A Ordem dos engenheiros irá submeter, na próxima semana, queixa à Procuradoria-Geral da República contra 14 falsos engenheiros. Os referidos indivíduos terão falsificado certificados de conclusão de licenciatura e cédulas profissionais da ordem.
Há pessoas sem qualificações e sem requisitos que querem ser engenheiros no país. A ordem da classe descobriu pelo menos 14 casos de indivíduos que falsificaram o certificado de conclusão do curso de licenciatura e da carteira profissional. “Os processos ainda estão a ser organizados e poderão ser entregues à Procuradoria-Geral da República dentro da próxima semana. Encontramos situações de falsificação de documentos de conclusão do ensino superior; alguns documentos emitidos supostamente pela ordem e que descobrimos que eram falsos. Infelizmente temos 14 situações dessas, incluindo a falsificação de cédulas profissionais”, iniciou Feliciano Dias, Bastonário da Ordem dos Engenheiros
A ordem diz que o agravante é a situação tende a acontecer em quase todas as províncias. “Temos situações envolvendo o nome de instituições de ensino de quase todo o país. Essas situações são detectáveis porque temos a regularidade de avaliar os documentos que nos são apresentados e a nossa cédula profissional tem duração de um ano. E findo esse prazo, o membro deve renovar e pagar a sua quota. Para dizer que as cédulas falsificadas foram detectadas no processo de renovação. É que esses indivíduos falsificaram a cédula profissional e através desse processo procuraram efectuar a sua renovação, de balde. Os casos de falsificação de certificados de licenciaturas apareceram em situação de indivíduos que pretendiam se inscrever na ordem”, precisou.
A Ordem dos Engenheiros disse estar preocupada com a situação e reconheceu que podem existir várias empresas que estão a empregar falsos engenheiros, ou indivíduos com documentos falsos. Nesse sentido, o bastonário alertou aos gestores das empresas para aferir a autenticidade dos documentos dos seus colaboradores. Lembre-se que a entidade tem neste momento 5 500 membros inscritos em todo o país.
A Associação Black Bulls e o Costa do Sol defrontam-se, hoje, pela final do Campeonato de Futebol da Cidade de Maputo-Liga Jogabets, a partir das 14.30 horas, no campo dos “touros”, em Tchumene.
Duelo de gigantes entre o actual campeão nacional em título e o seu antecessor que promete. Para chegar à final, a Black Bulls eliminou a Liga Desportiva, nas meias-finais, na lotaria dos penaltes, sendo que foi nas mesmas circunstâncias que o os “canarinhos” deixaram para trás o rival Ferroviário.
No jogo de hoje, a Black Bulls é claramente favorita ao triunfo. Joga em casa, num relvado natural que bem conhece, e tem sido a equipa dominadora da prova, com melhor ataque e com menos golos sofridos, detendo também os principiais destaques individuais como o melhor marcador (Melque, com 10 golos) e guarda-redes menos batido (Texeira Nhanombe, sem nenhum sofrido em quatro partidas).
Costuma-se dizer que as finais não se jogam, mas sim ganham-se. Deverá ser com este espírito que o Costa do Sol tentará contrariar os “touros”.
Os “canarinhos” podem ainda usar o facto de terem muito mais adeptos que o seu adversário para contrariar o seu favoritismo, que é inquestionável.
Frise-se que, o vencedor desta competição, para além da taça e medalhas, terá um prémio monetário de 250 mil meticais, enquanto o segundo classificado vai se contentar com 100 mil.
Subiu para cerca de 400, o número mortos de vítimas das inundações que têm fustigado a África do Sul. Segundo as autoridades locais estes números dizem respeito principalmente a região de Durban, na costa leste do país, segundo as autoridades locais.
“Um total de 40.723 pessoas foram afectadas. Infelizmente, o número de mortos continua a aumentar, com a última actualização de mortos registada em 395”, revelou em comunicado o departamento de cooperação e assuntos tradicionais da província de KwaZulu-Natal,
Os números actualizam o último balanço de 340 vítimas mortais, divulgado na quinta-feira pelo chefe de governo da província, Sihle Zikalala, numa conferência de imprensa virtual, sendo a maioria das vítimas da região de Durban, cidade portuária de Kwazulu-Natal aberta ao Oceano Índico e epicentro das fortes chuvas que começaram no último fim-de-semana.
