Com 3.869 óbitos por Covid-19 registrados nas últimas 24 horas, o Brasil alcança mais um novo e triste recorde.

O número, que supera os 3 mil há 2 dias seguidos, impulsiona a média móvel, que também atinge a pior marca desde o início da pandemia, chegando a 2.977. O indicador, em comparação com o verificado há 14 dias, sofreu acréscimo de 43%, indicando tendência de alta nos óbitos.

Já são 321.515 pessoas que perderam a vida para a doença. Nas últimas 24 horas, foram contabilizadas 90.638 casos, totalizando 12.748.747 pessoas contaminadas em todo o país. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Devido ao tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação de especialistas para que a média móvel do dia seja comparada à de duas semanas atrás.

Variações na quantidade de mortes ou de casos de até 15%, para mais ou para menos, não são significativas em relação à evolução da pandemia. Já percentuais acima ou abaixo devem ser encarados como tendência de crescimento ou de queda.

Os cálculos são feitos pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, e se baseiam nos relatórios repassados pelo Ministério da Saúde. Essas informações também alimentam o painel interativo com notícias sobre a pandemia desde o primeiro caso da doença registrado no país.

Média móvel

Acompanhar o avanço da pandemia de Covid-19 com base em dados absolutos de morte ou de casos está longe do ideal. Isso porque eles podem apresentar variações diárias muito grandes, principalmente atrasos nos registros. Nos fins de semana, por exemplo, é comum perceber redução significativa dos números.

Para reduzir esse efeito e produzir uma visão mais fiel do cenário, a média móvel é amplamente utilizada ao redor do mundo. A taxa, então, representa a soma das mortes divulgadas em uma semana dividida por sete.

O nome “móvel” é porque varia conforme o total de óbitos dos sete dias anteriores.