A Associação dos Ucranianos em Portugal está a preparar uma carta que pretende entregar ao presidente do Brasil durante a visita a Portugal, admitindo a realização de uma manifestação para demonstrar indignação, disse à Lusa Pavlo Sadokha.
“A comunidade ucraniana está a preparar uma carta que vai entregar, quando [o Presidente] Lula [da Silva] visitar Portugal no 25 de abril e também estamos a pensar em fazer uma manifestação, cujo local ainda não determinámos, para demonstrarmos a nossa posição. Não concordámos com o que Lula disse”, afirmou o responsável pela Associação dos Ucranianos em Portugal.
“Esperamos que o Presidente Marcelo [Rebelo de Sousa] e o primeiro-ministro, António Costa, tentem mudar esta posição do Presidente Lula”, acrescentou.
Luiz Inácio Lula da Silva defendeu no sábado, no final de uma visita à República Popular da China, que os Estados Unidos devem parar de “encorajar a guerra” na Ucrânia e a União Europeia deve “começar a falar de paz”.
“Os Estados Unidos devem parar de encorajar a guerra e começar a falar de paz, a União Europeia deve começar a falar de paz”, disse o chefe de Estado brasileiro aos jornalistas, em Pequim, antes de partir para os Emiratos Árabes Unidos.
Para o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, a posição de Lula da Silva mostra “apoio” aos regimes totalitários como a Rússia e a República Popular da China e frisa que não compreende a posição do Partido Socialista.
“Ontem [domingo] assistimos a várias declarações de vários partidos [portugueses] e não percebemos esta posição do PS. Eles concordam com as declarações de Lula”, disse ressalvando que “até agora” os políticos portugueses ajudaram a Ucrânia.
Pavlo Sadokha recordou que o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal visitaram zonas da Ucrânia “onde soldados russos cometeram crimes considerados como crimes de guerra” e, por isso, podem explicar ao Presidente do Brasil “o que realmente está a acontecer”.
“Esperamos que isso vai acontecer”, disse Sadokha acrescentando que os políticos portugueses podem convencer o Presidente Lula e explicar que foi a Federação da Rússia que começou a guerra contra a Ucrânia e que “não é assim tão simples” terminar o conflito com um acordo de paz”.
“O Presidente Lula declarou que a Ucrânia pode ceder a Crimeia [anexada em 2014] ou outros territórios ucranianos à custa da paz. Isso não é solução nem para ucranianos nem para os países europeus. A Rússia não começou esta guerra para ocupar alguns territórios”, considerou.
Pavlo Sadokha disse ainda que os ucranianos em Portugal esperavam “mais apoio” do Brasil onde reside, afirmou, “uma enorme comunidade” de cidadãos da Ucrânia.
“Também sabemos que a comunidade ucraniana no Brasil já fez uma carta a Lula porque não concorda com as declarações” do chefe de Estado brasileiro, disse ainda Sadhoka.
O número de casos diagnosticados da malária na província da Zambézia quase que duplicou ao atingir 919.545 casos no decurso do primeiro trimestre do presente ano, contra 563.024 de igual período do ano passado.
Durante o mesmo período, foram registados oficialmente sete óbitos por malária, dos quais quatro na cidade de Quelimane, a capital provincial, e os restantes nos distritos de Mocuba, Mocubela e Chinde.
O facto foi avançado pelo chefe do Departamento de Saúde Pública na Zambézia, Almiro Raimundo, em entrevista à AIM , em Quelimane.
“O que posso avançar sobre a malária neste momento é que ela continua sendo a primeira causa de procura nas consultas externas e constitui um problema de saúde a nível da província”, disse.
Acrescentou que “quando avaliamos nossos dados em relação a malária, constatamos uma situação de quase duplicação de casos.”
“O número de diagnósticos de malária está a crescer, sobretudo depois da passagem da depressão tropical severa Freddy que agravou a precariedade do saneamento do meio em algumas unidades residenciais”, explicou.