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que esteve quarta-feira no local, hoje numa deslocação a Mpumalanga, no nordeste do país, onde discursava numa igreja por ocasião das celebrações da Páscoa, lamentou o “desastre de enormes proporções, nunca antes visto no país”.
Cyril Ramaphosa confessou estar a passar por “um dos momentos mais tristes” do seu mandato quando conheceu uma família que perdeu 10 membros, devido ao mau tempo, incluindo crianças pequenas.
“Alguns deles viram os seus familiares serem levados, sem poder resgatá-los, estendendo a mão para segurá-los, mas o poder da água levou-os”, precisou.
A previsão meteorológica indica a continuação de chuva durante o dia de hoje e fim-de-semana, com novos riscos de inundações e deslizamentos de terra, prevendo que o mau tempo afecte também as províncias vizinhas do Estado Livre (centro) e do Cabo Oriental (sudeste) onde “já se registou uma morte” segundo Cyril Ramaphosa.
“O nosso país está a enfrentar enormes desafios”, comentou, listando a onda de violência sem precedentes que abalou o país em Julho e as consequências de dois anos de combate à pandemia.
“Enquanto pensávamos que poderíamos sair do estado de desastre, outro desastre, desta vez natural, atingiu o nosso país”, disse.
O Presidente sul-africano declarou na quarta-feira o estado de calamidade na província de KwaZulu-Natal.
Por causa das inundações, o porto de Durban, a zona de transporte de carga marítimo mais importante do continente africano, suspendeu as operações e os caminhos-de-ferro da zona registaram danos considerados significativos.
Grandes fábricas, como a unidade de montagem da Toyota em Durban, ficaram inundadas e tiveram que interromper a actividade, tendo sido mobilizados contingentes policiais para travar tentativas de saques e o Exército destacado tropas para apoiar operações de resgate.
Na sequência da catástrofe natural, vários líderes do continente africano manifestaram solidariedade e têm enviado mensagens de condolências.
O KwaZulu-Natal tem registado um aumento deste tipo de desastres climáticos nos últimos anos, tendo o mais grave ocorrido em 2019, quando chuvas torrenciais e inundações provocaram cerca de 80 mortos.
A Ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, disse que as oridades sul-africanas irão alocar 10 milhões para compensar mineiros moçambicanos.
“Em articulação com as autoridades sul-africanas, monitorizámos, de 2019 a 2021, o pagamento [de compensações] a um total de 1.593 beneficiários”, afirmou Margarida Talapa.
O processo resultou no desembolso de 160.198.625 randes, avançou Margarida Talapa.
A governante falava durante um workshop multissetorial sobre compensações por doenças ocupacionais aos trabalhadores mineiros moçambicanos na África do Sul, que decorreu na quarta-feira, em Maputo.
O montante disponibilizado pelo Governo sul-africano é referente ao pagamento de providência social e compensações aos moçambicanos que contraíram doenças ocupacionais nas minas, declarou a ministra.
Segundo Margarida Talapa, há ainda 1.644 beneficiários elegíveis por localizar, havendo também outros 1.034 que reivindicam os seus direitos.
De acordo com dados divulgados no encontro, os mineiros constituem um grupo de alto risco na contração de doenças pulmonares, com destaque para a silicose e tuberculose.
Em 2021, Moçambique registou 98 mil casos de tuberculose, dos quais 2,7% foram diagnosticados no grupo de alto risco, de acordo com as autoridades.
A indústria extrativa e de mineração na África do Sul emprega cerca de 442.500 mineiros, dos quais 20.810 são moçambicanos, em minas de ouro e platina, segundo os últimos dados avançados à Lusa pelo Conselho de Minas sul-africano.
O Tribunal Judicial do Distrito de Cheringoma, Provícia de Sofala, condenou catorze caçadores furtivos e exploradores ilegais de madeira a penas que variam de quatro a seis anos de prisão por prática de diversos crimes ambientais na zona tampão do Parque Nacional da Gorongosa.
