A Audiência Provincial de Sevilha condenou um homem a 39 anos de prisão por violar e matar uma adolescente de 16 anos, que estava em estado inconsciente depois de ter ingerido uma dose tóxica de medicamentos.
O autor do crime, ocorrido em Fevereiro de 2016, no parque María Luisa, no centro de Sevilha, aproveitou-se do estado da jovem para praticar os crimes.
Francisco Morillo Suárez, de 47 anos, foi condenado, esta terça-feira, a 24 anos de prisão pelo assassinato da jovem e a 15 pela agressão sexual, cuja violência foi a causa da morte. Terá de cumprir metade de cada uma das penas até tentar o acesso ao regime de semiliberdade, que o tiraria da prisão e o poria num centro de inserção social, perto da comunidade.
Além da pena de prisão, Suárez vai ter de pagar uma indemnização de 100 mil euros aos pais da vítima e outra de 25 mil euros à irmã.
O cadáver foi encontrado por uma varredora de lixo que, diz o “El Pais”, guardou todos os elementos que pudessem constituir uma prova. Segundo o jornal espanhol, o condenado usou, na altura dos factos, lenços de papel e uma camisola para limpar o sangue das hemorragias resultantes da brutalidade da agressão. Os objectos recolhidos foram, disse o juiz, fundamentais para apurar a verdade dos factos.
A imprensa espanhola noticia que o tribunal teve em conta o “especial desprezo da vítima”, valendo-se da sua “situação de desamparo”, e o “sofrimento físico e psíquico da vítima” durante e depois da agressão.
JN

















