A Hungria irá vetar novas sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia e recusa-se a parar as importações de gás russo, depois de ter cedido no petróleo, anunciou hoje o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.
A UE já adoptou seis pacotes de sanções contra Moscovo desde a invasão da Ucrânia, em 24 de Fevereiro, e o mais recente inclui a proibição das importações de petróleo até ao final deste ano, sendo que a Hungria e outros Estados-membros mais dependentes beneficiam de um prazo mais alargado.
“A Hungria opor-se-á à adopção de um novo pacote de sanções [da UE], ainda mais se planearem incluir sanções relacionadas com o gás”, disse Orbán na sua conversa regular de sexta-feira na rádio pública Kossuth, citado pela agência espanhola EFE.
Orbán, que é visto como um aliado de Moscovo na UE, disse que um possível embargo às importações europeias de gás natural da Rússia não é sequer uma base de negociação para a Hungria.
O chefe do governo húngaro referiu que na cimeira da UE da semana passada informou os restantes líderes europeus sobre a sua posição e defendeu que não deveria ser adotado um sétimo pacote de sanções.
Lembrou que a Hungria concordou em aprovar o sexto pacote de sanções contra Moscovo só depois de ter obtido amplas isenções para o seu país em relação à compra de petróleo russo.
Mas a questão do gás “seria muito mais grave”, afirmou.
A Hungria compra 85% do gás natural que consome à Rússia e 65% do petróleo.
O líder ultranacionalista húngaro tem defendido que as sanções não são a via para pôr termo à guerra na Ucrânia e alcançar a paz, embora as negociações entre as duas partes estejam suspensas há semanas.
“Nenhum outro país diz isso. Estou sozinho com essa mensagem”, disse.
Orbán também falou da possibilidade de um eventual “colapso da frente ucraniana” contra a Rússia poder significar um alargamento da guerra a áreas mais ocidentais do país e mais próximas da fronteira húngara.
Embora tenha admitido que este cenário é hipotético neste momento, o primeiro-ministro considerou que o país deve preparar-se para o enfrentar, se necessário, e para isso defendeu o desenvolvimento de maiores capacidades militares.
A NATO, que concluiu uma cimeira em Madrid na quinta-feira, ainda não discutiu “o que acontece se a frente ucraniana cair”, afirmou.
No entanto, acrescentou, a Aliança Atlântica “decidiu reforçar a sua presença no Leste, incluindo na Hungria”.
Na cimeira, a NATO decidiu reforçar os batalhões destacados nos Estados Bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) e na Polónia, bem como enviar outros para a Eslováquia, Hungria, Roménia e Bulgária.
Além das sanções contra a Rússia, a UE e vários países ocidentais têm fornecido armamento à Ucrânia para se defender das forças russas.
Desconhece-se o balanço de vítimas da guerra na Ucrânia, mas diversas fontes, incluindo a ONU, admitem que será muito elevado.
A guerra provocou também a destruição de muitas infra-estruturas no país e a suspensão da exportação de cereais ucranianos, fazendo recear uma crise alimentar a nível global.
Poucos dias depois de anunciar os Prémios CAF a 21 de Julho em Rabat, Marrocos, a Confederação Africana de Futebol (CAF) divulgou, esta quinta-feira, a lista dos 30 nomeados para o título de Jogador Africano do Ano.
Titular do título e grande favorito à própria sucessão, Sadio Mané está obviamente presente, ao lado do principal rival e agora ex-companheiro de equipa no Liverpool, Mohamed Salah. Entre os grandes nomes do continente, encontra-se também, entre outros, o argelino Riyad Mahrez, o senegalês Edouard Mendy, o marroquino Achraf Hakimi ou o marfinense Sébastien Haller, autor de 11 golos na Liga dos Campeões.