O governo da Holanda afirmou que prepara a regulamentação da eutanásia para crianças entre 1 e 12 anos com doenças terminais. A possibilidade de morte assistida para menores é algo defendido por pediatras há anos.
Ao anunciar os planos do governo na sexta-feira (14), o ministro da Saúde holandês, Ernst Kuipers, afirmou que a medida deve afetar de cinco a dez menores por ano. Segundo ele, esse regulamento pensa nesse “pequeno grupo para quem as opções de cuidados paliativos não são suficientes para aliviar o seu sofrimento” ou “que apresentam uma doença ou transtorno tão grave que a morte será inevitável”.
O ministro destacou, porém, que a morte assistida só será permitida em último caso, “quando for a única alternativa razoável para um médico acabar com o sofrimento desesperado e insuportável da criança”.
O governo de Marku Rutte pretende publicar esse regulamento ainda neste ano e planeja avaliar a eutanásia para menores algum tempo depois de sua entrada em vigor. O governo não precisa de aprovação parlamentar para alterar as regras da morte assistida.
País pioneiro
A mudança não é isenta de controversas e, segundo Kuipers, ocorre após anos de debate. A Holanda foi o primeiro país do mundo a legalizar a eutanásia em 1º de abril de 2002. A morte assistida, no entanto, só permitida para maiores de 12 anos que podem dar seu consentimento e menores de um ano com a autorização dos pais.
A Bélgica, porém, foi o primeiro país do mundo a permitir a eutanásia a menores de idade em geral, desde que esses tenham discernimento para solicitar o procedimento.
O número de casos de eutanásia na Holanda aumentou 13,7% no ano passado na Holanda, totalizando 8.720 procedimentos – o que representa 5,1% de todas as mortes registradas no país em 2022, segundo dados oficiais. Em média, os casos de morte assistida costumam aumentar 10% ao ano no país europeu e a maioria dos pedidos é feito por pacientes com câncer.
Na Zambézia mais de cinco mil crianças estão em risco de violência, tráfico e outros males, na sequência da passagem do ciclone tropical Freddy, que fustigou a região do país.
Parte considerável de crianças em risco continua nas áreas de reassentamento e outras já retomaram os seus bairros de origem, depois do encerramento dos abrigos temporários.
A informação foi avançada pela procuradora Cristina Chihale, coordenadora do Grupo de Referência Provincial de Protecção à Criança, numa altura em que parte das crianças em risco continua nas áreas de reassentamento.
“Ainda se verifica a questão do perigo para as crianças e mulheres, os grupos vulneráveis. Desenhamos actividades que vamos poder implementar com o apoio do UNICEF, actividades que vão iniciar ainda este mês, palestras, sensibilização dos perigos que advêm dessas aglomerações porque muitas vezes as crianças ficam distantes dos seus pais. Em situação difícil em que se encontram, eles saem para procurar algum sustento e acabam ficando abandonadas e nesse momento os malfeitores também estão atentos”, disse.
O ativista, de 41 anos, referiu na sua última audiência que só se arrependia de ter “falhado” e não ter feito perceber “a compatriotas e políticos de outros países o perigo que o atual regime do Kremlin representa”.
Um tribunal de Moscovo condenou, na segunda-feira, um dos maiores opositores ao Kremlin, Vladimir Kara-Murza, a 25 anos de pena de prisão.
Segundo a agência russa Tass, o ativista, que tem nacionalidade russa e britânica, foi considerado culpado dos crimes de traição e por espalhar “informação falsa”. O homem deverá ficar numa colónia penal, o que implica condições de detenção mais rígidas.
A pena de prisão de Kara-Murza, de 41 anos, é, segundo o que escreve o The Guardian, a mais longa atribuída a um opositor do Kremlin – à medida que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem vindo a apertar ‘o cerco’ a quem se opõe a ele, e também que a legislação se vai tornando cada vez mais restrita.
Citada por agências de notícias russas, uma das suas advogadas, Maria Eismont, anunciou que Kara-Murza vai apelar da sentença, denunciando ainda “graves violações de procedimento” durante o julgamento.
