O secretário-geral da Renamo, André Majibire, disse que o processo de desactivação das bases do braço armado da organização que dirige ainda decorre, classificando a operação de complexa e sensível.

O Presidente Filipe Nyusi afirmou, no mês passado, que as bases do braço armado da Renamo seriam desactivadas até ao dia 21 de Agosto, no âmbito dos acordos, para uma paz definitiva no país.

“Está acordado que todas as bases da Renamo, localizadas em diversas regiões, devem ser desactivadas até ao dia 21 deste mês (de Agosto)”, anunciou Filipe Nyusi, num comício popular na cidade da Beira, depois de assinar o acordo de cessação das hostilidades militares na região de Chitengo, no Parque Nacional da Gorongosa, no dia 01 de Agosto.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do principal partido da oposição disse que a data de 21 de Agosto era “meramente indicativa e não definitiva”, porque o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos membros da guerrilha da Renamo é complexo e sensível.

“É melhor um DDR lento, sem pressa, mas seguro e eficaz, porque estamos a lidar com um exercício complexo e sensível”, declarou André Majibire. O desmantelamento das posições militares da Renamo é um assunto que deve ser tratado com “toda a delicadeza”, acrescentou.

O Presidente da República e o líder da Renamo assinaram no dia 06 de Agosto o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, que se seguiu ao acordo de cessações das hostilidades militares, visando encerrar, formalmente, a confrontação militar entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado do principal partido da oposição, na sequência da contestação aos resultados das eleições gerais de 2014.

Os entendimentos prevêem o DDR do braço armado da Renamo e a amnistia a pessoas que tenham cometido delitos no âmbito da violência militar, relacionada com os confrontos entre as forças governamentais e a Renamo.

Uma auto-intitulada junta militar da Renamo, que congrega um grupo de guerrilheiros dissidentes do braço armado do principal partido, rejeita o acordo, por não reconhecer legitimidade a Ossufo Momade.

Folha de Maputo