O governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, garante que não houve massacre pelos terroristas, recentemente, em nenhum distrito daquela província, ao contrário do que foi avançado por alguma imprensa nacional e internacional. Porém, o dirigente esclarece que a última carnificina, perpetrada pelo mesmo grupo, aconteceu a 06 de Abril deste ano.

Governo está preocupado com o alastramento da violência armada em Cabo Delgado, segundo o governador, que reagia às informações veiculadas dentro e fora do país, dando conta de que, semana finda, mais de 50 pessoas foram sequestradas e decapitadas na aldeia de Muatide, distrito de Muidumbe, “num campo de futebol que se transformou num campo de extermínio”.

Sobre o assunto, Valige Tauabo explicou que o que se sabe “é que há incursões dos malfeitores”, ora perseguidos pelas Forças de Defesa e Segurança, para efeitos de neutralização e apresentação às autoridades.

O único massacre registado em Cabo Delgado, desde que início de actos de terrorismo, em Outubro de 2017, ocorreu no princípio deste ano, na aldeia Xitaxi, distrito de Muidumbe.

“O massacre de 53 jovens ocorreu em Abril, no dia 06. É isso que está na memória da província como sendo um dos massacres mais acentuados nas incursões desses terroristas”, esclareceu  o governador de Cabo Delgado, ajuntando que carnificina resultou do facto de as vítimas terem oferecido “resistência de ingressar nas fileiras do grupo armado”

Segundo Valige Tauabo, “as incursões dos terroristas continuam. Essa é uma realidade e o governo está preocupado e com a população”, que quando ouve dizer que o grupo armado está “numa determinada área não fica sossegada e abandona as suas residências. É isso que nos preocupa muito, porque, na verdade, essas incursões dos terroristas estão a causar muitos danos físicos e morais”, uma vez que terroristas “incendeiam” casas, “destroem bens públicos e causam luto”.

Apesar do alastramento dos ataques terroristas, e isolamento de algumas zonas das províncias, de acordo com o governo, nenhum território está sob controlo do grupo armado.

“Ninguém já ocupou algum distrito. O que está acontecer é que, na verdade, a população está fora” das suas comunidades, garantiu o governador da província, confirmando a ocorrência de alguns ataques no distrito de Mueda.