O ex-presidente sudanês Omar al-Bashir foi convocado para comparecer perante um tribunal por acusações de um suposto golpe de estado que ele realizou mais de 30 anos atrás. A última acusação segue investigações do Ministério Público do Estado.
Segundo relatos, ele comparecerá na terça-feira, 21 de julho, perante um tribunal em Cartum e será julgado por um júri especial composto por três juízes.
Ele enfrenta a pena de morte ou prisão perpétua por seu papel no golpe que o levou ao poder três décadas atrás, quando derrubou o governo democraticamente eleito do primeiro-ministro Sadek al-Mahdi.
Em junho de 1989, o brigadeiro do exército Bashir toma o poder em um golpe apoiado pelo ideólogo islâmico Hassan al-Turabi. Os protestos econômicos trinta anos depois se transformaram em um movimento antigovernamental que o derrubou em abril de 2019.
O ex-chefe de Estado, que deve aparecer ao lado de outros 16 acusados, já havia sido condenado a dois anos por posse ilegal de moeda estrangeira.
Ele também é sujeito a um mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio em Darfur.

















