A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos alerta para o risco de aumento significativo do volume deescoamentos nos rios Namacurra, Licungo, Raraga, Molócuè, Melela, Ligonha, Meluli, Monapo, Mecubúri e as bacias costeiras das províncias da Zambézia e Nampula nas próximas 72 horas.
Esse aumento surge na sequência da aproximação de um sistema de baixas pressões que poderá causar chuvas muito fortes a moderadas nas regiões centro e norte do país.
O volume de escoamento poderá causar cheias e consequente impacto nas comunidades e infra-estruturas socioeconómicas, daí o alerta emitido pelas autoridades. As chuvas também poderão provocar inundações urbanas para as cidades de Quelimane e Nampula e erosão em Nacala-Porto.
Disponíveis 165 milhões de dólares destinados ao melhoramento das condições de saneamento nos próximos tempos como também à construção e ampliação dos sistemas existentes nas cidades de Maputo, Beira, Quelimane, Tete e Nampula.
As intervenções vão beneficiar perto de 200 mil pessoas que vivem, maioritariamente, em áreas com graves problemas de saneamento e deficiências no tratamento de águas residuais e redes de esgotos, escreve o Notícias.
O projecto é financiado pelo Banco Mundial, no quadro dos esforços visando assegurar o acesso ao saneamento seguro nas grandes cidades. O orçamento inicial era de 115 milhões de dólares, entretanto foram adicionados 50 milhões para responder à emergência da Covid-19 e cobrir a oscilação dos preços do mercado.
Na semana finda uma missão do Banco Mundial esteve no país com o objectivo de prestar apoio técnico na implementação do Projecto de Saneamento Urbano (PSU).
Empresas petrolíferas que operam no país dizem estar a ficar sem capacidade para importar combustíveis devido aos preços baixos praticados no país, face ao aumento dos preços que se regista no mercado internacional, ao qual se acrescenta a dívida de cerca de 120 milhões de dólares que o Estado tem para com elas.
E pedem um reajuste dos preços que, no entanto, poderá agravar o custo de vida em Moçambique.
Michel Amade, presidente da Associação Moçambicana de Empresa Petrolíferas (Amepetrol) disse em conferência de imprensa em Maputo que o aumento do preço do barril de petróleo para a casa dos 110 dólares faz com que a estrutura de preços de combustíveis no país esteja desajustada com a que é praticada na região.
O presidente da AMEPETROL, afirmou ainda que das trinta empresas gasolineiras associadas apenas dezasseis estão activas, enquanto que as restantes pararam de importar combustíveis ou o fazem com dificuldades.
Na ocasião, Ussene afirmou que o reajuste do preço de combustíveis no mercado nacional deve ser feito em menos de 30 dias e visa reflectir o custo dos produtos no mercado internacional, que actualmente é bastante elevado e fazer face às dívidas do Estado em subsídios às petrolíferas.
“A situação financeira das empresas vai piorar, por isso, apelamos ao Governo para encontrar um mecanismo de ajuste do preço de uma forma gradual com benefícios para as gasolineiras, consumidores, a economia, bem como a competitividade do mercado moçambicano. Antevemos um mês de Maio muito complicado”, afirmou.
A Renamo e o MDM exigiram quinta-feira, que o Governo condene a invasão russa à Ucrânia, manifestando desta forma o seu alinhamento com a paz e não à guerra.
O presidente do MDM, Lutero Simango, que chefia a bancada do partido no parlamento, diz que a posição de neutralidade manifestada pelo Executivo não vincula o país, uma vez que foi à revelia dos legisladores.
“O Governo tomou a sua posição, unilateral, que não passou pelo Parlamento, como determina a sua política externa”, acusou Simango, realçando que a sua bancada “condena a ofensiva russa”.
Para a Renamo e o MDM, não faz sentido que um país que conhece as consequências da guerra fique em cima do muro, como o que está a acontecer e exige que o parlamento corrija a situação.
“Peço, em nome do povo, que esta casa (Parlamento) adopte uma moção de condenação à iniciativa de Vladimir Putin na Ucrânia”, exortou António Muchanga, histórico deputado da Renamo.
