O diretor russo, Dima Slobodeniouk, começou um concerto em Cuenca, Espanha, com o hino ucraniano, em protesto contra a ofensiva russa na Ucrânia.
No programa do espetáculo, estava previsto iniciar com a composição Lugares como Memória, de Fernando Buide, mas o diretor da Orquestra Sinfónica da Galiza decidiu homenagear os cidadãos ucranianos devido à guerra dos últimos dias, segundo o El País.
A invasão da Ucrânia afetou bastante os músicos da orquestra. “O nosso programa desta semana, que inclui músicas de compositores espanhóis, finlandeses e russos, deve servir para mostrar que pessoas de diferentes nacionalidades podem e devem conviver sem se humilharem”.
O jornalista mexicano Juan Carlos Muniz, do portal de notícias Testigo Minero, em Fresnillo, no estado de Zacatecas, foi morto a tiro na sexta-feira, o sétimo este ano, disseram as autoridades locais.
Segundo o primeiro relatório policial, o tiroteio ocorreu na zona de Los Olivos de Fresnedo, enquanto o jornalista trabalhava como motorista de táxi, noticiou o jornal mexicano El Universal.
O Testigo Minero é propriedade de Hermelio Camarillo Conde, atual chefe do Sistema de Rádio e Televisão Zacatecan (SIZART).
“Condeno o ato em que Juan Carlos Muniz, um trabalhador do portal de notícias Testigo Minero, foi morto esta tarde em Fresnillo, e expressamos a nossa solidariedade com a família, amigos e colegas”, disse o governador do estado, David Monreal Ávila, na rede social Twitter.
A Rússia anunciou este sábado um cessar-fogo temporário a partir das 10h00 em Moscovo, para a abertura de corredores humanitários que permitam a retirada de civis nas cidades ucranianas de Mariupol e Volnovaja.
“Hoje, 5 de março, é anunciado um cessar-fogo a partir das 10h00, hora de Moscovo, e a abertura de corredores humanitários para a saída de civis de Mariupol e Volnovaja”, no leste da Ucrânia, disse o Ministério da Defesa russo.
Antes, o autarca de Mariupol tinha afirmado que o porto estratégico de Mariupol se encontrava “sob bloqueio” e era alvo de “ataques impiedosos” do exército russo.
Os Estados Unidos defenderam na sexta-feira a decisão da Otan de não estabelecer uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, argumentando que tal medida poderia fazer com que o conflito se espalhasse para mais países.
Temos a responsabilidade de garantir que a guerra não ultrapasse a Ucrânia… Uma zona de exclusão aérea poderia levar a uma guerra total na Europa, disse o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, a repórteres.
Pelo menos onze pessoas morreram, incluindo três crianças, e nove ficaram feridas após a explosão na noite de quinta-feira numa fábrica ilegal de fogo de artifício no Estado de Bihar, no norte da Índia, declarou na sexta-feira a polícia local.
“Onze pessoas morreram, incluindo três crianças — de dois meses, três anos e 10 anos – e cinco mulheres”, disse à agência de notícias Efe o polícia responsável pela esquadra de Tatarpur, Sanjay Kumar, próximo ao local do incidente.
Além disso, Kumar acrescentou que as operações de resgate continuam no local, pois “existe a possibilidade de outras três pessoas ainda estarem presas sob os escombros.
Nove pessoas ficaram feridas na explosão e foram levadas a um hospital regional.
As causas da explosão, que ocorreu na noite de quinta-feira “por volta das 23:30”, no horário local, numa casa onde fogos de artifício estavam a ser fabricados ilegalmente, ainda são desconhecidas, disse a polícia.
Como resultado da explosão, três casas nas proximidades ficaram “completamente destruídas” e outra sofreu danos parciais, disse Sanjay Kumar.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, escreveu na rede social Twitter que lamenta a “notícia dolorosa” e deseja aos feridos “uma rápida recuperação”.