Com cinco jogadores presentes, o Senegal, vencedor do CAN em Fevereiro, logicamente, leva a parte do leão. Há também todo um grupo de jogadores que brilharam nos Camarões, apesar de uma situação complicada no clube (Bertrand Traoré, Nampalys Mendy) ou de pertencerem a clubes de segunda classe: Vincent Aboubakar, ou o comoriano Youssouf M’Changama e o senegalês Saliou Ciss , que tem a particularidade de jogar na Ligue 2 francesa!
Os grandes ausentes
Claramente, o júri composto por especialistas técnicos, lendas da CAF e jornalistas deu prioridade ao CAN, mesmo que isso signifique negligenciar certos jogadores que brilharam no clube como Victor Osimhen, autor de 18 golos com o Nápoles, mas ausente nos Camarões , e Seko Fofana, vencedor do Prémio Foé, que premeia o melhor africano na L1, mas ausente da selecção ivoirense. As Super Águias e o Elefante representam os dois principais ausentes desta lista.
Com Yahya Jabrane, Aliou Dieng, Ali Maaloul, Mohamed Abdelmonem e Mohamed El-Shenawy, os locais estão, no entanto, bem representados.
Um júri composto pela Comissão Técnica da CAF, jornalistas, treinadores e capitães das Federações membros e clubes envolvidos na fase de grupos das Afrotaças vão votar nesta lista para designar o vencedor, tendo em conta, pela primeira vez, o desempenho na época passada, e não ao longo do ano civil.
A família de José Eduardo dos Santos pediu esta sexta-feira (01.07) respeito pela sua privacidade num momento em que se mantém “crítico e delicado” o quadro clínico do antigo chefe de Estado angolano.
“A família do engenheiro José Eduardo dos Santos, que agradece todas as mensagens de carinho, apoio e as orações que tem recebido, solicita que, neste momento tão difícil, seja respeitada a sua privacidade”, refere um comunicado enviado à agência Lusa em nome da família.
Os filhos agradecem “o reconhecimento, o alto grau de estima, o interesse expressado pela sua saúde e bem-estar, bem como a importância histórica que muitos angolanos e africanos reconhecem ao engenheiro José Eduardo dos Santos (ex-presidente da República de Angola)”, mas referem que o momento é sensível.
“No dia 23 de junho de 2022, em Barcelona (Espanha), o engenheiro José Eduardo dos Santos sofreu uma paragem cardiorrespiratória” e, “após ter sido socorrido por uma equipa médica, foi encaminhado para um hospital naquela cidade, tendo sido internado na unidade de cuidados intensivos”, explicam os filhos.
A equipa médica que “acompanha o engenheiro José Eduardo dos Santos continua a monitorizar o seu estado de saúde e as complicações neurológicas que resultaram da paragem cardiorrespiratória”, tendo vindo “a realizar exames adicionais, sendo crítico e delicado o seu quadro clínico”, refere o comunicado.
A “família continua a acompanhar, em permanência, toda a evolução do estado de saúde do engenheiro José Eduardo dos Santos, juntamente com a equipa médica” e agradece todas as mensagens de carinho, apoio e as orações que tem recebido”. Contudo, “solicita que, neste momento tão difícil, seja respeitada a sua privacidade”, pode ler-se no comunicado, que foi distribuído um dia depois de o ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, ter visitado a unidade de saúde, em Barcelona.
A Save the Children Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Grupo de Trabalho (Cluster) de Educação (M/F). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto (M/F). Saiba mais.
A Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Protocolo, Comunicação e Relações Públicas. Saiba mais.
A N’weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinquenta e três (53) Técnicos Distritais de Nutrição. Saiba mais.
A N’weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinquenta e sete (57) Supervisores de Campo. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para o seu cliente um (1) Assistente de Vendas. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende contratar para sua equipa uma (1) Coordenador Provincial de Monitoria e Avaliação (M/F). Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende contratar para sua equipa uma (1) Coordenador Provincial de Monitoria e Avaliação (M/F). Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende contratar para sua equipa uma (1) Oficial Provincial de Monitoria e Avaliação para DREAMS (M/F). Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende contratar para sua equipa uma (1) Oficial Provincial de Monitoria e Avaliação para DREAMS (M/F). Saiba mais.
