Emmanuel Macron será o novo presidente francês pelos próximos cinco anos.
O candidato centrista venceu, neste domingo (07), o segundo turno das eleições presidenciais da França. A vitória foi marcada com 30 pontos percentuais de vantagem sobre sua adversária, a líder da extrema direita Marine Le Pen. Essas são as primeiras projecções dos institutos de pesquisa do país após o fechamento das urnas, às 15 horas.
As últimas pesquisas feitas sobre a intenção de voto dos franceses já apontavam que Macron venceria o segundo turno, mas não previam a vantagem significativa. Conforme as estimativas de votos válidos divulgadas pela imprensa francesa, a vitória obteve 65% dos votos contra 35% conquistados por Le Pen.
Ainda há uma oscilação diante dos percentuais de votos que o centrista recebeu, e variam entre 65,1%, informado pelo Instituto Ipsos, e 65,9% projectados pelo Instituto Elabe, conforme divulgou a emissora BFMTV.
Essa foi uma das eleições presidenciais com índice de participação mais baixos da história do país, desde 1969, quando a nação francesa elegeu Georges Pompidou. Dessa vez, aproximadamente 25% da população deixou de ir às urnas.
A agência francesa AFP divulgou que o novo mandante francês afirmou que uma nova página para o país será aberta. “Esta noite abre-se uma nova página da nossa longa história. Quero que seja a da esperança e a da confiança recuperadas“, declarou.
A eleição do representante do movimento independente Em Frente! – criado há apenas um ano – foi comemorada por militantes que se concentraram ao frente o Museu do Louvre, em Paris, ao som da Marselhesa enquanto agitavam a bandeira vermelha, branca e azul.
Considerado uma opção para os que já estavam desacreditados das divisões políticas tradicionais, direita e esquerda, o presidente eleito tentou se promover como alguém que representa ideais que vão além dessa separação.
Apesar da pouca idade – sendo o presidente mais jovem desde que Luís Napoleão, sobrinho de Napoleão, comandou a França em 1848, seus 39 anos deverão ser o bastante para enfrentar desafios como a luta contra os ataques terroristas, o desemprego endémico de 10% no país e a crise da União Europeia.
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