O ativista foi detido em abril do ano passado, depois de ter sido acusado de espalhar informações falsas sobre o exército russo, e Moscovo adensou a sua condenação para “alta traição” quando este começou a fazer discursos públicos e a criticar não só as políticas do Kremlin, como a guerra na Ucrânia.
Segundo as publicações internacionais, na sua última audiência Kara-Murza utilizou um tom desafiante e recusou-se a pedir à justiça para ser absolvido. “Só me arrependo de uma coisa [….]. Falhei em convencer os meus compatriotas e políticos em países democratas do perigo que o atual regime do Kremlin representa para a Rússia e para o mundo”, rematou o ativista, que é pai de três filhos.
Kara-Murza era próximo do líder da oposição russa Boris Nemtsov, que foi morto perto do Kremlin em 2015. O opositor sobreviveu a envenenamentos em 2015 e 2017, os quais atribuiu ao Kremlin. As autoridades russas negaram qualquer responsabilidade.
Outra figura proeminente da oposição, Ilya Yashin, foi condenada a oito anos e meio de prisão no final do ano passado sob a acusação de desacreditar os militares russos.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa – justificada pelo presidente Vladimir Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
O Comité Diaconal Evangélico para o Desenvolvimento Social (CODESA) pretende recrutar um (1) Consultor para Elaboração de um Plano Estratégico. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos está a recrutar para seu cliente um (1) Representante de Vendas a Van. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos está a recrutar para seu cliente um (1) Representante de Vendas. Saiba mais.
A Associação de Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Monitoria e Avaliação de Dreams. Saiba mais.
A Associação de Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Técnico de DREAMS, PPA e Juventude. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Desenvolvimento de Programas e Mobilização de Recursos. Saiba mais.
A Bernina Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário (Remunerado) para formação em máquinas de bordar industriais e digitalização de desenhos. Saiba mais.
People walk on a road flooded by the storm Freddy, Maputo, Mozambique, 14 March 2023. This is one of the longest lasting storms ever, after it formed at the beginning of February in the Asian seas, crossing the entire Indian Ocean to the east African coast. Until now 10 people have been killed by the storm accordind to official data. ANDRE CATUEIRA/LUSA
A polícia moçambicana deteve o delegado do INGD – Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres em Niassa, no norte de Moçambique, suspeito de desviar diversos produtos destinados às vítimas do ciclone Freddy, foi este sábado anunciado.
O delegado, um seu amigo e um motorista foram detidos em flagrante, na madrugada de sexta-feira, quando descarregavam os produtos numa residência, em Lichinga, capital provincial, disse à comunicação social Mirza Maguanda, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Niassa.
“Sabemos que a finalidade era a comercialização desses produtos no Malaui, país vizinho”, referiu a porta-voz.
Trata-se de 6.600 quilos de arroz, 4.660 quilos de farinha de milho, 700 quilos de feijão, 912 litros de óleo alimentar e 49 rolos de plásticos usados na cobertura de tendas para as vítimas.
A detenção do delegado ocorreu após uma denúncia popular, avançou a PRM.
O ciclone Freddy fustigou Moçambique em fevereiro e março, causando a morte de pelo menos 169 pessoas e afetando mais de 200 mil famílias, segundo os últimos dados do INGD.
Freddy é já um dos ciclones de maior duração e trajetória nas últimas décadas, tendo viajado mais de 10.000 quilómetros desde que se formou ao largo do norte da Austrália em 04 de fevereiro e atravessou todo o oceano Índico até à África Austral.
A atual época chuvosa (outubro a abril) já matou 302 pessoas e afetou mais de um milhão em Moçambique.
O país é considerado um dos mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.
Após a aprovação da Reforma da Previdência proposta pelo presidente francês Emmanuel Macron, um grupo de manifestantes ateou fogo, na noite desta sexta-feira (14), na porta de uma delegacia de polícia no centro de Rennes, França. O local estava vazio no momento do ataque.