A Imovisa S.A, Empresa de Gestão de Imóveis, Limpeza e Manutenção de Instalações, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Medidor Orçamentista. Saiba mais.
O Conselho Norueguês para Refugiados (NRC), uma organização humanitária sem fins lucrativos, está a recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Coordenador de Suporte. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Sénior de Conformidade e Revisão Interna. Saiba mais.
A Ministra da Administração Estatal e Função Pública, Ana Comoana, ordenou que os filhos dos combatentes tivessem prioridade na contratação para a Função Pública, na província de Inhambane.
De acordo com um ofício com assinatura da Ministra, a dirigente solicitou que, no processo de admissão para o preenchimento de vagas nos serviços autorizados para o efeito (educação, saúde, agricultura e administração da justiça), seja dada prioridade aos dependentes dos combatentes.
No mesmo documento, dirigido à secretária de Estado na província de Inhambane, Ludmila Maguni, lê-se: “Solicito que, no processo de admissão para o preenchimento de vagas nos serviços autorizados para o efeito (educação, saúde, agricultura e administração da justiça), seja dada prioridade aos dependentes dos combatentes”.
O referido documento viola a Constituição da República que estabelece: “Todos os cidadãos são iguais perante a lei, gozam dos mesmos direitos e estão sujeitos aos mesmos deveres, independentemente da cor, raça, sexo, origem étnica, lugar de nascimento, religião, grau de instrução, posição social, estado civil dos pais, profissão ou opção política”.
A crise que se tem verificado no sector dos combustíveis no país levou a que duas das principais gasolineiras que operam em Moçambique deixassem de abastecer o mercado retalhista de combustíveis. Tal e o caso da Puma cortou o fornecimento de gasóleo no passado dia 17 de Junho e de gasolina a 27. A Vivo Energy (Engem) também deixou de abastecer em muitas das suas bombas.
De acordo a Carta as duas operadoras alegam, em privado, que não podem continuar a vender com margens negativas. E que já comunicaram isso de forma clara ao Governo, O mercado nacional está a ser abastecido pela Total Energies, Galp e Petromoc e outros pequenos operadores mas, grosso modo, todos estão a “perder dinheiro”.
As gasolineiras aguardam que o Governo anuncie novos preços. Pelo decreto ministerial que regula o sector, os novos preços deviam ter sido publicados há 15 dias.
As operadoras esperam que os novos preços lhes permitam duas coisas distintas: i) venderem com margens positivas; eliminarem os subsídios e, com isso, a escalada da dívida que o Governo tem para com elas, que já ascende os 125 milhões de dólares (e não os cerca de 140 milhões como tem sido noticiado).
Neste momento, cada vez que se vende gasóleo, a dívida do Governo para com as operadoras aumenta 4,63 Mts por litro. No gás de cozinha, a dívida cresce em mais de 18 Mts por Kg. As actuais margens negativas rondam à volta dos 10,45 Mts por litro no gasóleo.
O principal temor das gasolineiras é que a dívida do Governo possa vir a superar as garantias que elas precisam dos bancos para importarem combustíveis. Muitas operadores mantêm “descobertos” com a banca comercial e alegam que o facto de o preço estar desajustado pode “arruinar a indústria”, com previsíveis danos para a economia do país.
O repatriamento voluntário de refugiados moçambicanos no distrito de Nsanje, no Malawi, vai iniciar-se no próximo dia 22 de Julho. Para o efeito, o Governo distrital de Nsanje compromete-se a finalizar a lista de todos deslocados que se encontram em oito centros de acomodação e a enviá-la a Moçambique até à próxima sexta-feira, 8 de Julho.
A decisão foi tomada, esta quinta-feira, na cidade de Blantyre, depois de uma reunião técnica conjunta com a Organização Internacional das Migrações, governo do Malawi e a missão diplomática de Moçambique, ali representada.