De acordo com Cesar Tite, Juiz Presidente doTribunal Judicial do Distrito de Cheringoma, província de Sofala, os condenados estavam envolvidos no corte ilegal de madeira e abate de animais protegidos, como elefantes, búfalos, leões e pangolins.
Na leitura da sentença, o Juiz afirmou que o grupo é composto de membros da comunidade que, com recurso a armas de fogo e armadilhas, abatiam animais protegidos para depois traficar os seus troféus.
Afirmou ainda: “é preciso incentivar as comunidades a encontrar outras formas de renda, de ganhar a vida (…)”. Entretanto, Cesar Tite exortou as comunidades que ficam no interior das coutadas e das fazendas particulares para que se retirem e reassentadas em zonas onde não há conflito com a lei.
Mais de cinco mil pessoas do distrito de Chicualacuala, enfrentam bolsas de fome devido aos efeitos combinados de falta de chuva e seca que afectam esta região norte de Gaza.
Na sequência destes fenómenos naturais, diversas culturas em campo, com destaque para o milho, mapira, mexoeira e feijões, foram perdidas, uma situação que se agravou no mês de Fevereiro último.
A Chefe de repartição de Agricultura e Pescas no Serviço distrital de actividades económicas, em Chicualacuala, Hortência Mandlate, aponta as comunidades das localidades de Chitanga e Chicualacuala-Rio, no posto administrativo Eduardo Mondlane, coimo as que poderão ser as mais afectadas por bolsas de fome, no distrito.
Perante o cenário, Hortência Mandlate diz que o governo sensibiliza as comunidades para continuarem com as lavouras e sementeiras olhando para a segunda época da campanha agrícola que vai iniciar, numa altura em que o distrito começa a registar chuvas abaixo do normal.
O governo russo através do seu vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitry Medvedev, que já foi primeiro-ministro e presidente da Rússia, disse que a Rússia iria aumentar as suas defesas nas fronteiras com os países nórdicos, em alusão a Finlândia e a Suécia sobre uma possível adesão à NATO, incluindo através da mobilização de armas nucleares, se estes deixassem de ser militarmente neutros.
Medvedev acrescentou que a ameaça nuclear iria ser escalada se continuar a haver discussão sobre o fim da neutralidade nuclear no Báltico – região onde a Rússia tem o enclave de Kaliningrado, uma pequena zona situada entre a Lituânia e a Polónia
“Até hoje, a Rússia não tomou este tipo de medidas e não vai fazê-lo. Mas se a nossa mão for forçada… Tomem nota que não fomos nós quem propôs isto”, vincou o governante russo.
Desde o início da invasão russa, que arrancou enquanto a Ucrânia considerou ela própria aderir à NATO, as sondagens nos dois países nórdicos demonstraram um sentimento cada vez mais favorável em relação à adesão dos dois países, historicamente neutros em conflitos armados.
A Suécia e a Finlândia já são observadores na NATO, permitindo que a aliança realize treinos militares no seu território
Esta semana, as líderes dos dois países vincaram a vontade de aderir à aliança numa conferência conjunta. Por um lado, a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, quer que a Suécia apresente o pedido de adesão em junho, mas quer primeiro perceber a vontade popular. Por outro, a primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, mostrou-se muito mais recetiva, anunciando que a decisão será feita nas próximas semanas.
A Finlândia é, dos dois, o país com o qual a Rússia tem uma fronteira maior, partilhando 1300 quilómetros de fronteira. Os dois também tiveram um conflito histórico, durante a Segunda Guerra Mundial. A capital finlandesa, Helsínquia, fica a menos de 400 quilómetros de São Petersburgo, a segunda maior cidade russa e antiga capital do império.
A China refutou as acusações dos EUA, chamando-as de “injustificadas”, acerca do seu relacionamento com a Rússia, defendendo que trabalha pela paz e que está do “lado certo” da História.
Importante parceiro diplomático e económico de Moscovo, Pequim recusou, até à data, condenar claramente a invasão da Ucrânia pela Rússia.
A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse na quarta-feira que a posição da China em relação à Rússia ameaça a sua “integração” na economia global.
“A China reafirmou recentemente o seu relacionamento especial com a Rússia. Espero que a China faça algo positivo com esse relacionamento e ajude a terminar esta guerra”, disse Yellen.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China expressou hoje a sua insatisfação com aquelas declarações.