Aquele partido recorda mesmo que a neutralidade demonstrada, pode fragilizar a candidatura do país, a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU.
Sobre o assunto, o Governo não se pronunciou e foi a bancada da Frelimo, através do deputado e porta-voz do partido, Caifadine Manasse, quem se encarregou de defender a posição do executivo.
“O Presidente Filipe Nyusi já se expressou sobre este assunto. Ademais, já houve muitas situações de conflito, nomeadamente, a invasão à Líbia, Palestina, República Árabe Saharaui Democrática, por aí, e nunca tivemos situações do parlamento levantar o assunto, nos moldes como hoje são trazidos”, disse Manasse.
Refira-se que quando a resolução contra a invasão russa à Ucrânia foi votada na sessão das Nações Unidas, Moçambique fez parte dos países que se alinharam pela abstenção, não condenando, nem apoiando a acção de Moscovo.
O Conselho da União Europeia (UE) decidiu reforçar assistência dada às forças armadas moçambicanas para torná-las “operacionais e autossuficientes”, acrescentando um montante adicional de 45 milhões de euros.
Segundo um comunicado dos Estados-membros da União Europeia, “o conselho adotou na quinta-feira (21.04) uma decisão que altera a medida de assistência para apoio às forças armadas moçambicanas ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, adotada em novembro de 2021, acrescentando um montante adicional de 45 milhões de euros”.
Com o aval desta quinta-feira, o apoio comunitário a Moçambique, ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, ascende agora a 89 milhões de euros, avança o conselho da UE.
“A medida de assistência visa reforçar o apoio da UE ao desenvolvimento de capacidades e ao destacamento das unidades das forças armadas moçambicanas formadas pela Missão de Formação Militar da UE [EUTM] em Moçambique”, explica a estrutura.
Em concreto, “o objetivo é assegurar que a formação seja tão eficiente e eficaz quanto possível, permitindo que as tropas treinadas pela EUTM sejam plenamente operacionais e autossuficientes no momento do destacamento”, adianta.
O Conselho da UE aprovou, em outubro passado, o lançamento da EUTM, visando promover uma resposta mais eficiente e eficaz das forças armadas moçambicanas à crise na província de Cabo Delgado, proporcionando-lhes formação e reforço de capacidades.
Já em novembro, o Conselho adotou uma medida de assistência de cerca de 44 milhões de euros a Moçambique, de apoio às unidades militares moçambicanas formadas pela missão de formação da UE em Moçambique.
O Mecanismo Europeu de Apoio à Paz foi criado em março de 2021 para financiar todas as ações da Política Externa e de Segurança Comum em áreas militares e de defesa, com o objetivo de prevenir conflitos, preservar a paz e reforçar a segurança e estabilidade internacionais.
O Presidente angolano iniciou quinta-feira uma visita de três dias a Cabinda. A chegada de João Lourenço culminou em detenções de ativistas e dirigentes da CASA-CE no momento em que colocavam bandeiras na via pública. Esta visita acontece sob pressão de movimentos separatistas da região.
Militares nas ruas, restrições à circulação, com perímetro de segurança alargado, mas também detenções, denunciam a presença do chefe de Estado na província.
Segundo o secretário executivo da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE) em Cabinda, Daniel Nguimbi, nove pessoas foram detidas, entre ativistas e dirigentes da coligação, na noite de quarta-feira (19.04). Nguimbi acusa a Polícia Nacional de violar a lei.
O grupo de ativistas e alguns dirigentes da CASA-CE colocavam algumas bandeiras na via pública, visando a visita do presidente da Coligação a Cabinda. A polícia reteve estes elementos e removeu as bandeiras já fixadas.
O secretário nacional para a Mobilização da CASA-CE, Nadilson Paim, explica que os membros da coligação pediram à Polícia Nacional que apresentassem um mandado de captura, mas tal não aconteceu.
”No momento, eles pediram aos polícias para que mostrassem qual é a lei que diz que um partido quando coloca a sua bandeira e outro partido já não pode, daí, eles compreenderam com arrogância essa réplica”, conta.