O director nacional de Prevenção e Mitigação no INGD, César Tembe, deu a conhecer que o processo de levantamento estatístico das pessoas termina no dia 08 de Julho, o que vai dar espaço ao governo moçambicano para criar condições para o retorno das famílias.
Segundo César Tembe, trata-se de uma operação que contará com a ajuda da Organização Internacional das Migrações.
O administrador do distrito de Morrumbala, João Nhambessa, disse que após a conclusão do processo de evacuação, será feito um trabalho para que nas próximas ocasiões a população não se desloque para o Malawi.
Ataques terroristas deixaram parte das populações dos distritos de Mocímboa da Praia, Quissanga, Macomia, Meluco, entre outros afectados pelo terrorismo, sem acesso aos cuidados básicos de saúde, ao todo são 31 unidades de saúde destruidas na província de Cabo Delgado.
De acordo com o ministro da Saúde, Armindo Tiago, outros 95 centros de saúde ficaram destruídos pelos eventos extremos que afectaram Moçambique nos últimos anos. Estes dados foram revelados durante o Conselho Coordenador desta instituição, realizado em Gondola, província de Manica.
“Os ciclones Ana, Dumako e Gombe, eventos que decorreram este ano, também afectaram o sector da Saúde, tendo provocado a destruição de 95 unidades sanitárias. Há, ainda, o registo da destruição de mais 31 unidades sanitárias como resultado das acções terroristas em Cabo Delgado”, revelou Armindo Tiago.
A destruição e o consequente encerramento das unidades sanitárias causados pelos ataques vai contra os números um e dois do Artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que defendem o direito a um padrão de vida capaz de assegurar a saúde e o bem-estar dos cidadãos e dos respectivos membros da família.
Além disso, ferem o artigo 89 da Constituição da República de Moçambique (CRM), segundo o qual “todos os cidadãos têm direito à saúde e à assistência médica e sanitária, nos termos da lei, bem como o dever de defender e promover a saúde pública.”
Recentemente, o Governo destacou uma equipe de profissionais de saúde para prestar assistência médica às famílias que já estão a regressar às suas casas após vários meses de deslocamento a outros pontos devido à violência armada em Cabo Delgado.
A Juventus despediu-se, esta quinta-feira, de Paulo Dybala, Federico Bernardeschi e Álvaro Morata. Os primeiros dois chegaram ao fim dos respetivos contratos, ao passo que o avançado espanhol termina o período de empréstimo e regressa ao Atlético de Madrid.
Dybala pode até ficar por Itália, sendo que o Inter tem sido apontado como o destino mais provável.
Por seu turno, Bernardeschi coloca um ponto final num ciclo de cinco anos em Turim, onde prometeu mais do que aquilo que realmente fez.
Morata, por sua vez, regressa a Madrid, mas dificilmente será opção válida para Diego Simeone.
R. Kelly, 55 anos, foi condenado esta quarta-feira, 29 de junho, a 30 anos de prisão por liderar durante décadas umas rede de tráfico e abusos sexuais. O músico foi preso em julho de 2021, sem direito a sair sob fiança.
A sentença declarada esta quarta-feira encerra uma parte do processo e põe fim a dúvidas que levavam ainda muitas pessoas a idolatrar o autor de “I believe I can fly”. Mas o processo não fica por aqui. O músico enfrenta ainda acusações de pornografia infantil e obstrução à justiça em Chicago, cujo julgamento terá início a 15 de agosto.
No ano passado, após ter sido preso, foi iniciado um julgamento que durou seis semanas e envolveu o depoimento de 45 testemunhas que relataram aquilo que viveram nas mãos de R. Kelly.
“Usaste a tua fama e poder para preparar e treinar menores de idade para a tua própria gratificação sexual”, disse Angela, uma das sobreviventes, enquanto olhava para R. Kelly, segundo o “The New York Times”. Outras testemunhas revelaram ainda que o músico submetia menores de idade aos seus caprichos perversos e sádicos.
