O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse que o governo defende a existência de líderes políticos com uma visão e sentido de Estado.
Na passada quinta-feira, o segundo dia da presença no Governo no Parlamento ficou marcado por múltiplos apelos para que a Renamo entregue voluntariamente as armas na sua posse.
Do Rosário sublinhou que volvidos mais de vinte anos, não faz sentido que venha a sustentar a posse de armas de fogo.
“O povo não quer guerra, o povo ama a paz. O governo defende uma paz que não implica apenas a ausência da guerra, mas também de partidos políticos não armados. Do mesmo modo, o governo defende a existência de líderes políticos com uma visão clara do sentido de Estado, a interesses nacionais imbuídos de cultura de convivência”, referiu o Primeiro-ministro.
A bancada parlamentar da Frelimo, na voz do deputado Edmundo Galiza Matos Júnior disse que a vontade dos moçambicanos não deve ser sacrificada pelas diferenças políticas.
“Chega ao terrorismo e chega à guerra. O que os moçambicanos querem de nós Frelimo, Renamo, MDM é a paz. A paz pode e deve ser trazida aos moçambicanos por nós políticos”, sublinhou Galiza Matos Jr.
Por seu turno a Renamo, na voz do deputado José Manteigas, reiterou a sua disposição à abertura do diálogo.
“A Renamo exige a governação das seis províncias onde ganhou. Queremos um estado de direito. A Renamo e o seu presidente estão dispostos para um diálogo aberto, sincero e sem cinismo”, apontou Manteigas.
A bancada do MDM igualmente fez apelos à paz.
Na Assembleia da República, o Governo debruçou-se sobre as calamidades naturais e a situação político-militar no país.
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