Um tribunal egípcio condenou a prisão perpétua 140 supostos membros do grupo islamita Irmandade Muçulmana e confirmou a pena de morte para 12 outros acusados, pelo assalto a uma esquadra de polícia em 2013.
Dois menores foram condenados a dez anos de prisão e outros 238 indiciados foram absolvidos por ordem do Tribunal penal da província de Al Minia (centro do país), segundo a agência noticiosa oficial Mena.
A condenação à forca para 12 dos acusados foi emitida em 11 de Julho e confirmada hoje pelo mesmo tribunal após consulta ao mufti do Egipto, Shauqui Alam, a máxima autoridade religiosa do país e sempre consultado nos casos de condenações à morte, mesmo que não tenha poderes vinculativos.
O tribunal anulou as acusações dirigidas contra quatro outros suspeitos, que morreram no decurso do processo.
No Egipto, a prisão perpétua corresponde a 25 anos de detenção.
O caso relaciona-se com o assalto à esquadra da polícia de Matai, em Minia (sul do Cairo), que resultou na morte de um coronel da polícia em Agosto de 2013.
A Irmandade Muçulmana efectuou uma série de ataques a esquadras da polícia e edifícios governamentais em Agosto de 2013, em resposta à dispersão violenta pela polícia de um protesto islamita no Cairo que provocou cerca de 750 mortos.
Centenas de membros ou apoiantes da Irmandade Muçulmana foram condenados à morte ou a pesadas penas de prisão desde o derrube do então presidente islamita Mohamed Morsi num golpe de Estado, em 03 de Julho de 2013.
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