O Presidente angolano iniciou quinta-feira uma visita de três dias a Cabinda. A chegada de João Lourenço culminou em detenções de ativistas e dirigentes da CASA-CE no momento em que colocavam bandeiras na via pública. Esta visita acontece sob pressão de movimentos separatistas da região.
Militares nas ruas, restrições à circulação, com perímetro de segurança alargado, mas também detenções, denunciam a presença do chefe de Estado na província.
Segundo o secretário executivo da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE) em Cabinda, Daniel Nguimbi, nove pessoas foram detidas, entre ativistas e dirigentes da coligação, na noite de quarta-feira (19.04). Nguimbi acusa a Polícia Nacional de violar a lei.
O grupo de ativistas e alguns dirigentes da CASA-CE colocavam algumas bandeiras na via pública, visando a visita do presidente da Coligação a Cabinda. A polícia reteve estes elementos e removeu as bandeiras já fixadas.
O secretário nacional para a Mobilização da CASA-CE, Nadilson Paim, explica que os membros da coligação pediram à Polícia Nacional que apresentassem um mandado de captura, mas tal não aconteceu.
”No momento, eles pediram aos polícias para que mostrassem qual é a lei que diz que um partido quando coloca a sua bandeira e outro partido já não pode, daí, eles compreenderam com arrogância essa réplica”, conta.
Paim afima que as detenções estão a manchar a visita do Presidente da República. ”Pode de algum modo manchar a estadia do Presidente aqui,. Pnto, denunciamos e apelamos às autoridades competentes de modo a restituir a liberdade dos nossos cidadãos que nunca deviam ter sido detidos, por se tratar de um direito fundamental”, apela.
O ativista Maurício Ngimbi não tem dúvidas: “São situações da ditadura”.

















