Internacional Eleições na Serra Leoa decorreram de forma pacífica e sem incidentes

Eleições na Serra Leoa decorreram de forma pacífica e sem incidentes

As eleições na Serra Leoa decorreram de forma pacífica, sem que se tenham registado incidentes relevantes, pese embora a tensão política e a possibilidade de o partido no poder perder a Presidência.

Os 11.120 colégios eleitorais encerraram às 17:00 locais, mesma hora em Portugal, depois da votação para a Presidência, o parlamento e órgãos locais desde as 07:00, com extensas filas desde a primeira hora.

Cerca de 3,2 milhões de eleitores estavam inscritos para este ato, o primeiro depois da epidemia de ébola em 2014, na pequena nação de África ocidental, com pouco mais de 71.000 quilómetros quadrados.

Neste conjunto de três sufrágios, que fecham um ciclo de 11 anos de Ernest Bai Koroma no exercício do cargo de Presidente, não houve incidentes administrativos, de acordo com a Comissão Nacional de Eleições.

O organismo referiu que apenas 4% dos boletins de voto tiveram de ser retirados de colégios eleitorais, pelo que a Comissão Nacional de Eleições considerou “não haver razões para alarme”.

Nos últimos dias, houve incidentes, como o lançamento de pedras entre apoiantes de diferentes partidos, que causaram alguns danos nas cidades de Port Loko (norte) e Bo (sul), confirmaram à Efe fontes diplomáticas europeias.

Os primeiros resultados eleitorais são esperados apenas a partir da próxima segunda-feira, segundo fontes da agência espanhola.

Às eleições presidenciais e legislativas apresentaram-se 16 candidatos à chefia do país e outros tantos partidos políticos à liderança do Governo, com a maioria das forças políticas a comprometerem-se junto das Nações Unidas, União Africana (UA) e União Europeia (UE) e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a respeitar a paz e estabilidade antes, durante e depois da votação.

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De saída está o Presidente cessante Ernest Bai Koroma, que respeitou a Constituição e não se apresentou a um ilegal terceiro mandato, deixando essa possibilidade para o ainda ministro dos Negócios Estrangeiros serra-leonês, Samura Kamara, candidato escolhido em Outubro de 2017 pelo Congresso de Todos os Povos (APC, no poder).

Economista de 67 anos, Kamara já foi ministro das Finanças e governador do Banco Central da Serra Leoa e, depois das eleições, quer vença ou não, substituirá também Koroma na liderança do APC.

Como principal candidato da oposição, indicado pelo Partido Popular da Serra Leoa (SLPP), apresenta-se Juilus Maada Bio, antigo general de 53 anos, que, em Janeiro de 1996, então ministro da Defesa, liderou o país por dois meses, à frente de uma Junta Militar que derrubou o na altura Presidente Valentine Strasser.

O candidato da oposição já saiu derrotado nas eleições presidenciais de 2012.

Se os dois candidatos polarizam as sondagens locais para as presidenciais, também os dois partidos que os apoiam (APC e SLPP) são considerados favoritos nas legislativas.

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