“Estamos a fazer grandes esforços para aliviar a situação, resolver a crise e restaurar a paz”, disse Zhao Lijian, porta-voz da diplomacia chinesa.
Zhao pediu que não se “distorça a posição” de Pequim.
“A soberania da Ucrânia deve ser preservada. As preocupações legítimas de segurança da Rússia também devem ser respeitadas”, defendeu.
Pequim concorda com Moscovo, quando este considera que a expansão da NATO ajudou a desencadear a guerra na Ucrânia.
A posição da China em relação à Rússia contrasta com a do Ocidente, que condenou fortemente a operação militar na Ucrânia e impôs sanções contra a economia e os líderes russos.
“Nós opomo-nos a acusações e suspeitas injustificadas contra a China”, disse Zhao Lijian. “O tempo vai acabar por provar que a China está do lado certo da História”, afirmou.
Os Estados Unidos dizem estar preocupados com a potencial ajuda militar chinesa ao exército russo ou a possibilidade de Pequim ajudar Moscovo a contornar as sanções ocidentais.
A China pediu no início de abril aos países ocidentais que não “superestimem” o seu papel.
Uma mulher francesa, de 31 anos, exerceu medicina durante três anos e meio sem ter qualquer preparação ou estudos para tal. Agora, foi condenada a três anos de prisão.
Mãe de três crianças – de dois, cinco e nove anos – a jovem, cuja identidade não é revelada, teria uma licenciatura em gestão imobiliária, conta o 20minutos. Para conseguir emprego num centro médico, falsificou diplomas: um da Universidade da Estrasburgo e outro da Ordem dos Médicos de França.
O caso começou quando, em 2018, a mulher viu um anúncio para um emprego como médica em Champs-sur-Marne. Entrou como profissional de clínica geral, mas fez-se também passar por oftalmologista, tendo em conta que era um departamento em que conseguia obter um salário mais elevado.
Nestas funções, passou receitas e encaminhou os doentes para tratamentos sem nunca ter estudado para tal e sem qualquer conhecimento das práticas médicas.
Foi ‘apanhada’ em 2021, quando foi apresentada uma denúncia junto da Autoridade do Trabalho em Saúde francês. Aqui, descobriu-se que trabalhava com um número falso da Ordem dos Médicos.
Entretanto, tinha recebido cerca de 70 mil euros com estes empregos. Questionada em tribunal sobre o porquê destas fraudes, a mulher justificou-se com “necessidade de dinheiro”.
Botsuana, Zimbabué e Moçambique vão investir um total de três milhões de dólares num estudo de viabilidade para a construção de um porto de águas profundas em Maputo e uma linha férrea, anunciaram hoje os chefes de Estado.
“Nós chegamos a um acordo para que cada país, entre os três, invista um milhão de dólares para realização do estudo de viabilidade”, disse o chefe de Estado do Botsuana, Mokgweetsi Masisi, após uma reunião com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que começou ontem uma visita de trabalho a Gaborone.
O projeto, que se espera que envolva o setor privado, inclui uma linha férrea ligando os três países, numa extensão de 1.100 quilómetros.
De acordo com o chefe de Estado do Botswana, o objetivo é dinamizar as relações entre os três países, facilitando a exportação e importação de produtos, com destaque para o petróleo. “Nós temos o desenvolvimento deste porto como um compromisso”, frisou Mokgweetsi Masisi.
Por seu turno, o chefe de Estado moçambicano convidou os três Presidentes para sobrevoarem a área em que o porto será construído em Maputo, reiterando a importância do envolvimento do setor privado. “Faremos esta visita o mais breve possível”, frisou Filipe Nyusi.
Além de debater o projeto de construção de um porto de águas profundas e uma linha férrea, durante a visita de Filipe Nyusi, Moçambique e Botsuana assinaram acordos de cooperação para dinamizar também áreas como agricultura e energia, além da conservação da biodiversidade e defesa, setores nos quais as duas nações já possuem laços.
“Queremos manifestar a nossa gratidão pelo apoio que este país tem vindo a dar a Moçambique. Não é simples solidariedade, eles apoiam-nos em meios e recursos para mitigação do sofrimento dos moçambicanos”, declarou Filipe Nyusi.