Segundo a imprensa local, a porta de um centro de convenções também foi incendiada. Imagens mostram que a delegacia foi atacada com latas de lixo em chamas. O fogo foi contido minutos depois, com a ajuda de um canhão de água da polícia.
Mais cedo, o Conselho Constitucional da França aprovou a proposta do governo em aumentar a idade mínima de aposentadoria de 62 para 64 anos. O ministro francês do Interior, Gérald Darmanin, considerou os atos como “inaceitáveis” e que os responsáveis serão processados.
Darmanin afirmou que “as degradações e os ataques desta noite em Rennes” foram feitos “por bandidos determinados a lutar”.
Onda de protestos
Às vésperas da decisão sobre a Previdência, nessa quinta-feira (13) 380 mil pessoas foram às ruas na França, segundo o Ministério do Interior. Essa foi uma tentiva de impor uma última pressão popular contra a medida proposta pelo governo de Macron. O dia foi marcado pelo confronto entre manifestantes e policiais.
Um grupo de manifestantes invadiu o prédio de um conglomerado de lojas de luxo com bandeiras e sinalizadores, em Paris. Os últimos dias de protestos foram marcados pela violência.
A Procuradoria da província de Maputo, deduziu acusação por tráfico de droga contra um moçambicano e um tanzaniano, pertencentes a uma rede com “ramificações internacionais”, referiu quinta-feira a entidade.
“Os arguidos fazem parte de uma organização criminosa, com ramificações internacionais, que se dedica ao transporte, armazenamento e venda de droga, dentro e fora do país, com destaque para a África do Sul”, refere, em comunicado, a Procuradoria da província de Maputo.
Os visados foram detidos após uma denúncia sobre a existência de droga numa casa no bairro de Campoane, distrito de Boane, província de Maputo.
A residência estava arrendada por um cidadão estrangeiro que se encontra a monte, avança a nota.
Um outro estrangeiro evadiu-se da cadeia, após ter sido detido no âmbito do mesmo processo, acrescenta o comunicado.
A polícia de Bronkhorstspruit, na África do Sul, confirmou o rapto do empresário de origem portuguesa Juca Leonardo, que está desaparecido desde quinta-feira.
Juca Leonardo, de 55 anos, é dono do hipermercado “Pick n Pay”. Foi visto pela últiuma vez na quinta-feira, 13 de abril, cerca das 21 horas quando saía do trabalho, conta o jornal sul-africano “Ridge Times”.
Leonardo usava calças de gança azul escuro e um polo azul com o logotipo da “Pick n Pay” e o próprio nome, informou a porta-voz da polícia de Bronkhorstspruit, Munyadziwa Ramovha. De acordo com o “Ridge Times”, o empresário português usava um colete à prova de bala.
A polícia criou uma linha de apoio, pedindo a partilha de informações que possam levar a encontrar Juca Leonardo.
Segundo o “Ridge Times”, o detetive privado Mike Bolhuis foi chamado para ajudar a desvendar o caso d o empresário português.
“Foi um rapto bem planeado. Os suspeitos parecem estar fortemente armados”, disse Bolhuis, citado pelo jornal “Pretoria Rekord”. O detetive privado acredita que Leonardo não foi ferido durante o rapto, uma vez que não havia vestígios de sangue no carro, apesar dos disparos que trespassaram o para-brisas da viatura, uma carrinha Mercedes G.
Os confrontos deste sábado entre o Exército sudanês e paramilitares causou a morte de 56 civis, segundo um novo balanço divulgado pelo Sindicato dos Médicos do Sudão.
O anterior balanço apontava para 26 mortos e 103 feridos. A mesma fonte adiantou que há a registar dezenas de mortes entre as forças de segurança.
As mortes ocorreram por todo o país, incluindo na capital, Cartum, e Omdurman, disse o Sindicato dos Médicos do Sudão.
A violência surge após meses de tensões crescentes entre as forças armadas e as paramilitares Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), que foram antecedidas de anos de agitação política, desde o golpe militar de Outubro de 2021 naquele país de África.