Paim afima que as detenções estão a manchar a visita do Presidente da República. ”Pode de algum modo manchar a estadia do Presidente aqui,. Pnto, denunciamos e apelamos às autoridades competentes de modo a restituir a liberdade dos nossos cidadãos que nunca deviam ter sido detidos, por se tratar de um direito fundamental”, apela.
O ativista Maurício Ngimbi não tem dúvidas: “São situações da ditadura”.
As pessoas com deficiência afirmam que não têm conseguido votar desde as primeiras eleições em Moçambique, em 1994, devido à sua condição. Comissão Nacional de Eleições promete melhorias nos próximos pleitos.
Estas são as conclusões de uma pesquisa do FAMOD sobre a participação política das pessoas com deficiência em Moçambique, apresentada esta quinta-feira (21.04) em Maputo.
Queixam-se, por exemplo, que não há boletins de voto em braille, cabines de votação apropriadas e rampas para acesso aos postos de votação.
Cantol Pondja, presidente do Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), pede por isso a criação de uma lei eleitoral inclusiva.
“Que as pessoas com deficiência possam sentir-se úteis na sociedade a partir dos lugares de votação, que devem ser muitos acessíveis”, defende.
Os próprios boletins de voto “devem ser acessíveis”, acrescenta Pondja. E as “mensagens divulgadas devem ter em conta as diferentes tipologias de deficiência e garantir este voto aberto. Que as pessoas com deficiência possam de livre vontade ir votar”.
A crítica é dirigida também aos partidos políticos. O FAMOD acusa as formações políticas de pouco ou nada fazerem para que as mensagens dos manifestos eleitorais cheguem devidamente aos cidadãos com deficiência.
“Prometem tanto, mas as pessoas com deficiência auditiva não ouvem o que eles estão a prometer,” relata o presidente do FAMOD.
A organização diz que uma forma de solucionar o problema é através da inclusão das pessoas com deficiência nos órgãos eleitorais.
“Nós temos de ser incluídos em todos os processos de planificação e garantir que todas as políticas sejam atualizadas,” defende Cantol Pondja.
“As pessoas com deficiências psicossociais são proibidas de votar”, exemplifica.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) tomou nota das queixas. O presidente do órgão, Carlos Matsinhe, admitiu que esta é uma questão por refletir.
“Temos conhecimento de que, já no ciclo passado, a Comissão Nacional de Eleições fez mais do que tinha feito anteriormente. Esperamos que, neste ciclo, seremos capazes de, com a ajuda de todos, fazermos cada vez mais – por exemplo, na área de educação cívica, na questão das cabines e dos acessos”, enumera.
Carlos Matsinhe deixa uma promessa para as eleições autárquicas de 2023 e para as presidenciais, previstas para 2024: “Aquilo que pudermos fazer, dentro deste ciclo que iniciou, a CNE vai fazer, para que o acesso seja possível, para que todos os cidadãos, independentemente das suas condições físicas, possam participar nos pleitos eleitorais.”
Ex-Presidente queniano Mwai Kibaki morreu aos 90 anos, anunciou hoje, sexta-feira, 22, o atual chefe de Estado, Uhuru Kenyatta.
De acordo com Kenyatta, “É um dia triste para nós, enquanto país”. Perdemos um grande líder”, disse Kenyatta num discurso na televisão estatal.
Foi decretado um período de luto nacional até ao pôr-do-sol no dia em que Kibaki vai ser enterrado, com todas as bandeiras a serem hasteadas a meia haste.
Kibaki serviu como terceiro presidente do Quénia, de 2002 a 2013.
“Como figura de proa na história pós-independência do Quénia. Kibaki ganhou o respeito e o afecto do povo desta nação”, disse Kenyatta.
“O Presidente Kibaki será para sempre recordado como um cavalheiro na política do Quénia”disse o actual presidente acrescentando que Kibaki era um brilhante orador, eloquente, e sagaz.