A visita de Filipe Nyusi ao Botsuana termina no sábado e, além de quadros do seu executivo, o chefe de Estado moçambicano é acompanhado por deputados, alguns dos quais dos partidos de oposição.
O facto foi denunciado pelo ativista e fundador do Ufolo – Centro de Estudos para a Boa Governação, Rafael Marques, em São Tomé e Príncipe, numa intervenção a propósito do combate à corrupção em Angola, no âmbito de um intercâmbio internacional sobre a governação e luta contra a corrupção.
Na lista de sanções anunciadas pelos EUA no ano passado, a 9 de dezembro, Dia Mundial contra a Corrupção, estavam inscritas três individualidades angolanas – Isabel dos Santos, filha do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, e os generais Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa” e Leopoldino Fragoso do Nascimento, assim como os respetivos cônjuges e filhos menores.
“Uma outra figura a quem os Estados Unidos da América impuseram sanções, Amélia Maria Coelho da Cruz Nascimento [mulher do general Dino], faleceu seis meses antes”, disse Rafael Marques, lamentando que o Estado angolano tenha sido “incapaz de transmitir essa informação aos EUA, para que retirassem a falecida da lista de sanções”, onde permanece até à data.
“Os Estados Unidos da América são um país organizado e segue os devidos processos no afã de ajudar a combater a corrupção em Angola. Mas fica tão confuso que penaliza uma morta por corrupção”, disse o jornalista, sublinhando que os outros sancionados “não foram alvo de acusações criminais em Angola”, apesar das sanções dos EUA estarem a ser usadas “como argumento oficioso para o congelamento, no país, até dos salários a que os generais têm direito”.
A seleção moçambicana de futebol ficará a conhecer os adversários da fase de grupos de qualificação para o Campeonato Africano das Nações de 2023, no sorteio agendado para 19 de abril, no Cairo, Egito, sede da Confederação Africana de Futebol (CAF).
Os mambas já sabem que estarão no Pote 3 e quais as seleções que não deverão cruzar-se na fase de grupos. De acordo com o regulamento, as seleções que estão no mesmo pote não se defrontam na fase de grupos.
Eis os países que partilham o mesmo pote com a equipa liderada por Chiquinho Conde: Angola, Guiné Bissau, Mauritânia, Níger, Zimbabwe, Namíbia, Sudão, Líbia, Malawi, Gâmbia, Togo e Comores.
Assim sendo, os mambas estão na rota de colossos africanos tal e o caso do campeão africano Senegal, o vice-campeão Egito, Argélia, Nigéria, Costa do Marfim, Marrocos, Tunísia, Gana e Camarões, todos no Pote 1.
É igualmente possível um duelo em português com Cabo Verde, que está no Pote 2, ou mesmo São Tomé e Príncipe, no Pote 4, incertezas que terão uma resposta a 19 de abril.
Sublinhe-se que, ao todo, serão 12 grupos envolvidos com quatro seleções cada.
Os jogos de qualificação para o CAN-2023 iniciam-se em junho de 2022 e serão disputados de acordo com o seguinte calendário:
Jornadas 1 e 2: 30 de maio a 14 de junho de 2022;
Jornadas 3 e 4: 19 a 27 de setembro de 2022;
Jornadas 5 e 6: 20 a 28 de março de 2023.
De referir que o Moçambique não marca presença no CAN desde 2010.
O Manchester City empatou com o Atlético de Madri por 0 a 0 nesta quarta-feira (13), no estádio Wanda Metropolitano, na Espanha, e se classificou à semifinal da Liga dos Campões da Europa. A equipe irá enfrentar o Real Madrid na próxima fase da competição.
Na primeira partida, em 5 de abril, o City venceu por 1 a 0, jogando em casa, no Etihad Stadium.
Depois de primeira parte totalmente controlada pelos citizens, ainda que sem grandes oportunidades, exceção de remate de Gundogan ao poste da baliza de Oblak, na segunda o conjunto colchonero, começou a colocar as garras de fora e criou vários problemas a Ederson e companhia.
