Vinte e dois terroristas foram mortos pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS), nos últimos três dias, em Cabo Delgado, informou naa quinta-feira (29), o ministro do Interior, Amade Miquidade.

“Foram infringidas baixas significativas nos últimos três dias, onde foram postos fora do combate terroristas e alguns líderes. Foram destruídos meios que os terroristas usavam para a sua mobilidade, meios esses que foram violentamente apossados da população”, informou o ministro.

Segundo o governante, “as Forças de Defesa e Segurança no teatro operacional norte continuam a realizar operações cirúrgicas contra os terroristas inserindo a sua acção sobre bases de acampamentos dos terroristas”.

Amade Miquidade lamentou a deslocação de cidadãos das zonas de conflito, mas considera ser uma “acção necessária para a sua segurança”.
“Pedimos aos moçambicanos para se unirem” no combate aos terroristas em Cabo Delgado.

Em relação aos ataques armados em Manica e Sofala, atribuídos à Junta Militar da Renamo, o ministro do interior reiterou a decisão do Presidente da República de não perseguir a “Junta”, durante uma semana, de modo a permitir a aproximação do líder daquele grupo ao Governo, para diálogo de pacificação.

Amade Miquidade pede a colaboração da Renamo na denúncia de esconderijos da Junta Militar da Renamo.

“Temos informações, e existem factos, de que alguns membros” da Junta Militar da Renamo que pretendem abandonar o movimento. Os que conseguiram materializar tal intenção “foram perseguidos e mortos”.

O ministro do interior falava a jornalistas, na Assembleia da República, após uma sessão de informações aos deputados, pelo Governo.