Os subscritores do acordo com o qual o Irão se comprometeu a renunciar às armas nucleares decidiram na sexta-feira prolongar as discussões sobre as divergências na sua aplicação, anunciou a União Europeia.
“Há acordo sobre a necessidade de mais tempo devido à complexidade dos assuntos envolvidos. Portanto, prolonga-se o calendário” de negociações, disse o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, em comunicado.
Estes tinham levado as suas preocupações à Comissão Conjunta, coordenada por Borrell, o que ativou o mecanismo de resolução de disputas, como estabelecido no texto do acordo.
As restrições impostas pela pandemia “não permitiram até agora convocar uma reunião regular” da Comissão Conjunta, adiantou.
O acordo envolve os europeus França, Alemanha e Reino Unido – que em 14 de janeiro anunciaram a ativação daquele mecanismo, dado os incumprimentos de que acusavam o Irão -, bem como China e Federação Russa.
Os EUA decidiram retirar-se do pacto acusando Teerão de o não cumprir.
Na ausência de um acordo, o caso pode passar para o Conselho de Segurança da ONU, o que abre a porta à reimposição de sanções ao Irão e à morte definitiva do histórico acordo de 2015.
Em 05 de janeiro, em plena escalada da tensão com os EUA na região, Teerão anunciou que o seu programa nuclear estava livre de qualquer restrição.

















