O presidente Armando Guebuza reconheceu esta terça-feira a “complexidade” do conflito de terras no país e apelou à “vigilância da população” e à cooperação das “estruturas governamentais e compreensão dos investidores” para que o problema seja solucionado da melhor maneira.
No final da presidência aberta, na província de Maputo, Guebuza disse que este “é um problema que se arrasta há algum tempo e que vai mudando de natureza” com o tempo.
“Mas eu penso que, com a vigilância da população, dedicação das estruturas governamentais e com a compreensão dos investidores nacionais e internacionais, iremos encontrar soluções”, frisou.
As queixas sobre o acesso à terra foi tema constante durante a presidência aberta na província de Maputo, onde Guebuza privou com vários populares, nomeadamente nas regiões turísticas da Ponta de Ouro, distrito de Matutuíne, e de Macaneta, distrito de Marracuene.
Segundo a Constituição, a terra pertence ao Estado e não pode ser vendida, mas esta ter sido comercializada por particulares, apesar da contestação popular e por parte das organizações moçambicanas da sociedade civil.
“Os problemas que a população apresenta não são da espécie, quer pão e o Governo entrega. O Governo tem de identificar formas de como fazer para resolvê-los para que todas as pessoas tenham esse pão”, acrescentou o presidente.

















