Internacional Trump desapontado com o Departamento de Justiça norte-americano

Trump desapontado com o Departamento de Justiça norte-americano

WASHINGTON, DC - JULY 27: U.S. President Donald Trump attends an event in the East Room of the White House recognizing the first responders to the June 14 shooting involving Congressman Steve Scalise July 27, 2017 in Washington, DC. Scalise was among four people shot by James Hodgkinson during a congressional baseball team practice. (Photo by Win McNamee/Getty Images)

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou-se “desapontado” com o Departamento de Justiça e não descarta a possibilidade de demitir o procurador-geral Jeff Sessions se este não abrir uma investigação ao Partido Democrata.

“Honestamente, deveriam estar a olhar para os democratas”, disse Trump aos jornalistas na Casa Branca, antes de partir para uma viagem de 12 dias ao continente asiático.

Os comentários surgem após o Presidente norte-americano ter lançado hoje de manhã, através da rede social Twitter, um ataque contra a sua adversária na campanha presidencial de 2016, Hillary Clinton, e o Comité Nacional Democrata.

A trapaceira Hillary (Clinton) comprou o DNC e depois roubou as (eleições) primárias dos Democratas do louco Bernie (Sanders)!“, escreveu Trump, acrescentando que esta é a “real história sobre o conluio”.

Questionado se despediria Sessions se o Departamento de Justiça não concentrasse os seus poderes de investigação nos Democratas, Trump respondeu que não sabia.

Muitas pessoas estão desapontadas com o Departamento de Justiça, incluindo eu“, sublinhou o Presidente norte-americano.

Hoje, mais cedo, Trump disse que o povo norte-americano “merecia” ver uma investigação federal sobre Hillary Clinton e o DNC sobre um acordo conjunto de angariação de fundos assinado em Agosto de 2015.

A acusação de Trump baseia-se na publicação do órgão de comunicação norte-americano Politico, sobre um trecho do livro da ex-presidente do DNC, Donna Brazile.

A ex-presidente do DNC alegou que encontrou “provas” de que as eleições primárias dos Democratas de 2016 foram manipuladas a favor de Clinton. Brazile declarou acreditar que nenhuma lei foi violada, mas que o acordo de financiamento “não lhe pareceu ético”.

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No final de quinta-feira, Trump divulgou no Twitter, sem evidências, que acreditava que os democratas haviam agido “ilegalmente”.

Nos ‘tweets’, Trump destacou as críticas ao DNC da senadora de Massachusetts, Elizabeth Warren, a quem chamou de “Pocahontas”.

O Presidente norte-americano também instou as autoridades federais a lançar uma investigação.

“Vamos lá FBI (Escritório Federal de Investigação) e Departamento de Justiça”, escreveu Trump na rede social.

O acordo de angariação de fundos, assinado em Agosto de 2015 durante o processo das eleições primárias, de acordo com Brazile, foi pouco habitual e deu à campanha de Clinton alguma influência sobre as decisões do DNC.

Meses depois, o principal rival de Hillary Clinton nas eleições primárias dos Democratas em 2016, o senador independente Bernie Sanders, assinou o seu próprio acordo com o Partido Democrata.

Trump e sua campanha presidencial são objectos de uma vasta investigação por parte do ex-director do FBI e actual advogado especial Robert Mueller, sob a supervisão do Departamento de Justiça.

A Casa Branca já tentou tirar o foco desta investigação, que se centra no alegado conluio entre a campanha de Trump e o Governo russo, e passá-lo para Hillary Clinton e a sua campanha presidencial.

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