O antigo presidente do Parlamento indonésio Stya Novanto foi condenado a 15 anos de prisão por corrupção, uma das penas mais pesadas até à data num país que regista elevados níveis de corrupção.
Declarámos sem nenhuma dúvida Stya Novanto culpado de infringir a legislação anticorrupção”, declarou o presidente de um tribunal de Jakarta.
O Ministério Público tinha pedido uma pena de 16 anos de prisão.
Setya Novanto, que foi um dos políticos mais influentes do arquipélago do sudeste asiático, foi considerado culpado do recebimento de subornos e de abuso de poder e desvio de fundos públicos para benefício próprio e de terceiros.
Em causa está nomeadamente o orçamento definido para a criação de um novo sistema de documentos de identificação electrónicos, do qual foram desviados quase 150 milhões de euros entre 2009 e 2015, segundo a comissão para a erradicação da corrupção (KPK).
Esta comissão é um organismo independente encarregado de investigar e levar à justiça casos de corrupção e tem competência para ordenar a detenção dos suspeitos e a sua acusação formal.
Novanto já tinha estado envolvido num outro caso de corrupção, em que era suspeito de ter extorquido uma participação na multinacional Freeport-McMoRan, que explorava uma das maiores minas de ouro e cobre a céu aberto do mundo, na Papuásia.
Esse caso levou-o a demitir-se da presidência do Parlamento, em 2015, mas depois de ter sido ilibado regressou ao cargo em 2016, voltando, contudo, a demitir-se um ano depois devido a novas acusações.
No último índice de percepção da corrupção da organização não-governamental Transparency International, a Indonésia está em 96.º lugar entre 180 países.
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