Mais com o coração, é verdade, o Atlético, em particular nos últimos 20’, criou um par de boas oportunidades e após final de jogo muito confuso, com 13’ de compensação e um cartão vermelho, a Felipe, foi ovacionado pela afición, que reconheceu a enorme alma da equipa.
O Benfica despediu-se da Champions League após a derrota na Luz por 1-3, a equipa orientada por Nélson Veríssimo empatou em Anfield a três golos, ficando pelos quartos de final da competição.
Mesmo sem Rafa (foi Diogo Gonçalves o escolhido para o seu lugar), as águias enfrentaram um Liverpool em poupanças (Van Dijk, Alexander-Arnold, Robertson, Thiago Alcântara, Sadio Mané e Salah começaram no banco) e até assustaram logo aos 13 minutos, num vistoso remate de Everton.
Teve mais eficácia o Liverpool, que no primeiro remate do jogo chegou ao golo: canto de Tsimikas para o coração da área, Konaté (21’) saltou mais alto entre Otamendi e Vertonghen e cabeceou de cima para baixo para o 1-0. O central francês, recorde-se, já tinha marcado na Luz.
Reagiu de imediato a equipa de Nélson Veríssimo, com Darwin a marcar, mas o lance foi anulado por fora de jogo, algo que viria a acontecer novamente já em tempo de descontos, então com 3-3 no marcador.
Aos 32′ valeu: após dividida entre Diogo Gonçalves e Milner, Gonçalo Ramos apareceu na frente de Alisson e disparou sem hipóteses para o guarda-redes brasileiro.
Para a segunda parte, Veríssimo lançou Yaremchuck, por troca com Diogo Gonçalves, abrindo a frente de ataque, mas o Liverpool viria a fechar a eliminatória, com um bis de Firmino no espaço de 10 minutos (55’ e 65’). Já com Salah e Mané em campo, o Benfica nunca baixou os braços e ainda chegou ao empate, com golos de Yaremchuck (73’) e Darwin (82’). E poderia ter chegado à vitória… Darwin obrigou Alisson a extraordinária defesa e ainda teve o já referido segundo golo anulado.
Nas meias-finais, a formação de Jurgen Klopp terá pela frente o surpreendente Villarreal, que deixou o Bayern pelo caminho.
A Ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, concede tolerância de ponto na sexta-feira, dia 15, a todos os trabalhadores e funcionários públicos que professam a religião cristã, por ocasião da Semana Pascal.
A tolerância de ponto, para todo o dia, não abrange os trabalhadores, cuja natureza de actividade não permite interrupção no interesse público, refere o comunicado.
No mesmo documento, a Ministra apela os cidadãos para a observância das medidas de prevenção da pandemia do novo coronavírus, nas celebrações da Páscoa.
Anastácia Zitha, ex Directora Nacional do Trabalho Migratório assumiu ter simulado a celebração de vários contractos com empresas de prestação de serviços para projectos de reinserção social dos ex-mineiros, pois não foram visados pelo Tribunal Administrativo.
à ré Anastácia Zitha, então directora do pelouro, esclareceu os contornos da assinatura dos vários contratos entre a instituição que dirigia e empresas de fornecimento e prestação de serviços.
Na audição desta quarta-feira, a juíza confrontou a ré com muitos contractos por si assinados no âmbito de projectos de reinserção social dos ex-mineiros que, na verdade, não passaram de simulações.
A juíza que julga o caso confrontou a ré com as informações com documentos por si assinados.
“Consta dos autos que, entre o Ministério do Trabalho, representado pela ré Anastácia Zitha, e a empresa Dona Tina Artes e Decoração de Interiores, representada pela senhora Elsa Jonas (falecida), foi celebrado um contrato para o fornecimento de serviços de cortinado e mobiliário ao Gabinete do Mineiro. Reconhece a assinatura e o contracto, cujo preço estava fixado em 3.7 milhões de Meticais?”, questionou Evandra Uamusse, juíza que preside a sessão de julgamento.
Em resposta a ré reconheceu o documento e a assinatura. “Conheço o contrato e a assinatura é minha”, assumiu a ré Anastácia Zitha. A juíza quis saber da modalidade aplicada neste contrato:
“A modalidade, meritíssima, foi ajuste directo”, respondeu a ré, o que suscitou mais questionamentos.
