Antigos membros do governo de Peter Mutharika estão sob investigação do departamento central de combate a corrupção, por alegadamente terem recebido pagamentos ilícitos e de bens patrimoniais do estado, nos últimos trinta dias.
A investigação foi lançada após um alerta de alguns funcionários do estado, dando conta que altas figuras do governo de Mutharika estavam a mudar o título de propriedade de veículos, casas e de algumas porções de terra, pertencentes ao estado.
Foi ainda relatado ao departamento central de combate a corrupção que o tesouro fez pagamentos ilícitos durante a contagem de votos, cuja vantagem era favorável para Lazarus Chakwera.
O director do departamento central de combate a corrupção, no Malawi, Reineck Matemba, disse que o órgão está a verificar a autenticidade dos supostos títulos de propriedade de veículos, terrenos e casas.
“Esta decisão foi tomada para evitar a apropriação de bens do estado, depois de denúncias, indicando que antigos dirigentes estavam tentando fazê-lo” – disse Matemba.
Desde então, o departamento central de combate a corrupção ordenou que o tesouro disponibilizasse imediatamente todos os documentos referentes aos pagamentos efectuados a partir de 1 de Junho.
Ordenou ainda que o tesouro fornecesse a lista de todos os contratos com empresas e ou entidades comerciais, que receberam os pagamentos efectuados pelo tesouro.
Solicitou ainda que facultassem igualmente a lista das empresas e ou entidades comerciais que solicitaram ou reivindicaram o pagamento junto do tesouro e a relação nominal dos funcionários públicos que receberam subsídios que excedam K2 milhões ou seja 200 mil meticais, no período em referência.
O departamento anticorrupção também solicitou especificamente documentos relacionados a venda de terras pertencentes ao estado, em Chigumula e Blantyre, pelo Conselho distrital de Blantyre ,cuja transacção foi feita dias antes da eleição presidencial de 23 de Junho.
Entretanto, o recém-nomeado ministro da Justiça e Assuntos Constitucionais do Malawi, Mordecai Nsiska, renunciou o cargo.
Nsiska é um proeminente advogado do Malawi e representou Lazarus Chakwera no caso eleitoral que culminou com a anulação dos resultados eleitorais.
Explicou que a sua nomeação é vista como recompensa, daí que prefere continuar com o seu projecto particular, pois, o apoio jurídico prestado foi apenas para salvar o país e não para tirar dividendos individuais.

