“Falei com o chefe de Governo (de Bihar), Nitish Kumar, sobre a situação do incidente. A administração está a realizar o trabalho de resgate e toda a ajuda possível está a ser fornecida às vítimas”, acrescentou Modi.
Incêndios, desmoronamento de edifícios e acidentes industriais são frequentes na Índia, muitas vezes devido ao estado precário das infraestruturas e à falta de manutenção, fatores alimentados pela corrupção e práticas ilegais no setor de construção.
Um cidadão de nacionalidade vietnamita, com 38 anos de idade, foi flagrado, esta semana, na cidade de Tete, quando tentava renovar o seu Documento de Identificação e Residência para Estrangeiros (DIRE) com atestado de trabalho falso.
A porta-voz do Serviço Nacional de Migração (SENAMI) em Tete, Amélia Direito, disse que após verificar-se que o documento apresentado tinha alguns aspectos diferentes do original, contactou-se o Serviço Provincial de Justiça e Trabalho, que confirmou que não constava da base de dados.
“Apelamos a todos cidadãos estrangeiros a não usarem intermediários para tratar a sua documentação, o nosso sector de atendimento está habilitado para explicar todos procedimentos para o efeito”, admoestou.
Entretanto, o indiciado afirmou que obteve o atestado através de uma amiga do SENAMI, a quem pediu ajuda e a funcionária, após facultar-lhe o documento, disse que estava em conformidade. Disse, ainda, que não chegou a pagar nenhum dinheiro por isso.
A porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Celina Roque, não confirmou o envolvimento de uma funcionária, porém, assegurou que a informação será averiguada.
Segundo Celina Roque, a prisão do indivíduo já foi legalizada, estando o vietnamita, em prisão preventiva, no estabelecimento penitenciário provincial, onde aguarda pelos passos subsequentes.
Quatro indivíduos, em conexão com funcionários bancários, estão detidos desde na 2ª Esquadra da PRM, na cidade de Maputo. A quadrilha pretendia retirar mais de três milhões de meticais numa das agências bancárias com recurso a documentos falsos.
Trata-se de uma mulher e três homens (outros encontram-se foragidos), com ligações a funcionários bancários, que facilitavam o acesso a documentos originais, falsificando-os para retirar somas avultadas das contas de pessoas que não fazem movimentos bancários há anos.
A quadrilha foi detida quando estava prestes a levantar o valor, mas o banco apercebeu-se da tentativa de fraude e contactou a Polícia da República de Moçambique (PRM).
“Eu fiz da primeira vez sem nenhum conhecimento. Eles disseram-me que os funcionários já sabiam de todo esquema e que apenas deveria entregar os documentos ao banco. Estou presa porque o meu vizinho ligou-me, falando de um trabalho do qual deveria ganhar 30 mil meticais. Eles entregaram-me tudo já feito”, explicou a mulher de 38 anos.
O filho da mulher detida diz que está envolvido no esquema porque a mãe vendeu o seu cartão electrónico para um burlador, usando-o para fazer depósito do dinheiro retirado das contas alheias.
“A minha mãe, que já estava metida nesses negócios, contactou-me porque precisava de um cartão, ajudei-a de boa-fé. Dei o cartão para vender a esse tal burlador. Entretanto, sempre que ele depositasse algum valor recebia o alerta no meu telemóvel. Primeiro teve um carregamento de 119 mil meticais e o cartão ficou retido no banco, contou, para depois prosseguir.
“Daí ligou-me e disse que tinha de recuperar o cartão. Fui ao banco com um amigo e pedimos o impresso para transferir o dinheiro para uma outra conta. Duas semanas depois o agente bancário ligou-me e disse que deveria dirigir-me à agência, onde viria a saber que se tratava de um valor rastreado”, referiu.
O porta-voz da PRM, na cidade Maputo, Leonel Muchina, confirma a apreensão. “O grupo é indiciado no crime de fraude relativo aos instrumentos e canais de pagamento electrónicos, que é uma forma de manuseio de contas bancárias dos proprietários que já não movimentam a conta há muito tempo”, apontou.
