Os problemas de higiene de Julian Assange não terão sido o principal motivo que levou o Equador a retirar o asilo ao fundador do WikiLeaks e a expulsá-lo da sua embaixada em Londres, onde estava refugiado desde 2012.

Em causa estará, antes, a divulgação de centenas de documentos que denunciam um alegado escândalo financeiro envolvendo o presidente equatoriano Lenin Moreno.

O chamado caso ‘Ina Papers’ rebentou em fevereiro, quando um site com aquele nome denunciou alegadas contas offshore em nome de um irmão do presidente, que seriam usadas para depositar subornos pagos por empresários chineses a troco de contratos públicos no país.

Além das referidas contas, foram divulgados documentos e fotos pessoais do presidente, incluindo imagens de férias luxuosas na Europa e pequenos-almoços de lagosta na cama em hotéis enquanto os cidadãos equatorianos sofrem com políticas de austeridade.

Moreno diz que tudo não passa de uma campanha orquestrada pelo seu antecessor Rafael Correa, que durante cinco anos protegeu Assange, e acusa o fundador do WikiLeaks de roubar informação confidencial, incluindo imagens privadas do seu telemóvel pessoal, enquanto esteve exilado na embaixada equatoriana em Londres. Andava de skate na embaixada O jornal espanhol ‘ El País’ divulgou este domingo um vídeo gravado pela empresa privada de segurança da embaixada equatoriana em Londres que mostra o fundador do WikiLeaks, de aspeto pouco cuidado, a andar de skate nos aposentos onde passou os últimos sete anos.

O fundador do WikiLeaks foi acusado pela Equador de “desrespeitar os protocolos de convivência” e de falta de higiene, incluindo “espalhar excrementos nas paredes”.

CM