Desporto PGR exumou 11 corpos abandonados no distrito de Macossa para autópsia

PGR exumou 11 corpos abandonados no distrito de Macossa para autópsia

A Procuradoria-Geral da República de Moçambique na província de Manica, anunciou a exumação de 11 corpos descobertos por jornalistas ao abandono no distrito de Macossa, para a realização de autópsias, noticiou a comunicação social moçambicana.

Os corpos, descobertos debaixo de uma ponte por vários jornalistas, foram exumados no dia 23 e estão depositados na morgue do Hospital Central da Beira, na província de Sofala, onde uma equipa médica irá fazer a recolha de dados que permitam a identificação dos corpos e a determinação da causa das mortes.

Em Maio, a Procuradoria-Geral da República de Moçambique anunciou que uma equipa da instituição enviada ao local identificou a existência de 11 corpos e instaurou um processo visando o apuramento das circunstâncias das mortes.

A procuradoria foi ao local para ver o que estava a acontecer, acompanhada de outras entidades que são chamadas ao caso e com destaque para um técnico de medicina, que fez a vez de um médico legista. Já se instaurou um processo que está a correr seus termos, e os corpos encontrados foram em número de 11“, disse Taíbo Mucobora, porta-voz da Procuradoria-Geral da República.

A Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade da Assembleia da República de Moçambique considerou que a presença de corpos abandonados debaixo de uma ponte na província de Manica configura uma violação dos direitos humanos.

Lamentamos o facto de termos encontrado aquela situação de 11 corpos debaixo da ponte. São restos, ossadas, o que configura uma violação dos direitos humanos“, afirmou o presidente da comissão, Edson Macuácua, após uma visita dos deputados ao local, mais de um mês após as primeiras denúncias e depois de as autoridades provinciais terem dado garantias de que os cadáveres tinham sido condignamente enterrados.

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Apesar de as autoridades apenas mencionarem os onze corpos debaixo da ponte, existem pelo menos mais nove cadáveres documentados por jornalistas, numa zona próxima, entre os distritos de Macossa e Gorongosa, e sobre os quais não há mais informações.

A 30 de Abril, jornalistas de vários órgãos de comunicação social, incluindo a Lusa, testemunharam e fotografaram 15 corpos espalhados no mato em dois locais entre os distritos da Gorongosa, província de Sofala, e Macossa, Manica.

Estes corpos foram posteriormente observados por vários órgãos de comunicação social moçambicanos e pela cadeia de televisão Al-Jazira, que mostrou restos humanos ainda visíveis três semanas depois de terem sido descobertos.

Mais cinco corpos foram encontrados por um grupo de jornalistas da France Presse (AFP) e Deutsche Welle (DW) em Macossa, aumentando para vinte o número de cadáveres descobertos na região.

Os corpos foram abandonados nas proximidades do local onde camponeses alegaram à Lusa ter observado uma vala comum com mais de cem cadáveres, até ao momento desmentida pelas autoridades.

A região da Gorongosa, onde se presume encontrar-se o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, tem sido marcada por confrontos entre o seu braço armado e as forças governamentais.

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