Muchina refere ainda que existem mais integrantes desta quadrilha. “Quando tentávamos deter os mesmos conseguiram fugir e detivemos apenas essa senhora”.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos confirmou, na sexta-feira, a sentença de pena de morte para Dzhokhar Tsarnaev, co-autor confesso dos ataques da Maratona de Boston em 2013, que mataram três pessoas e feriram mais de 260, dos quais 17 sofreram amputações.
“Dzhokhar Tsarnaev cometeu crimes hediondos”, escreveu o juiz Clarence Thomas.
Aquele tribunal tinha aceitado, em março do ano passado, rever a sentença de Dzhokhar Tsarnaev.
Em causa estava um pedido de recurso do Departamento de Justiça, apresentado antes de Donald Trump deixar o cargo de presidente dos Estados Unidos, que contestava a decisão de um tribunal que ordenava um novo julgamento.
Tsarnaev, atualmente com 28 anos e origem chechena, e o irmão mais velho, Tamerlan, provocaram o terror em Boston em 15 de abril de 2013, quando detonaram duas bombas caseiras feitas de panelas de pressão com explosivos, pregos e pedaços de metal, na lotada linha de chegada da maratona.
Três noites após os ataques, enquanto tentavam fugir de Boston, Tsarnaev matou um polícia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) durante uma perseguição em que os irmãos largaram explosivos. Esta perseguição, recorde-se, obrigou Boston e os arredores a um recolher de obrigatório de 24 horas.
O irmão mais velho, Tamerlán, morreu após ser ferido a tiro pela polícia, e Tsarnaev depois de detido foi condenado à pena de morte.
Os atentados da Maratona de Boston foram os piores cometidos em solo norte-americano desde o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, que matou mais de três mil pessoas.
Um bispo argentino, considerado próximo do Papa e que era conselheiro para a gestão de bens do Vaticano, foi condenado, na sexta-feira, a quatro anos e meio de prisão por abuso sexual quando era bispo de Oran (Argentina).
O tribunal de Oran, a 1700 quilómetros de Buenos Aires, ordenou a prisão de Gustavo Oscar Zanchetta, 57 anos, que estava há duas semanas a ser julgado nesta cidade.
Zanchetta foi nomeado bispo da diocese pelo Papa Francisco, em 2013, até à sua renúncia, em 2017, tendo negado todas as acusações de crime.
O tribunal considerou o clérigo culpado de “continuar o abuso sexual simples e agravado, pelo facto de ter sido cometido por um ministro da religião”, contra seminaristas. O tribunal ordenou a sua “detenção imediata” e que seja registado na base de dados genéticos dos autores de crimes sexuais.
O julgamento seguiu-se a queixas apresentadas em 2018 por pelo menos dois seminaristas, que mencionaram a existência de “propostas românticas” e de “pedidos de ‘massagens'” por parte de Zanchetta. O clérigo disse ter tido em todos os momentos “uma boa e saudável relação com todos os seminaristas”, admitindo que por vezes havia toques, mas sem “qualquer conotação sexual”.
Nomeado pelo Papa Francisco, seu compatriota argentino, Zanchetta renunciou ao cargo em 2017, por causa de “relações muito tensas com os padres da diocese”, explicou o Vaticano, em 2019, no momento da abertura da investigação preliminar por crimes sexuais.
No momento da sua renúncia, já havia acusações de abusos de autoridade contra o bispo, “mas nenhuma acusação de abuso sexual”, disse o Vaticano, num comunicado nessa época.
No final de 2017, Zanchetta foi nomeado assessor da Administração do Património da Sé Apostólica, que administra os imóveis do Vaticano.
Uma bomba explodiu na sexta-feira (04) numa mesquita na cidade paquistanesa de Peshawar, no noroeste do país, matando pelo menos 30 pessoas e ferindo outras dezenas, segundo a polícia.