Quatro homens estão detidos na província de Mpumalanga, África do Sul, pela prática de caça furtiva no Parque Nacional Kruger, a maior reserva animal da África do Sul que faz fronteira com Moçambique, anunciou ontem em comunicado a Polícia Sul-Africana.
A Polícia Sul-Africana referiu que os caçadores furtivos moçambicanos compareceram ontem pela primeira vez em tribunal, após terem sido detidos separadamente em dois incidentes na tarde de segunda e terça-feira, na reserva animal no nordeste da África do Sul.
“Na segunda-feira [18 de abril], cerca das 12:00 [locais], os guardas que operavam na secção Houtboshrand do parque, encontraram pegadas humanas, assinalando a possível presença de caçadores furtivos no parque. Os guardas seguiram o rasto com a ajuda de um cão pisteiro e localizaram dois homens”, explicou o porta-voz da SAPS em Mpumalanga, Selvy Mohlala.
Segundo o porta-voz policial, os suspeitos Raydon Zitha, de 24 anos, e Ernesto Zitha, de 27 anos, foram detidos na posse de arma de caça ilegal, munições e de um machado. “A investigação revelou também que os dois homens são moçambicanos e que entraram ilegalmente na África do Sul”, adiantou.
No segundo incidente, dois indivíduos armados foram detidos na secção de Tshokwane do parque, na terça-feira, cerca das 12:30 locais, salientou o porta-voz da polícia sul-africana. “Os suspeitos foram identificados como sendo Maxiyi Hlungwana, de 33 anos, e Khensani Chauke, de 26 anos. A investigação revelou que são oriundos de Moçambique e que entraram ilegalmente na África do Sul”, frisou.
A polícia sul-africana referiu que o tribunal de Skukuza adiou a audiência de pedido de liberdade condicional mediante o pagamento de caução dos quatro caçadores furtivos moçambicanos para 04 de maio. Em março, o tribunal regional de Skukuza condenou três moçambicanos a 15 anos de prisão por caça furtiva no Parque Nacional Kruger, segundo as autoridades sul-africanas.
A SEPPA – Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Técnicos de Campo. Saiba mais.
A empresa do grupo “A” sediada em Maputo, pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Técnico Superior em Tecnologias de Informação. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior Provincial de Qualidade Laboratorial. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior Provincial de Qualidade Laboratorial. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Sénior de Conformidade e Revisão Interna. Saiba mais.
Uma Empresa especializada em catering e prestação de serviços, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Cozinheiros e Ajudantes de Cozinha. Saiba mais.
O pugilista Armando Sigaúque, venceu o seu oponente do Lesotho Lengola Phomola, por um KO técnico, na divisão dos 51/54 kgs, salvando assim a honra de Moçambique, na estreia, ontem, no Campeonato Africano da Zona IV que decorre no pavilhão do Maxaquene, em Maputo.
Em quatro combates travados pelos pugilistas da Selecção Nacional, três saldaram-se em copiosas derrotas por 0-5, cabendo a Armando Sigaúque a salvação da honra do convento com um categórico triunfo que terminou de forma abrupta por incapacidade técnica do adversário.
Foi um combate bem conseguido pelo moçambicano que entrou com tudo e sem deixar o adversário respirar. Desferia golpes atrás de golpes ao sutho que em um assalto e meio foi várias vezes ao tapete até que o seu treinador lançasse a toalha ao chão no decurso da segunda ronda. Aliás, nos cerca de cinco minutos desse combate, Sigaúque sempre colocou o público que estava no pavilhão em delírio pela forma aguerrida em que combatia no ringue.
Não era para menos, o moçambicano denotava pressupostos competitivos muito acima do seu oponente, tendo sido seguro na defensiva e letal no ataque.
Depois do combate glorioso de Sigaúque, seguiu-se Ivo Gonçalves que defrontou o experiente pugilista zambiano, Obert Musonda, para a categoria dos 54/57 kg. O moçambicano perdeu por concludentes 0-5, num combate que, como documentam os números, o zambiano foi claramente superior a todos os níveis. Ivo Gonçalves mal conseguia parar as investidas do oponente e quase que a sua actividade ofensiva era nula. O moçambicano tem mérito por ter conseguido terminar o combate ainda a dar o ar da sua graça, mas contra factos não há argumentos possíveis, o domínio do pugilista do país vizinho foi mais que evidente.