O Banco de Moçambique considera que o endividamento interno do Estado mantém-se elevado, segundo consta da mais recente publicação do Boletim de Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação.
A instituição justifica que entre Dezembro de 2021 e Março de 2022 a dívida interna do Estado incrementou em 20 453 milhões de meticais, a reflectir, essencialmente, a utilização de Bilhetes do Tesouro para o financiamento do défice da conta corrente num contexto de fraca procura por títulos da dívida pública no mercado de capitais (obrigações do tesouro).
No documento, o Banco Central considera ainda que a dívida pública interna, excluindo os contratos de mútuo e locação e as responsabilidades em mora, aumentou de 220.6 mil milhões, em finais de Dezembro de 2021, para 242,3 mil milhões de meticais, em Março.
Analisando os preços das principais mercadorias e dinâmica das moedas dos parceiros comerciais de Moçambique, o banco destaca que a reabertura das economias e a eclosão da tensão geopolítica entre Rússia e Ucrânia estão a pressionar os valores de transacção das principais mercadorias.
Salienta que o agravamento do conflito russo-ucraniano, num contexto de relaxamento das medidas restritivas para a contenção do covid-19, contribuiu para o aumento do preço das mercadorias e destaca a subida do preço do brent e do trigo como aqueles que tem maior impacto na inflação doméstica, dado o seu peso no cabaz do Índice do Preço no Consumidor (IPC).
Entre Janeiro e Março o preço do brent incrementou em 49%, e o do trigo em 45%, tendência que se espera manter ao longo de 2022.
Segundo o Banco de Moçambique, a nível das mercadorias de exportação, a evolução favorável dos preços que se observa na generalidade dos produtos poderá amortecer o impacto negativo da possível contracção da procura externa na economia doméstica. O realce vai para o aumento, em cerca de 20%, do preço do alumínio e do carvão térmico nos primeiros três meses do ano.
Ainda de acordo com o banco, desde finais de Janeiro de 2022 até à segunda semana de Março de 2022, o Índice Composto do dólar registou ganhos acumulados face às principais moedas de transacção (euro, rand, libra e iene japonês).
Entre os factores determinantes deste comportamento, destacam-se a tensão geopolítica e o aumento da taxa de juro de política monetária pelo FED – Reserva Federal Norte-americana.
A Good Neighbors Mozambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista de Comunicação para Mudança de Comportamento. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar quatro (4) Assistentes de Desenvolvimento Comunitário de Saúde Sexual Reprodutiva do Projecto Ungumi. Saiba mais.
O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende assegurar a contratação de Consultores Individuais ou Empresas. Saiba mais.
O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para seu quadro de pessoal um (1) Oficial Provincial. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Regulatório e de Qualidade. Saiba mais.
A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem. Saiba mais.
A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Mobilização de Recursos e Comunicação & Imagem. Saiba mais.
A ALIADAS pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor – Assistência Técnica para Evento de Reflexão Iniciativa para Empoderamento da Mulher com Deficiência. Saiba mais.
A Fundação Ayuda en Acción (AeA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para a Elaboração de um Estudo de SAN, Género e Empoderamento Económico da Mulher. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Enfermeiras de Saúde Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador do Projecto. Saiba mais.
A Solidar Suiça pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnicos especializados para Treinamento em Técnicas de Agricultura Ecológica. Saiba mais.
A empresa Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda, é uma empresa profissional de reparação e manutenção de automóveis pretende recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.
Uma Empresa especializada em catering e prestação de serviços, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Cozinheiros e Ajudantes de Cozinha. Saiba mais.
A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola, através de comunicado anunciou ontem, a reabertura dos seus templos, dois anos depois, referindo que a mesma resulta de uma decisão do Tribunal da Comarca de Luanda que determinou o “desbloqueio dos bens móveis e imóveis da IURD em Angola”.
“Milhares de fiéis de Cabinda ao Cunene entrarão nos tempos da Universal após mais de dois anos de espera”, refere-se na nota, garantindo a “retoma imediata das atividades”.
Os bispos, pastores, obreiros, membros e simpatizantes “estarão nos templos abertos dando auxílio espiritual e social a todos os carentes e necessitados”.