A explosão ocorreu quando os fiéis se reuniram na mesquita Kucha Risaldar, na cidade velha de Peshawar para as orações de sexta-feira.
Várias ambulâncias acorreram ao local, percorrendo as estreitas e congestionadas ruas da cidade para transportar os feridos para o Hospital Lady Reading.
Os Estados Unidos já entregaram mais de dois terços das armas prometidas à Ucrânia, que está a fazer uso efetivo delas para atrasar o avanço das forças russas, disse uma fonte do Pentágono.
No outono, Washington doou cerca de 60 milhões de euros em assistência militar para a Ucrânia, seguidos por mais cerca de 200 milhões em dezembro, para armas e munições que foram entregues às forças ucranianas, disse uma fonte do Pentágono, em declarações a jornalistas.
Mas recentemente, em 26 de Fevereiro, o Governo dos EUA libertou mais cerca de 350 milhões de euros em ajuda militar para apoiar Kiev perante a invasão russa.
A Polónia já recebeu mais de 700 mil refugiados da invasão russa da Ucrânia, podendo os cidadãos ucranianos usufruir de transporte ferroviário gratuito, segundo a Embaixada polaca em Portugal.
Em nota enviada à Lusa, a embaixada destaca os riscos da “desinformação por parte do regime em Moscovo” sobre o ponto de situação na fronteira com a Ucrânia.
“Estão a funcionar nove centros de acolhimento, oito dos quais na proximidade imediata da fronteira e um na gare de comboios na cidade de Przemysl. [Aí] podem descansar, recebem uma refeição quente, bebida e informações básicas”, pode ler-se no comunicado.
As autoridades polacas criaram uma plataforma ‘online’ de coordenação da ajuda aos refugiados ucranianos (www.PomagamUkrainie.gov.pl), e os cidadãos desse país podem registar-se num centro de emprego, “o que permite a obtenção de benefícios”, como o “acesso gratuito ao serviço de saúde”.
“As crianças ucranianas podem ser registadas nas escolas polacas e continuar a educação”, concluiu a embaixada.
Além do transporte ferroviário gratuito, alguns municípios introduziram a possibilidade de utilização gratuita de transportes públicos para “portadores de documentos de identificação ucranianos”.
Entre as mais de 700 mil pessoas que entraram no país, os grupos mais numerosos são de ucranianos, bielorrussos, uzbeques, nigerianos, indianos, argelinos, afegãos, paquistaneses, alemães e norte-americanos, que podem recorrer aos centros de acolhimento em que estão “representantes dos serviços consulares acreditados na Polónia”.
A embaixada polaca expressou ainda apreço pelo trabalho desempenhado pelos meios de comunicação portugueses no relato da situação na fronteira com a Ucrânia e agradeceu “todas as manifestações de solidariedade” desde o início da “agressão russa à Ucrânia”.
O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.
O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.
Milhares de internautas ficaram sem internet em França e noutras partes da Europa devido a um provável ciberataque a uma rede de satélites, ocorrido no início da ofensiva russa na Ucrânia, há uma semana.
De acordo com a agência France-Presse, a empresa de telecomunicações Orange indicou que “quase nove mil assinantes” de um serviço de internet por satélite da sua filial Nordnet, foram privados de internet em França na sequência de um ciberevento ocorrido a 24 de fevereiro contra a Viasat, um operador de satélite norte-americano do qual é cliente.
Outra empresa, a Eutelsat, “casa mãe” do serviço de internet por satélite ‘bigblu’, que conta com quase 50 mil clientes na Europa, confirmou igualmente hoje à AFP que “uma parte” dos seus clientes do ‘bigblu’ foi afetada pela avaria na Viasat, recusando adiantar números exatos.
Nos EUA, a Viasat disse que o ‘ciber-evento’ provocou “uma avaria de rede parcial” para os clientes “na Ucrânia e outros lugares” na Europa, dependentes do seu satélite KA-SAT.