Os acontecimentos conduzem ao receio de um conflito mais vasto, uma vez que os combates continuaram até à noite.
Os combates entre o Exército do Sudão e a poderosa força paramilitar dão um novo golpe na esperança de uma transição para a democracia.
Os confrontos sucederam a meses de tensões acrescidas entre as Forças Armadas do Sudão e as RSF, que já tinham atrasado um acordo com os partidos políticos para que o país voltasse à curta transição para a democracia, que descarrilou com um golpe militar em Outubro de 2021.
Os combates eclodiram no início do dia. Testemunhas disseram que ambos os lados dispararam de veículos blindados e de metralhadoras montadas em camiões em áreas densamente povoadas. Alguns tanques foram vistos em Cartum.
Os militares disseram ter lançado ataques a partir de aviões e drones em posições das RSF dentro e em redor da capital.
Ao cair da noite, os residentes disseram que ainda ouviam os sons de tiros e explosões em diferentes partes de Cartum, incluindo ao redor do quartel-general dos militares e de outras bases.
Um dos pontos de fortes dos confrontos foi o Aeroporto Internacional de Cartum. Não houve qualquer anúncio formal de que o aeroporto estava fechado, mas as principais companhias aéreas suspenderam os voos.
Timosse Maquinze, antigo líder de guerrilha do braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal força de oposição, exigiu a demissão do presidente do partido, Ossufo Momade, acusando-o de “comprovada incapacidade” de liderar o partido.
“Em nome dos combatentes presentes e não presentes […] exigimos que Ossufo Momade se demita das funções de presidente da Renamo”, declarou Timosse Maquinze, em conferência de imprensa no sábado na cidade da Beira, no centro de Moçambique.
Segundo Timosse Maquinze, o presidente do maior partido da oposição moçambicana tem violado “sistematicamente” os estatutos da Renamo e, por isso, é necessário que se convoque um congresso extraordinário para nomear um novo líder, de forma pacífica.
“Comprovada a incapacidade do presidente Ossufo Momade de liderar a Renamo, exigimos que o presidente do conselho nacional convoque com urgência um congresso extraordinário para que, de uma forma pacífica, a Renamo encontre uma liderança que corresponda aos anseios dos membros do partido”, referiu Timosse Maquinze.
Maquinze acusa ainda Ossufo Momade de criar um grupo para perseguir e expulsar membros sem razões plausíveis na base central do braço armado do partido na serra da Gorongosa (centro), bem como de cortar os subsídios de muitos membros e funcionários.
“Ossufo Momade criou o grupo de esquadrões de morte para incutir medo nos membros dentro do partido”, referiu o líder de guerrilha, que promete recorrer à comunidade internacional caso Ossufo Momade se recuse a abandonar a liderança, como forma de garantir que o processo decorra de forma pacífica.
“Nós vamos pedir ajuda a comunidade internacional para o aconselhar a deixar o poder, porque nós não somos pela guerra, mas sim pela paz”, frisou.
O porta-voz da Renamo, José Manteigas, adiantou que o partido está surpreso com as declarações do antigo líder de guerrilha, referindo que Maquinze foi uma das “presenças notáveis” no congresso que elegeu Ossufo Momade.
“O pronunciamento do general Maquinze surpreende-nos porque ele é uma das figuras que temos no nosso seio e cuja voz é sempre ouvida”, disse Manteigas, citado hoje pela Rádio Moçambique.
Estas posições sobre Timosse Maquinze ocorrem quando falta apenas uma base da antiga guerrilha da Renamo por encerrar, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) previsto no acordo de paz assinado com o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), o terceiro entendimento entre as partes, todos assinados na sequência de ciclos de violência.
Esta é a segunda vez que um influente membro do braço armado do maior partido de oposição no centro de Moçambique pede a saída de Ossufo Momade desde a sua eleição, em 2019, após a morte, em 2018, do histórico líder Afonso Dhlakama.