O Ministro da Saúde, Armindo Tiago, avançou na Assembleia da República que o executivo não tem dinheiro para concluir a construção do Hospital Geral de Nampula, que devia ter sido concluído há três anos. Neste momento, o Governo está à procura de fundos para o efeito, segundo esclareceu o ministro da Saúde, na sessão de perguntas de insistência ao Governo no Parlamento.
Entre as várias questões de insistência, o ministro da Saúde foi questionado sobre as causas da paralisação das obras do Hospital Geral de Nampula. Armindo Tiago revelou que o Governo está sem dinheiro para a conclusão das obras.
A verdade é que a empresa responsável pela construção enfrentou vários problemas financeiros durante as obras, o que fez com que houvesse várias greves de trabalhadores. Comprovada a falta de capacidade financeira, o Governo decidiu rescindir o contrato, mas já havia pago cerca de 60% do valor exigido, porém havia uma execução física de 52%, ou seja, pagou mais do que foi construído.
“Na retoma da obra, nós fizemos convites a empresas, algumas foram avaliadas. O valor remanescente para a conclusão da infra-estrutura é de cerca de oito milhões de dólares, porém as propostas apresentadas até hoje estão entre os 12 e 20 milhões de dólares, muito acima do valor disponível. Entretanto, o Governo deve providenciar soluções e, neste momento, já está em fase conclusiva a negociação para encontrar os recursos adicionais e reiniciar a obra ainda no próximo mês, na pior das hipóteses”, explicou o ministro.
Foi lançada esta quinta-feira, a segunda fase do projeto de Integração elétrica entre Moçambique e Maláui, uma cerimónia ocorrida em Tete, no centro de Moçambique, e que contou com a presença do chefe de Estado do Maláui, Lazarus Chakwera, que efetua desde ontem uma visita de trabalho a Moçambique.
A infraestrutura, com uma extensão de 218 quilómetros, está orçada em 62 milhões de dólares (52 milhões de euros), dos quais 35 milhões de dólares (32 milhões de euros) serão usados para construção da linha na parte do território moçambicano (com 142 quilómetros) e o restante para parte da infraestrutura que está no Maláui, segundo dados enviados à Lusa pela empresa pública Eletricidade de Moçambique.
Com a concretização deste projecto em Novembro de 2023, Malawi passará, pela primeira vez, a receber energia eléctrica de Moçambique, numa quantidade substancial que, numa primeira fase, será de 50 megawatts.
“Malawi é um dos 10 países, à semelhança da Tanzânia e Angola, ainda não interligados com a região da SADC, a nível da rede de transporte de energia. Por isso, o acto que hoje testemunhamos constitui, como o Presidente Chakwera disse aqui, um verdadeiro marco histórico nas relações entre ambos os povos, bem como para a região. Estes resultados são fruto da determinação para revitalizar a cooperação entre os dois países, no decurso do encontro que mantive com a Vossa Excelência Presidente Chakwera em Songo e, por essa razão, permita-me, mais uma vez, endereçar o meu reconhecimento pela vossa ampla visão, dedicação e colaboração frutífera”, declarou o Presidente da República, Filipe Nyusi.
Trata-se de um projecto co-financiado pelo Banco Mundial e pelos governos da Alemanha e Noruega, que vai diminuir o défice energético naquele país vizinho.
“Este projecto irá, sobremaneira, dar alento ao Malawi no uso de recursos energéticos em diversas circunstâncias. Esta interligação irá reduzir a lacuna na procura e oferta deste recurso, bem como impactar na agricultura, manufactura e prestação de serviços. Vai potenciar o nosso sistema eléctrico, diversificando várias fontes de energia e permitir que haja uma redundância nos sistemas de fornecimento de energia eléctrica. Esta linha será uma forma de rendimento para o Malawi, quando o país começar a exportar energia, também, para a região”, disse o Presidente malawiano, Lazarus Chakwera.
