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Zimbabué precisa de mais de 295 milhões de euros para combater seca e consequências do Idai

O Governo do Zimbabué anunciou na terça-feira um apelo humanitário avaliado em 295,6 milhões de euros (331 milhões de dólares) para enfrentar a actual seca e assistir os afectados pela passagem, em Março, do ciclone Idai.

O apelo foi lançado na capital zimbabueana, Harare, no dia em que o Presidente Emmerson Mnangagwa considerou que a seca provocada pelo fenómeno meteorológico El Niño representa uma catástrofe de nível nacional.

“O Zimbabué foi atingido pelo ciclone Idai e uma severa seca induzida pelo fenómeno El Niño. Isto resultou na perda de vidas, enquanto um número elevado ficou deslocado e depende das ajudas do Governo e de outras partes”, escreveu o Ministério de Informação zimbabueano na plataforma Twitter.

O apelo lançado pelo Governo zimbabueano pretende apoiar 3,7 milhões de pessoas até Abril de 2020, um número que não abrange a totalidade dos afectados.

“Estima-se que o número de pessoas a necessitar de assistência no Zimbabué seja de 5,1 milhões, entre uma população de 15,1 milhões”, acrescentou o departamento governamental.

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Na cerimónia estiveram presentes os embaixadores da África do Sul, MN Mbete, dos Estados Unidos da América, Brian Nichols, da China, Guo Shaochun, e a chefe da delegação da União Europeia para o Desenvolvimento e Cooperação, Irene Giribaldi, sendo que todos prometeram continuar a assistir o Governo a “alcançar as necessidades humanitárias da população vulnerável”.

O ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbabué, Maláui e Madagáscar entre 14 e 16 de Março, provocando mais de 1.200 mortos e deixando cerca de 1,85 milhões de pessoas a precisar de ajuda, segundo a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

Em Abril de 2019, o Banco Mundial estimou serem necessários mais de 2.000 milhões de dólares (1.785 milhões de euros, ao câmbio actual) para os custos com a recuperação de infraestruturas e face aos efeitos nos meios de subsistência das populações.

CM

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