Meses após a eleição de Ossufo Momade, Mariano Nhongo, também outro influente líder da guerrilha do partido, criou a autoproclamada Junta Militar da Renamo, um grupo dissidente da principal força política de oposição que exigia a saída de Ossufo Momade.
Mariano Nhongo viria a ser abatido numa mata do distrito de Cheringoma, província de Sofala, centro do país, durante uma troca de tiros com uma patrulha policial, após meses de ofensivas das forças governamentais visando travar os ataques armados do seu grupo, responsável pela morte de mais de 30 pessoas em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala, segundo as autoridades.
Um incêndio num edifício residencial provocou a morte a 16 pessoas e nove ficaram feridas, no sábado (15), no Dubai.
O incêndio deflagrou num edifício de cinco andares, no bairro de Al-Ras, uma das zonas mais antigas do Dubai, onde moram muitos trabalhadores e comerciantes migrantes, informa o jornal The National, citado pela Reuters.
Os meios de comunicação locais afirmaram que o incêndio já foi extinto.
“As investigações preliminares mostraram que a falta de cumprimento dos requisitos de segurança e de proteção dos edifícios foram a causa do incêndio”, disse o The National, citado pela Reuters.
Assaltantes roubaram quase US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão) em moedas de dez centavos de um caminhão na Filadélfia, Estados Unidos, na quinta-feira (13). O veículo estava parado em um estacionamento no momento do roubo e tinha, ao todo, cerca de US$ 750 mil (cerca de 3,6 milhões) em moedas.
Após a ação dos assaltantes, um rastro de moedas ficou espalhado pelo chão. A polícia local levou horas para recolher todo o dinheiro, no total, aproximadamente 7,5 milhões de moedas, segundo a rede de televisão CBS.
A polícia da Filadélfia informou que a carroceria do caminhão era dividida em 15 paletes diferentes, com US$ 50 mil em cada um. Os assaltantes invadiram cinco deles e roubaram quase US$ 200 mil, dos US$ 250 mil que estavam nos paletes.
Agora as autoridades procuram por um grupo de “10 ou mais homens” que estavam vestindo roupas pretas durante a ação. Os assaltantes chegaram ao estacionamento onde estava o caminhão com uma caminhonete Chrysler 300 branca com vidros fumês e entraram no veículo.
O motorista não estava no caminhão durante o roubo. Segundo a polícia, ele parou o carro no estacionamento e foi para casa descansar.
A Polícia apreendeu um camião com 124 quilos de droga no posto fronteiriço de Ressano Garcia, na província do Maputo, disse à Lusa fonte da corporação.
Trata-se de metanfetamina e metaqualona, drogas encontradas na madrugada de quarta-feira durante a fiscalização e que estavam em caixas no interior do camião, disse Juarce Martins, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo.
O motorista da viatura, que transportava também bananas, fugiu, acrescentou a fonte, avançando que o veículo saía de Maputo rumo à África do Sul.
“O motorista, de nacionalidade sul-africana, abandonou a viatura, contendo todos os seus documentos e fugiu para a África do Sul”, referiu o porta-voz.
O Presidente brasileiro propôs uma mediação conjunta com China e Emirados Árabes Unidos (EAU) na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, uma questão que disse ter discutido em Pequim e em Abu Dhabi.
Luiz Inacio Lula da Silva, que concluiu uma visita aos EAU depois de ter estado na China, também reafirmou as acusações aos Estados Unidos da América (EUA) e à União Europeia (UE) de prolongarem a guerra.
A guerra foi provocada por “decisões tomadas por dois países”, Rússia e Ucrânia, disse Lula da Silva na conferência de imprensa em Abu Dhabi que encerrou a visita aos EAU, citado pela agência francesa AFP.
Lula da Silva disse esperar que China, EAU e outros países se juntem num “G20 político” para tentar pôr fim à guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.
“O Presidente Putin não está a tomar qualquer iniciativa para parar a guerra; [o Presidente Volodymyr] Zelensky da Ucrânia não está a tomar qualquer iniciativa para parar a guerra”, disse o líder brasileiro, através de um tradutor oficial.