O projeto, que vai criar cerca de 1600 empregos e tem uma capacidade de transmissão de 400 kV (quilovolt), está na mesa desde 1998, mas o acordo foi assinado apenas em 2013. A infraestrutura vai partir da subestação de Matambo, na província de Tete, até à fronteira com o Maláui, em Zobué, onde as obras começaram há seis meses.
Uma pessoa foi assassinada e seus órgãos genitais masculinos extraídos no distrito de Milange, província da Zambézia. O órgão genital estava a ser comercializado ao preço de 35 milhões de kwatchas, pouco mais de dois milhões de Meticais. A Polícia diz estar ainda a trabalhar no caso que foi despolectado na segunda-feira e que ocorreu no povoado de Maranda.
De acordo com o O País, trata-se de um caso que deu-se na passada segunda-feira, na localidade de Tengua, povoado de Maranda, distrito de Milange. Dois cidadãos foram detidos em conexão com o caso, depois de terem sido neutralizados pela Polícia na posse de órgão genital masculino. Segundo apurou, tudo começou quando os referidos detidos contactaram um comerciante na vila-sede de Milange, de nome António Chicopa, com o objectivo de lhe vender o produto.
Consta que o referido comerciante contactou as autoridades locais de Tengua e o comando distrital de Milange a denunciar tal facto. Junto da Polícia, numa acção bem coordenada, compactou os proprietários do produto e fez-se passar por alguém que tinha cliente e o chefe das operações por comprador. A acção bem protagonizada culminou com a neutralização dos dois cidadãos de 29 e 32 anos, respectivamente. Os dois estão detidos no comando distrital e aguardam por passos subsequentes na Justiça.
No entanto, o comerciante, que ajudou a Polícia a deter os comerciantes dos órgãos genitais, diz estar a passar por uma situação de calúnia e difamação, não só nas redes sociais, como também nas comunidades de Milange.
“Fui eu quem alertou a Polícia quando aqueles senhores me comunicaram sobre o negócio. Levei o meu carro e o chefe das operações até ao local, junto aos outros agentes da Polícia numa outra viatura. Não sei por que hoje estou a ser acusado por pessoas”, disse o comerciante, visivelmente preocupado com a situação.
A comandante distrital de Milange, Alice Evaristo, diz que o distrito registou ocorrência de tráfico de órgãos humanos e que as autoridades estão a trabalhar para esclarecer o caso.
“Confirmo o registo desta ocorrência e que uma pessoa foi assassinada e seus órgãos retirados, isso é real e estamos a trabalhar para esclarecer o caso”, disse, acrescentado que as autoridades estão à procura dos indiciados no Malawi e em Milange.
Governo espera comercializar 17 milhões de toneladas de produtos na campanha agrícola 2021/2022, anunciou esta quarta-feira, 20 de Abril, o chefe de Estado, Filipe Nyusi.
“Não nos vamos humilhar importando aquilo que podemos produzir e bem”, disse o chefe de Estado, no lançamento da campanha agrícola 2021/2022 em Marracuene, na província de Maputo.
Dos 17 milhões de toneladas de produtos que Moçambique espera comercializar, a previsão é que 45% correspondam a raízes e tubérculos, 21% de cereais, 13% de hortícolas, 11% de leguminosas, além de outros produtos.
“Caros agricultores, há que intensificar o cultivo da batata e da cebola. Não só por ser um negócio com mercado seguro, mas este exercício vai equilibrar a nossa balança comercial”, declarou o chefe de Estado moçambicano.
O Governo, que definiu a agricultura como uma prioridade da economia moçambicana, tem apontado a industrialização do sector e aposta na comercialização como um dos seus principais desafios.
No âmbito das estratégias para reforçar a capacidade dos pequenos agricultores e impulsionar a industrialização, o Governo de Moçambique lançou, em Fevereiro de 2017, o programa “Sustenta”, que tem sido o pilar do sector agrário nos últimos tempos.
