Renamo acusa Frelimo de realizar campanha para as intercalares com ameaças e apoios da polícia. A Frelimo responde que Renamo “está desesperada”.

Quando faltam apenas quatro dias para o fim da campanha eleitoral para a segunda volta da eleição intercalar no município de Nampula, o partido Renamo veio ao público acusar a Frelimo de perpetrar algumas irregularidades que poderão manchar todo o processo eleitoral.

Ossufo Ulane, porta-voz da Renamo na cidade de Nampula, disse aos jornalistas que “o candidato da Frelimo está a fazer campanha nas escolas, impedindo que tenham lugar as aulas”. Como exemplo, citou “a escola de Muegane, onde foi convocada uma reunião de todos os professores que contou com o apoio do director do referido estabelecimento escolar”.

“Isto é grave e o pior ainda é que todas essas iniciativas da Frelimo têm sido acompanhadas pela Polícia da República de Moçambique”, lamentou.

Ameaças e denúncias na campanha

O porta-voz da Renamo também acusou a Frelimo de estar a transportar pessoas dos distritos fora da cidade de Nampula para votar no seu candidato no próximo dia 14 de Março.

Ulane acrescentou que alguns idosos foram ameaçados de que “poderão parar de receber a sua pensão de velhice, que recebem do Instituto Nacional de Segurança Social, caso não votem na Frelimo”. “As pessoas devem compreender que a instituição não pertence à Frelimo”, sublinhou. “A outra denúncia diz respeito ao transporte de pessoas dos distritos, incluindo agentes da polícia, para fazerem campanha no município de Nampula até à fase da votação. Queremos avisar as pessoas que vêm para a cidade de Nampula: se ocorrerem situações menos agradáveis, a Renamo não se responsabiliza”, disse.

Ossufo Ulane fez, por outro lado, uma avaliação positiva da campanha do seu partido, desde o início, não obstante a detenção de um membro da sua formação política no primeiro dia, entretanto posto em liberdade.

DW