António Muchanga, ex-deputado da Assembleia da República pelo partido de oposição Renamo, defendeu a resignação imediata do líder Ossufo Momade, argumentando que este é responsável pela crise interna que afecta a formação política.
Muchanga, que foi suspenso da Renamo por tempo indeterminado, recorreu ao tribunal e obteve uma decisão favorável. O Tribunal da Cidade de Maputo emitiu uma sentença que anula a decisão do Conselho Jurisdicional do partido.
Durante uma visita à província central de Zambézia, Muchanga afirmou perante militantes da Renamo que o legado deixado pelo falecido líder da formação, Afonso Dhlakama, está a ser posto em causa pela actual direcção. “As divisões internas que afectam os assuntos do partido resultam da incapacidade da direcção actual em gerir a organização. As várias tentativas de resolução dos problemas através dos órgãos internos da Renamo falharam em produzir resultados satisfatórios”, declarou, conforme mencionado no jornal independente “O País”.
Muchanga acrescentou que o encontro com outros membros teve como propósito analisar a situação interna do partido e discutir possíveis soluções para a sua reorganização. “A liderança de Momade adopta medidas repressivas contra membros que expressam opiniões divergentes, situação que contribuiu para a escalada das tensões internas”, sublinhou.
A Renamo, que já foi o principal partido de oposição do país, foi ultrapassada pela Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), liderada pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane.
