Em 2019 a acusação disse que o cantor terá usado a equipa de assessores e agentes para “recrutar mulheres e meninas para se envolverem em atividades sexuais ilegais” quando viajava para os espetáculos dentro e fora dos Estados Unidos, cita a “People”.
É ainda relatado como tudo se passava — as mulheres “não tinham permissão para sair do quarto, inclusive para comer ou ir à casa de banho” — e R. Kelly foi ainda acusado de se envolver com raparigas menores de idade e não divulgar “uma doença sexualmente transmissível que havia contraído”.
Tchizé dos Santos, uma das filhas do ex-presidente angolano contratou uma advogada espanhola para impedir que se desliguem as máquinas que servem de suporte de vida a José Eduardo dos Santos e afastar Ana Paula dos Santos.
Uma fonte próxima da família citada pela Lusa, avançou que Tchizé dos Santos contratou a advogada para “travar Ana Paula dos Santos”, mulher do antigo Presidente angolano, de quem tem três filhos.
A ex-primeira dama, que se reaproximou recentemente de José Eduardo dos Santos após alguns anos de afastamento, entrou em rota de colisão com os filhos mais velhos, nomeadamente Tchizé dos Santos, que já disse publicamente que Ana Paula dos Santos “abandonou o marido” e tem contribuído para acelerar a morte do pai.
A família do antigo presidente angolano reuniu-se ontem com a equipa médica do centro Teknon, em Barcelona, onde José Eduardo dos Santos se encontra internado para tomar decisões sobre os próximos passos, tendo entrado agora em jogo a advogada, Carmen Varela, que se dirigiu ao comité de especialistas, afirmando que as filhas Isabel e Tchizé dos Santos são as representantes legais do pai e não permitem que se desliguem as máquinas.
Numa gravação a que a Lusa teve acesso, Cármen Varela diz ainda que Ana Paula dos Santos não é esposa de José Eduardo dos Santos, já que o casamento não é válido em Espanha e estavam separados de facto, e refere que as filhas se recusam a que as máquinas sejam desligadas, por entenderem que esse procedimento, e o coma induzido, “pode ser provocado por um possível delito”.
“Quem aqui pode decidir são as filhas, que representamos, e que não querem desligar as máquinas do pai”, vinca a advogada, salientando que vai pedir análises sobre “possíveis envenenamentos” e para averiguar os 15 minutos que decorreram entre a queda que José Eduardo dos Santos terá dado e o pedido de socorro à polícia.
“Estamos a falar de um ex-chefe de governo de um Governo corrupto e de um tema muito delicado”, sublinhou Cármen Varela, adiantando que vai pedir autorização judicial para que não entrem no quarto nem o médico, “que parece ser enviado pelo Presidente de Angola, nem a que dizem ser sua esposa, e que não é”, mas apenas a filha maior (Isabel) e Tchizé dos Santos, que são legalmente quem o representa.
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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) acaba de lançar uma plataforma conjunta para combater a pesca ilegal e a pirataria marítima. O instrumento que põe em marcha essa cooperação foi assinado em Lisboa.
“O mar não tem fronteiras. A pirataria e a pesca ilegal são problemas globais”, que também afetam os países de língua portuguesa, considera Abraão Vicente, ministro do Mar de Cabo Verde. O governante qualifica de “interessante” a plataforma agora lançada esta quarta-feira (29.06), em Lisboa, e espera que a CPLP também consiga mobilizar recursos para a sua implementação, não apenas no plano político e jurídico.
“Mais importante é conseguir mobilizar conjuntamente um fundo para a CPLP, porque temos que tirar todas as ilusões. Sem fundos e sem recursos não há nada que se possa fazer. A investigação científica é cara, a monitorização e fiscalização das nossas águas é caríssima e colocar em pauta tudo aquilo que são as ações internacionais custa, e é preciso que os países mobilizem essa verba”, comentou, num encontro daquela organização à margem da Conferência dos Oceanos da ONU que se realiza até sexta-feira (01.07) na capital portuguesa.
Nem todos os países terão, de imediato, condições para mobilizar tais recursos, mas o ministro assegura que Cabo Verde está totalmente engajado para participar nessa plataforma.
