O Supremo Tribunal dos Estados Unidos confirmou, na sexta-feira, a sentença de pena de morte para Dzhokhar Tsarnaev, co-autor confesso dos ataques da Maratona de Boston em 2013, que mataram três pessoas e feriram mais de 260, dos quais 17 sofreram amputações.
“Dzhokhar Tsarnaev cometeu crimes hediondos”, escreveu o juiz Clarence Thomas.
Aquele tribunal tinha aceitado, em março do ano passado, rever a sentença de Dzhokhar Tsarnaev.
Em causa estava um pedido de recurso do Departamento de Justiça, apresentado antes de Donald Trump deixar o cargo de presidente dos Estados Unidos, que contestava a decisão de um tribunal que ordenava um novo julgamento.
Tsarnaev, atualmente com 28 anos e origem chechena, e o irmão mais velho, Tamerlan, provocaram o terror em Boston em 15 de abril de 2013, quando detonaram duas bombas caseiras feitas de panelas de pressão com explosivos, pregos e pedaços de metal, na lotada linha de chegada da maratona.
Três noites após os ataques, enquanto tentavam fugir de Boston, Tsarnaev matou um polícia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) durante uma perseguição em que os irmãos largaram explosivos. Esta perseguição, recorde-se, obrigou Boston e os arredores a um recolher de obrigatório de 24 horas.
O irmão mais velho, Tamerlán, morreu após ser ferido a tiro pela polícia, e Tsarnaev depois de detido foi condenado à pena de morte.
Os atentados da Maratona de Boston foram os piores cometidos em solo norte-americano desde o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, que matou mais de três mil pessoas.














