Internacional Ucrânia: Polónia já recebeu cerca de 700 mil refugiados

Ucrânia: Polónia já recebeu cerca de 700 mil refugiados

A Polónia já recebeu mais de 700 mil refugiados da invasão russa da Ucrânia, podendo os cidadãos ucranianos usufruir de transporte ferroviário gratuito, segundo a Embaixada polaca em Portugal.

Em nota enviada à Lusa, a embaixada destaca os riscos da “desinformação por parte do regime em Moscovo” sobre o ponto de situação na fronteira com a Ucrânia.

“Estão a funcionar nove centros de acolhimento, oito dos quais na proximidade imediata da fronteira e um na gare de comboios na cidade de Przemysl. [Aí] podem descansar, recebem uma refeição quente, bebida e informações básicas”, pode ler-se no comunicado.

As autoridades polacas criaram uma plataforma ‘online’ de coordenação da ajuda aos refugiados ucranianos (www.PomagamUkrainie.gov.pl), e os cidadãos desse país podem registar-se num centro de emprego, “o que permite a obtenção de benefícios”, como o “acesso gratuito ao serviço de saúde”.

“As crianças ucranianas podem ser registadas nas escolas polacas e continuar a educação”, concluiu a embaixada.

Além do transporte ferroviário gratuito, alguns municípios introduziram a possibilidade de utilização gratuita de transportes públicos para “portadores de documentos de identificação ucranianos”.

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Entre as mais de 700 mil pessoas que entraram no país, os grupos mais numerosos são de ucranianos, bielorrussos, uzbeques, nigerianos, indianos, argelinos, afegãos, paquistaneses, alemães e norte-americanos, que podem recorrer aos centros de acolhimento em que estão “representantes dos serviços consulares acreditados na Polónia”.

A embaixada polaca expressou ainda apreço pelo trabalho desempenhado pelos meios de comunicação portugueses no relato da situação na fronteira com a Ucrânia e agradeceu “todas as manifestações de solidariedade” desde o início da “agressão russa à Ucrânia”.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

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