Moçambique, representado por Lídia Cardoso, ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, também enfrenta problemas sérios de pirataria, tal como os demais países da região da África Austral (SADC). Em declarações à DW, Lídia Cardoso disse, à margem do ato de assinatura presidido por António Assis, ministro da Agricultura e Pescas de Angola, que é preciso mobilizar recursos humanos, financeiros e capacidade técnica para combater tais práticas.
“Moçambique vai instalar o seu Centro de Monitoria e Vigilância, com o apoio dos outros países da região, e aí poderemos fazer um melhor uso e aplicação dos meios que forem disponibilizados para se fazer o combate a esta pesca. E também poder acudir em tempo oportuno, porque a fiscalização vai sendo feita, mas não temos essa capacidade de intervir imediatamente. E este Centro de Monitoria poderá ajudar neste sentido”, afirmou.
Abraão Vicente e Lídia Cardoso estão entre os governantes da CPLP que rubricaram o documento que visa a criação da Plataforma de Cooperação para a Promoção da Pesca Sustentável e Prevenção, Combate e Eliminação da Pesca Ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada (INN).
A futura plataforma resulta da preocupação com o flagelo da pesca ilegal e os consequentes efeitos adversos nas unidades populacionais de peixe, assim como nos ecossistemas marinhos e da crescente necessidade de segurança alimentar a nível mundial.
Pelo menos oito pessoas morreram, ontem, num ataque perpetrado por homens armados não identificados, numa cerimónia de baptismo, na cidade de Sandiaba, Norte do Burkina Faso, segundo a imprensa local, citada pela AFP.
A cidade situa-se na província de Koulpéologo, uma das mais afectadas pela deterioração da situação de segurança devido a um recrudescimento das actividades dos grupos extremistas islâmicos.
A cidade de Sandiaba, na província de Yagha, no Norte do país, está bloqueada há quatro dias por um grupo armado que ameaçou a população para que não saia das casas, sem que as autoridades se tenham pronunciado até ao momento. O Burkina-Faso, liderado por uma Junta Militar desde o golpe de Estado de Janeiro deste ano, tem experimentado um aumento significativo da insegurança desde 2015, levando a uma onda de deslocados internos e refugiados para outros países da região.
No Malawi, uma juíza do Supremo Tribunal de Recurso condenou pela primeira vez na história do país cinco pessoas a prisão perpétua e trabalhos forçados por assassinarem McDonald Masambuka, um jovem com albinismo.
O julgamento envolveu várias pessoas e pelo menos 12 cidadãos acabaram condenados a várias penas pelo assassinato de MacDonald Masambuka, de 22 anos. Cinco dessas pessoas foram mesmo condenadas a prisão perpétua.
Três semanas depois do desaparecimento de MacDonald Masambuka a 9 de março de 2018, no Malawi, o seu corpo foi encontrado mutilado. Mais tarde, descobriu-se que um padre que foi condenado a 30 anos de cadeia pretendia vender partes do corpo – em particular os seus ossos – para exercícios de bruxaria.
MacDonald Masambuka foi enganado pelo irmão e por outros homens que lhe garantiram que tinham encontrado uma esposa para que ele pudesse casar. Foi o seu irmão Cassim que o conduziu à morte. MacDonald Masambuka foi torturado durante a noite no cemitério e o seu corpo foi encontrado enterrado num jardim.
A Tanzânia, o Malawi, o Quénia, a África do Sul e também Moçambique são países com casos preocupantes de repressão de pessoas com albinismo em África.
O albinismo é uma doença genética hereditária, que não é contagiosa e que se caracteriza pela ausência de pigmento na pele, cabelo e olhos, devido à ausência ou defeito de uma enzima envolvida na produção de melanina.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo decidiu levar a julgamento 48 pessoas acusadas de envolvimento na emissão de vistos falsos, a partir de consulados moçambicanos na África do Sul.