A Viasat não deu mais detalhes sobre o ciberataque, limitando-se a referir que “a polícia e os seus parceiros estatais” foram avisados e estavam a “prestar assistência” à investigação.
Se o eufemismo ‘ciber-evento’ deixava poucas dúvidas sobre o facto de se tratar de um ciberataque, o facto foi confirmado na quinta-feira pelo general Michel Friedling, que dirige o comando francês do Espaço.
“Há alguns dias, pouco depois do início das operações (russas em território ucraniano), tivemos uma rede de satélite, que cobre a Europa e em particular a Ucrânia, que foi vítima de um ciberataque, com dezenas de milhares de terminais que ficaram inoperacionais imediatamente após o ataque”, disse, precisando que falava de uma rede de uso civil, a Viasat.
Os especialistas militares e cibernéticos temem que o conflito russo-ucraniano dê lugar a um surto de ciberataques, um ‘ciber-Armagedão’ com grandes consequências para os civis na Ucrânia e na Rússia, mas também no resto do mundo.
Para já, o pior cenário parece ter sido evitado, os ataques identificados parecem ter tido efeitos contidos na abrangência geográfica.
Os observatórios de cibersegurança detetaram na Ucrânia ataques com um novo vírus destruidor de dados, cujos efeitos reais são pouco conhecidos.
Na Rússia, os ‘sites’ institucionais estiveram inacessíveis a partir do estrangeiro, para os proteger de ataques que os tornassem inoperantes.
A empresa de comunicação British Broadcasting Corporation (BBC) comunicou que suspendeu as atividades de todos os jornalistas da sucursal da Rússia para preservar a segurança dos profissionais da imprensa. A medida se deve à uma lei aprovada pelo Kremlin que criminaliza veículos que “divulgarem fake news” sobre a guerra.
Em uma publicação no Twitter, a empresa comunicou que “não sobrou outra opção a não ser suspender temporariamente o trabalho de todos os jornalistas da BBC News”.
A empresa disse ainda que “avalia todas as implicações desse desenvolvimento indesejado”. Veja a nota:
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, foi uma das figuras políticas da Rússia que participou da articulação para aprovar a lei. Segundo a agência de notícias Reuters, na quinta-feira (03), Zakharova disse que a BBC estaria “sendo usada para minar” a situação política interna na Rússia.
Segundo a agência France-Presse, uma das que denuncia ter sofrido censura, a Rússia ordenou na quinta-feira o fechamento do escritório local da Deutsche Welle, além da proibição da veiculação dos programas. A medida teria sido tomada em retaliação à proibição do canal russo RT na Alemanha.
Além da DW, a Meduza, BBC Rússia e Radio Free Europe/Radio Liberty tiveram intervenção em parte das redes e transmissões.
Fortes chuvas destruíram uma ponte alternativa construída há três dias no norte de São Tomé e que garantia o acesso à capital, inundaram residências e causaram pelo menos um ferido, segundo fonte oficial.
As chuvas começaram por volta das 13:00 locais e terminaram por volta das 17:00.
O diretor do Instituto Nacional de Meteorologia, Aristómenes Nascimento, disse à Lusa que “esta situação estava prevista”, tendo acrescentado que “os meses de março e abril são tipicamente de chuvas”, que têm sido “agravadas pelas questões de alterações climáticas”.
De acordo com o responsável, também a ilha do Príncipe foi atingida pela chuva no período da manhã, “mas em menor intensidade”.
O distrito de Lembá, norte da ilha de São Tomé, “é o mais afetado por esta enxurrada” e “a ponte de Ribeira Funda acabou de desabar”, confirmou à Lusa o comissário do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros, Edson Bragança.
Segundo Edson Bragança, “há inundação no centro da capital de Lembá, a cidade de Neves e toda a zona dos arredores”.
Algumas imagens enviadas à Lusa retratam inundações de residências, escolas e o próprio hospital de Neves.