O programa contou com um apoio inicial de 16 mil milhões de meticais, desembolsados pelo Banco Mundial.
Como forma de resistir aos altos índices de pobreza e à desnutrição crónica, a maior parte da população moçambicana, que vive em zonas rurais, recorre à agricultura de subsistência como único meio de sobrevivência.
Selecionador nacional, Chiquinho Conde, reagiu ao sorteio de qualificação para o CAN-Costa do Marfim 2023, que colocou Senegal, Benim e Ruanda no Grupo L, com enorme otimismo deixando claro que o grupo dara tudo para estar na mais importante prova futebolística do continente africano.
“Já tivemos a oportunidade de defrontá-los [Senegal, Benim e Ruanda] em momentos diferentes. Vamos estudá-los de forma minuciosa e trabalhar aquilo que são os nosso pontos fortes. Naquilo que depender de mim e de todo o grupo que estará envolvido nesta qualificação tudo faremos para levar Moçambique à fase final”, realçou.
O treinador realçou, ainda, a vantagem que é jogar em casa, perante o apoio do público: “Se, eventualmente, podermos jogar no nosso reduto teremos a oportunidade de ter a ajuda do público e aí tudo pode acontecer. Digo sempre aos meus jogadores que temos de conquistar algo grandioso em lugares onde menos se espera”, escreve Abola.
Moçambique vai, a partir de junho, iniciar a fase de qualificação para a Taça das Nações de África, numa odisseia de seis jogos em que procurará ocupar um dos dois primeiros lugar para voltar ao convívio das melhores seleções africanas, algo que não acontece desde 2010.
A Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula, ASTRA, vai agravar a tarifa dos actuais 10 para 15 meticais a partir de segunda-feira, 25 de Abril.
Segundo o O País, a ASTRA diz que, desde Outubro do ano passado, tem dirigido cartas ao Conselho Municipal da Cidade de Nampula a pedir a aprovação por parte da Assembleia Municipal de uma nova tarifa para o transporte semi-colectivo de passageiros, assim como os táxis (de viaturas e motorizadas). Sucede que o assunto nunca foi discutido por aquele órgão com poderes para o efeito, daí que os associados decidiram aprovar tacitamente a implementação do agravamento para 15 Meticais.
“A partir do dia 25 de Abril vai começar a ser aplicado novo preço de transporte na cidade de Nampula, pelos vulgos “chapas”, táxi de viaturas e táxi de motorizadas. Portanto, o preço vai passar a ser de 15 Meticais e não 10 Meticais, por via da aprovação do Município, mas por via de aprovação tácita que o nosso direito assume como uma forma de cumprimento da lei”, explicou Zeca Alberto, vice-presidente da ASTRA.
No dia 21 de Março, os transportadores semi-colectivos de passageiros paralisaram as actividades na cidade de Nampula como forma de pressionar a aprovação do agravamento do custo do transporte urbano. Dois dias depois, o secretário do Estado na província reuniu-se com a associação dos transportadores e anunciou a criação de uma comissão mista envolvendo todas as partes interessadas. Quase um mês depois, os semi-colectivos de passageiros avançam com novos valores.
Nas ruas, os cidadãos lamentam mais um custo que vai sufocar o bolso. “Olhando para essa parte, vai ser muito complicado para os munícipes atendendo e considerando que o preço dos produtos de primeira necessidade subiu; agora é o ‘chapa’, vai ser muito complicado fazer a gestão”, lamenta Elísio Júlio, o mesmo sentimento partilhado por Regina Bulaisse “porque a vida em si nestes dias está difícil. Pedimos que o Município termine nos 10 Meticais”.
O número certo de namoradas defraudadas está ainda por apurar, mas segundo uma estimativa ronda a meia centena. Até agora apenas trinta e cinco das enamoradas a sério apresentaram queixa, sem vergonha de se afirmarem vítimas depenadas em centenas de milhares de ienes depois de entrarem num namoro online, com promessa de final feliz no altar.
Takashi Miyagawa recebeu a seus presentes de aniversário em fevereiro, em abril, em julho, segundo a data que forneceu a cada namorada. Pelo menos trinta e cinco prendas, quase simultâneas, por aniversário!