Segundo informação avançada pelo jornal Notícias, que cita um despacho de pronúncia de 10 de maio, avança que os arguidos recorreram da decisão de marcação do julgamento para o Tribunal Superior de Recurso, aguardando-se decisão.
A juíza que pronunciou os 48 arguidos, Ivandra Uamusse, aceitou a acusação do Ministério Público que imputa aos visados os crimes de associação para delinquir, peculato, abuso de cargo ou função, falsificação e auxílio à imigração ilegal.
Sobre os acusados pendem ainda os crimes de corrupção passiva para ato ou omissão ilícita, corrupção ativa e violação de segredo profissional.
Entre os arguidos incluem-se funcionários do ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, do ministério do Trabalho, do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Serviço Nacional de Migração (Senami), Autoridade Tributária, Direção de Identificação Civil, Registos e Notariado e Conservatória de Entidades Legais.
O esquema foi detetado nos consulados moçambicanos das cidades sul-africanas de Mbombela (Nelspruit), Joanesburgo e Durban, após inspeções do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e do Senami.
Apesar de ter contrato com o PSG até 2025, Neymar e o pai já sabem que o Paris Saint-Germain não quer contar com o avançado brasileiro em 2022/2023, avança o jornal El País.
De acordo com o diário espanhol, o motivo da decisão está relacionado com o novo perfil de atletas que o PSG quer ter, mais comprometidos, além da “indisciplina sistemática na rotina de treinos e recuperação” de Neymar.
Por outro lado, Kylian Mbappé também terá exigido a saída do antigo jogador do Barcelona, considerando o colega de equipa “nocivo” para o balneário, além de “pouco profissional”. Na sequência da renovação do francês, a direção PSG terá garantido a Mbappé que seria ele o centro do projeto e não o brasileiro.
Neymar, contratado em 2017 pelo PSG a troco de 222 milhões de euros (a mais cara de sempre), esteve quase a sair para o Barcelona na época passada, mas a direção francesa travou as intenções do internacional canarinho, que já nessa altura entrou em conflito com o clube por não se apresentar nos treinos no início da época.
A China acusou hoje a NATO de ter uma “mentalidade da Guerra Fria”, numa altura em que a Aliança Atlântica, reunida numa cimeira em Madrid, se prepara para definir o país asiático como um desafio para a segurança.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian, disse que a NATO devia “desistir da mentalidade da Guerra Fria, dos jogos de ‘tudo ou nada’ e da prática de criar inimigos”.
A Aliança “não devia tentar transtornar a Ásia e o mundo inteiro depois de perturbar a Europa”, apontou.
Zhao Lijian acusou os membros da NATO de “criar tensão e provocar conflitos” ao enviar navios de guerra e aeronaves para áreas próximas ao continente asiático e ao Mar do Sul da China.
Estas observações de Pequim surgem após uma recente interceção de uma aeronave de vigilância do Canadá, por um caça chinês, no espaço aéreo internacional, que as autoridades canadianas descreveram como imprudente por parte do piloto chinês.
A Austrália, aliada dos Estados Unidos, disse também que, em 26 de maio, a China cometeu um perigoso ato de agressão contra um avião da Força Aérea australiana que realizava operações de vigilância aérea no Mar do Sul da China.
Madrid declara Rússia “maior e mais direta ameaça”
Os lideres da NATO declararam hoje a Rússia como a “maior e mais direta ameaça” à paz e segurança dos países Aliança Atlântica, no final da primeira sessão de trabalho da cimeira de Madrid.
A Secretária de Estado da província de Maputo, manifestou-se indignada com a tortura e enterro de 7 pessoas, supostamente envolvidas no roubo de gado bovino no distrito da Manhiça.
Vitória Diogo visitou, ontem, o distrito da Manhiça, onde repudiu a postura dos protagonistas do acto.
Os corpos de cinco, dos sete indivíduos torturados e enterrados vivos, já foram exumados.
Neste momento prosseguem trabalhos para identificação do local onde teriam sido sepultados outros dois corpos.
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