“Há um senhor que foi atingido, após desabamento de terra e está no hospital. Nós não sabemos a gravidade, mas ele está no hospital de Neves porque não foi possível leva-lo para a capital por causa da via que está intransitável”, disse o comissário da Proteção Civil.
Uma ponte na comunidade de Ribeira Funda, que permitia a circulação entre Lembá e cidade de São Tomé, desabou na segunda-feira, impedindo nomeadamente o transporte de combustível para a capital, tendo as autoridades construído uma via alternativa, mas que foi destruída pelas fortes chuvas.
“Só tenho a pedir às autoridades competentes que nos ajudem neste sentido, porque são dezenas de pessoas que estão na capital para chegar à cidade de Neves e Santa Catarina e que estão com a via oprimida”, disse o presidente da Câmara de Lembá, que também estava na capital do país, e por isso, ainda sem alternativas para retornar ao distrito.
O ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais, Osvaldo Abreu, deslocou-se ao local.
O Banco Mundial anunciou em Pemba, província de Cabo Delgado, o desembolso de um fundo adicional de 100 milhões de dólares para o programa de reconstrução de Cabo Delgado.
Os dados foram avançados por uma equipa daquela instituição financeira durante um encontro de cortesia com Valige Tauabo, Governador de Cabo Delgado.
De acordo com o Jornal Notícias, o valor, segundo foi assegurado pela equipa do Banco Mundial, poderá estar disponível ainda este semestre.
Entretanto, Tauabo queixou-se do facto de o Conselho Executivo Provincial (CEP) estar a ser excluído do processo de implementação do programa de reconstrução pós-ataques terroristas, o que, segundo ele, viola recomendação feita pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, aquando do lançamento do plano de reconstrução de Cabo Delgado, ano passado, na cidade de Pemba.
Os ataques a centrais nucleares, como o realizado pelas forças russas à unidade ucraniana de Zaporiyia, são contra as normas internacionais e uma grande irresponsabilidade, condenou a responsável dos Assuntos Políticos da ONU, Rosemary DiCarlo.
“As operações militares em torno de instalações nucleares e outras infraestruturas civis são não só inaceitáveis, como altamente irresponsáveis”, disse DeCarlo no Conselho de Segurança da ONU, reunido de emergência para discutir o ataque russo à central nuclear de Zaporiyia, no sudeste da Ucrânia.
A responsável das Nações Unidas sublinhou que os ataques a centrais nucleares violam a lei humanitária internacional e instou as partes a trabalhar com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para garantir a segurança daquela unidade de produção e a permitir que os funcionários dessa agência viajem para a Ucrânia para trabalhar com os reguladores.
“A Ucrânia conhece demasiado bem a devastação que um grande acidente nuclear pode causar. O desastre de Chernobyl, em 1986, é um exemplo duradouro da razão pela qual é vital assegurar que todas as centrais nucleares têm os mais elevados padrões de segurança”, observou DiCarlo.
“Devem ser feitos todos os esforços para evitar um incidente nuclear catastrófico”, insistiu a diplomata, elogiando o pessoal ucraniano de Zaporiyia por garantir o funcionamento seguro da central no meio da atual crise.
De acordo com a agência nuclear da ONU, o ataque à instalação não causou fugas radioativas, apesar de um edifício do complexo ter chegado a incendiar-se em consequência da ofensiva.
A Rússia lançou na madrugada de 24 de Fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, de acordo com a ONU, os ataques já fizeram mais de 1,2 milhões de refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia, entre outros países.
O Presidente Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.
O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) lançou segunda-feira um Centro Regional de Combate ao Terrorismo com sede em Dar es Salaam, na Tanzânia, para a região lidar com ameaças dos Terroristas norte de Moçambique.
“Embora tenham sido feitos progressos significativos na implementação da Estratégia Regional de Combate ao Terrorismo da SADC, ainda há necessidade de adoção de medidas”, tais como “legislação e políticas abrangentes”, referiu o secretário executivo da organização, Elias Mpedi Magosi, citado pela Lusa.