“A Europa e os EUA continuam a contribuir para a continuação da guerra. Portanto, têm de se sentar à volta da mesa e dizer: ‘basta'”, afirmou.
Na China, o Presidente brasileiro tinha acusado Washington de “encorajar a guerra” na Ucrânia.
Lula da Silva disse ter sugerido aos presidentes dos EAU, Mohammed bin Zayed Al-Nahyane, e da China, Xi Jinping, a criação de um grupo de países que teriam a missão de mediar.
“O G20 [foi] formado para salvar a economia [mundial], que estava em crise”, disse.
“Agora, é importante criar outro tipo de G20 para pôr fim a esta guerra e estabelecer a paz. Esta é a minha intenção e penso que vamos ser bem-sucedidos”, afirmou.
Lula da Silva disse ainda que já tinha discutido a iniciativa com o Presidente dos EUA, Joe Biden, o chanceler alemão, Olaf Scholz, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e os líderes dos países sul-americanos.
O Presidente do Brasil chegou aos EAU no sábado, após uma visita de dois dias à China, durante a qual assinou acordos no valor de 10 mil milhões de dólares.
Lula da Silva, que voltou ao poder em janeiro após dois mandatos entre 2003 e 2010, disse em Pequim que o Brasil estava de volta ao palco internacional e esperava mediar a guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Ao contrário de outros países, a China e o Brasil nunca impuseram sanções financeiras à Rússia e estão ambos a tentar posicionar-se como mediadores.
Os EAU também tomaram uma posição neutra no conflito, atraindo um grande número de empresários russos que fogem do impacto das sanções ocidentais, particularmente no Dubai, um importante centro financeiro.
O rico país do Golfo é o segundo maior parceiro comercial do Brasil no Médio Oriente, de acordo com a agência oficial WAM.
O comércio entre os dois países, excluindo produtos petrolíferos, ascendeu a mais de quatro mil milhões de dólares em 2022, mais 32% do que no ano anterior.
Os dois países assinaram, no sábado, uma série de acordos sobre a luta contra as alterações climáticas e os biocombustíveis.
O Governo dos Estados Unidos da América (EUA) aprovou três subvenções de assistência humanitária para as populações afectadas pelo ciclone Freddy em Moçambique, num valor total de 5,7 milhões de dólares, informou fonte oficial.
“Estamos profundamente preocupados com o impacto devastador do ciclone Freddy sobre o povo de Moçambique”, disse o embaixador dos EUA em Moçambique, Peter Vrooman, citado num comunicado do Governo norte-americano.
O valor será alocado através do Programa Alimentar Mundial (PAM), da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o objectivo é garantir a assistência urgente às vítimas do ciclone.
“O financiamento proverá 30 dias de assistência alimentar de emergência a 135.000 pessoas e ‘kits’ de abrigo a mais de 7.500 lares, bem como um amplo apoio em termos de água e saneamento. Os fundos serão também utilizados para a rápida reabilitação de instalações de saúde, incluindo infra-estruturas de água danificadas”, lê-se na nota.
Uma explosão perto do porto nipónico de Wakayama obrigou à retirada do primeiro-ministro japonês do local, quando este se preparava para começar um discurso, com as autoridades a fazerem uma detenção.
O primeiro ministro do Japão foi alvo de uma bomba de fumo enquanto discursava no porto de uma cidade no oeste do país. O líder japonês escondeu-se e foi retirado ileso do local. O suspeito rapidamente acabou por ser detido pelas autoridades.
Fumio Kishida estava prestes a discursar num porto da cidade de Wakayama, a sul de Osaka, quando foi ouvida uma forte explosão.
A explosão ocorreu por volta das 11:30 e as autoridades detiveram uma pessoa, segundo os ‘media’ locais.
Vários meios de comunicação social, incluindo a agência de notícias Kyodo informaram que um objeto semelhante a uma “bomba de fumo” tinha sido atirado, mas que não havia registo de feridos ou danos visíveis no local.