“Grande gestor do seu tempo”, como está a ser considerado, o japonês de 39 anos manteve uma agenda que sem a internet teria sido impossível de gerir. Encontros em jardins idílicos por entre cerejeiras em flor. Chá da tarde em salões da cidade.
A trabalhar em part-time, e a precisar de mais rendimento, o telemarqueteiro viu a sua janela de oportunidade nos namoros virtuais, com mulheres seduzíveis.
A namorada de 47 anos, confiante de que era namoro para casar, entregou-lhe a prenda no dia 22 de fevereiro, no seu primeiro encontro no centro de Quioto durante um almoço.
Outra, de 40 anos, fez questão de marcar em lugar especial a entrega da prenda ao aniversariante de julho: num parque de Osaka, com as cerejeiras ainda em flor. Seria o mesmo local, ou talvez não, do primeiro encontro (em abril das primeiras flores) com a namorada-noiva de 35 anos.
Trinta e cinco é já o número de mulheres, muitas em idade madura, que levaram ao aniversariante prendas. Muitas delas, logo no primeiro encontro. Em restaurantes, em casas de chá, em passeios pelos parques, até em templos budistas — que abundam na região de Kansai, conhecida desde o sucesso do Mario e do Luigi, os canalizadores criados pela marca Nintendo.
Associação das vítimas de Takashi
As três primeiras que se deram conta da fraude, ao encontrarem-se online, avançaram com a ideia de criar uma associação certas de que haveria mais vítimas. Ao chegarem às trinta e cinco, chamaram a televisão.
A reportagem da estação MBS de Osaka divulgou o caso, após conseguir flagrar o Takashi numa rua de Osaka em janeiro. Desde fevereiro que o malandrim está detido a aguardar julgamento.
A mostra intitulada “Estados emergentes” que junta cinco artistas moçambicanos e que pretende despertar para uma reflexão sobre o futuro, foi naugurada ontem, no Centro Cultural Franco Moçambicano, na Cidade de Maputo.
De acordo com o O País, são vários os tipos de arte que, individualmente, os artistas com sua característica juntam, colectivamente, reflexões sobre o futuro que brota nas artes emergentes. A imaginação de cada autor serviu para perspectivar o futuro que a cada dia preocupa a sociedade, do figurativo ao abstracto.
“Nós estamos a passar por várias transformações, por exemplo a nível do clima, e tentamos transmitir através da nossa exposição”, disse Pedro Júnior, artista digital.
A escultura, tecnologias, pintura, fotografia e música marcam o trabalho colectiva de jovens emergentes nas artes moçambicanas.
A exposição foi inaugurada com a curadoria de João Roxo e Aurélien Lepetit e reúne obras de Dilayla Romeo, Nandele Maguni, Luis Santos, Namburo e Pedro Júnior.
A exposição estará patente no Centro Cultural Franco Moçambicano até 4 de Junho.
Está interrompida, na província de Gaza, a ceifa de arroz nos regadios de Chókwè e Baixo Limpopo, por conta da chuva intensa que se regista desde a madrugada do último sábado.
Os campos de produção estão alagados e escorregadios devido ao excesso de lama, o que não permite a circulação de máquinas para a ceifa do cereal.
O Chefe de departamento de Agricultura, na Direcção provincial de Agricultura e Pescas, em Gaza, informou que o arroz está acamado nos dois regadios, devido ao excesso de humidade.
Timóteo Faizara diz que neste momento o arroz está a desgranar em campo, situação que poderá provocar enormes prejuízos aos produtores.
Recorde-se na presente campanha a província de Gaza projectou uma colheita de mais de 70 mil toneladas de arroz numa área de 15 mil hectares.
Mais de 300 pessoas sequestradas em diversos ataques foram resgatadas numa operação conjunta das forças de segurança nigerianas, marcando uma das maiores acções recentes...
O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) anunciou que o número de mortes atribuídas ao Ébola subiu para 1.801, enquanto os casos confirmados...