Em particular, defendeu o “fortalecimento de centros nacionais de combate ao terrorismo e de unidades de informação financeira”, bem como “da capacidade de combater a propagação da radicalização através das redes sociais e da Internet”.
Stergomena Lawrence Tax, Ministra da Defesa da Tanzânia, destacou o papel do novo centro na “cooperação para controlo e combate aos atos terroristas, incluindo a troca de experiências na região africana e a nível internacional”.
A sua criação “permitirá à SADC trabalhar de forma mais eficiente e eficaz na luta contra o terrorismo”, sublinhou.
Os chefes de Estado e de governo da SADC aprovaram na cimeira de agosto de 2015, em Gaborone, Botsuana, a Estratégia Regional de Combate ao Terrorismo e respetivo Plano de Ação.
Foi nesse encontro que ficou sublinhada a necessidade de criar o centro agora inaugurado, um órgão para “facilitar a cooperação” no combate ao terrorismo.
O lançamento aconteceu seis meses depois da chegada a Cabo Delgado, norte de Moçambique, de tropas da missão militar da África Austral (SAMIM, sigla inglesa) composta por pessoal destacado por oito países.
Angola, Botsuana, República Democrática do Congo, Lesoto, Maláui, África do Sul, Tanzânia e Zâmbia trabalham em colaboração com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e tropas do Ruanda – que celebraram um acordo bilateral com Moçambique.
O mandato da SAMIM consiste no apoio a Moçambique “no combate ao terrorismo e atos de extremismo violento em Cabo Delgado”.
Em Janeiro foi decidido o “prolongamento da missão por mais três meses”, mas prevê-se que vá além disso, porque “o terrorismo não termina em um mês ou um ano e, naturalmente, as atividades contra o terrorismo terão de continuar”, disse o Presidente Filipe Nyusi.
O Chefe de Estado tem se desdobrado em contactos internacionais para garantir financiamento que suporte a despesa militar na província dos mais valiosos de projetos de gás natural do país, tendo como base algumas das maiores reservas do mundo.
O Banco de Moçambique cancelou o registo de vários operadores de microcrédito, proibindo os gestores e proprietários de exercer a atividade, indica uma nota oficial.
A nota, publicada no site da instituição, citada pela agência Lusa, indica que um total 15 instituições tiveram a sua licença cancelada, mas não avança as causas da decisão.
A lista de instituições que viram a suas licenças revogadas integra a RLX Microcrédito, a Tchizenda Microcrédito, Prosap Microcrédito, Kuchukuro Créditos, Nathau Microcréditos, Microcréditos Essência, Grémio Microcréditos, Lenira Microcréditos, Sezinai Microcréditos, Bom Microcrédito, Ecocréditos, Khulula Microcréditos, Canaã Microcrédito, Txeneca Microcrédito e Microcrédito Capital Giro.
Desde que chegou ao cargo, em 2016, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, tem defendido reformas e disciplina fiscal para fortalecer o sistema bancário moçambicano, tendo, desde aquele ano, várias instituições de crédito sido penalizadas por irregularidades.
Continuam a surgir as mais variadas sanções contra a Rússia após a invasão deste país à Ucrânia.
Esta quarta-feira, a EA Sports anunciou que vai retirar todos os clubes russos, bem como a seleção, da base de dados do videojogo FIFA 22.
Um gesto que a empresa justifica como solidário com a Ucrânia e que terá efeito imediato. Num curto comunicado colocado nas redes sociais, a EA Sports avisa ainda que está a avaliar outras medidas a tomar em relação a alterações nos jogos que detém atualmente.
Mais de 300 pessoas sequestradas em diversos ataques foram resgatadas numa operação conjunta das forças de segurança nigerianas, marcando uma das maiores acções recentes...
O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) anunciou que o número de mortes atribuídas ao Ébola subiu para 1.801, enquanto os casos confirmados...