A empresária Isabel dos Santos desmentiu esta quinta-feira o teor das notícias veiculadas em Angola, apontando ausência de liderança e de estratégia na Sonangol e mau relacionamento com as companhias petrolíferas, como conclusões do grupo que analisou o sector.

Num desmentindo enviado à agência Lusa, a empresária afirma que o grupo de trabalho em causa, criado pelo Presidente angolano, João Lourenço, com o objectivo de serem apresentadas propostas para melhorar o desempenho da indústria petrolífera nacional, “não se debruçou em momento algum sobre assuntos de gestão corrente ou de gestão de investimentos da Sonangol EP ou do grupo Sonangol”.

Nas conclusões apresentadas ao chefe de Estado pelo grupo de trabalho, após as queixas das petrolíferas internacionais que operam em Angola, refere-se que o sector petrolífero angolano apresenta uma paralisia, devido aos processos de gestão burocratizados e ineficientes, cuja responsabilidade é atribuída à Sonangol, enquanto concessionária nacional, segundo o documento citado esta quinta-feira pelo Jornal de Angola.

Contudo, no mesmo desmentido, a empresária refere que a notícia da Lusa, reproduzindo e citando o Jornal de Angola, “é falsa”. Ao grupo em causa, o Presidente angolano deu 30 dias, a contar de 13 de Outubro, para apresentar propostas para melhorar o desempenho do sector do petróleo e gás do país. Entretanto, na quarta-feira, a empresária foi exonerada do cargo de presidente do conselho de administração da Sonangol, por decisão de João Lourenço.

O diário estatal angolano descreve esta quinta-feira constrangimentos e práticas na Sonangol que prejudicaram as operações do sector petrolífero, nomeadamente a burocracia imputada à gestão da concessionária, que terá elevado a 5.000 milhões de dólares os processos que esperam aprovação na concessionária nacional.

CM