois golpes de estado condenados pelos principais parceiros do país, fundamental para a estabilidade do Sahel.

“Juro perante Deus e o povo maliano preservar fielmente o regime republicano, preservar as conquistas democráticas, garantir a unidade nacional, a independência do país e a integridade do território nacional”, afirmou o coronel, líder do golpe militar, envergando um uniforme cerimonial.

Os parceiros internacionais do Mali exigem garantias de que os militares entregarão o poder aos civis após a realização de eleições, prevista para fevereiro de 2022.

A cerimónia teve lugar no Centro Internacional de Conferências de Bamako (CICB), onde Goïta discursou em seguida.

“Quero assegurar às organizações sub-regionais e regionais e à comunidade internacional que o Mali honrará todos os seus compromissos para e no melhor interesse da nação”, começou por declarar Assimi Goïta, após a tomada de posse.

As embaixadas ocidentais, na sua generalidade, optaram por enviar um “colaborador” em vez de um embaixador à tomada de posse, num “sinal político”, que não é “nem um boicote nem uma sanção”, de acordo com a fonte diplomática em declarações à agência France Presse.

O Mali, foco central do jihadismo na região do Sahel, foi cenário de duas tomadas do poder em nove meses por parte de Assimi Goïta e do seu grupo de coronéis.

A 24 de maio, porém, o coronel Goïta, que se manteve sempre como o verdadeiro homem forte do governo de transição, deitou por terra o anterior compromisso e mandou prender.