A IURD em Angola enfrenta disputas internas desde 2019, quando bispos e pastores angolanos acusaram os gestores brasileiros de vários crimes, nomeadamente branqueamento de capitais, evasão de divisas, obrigação da vasectomia, bem como racismo.
Os brasileiros acusam os bispos e pastores angolanos, que se afastaram da igreja, de atos de xenofobia e agressões, na sequência da tomada à força de templos, em todo o país.
A justiça angolana abriu um processo, encerrou os templos e convidou missionários brasileiros a deixarem o território angolano.
No âmbito do julgamento, o tribunal de Luanda condenou em 31 de março o ex-responsável da IURD em Angola a três anos de prisão, de pena suspensa, pelo crime de violência física e psicológica, enquanto os restantes arguidos foram absolvidos.
O ex-líder Honorilton Gonçalves, atualmente no Brasil, e outros três coarguidos – o bispo angolano António Ferraz, o pastor brasileiro Fernandes Teixeira e o pastor angolano Belo Kifua — eram acusados de vários crimes, incluindo associação criminosa, branqueamento de capitais e violência doméstica, num julgamento que teve início em 18 de novembro de 2021.
Honorilton Gonçalves foi condenado pelos crimes de violência física e psicológica, ficando a pena suspensa por dois anos, e terá de pagar indemnizações de 30 e 15 milhões de kwanzas (60 mil e 30 mil euros) a dois ofendidos que foram submetidos a vasectomia.
Os arguidos foram absolvidos dos restantes crimes: associação criminosa, branqueamento de capitais, burla por defraudação e expatriação ilícita de capitais, um crime que o tribunal deixou cair por se tratar de uma transgressão que compete ao Banco Nacional de Angola.
O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, defendeu na quarta-feira, em coferência de imprensa que o mundo “não presta o mesmo grau de atenção às vidas dos negros e às dos brancos”, comparando a atenção dada à Ucrânia e a conflitos noutros países.
De acordo com Ghebreyesus, “Toda a atenção prestada à Ucrânia é muito importante, é claro, porque [o que lá se passa] tem impacto em todo o mundo, mas não é dada sequer uma fração dessa atenção ao Tigray (a região da Etiópia de que é originário, onde há um conflito armado devastador em curso), ao Iémen, ao Afeganistão, à Síria e a todos os outros”.
“Tenho de ser directo e honesto, o mundo não trata a raça humana da mesma maneira. Alguns são mais iguais que outros”, sustentou o responsável da OMS, parafraseando o escritor norte-americano George Orwell.
“E quando digo isso, magoa-me (…) É muito difícil de aceitar, mas é o que acontece”, insistiu, afirmando esperar que “o mundo recupere a razão e trate todas as vidas humanas da mesma forma”.
O director-geral da OMS falou longamente sobre a situação na sua região natal do Tigray, cujos responsáveis estão desde novembro de 2020 em conflito armado contra as forças governamentais, afirmando temer que o cessar-fogo humanitário decretado a 24 de março pelo Governo de Adis Abeba para deixar a ajuda humanitária entrar no Tigray, até então isolado de tudo, “não passe de uma manobra diplomática”.
Em vez dos 2.000 camiões de ajuda com bens de primeira necessidade que já deviam ter chegado à região, “chegaram apenas 20, no total, o que representa 1% das necessidades”, denunciou o dirigente da OMS.
“Na prática, o cerco entre forças etíopes e eritreias prossegue”, disse Tedros, que é médico, alertando que sem um acesso totalmente livre da ajuda, centenas de milhares de pessoas poderão ainda morrer.
O conflito, que começou em novembro de 2020 e se propagou, durante algum tempo, além do Tigray, fez milhares de mortos e mergulhou na fome milhões de pessoas, sendo as duas partes acusadas de atrocidades.
“O que está a acontecer na Etiópia é trágico, as pessoas são queimadas vivas por causa da sua etnia, e por nada mais, e não tenho a certeza se isso foi levado a sério pela comunicação social”, comentou o responsável da OMS, acrescentando: “Precisamos de um equilíbrio. Devemos levar cada vida a sério, porque cada vida é preciosa”.
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