Pelo menos 20 mil agricultores de províncias no centro e sul de Moçambique estão a adotar técnicas de conservação nos campos agrícolas para fortalecer a produção, indica a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
“Estas ações [de formação em técnicas agrárias de conservação] visam ajudar na consciencialização dos atores envolvidos para que o país possa atingir as metas estabelecidas ao nível da União Africana, que propõe que, até 2025, pelo menos 25 milhões de hectares em África estejam sob práticas agrícolas inteligentes ao clima”, disse o oficial de programa da FAO, José Matsinhe, citado num comunicado.
O responsável falava durante uma Conferência sobre Agricultura de Conservação na Zambézia, centro do país, encontro organizado hoje em parceria com a Associação Nacional de Negócios Cooperativos.

No quadro da formação promovida pela FAO, os agricultores das províncias de Tete, Manica e Sofala, no centro do país, e Gaza, no sul, foram instruídos para adoção de técnicas para a agricultura mecanizada e rotação de culturas, garantindo a menor alteração possível da composição do solo e aumentando a sua produtividade.

Segundo a organização, o objetivo é estender a abrangência destas formações, garantindo que em outros pontos do país os pequenos agricultores também adotem estes modelos de produção.

Como forma de resistir aos altos índices de pobreza e à desnutrição crónica, a maior parte da população moçambicana, que vive em zonas rurais, recorre à agricultura de subsistência como único meio para fugir à fome.

Dados avançados pela FAO indicam que em Moçambique 66% da população no país vive nas zonas rurais e, deste grupo, 90% depende da agricultura para sobreviver.