O ex-primeiro-ministro da Malásia Najib Razak declarou-se hoje inocente de todas as acusações durante o julgamento do caso do fundo 1MDB, sobre o desvio muitos milhões de dólares que vários países estão a investigar.
Ao chegar ao tribunal da capital da Malásia onde hoje começou o julgamento sobre o seu papel na gestão do fundo soberano malaio 1MDB, o ex-líder de 65 anos declarou-se inocente das sete acusações a si imputadas e que estão ligadas à corrupção e ao branqueamento de capitais.
Este processo é o primeiro de uma longa série de procedimentos legais que a justiça malaia está a realizar sobre a “pilhagem” do fundo soberano da Malásia em muitos outros países, como os Estados Unidos, Suíça e França.
A justiça da Malásia acusa Najib Razak e os seus cúmplices de desvio de vários milhares de milhões de dólares do fundo 1MDB, criado originalmente para o desenvolvimento da economia da Malásia, e de ter usado esse dinheiro para gastos luxuosos, nomeadamente imobiliário, obras de arte e um iate.
O escândalo, que acabou por envolver o banco norte-americano Goldman Sachs – que é suspeito de ter ajudado no alegado desvio – contribuiu largamente para a derrota eleitoral da coligação liderada pelo político em Maio 2018.
A coligação que governou o país por seis décadas perdeu o poder para Mahathir Mohamad, antigo protector da Najib Razak, que se aproveitou da ira dos eleitores face ao escândalo financeiro.
Nos meses que se seguiram às eleições, as investigações encerradas contra Najib Razak foram reabertas e as acusações de corrupção começaram a recair sobre o ex-líder e os seus aliados.
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