Os parlamentares franceses votaram na terça-feira sobre a possível restituição de tesouros artísticos e culturais ao Senegal e Benin.
Os 26 itens do “Tesouro de Behanzin”, retirados durante o saque do palácio de Abomey pelos franceses em 1892, estão expostos no museu Quai Branly-Jacques Chirac em Paris, mas logo poderão ser enviados de volta ao Benin.
O Senegal pode receber de volta o sabre e a bainha de El Hadj Omar Tall, uma famosa figura militar e religiosa da África Ocidental do século XIX.
Eles são propriedade do Museu do Exército em Paris e estão atualmente expostos em uma exposição em Dacar como um empréstimo de longo prazo.
Durante sua visita a Ouagadougou em 2017, o presidente francês Emmanuel Macron prometeu repensar a parceria cultural entre a França e suas ex-colônias africanas.
A ministra da Cultura francesa, Roselyne Bachelot, afirmou que a votação é “um novo capítulo na ligação cultural entre a França e os países africanos”.
Mas para o presidente do Benin Patrice Talon, a restituição é muito limitada e lenta.
Em entrevista ao semanário Jeune Afrique, Talon disse que a França deu “pequenos passos”, mas que devolver as 26 obras é o mínimo.
Ele quer uma “lei geral” que permita a “restituição global” de itens “com base em um inventário detalhado”.
