As filmagens televisivas mostraram pessoas a correr, depois o som de uma explosão, seguida de fumo branco.
Uma pessoa foi detida no local, no porto de pesca de Saikazaki, Wakayama, onde Kishida deveria fazer um discurso eleitoral, de acordo com a emissora pública NHK.
A NHK transmitiu imagens mostrando um homem no chão, a ser imobilizado e retirado do local, enquanto a multidão dispersava. O homem foi detido.
“Eu estava em choque. O meu coração continua a bater”, disse uma mulher à NHK.
Outra pessoa disse à estação de televisão que o pânico na multidão começou mesmo antes da explosão, depois de alguém dizer que viu um dispositivo explosivo a ser atirado.
Kishida tinha acabado de provar peixe no local e estava prestes a dirigir-se à multidão, numa iniciativa de apoio a um candidato do seu Partido Liberal Democrático (LDP) na próxima eleição para a câmara baixa do parlamento.
“É lamentável que tal incidente tenha ocorrido no meio de uma campanha eleitoral, que é a base da democracia. Isto é uma atrocidade imperdoável”, disse Hiroshi Moriyama, chefe da estratégia eleitoral do LDP, à NHK.
O Japão reforçou os dispositivos de segurança após o assassínio em julho do antigo primeiro-ministro Shinzo Abe, morto a tiro enquanto falava num evento de campanha eleitoral.
Este incidente acontece quando o Japão acolhe as reuniões ministeriais do G7 no norte e centro do país este fim de semana, com a cimeira dos líderes do G7 a realizar-se em Hiroshima, em Maio.
O Município da Matola está a proceder ao tapamento de buracos, na Avenida União Africana e Rua da Rádio, com o intuito de repor as condições de transitabilidade.
Através da Vereação de Infra-estruturas Municipais, a autarquia está a realizar trabalhos diferenciados para tapar buracos, com o objectivo de regularizar o pavimento, iniciado com o procedimento de corte, raspagem para posterior aplicação da camada.
Informações do Conselho Municipal indicam que a colocação da nova camada de asfalto vai conferir maior durabilidade e melhor aparência ao piso das vias em intervenção.
Refira-se que as chuvas que assolaram a região metropolitana, entre os meses de Fevereiro e Março últimos, acentuaram a degradação das estradas nos bairros da Matola, complicando a mobilidade de pessoas, com maior enfoque para as áreas em expansão.
A situação foi agravada pela falta de sistemas de drenagem para o escoamento de águas pluviais, situação que impõe o reforço de investimento em infra-estruturas de saneamento.
Um grupo invadiu o balneário La Palma, no município de Cortazar, no estado de Guanajuato, no México, e matou sete pessoas. As autoridades mexicanas ainda investigam a chacina, que ocorreu por volta das 16h30 de sábado (15), no horário local.
Os homens armados chegaram ao local próximo ao campus da Universidade Politécnica de Guanajuato. Um vídeo foi compartilhado nas redes sociais, em que uma família narra os acontecimentos.
“Isso foi forte, houve tiros, mortes no balneário (…) chegaram pistoleiros, uns vinte, aqui no balneário houve disparos, arma de fogo de alta potência”, disse o homem na gravação.
Entre as vítimas está um menino de 7 anos de idade, três homens e três mulheres. Segundo as autoridades locais, os autores roubaram as câmeras de monitoramento do local. Policiais, especialistas e homens da Procuradoria Geral do Estado recolheram evidências, inclusive cápsulas de armas poderosas.
Pelo menos mais uma pessoa ficou ferida.
Guanajuato é alvo de uma onda de violência, em que mais de 3 mil pessoas foram assassinadas em 2022. A mesma sofre uma onda de violência há meses. O estado sofre com tiroteios e desaparecimentos causados por disputadas do narcotráfico.
Moçambique irá receber, no primeiro trimestre de 2027, um novo navio balizador avaliado em dez milhões de dólares, encontra-se actualmente em construção na Coreia...