Vinte e um moçambicanos, detidos no Malawi desde Novembro do ano passado, foram condenados pelo tribunal de Blantyre, a penas que variam entre doze a dezoito meses de prisão, por entrada ilegal no pais e exploração de madeira num parque protegido.

Maior parte dos moçambicanos é trabalhadora do empresário português José Manuel, também condenado no mesmo processo a dezoito meses de prisão.

Eles vinham sendo acusados de entrada ilegal e exploração de madeira no Parque Nacional de Lengwe, uma reserva nacional protegida, junto a fronteira com Moçambique

A defesa diz-se profundamente indignada com a decisão do juiz e garante que vai recorrer.

Um dos advogados, Joseph Kamkwasi disse que ainda esta semana vai apresentar recurso ao tribunal supremo.

Vamos apelar a liberdade condicional. Há motivos suficientes para recorrer da sentença porque e’ manifestamente exagerada, além de que nenhuma opção de pagamento multa foi dada aos réus alegadamente porque não tem dinheiro por serem estrangeiros”, disse Kamkwasi.

Depois da condenação, os moçambicanos foram impedidos de prestar declarações a imprensa.

No total, foram condenados trinta e seis indivíduos, sendo vinte e um moçambicanos, um português, dois chineses e doze malawianos.

O tribunal de Blantyre também determinou que todo o equipamento usado no crime seja confiscado e que dois veículos sejam entregues à Direcção de Parques e Vida Selvagem e ao juiz respectivamente.

O resto devera’ ser vendido e o dinheiro depositado no Fundo Nacional da Vida Selvagem.

Do equipamento confiscado constam seis tractores, um camião de trinta toneladas, dois veículos, duas motosserras e quatro motas.

No entanto, comentando sobre a decisão do tribunal, o Director de Parques e Vida Selvagem Brighton Kumchedwa expressou a sua satisfação com a sentença.

Estou satisfeito por terem apanhado uma pena de prisão e não uma opção para pagamento de multa. Isto é o que queríamos e estamos muito felizes por isso“, disse Kumchedwa.

RM