O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, deu ordem para que se mantenha a circulação das notas de baixo valor facial recentemente substituídas por notas novas, para travar a falta de dinheiro que está a atingir o país.
ANigéria está a ser flagelada pela escassez de notas denominadas na moeda local, a naira, desde que o banco central do país começou a trocar as notas antigas por notas novas.
Nas últimas três semanas, eclodiram tumultos em várias grandes cidades do país levados a cabo pela população, já confrontada com a escassez de combustível, que resultaram na vandalização de dependências bancárias e de caixas automáticas por causa da falta de dinheiro.
Buhari defendeu numa intervenção divulgada pela televisão a introdução das novas notas, o que, segundo o Presidente, limitará a compra de votos nas eleições presidenciais, agendadas para 25 de fevereiro.
Não obstante, o chefe de Estado, que termina o seu segundo e último mandato, também se manifestou sensível às atuais dificuldades sentidas pela população.
“Dei o meu consentimento ao Banco Central da Nigéria para colocar de novo em circulação as antigas notas de 200 naira”, anunciou. As notas de 200 naira antigas serão válidas até 10 de abril e coexistirão com as novas de 200, 500 e 1.000 naira.
O Presidente pediu ainda ao banco central para tornar mais fácil a disponibilização das novas notas.
Em outubro, as autoridades nigerianas anunciaram de surpresa a renovação das notas (que inclui a alteração da cor), e decidiram que as notas antigas deixariam de ser válidas no final de janeiro, uma data posteriormente adiada para 10 de fevereiro devido à escassez de notas disponíveis e à pressão popular.
Muitos nigerianos trabalham no setor informal da economia e dependem do dinheiro para as transações diárias.
Várias autoridades regionais da Nigéria instauraram um processo contra o banco central do país para permitir que as pessoas utilizem tanto as notas antigas como as novas até que os bancos tenham recebido em quantidade suficiente notas com as novas denominações. É esperada uma decisão judicial em 22 de fevereiro.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um apelo para que países contribuam para o suporte às necessidades imediatas da Síria e da Turquia. A entidade pede US$ 43 milhões. No dia 6 de Fevereiro, um terremoto de 7,8 graus de magnitude causou destruição dos países e deixou um rastro de mais de 37 mil mortes.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, informou que as autoridades sírias “parecem estar abertas” para permitir a travessia da ajuda humanitária aos afetados pelos abalos. Aleppo, uma das regiões mais afetadas pelos terremotos, é dominada por grupos rebeldes contrários ao governo de Bashar al-Assad.
Não só os rebeldes, mas o governo de Assad também está disposto a permitir a entrada de ajuda no noroeste do país, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres na segunda-feira (13). De acordo com ele, a fronteira será aberta em Bab al-Salam e al-Ra’ee “por um período inicial de três meses”, disse, por meio de um comunicado à imprensa.
O número de mortos nos dois países, segundo a última atualização, ultrapassou os 37.700, informou a Autoridade de Gerenciamento de Emergências e Desastres do país, na terça-feira (14).
Segundo a OMS e os parceiros da ONU, 110 toneladas de suprimentos médicos foram distribuídas para áreas afetadas da Síria. Um outro voo foi programado para chegar a Damasco na noite de domingo com suprimentos vitais de saúde de emergência especializados para os trabalhadores da linha de frente.
A OMS está apoiando a capacidade de aumento de equipes médicas especializadas na linha de frente. A agência da ONU se volta para as preocupações relacionadas a surtos de covid-19, cólera e declínio econômico desses países.
Os doze anos de guerra “pulverizaram” o sistema de saúde sírio, disse o Dr. Michael Ryan, Diretor de Emergências da OMS. Antes do terremoto, apenas 50% das instalações de saúde funcionavam. “Não apenas danos físicos à infraestrutura em si, mas o êxodo de profissionais de saúde, perda de salários, perda de treinamento”, declarou.
Ao longo da operação interfronteiriça, caminhões da Organização Internacional para as Migrações (OIM) cruzaram a fronteira com remédios, kits de teste de cólera, cobertores, kits de higiene, lâmpadas solares e outros itens de primeira necessidade.
A cooperação japonesa vai apoiar a organização não-governamental (ONG) portuguesa Helpo a construir cinco novas salas de aula na província de Nampula, norte de Moçambique, anunciaram os promotores.
A obra deve permitir que várias centenas de crianças deixem de ter aulas ao relento, debaixo de árvores, em Matibane, arredores da cidade de Nampula, numa escola com 1.200 alunos que funciona até ao 9.º ano.
As únicas salas em alvenaria que ali existem já tinham sido construídas pela Helpo, em 2016, enquanto as restantes são feitas de estacas e barro, com coberturas de zinco – e não chegam para todos os alunos.
Nestas salas precárias, parte das paredes já está descascada com a chuva, deixando as estacas à vista, buracos na estrutura e telhados de zinco quase a tombar.
Não há eletricidade na escola e o tamanho dos buracos na parede cresce, de tal forma que acabam por deixar entrar mais luz natural nas salas, apinhadas.
Não há espaço para todos e os mais novos têm de ter aulas debaixo de árvores de grande porte – a secretária permanente distrital de Nampula, Adelina Dulce, frisou hoje que há, pelo menos, 20.000 alunos no distrito nestas mesmas condições.
A embaixada do Japão e a Helpo visitaram a escola para assinar o acordo de construção das cinco novas salas, um momento que juntou alunos e professores em festa.
É como concretizar “um sonho muito grande”, frisou César Cardoso, diretor do estabelecimento de ensino.
“As novas salas devem estar prontas ainda este ano”, referiu Carlos Almeida, coordenador da Helpo em Moçambique, ONG que desde 2008 já construiu 54 salas de aula naquela província do norte do país – a que se juntam mais 29 em Cabo Delgado.
O Japão vai financiar a obra de Matibane com cerca de 90.000 mil euros, naquela que é a segunda escola que financia, tendo a Helpo como entidade implementadora, depois de uma obra em Jembesse, na Ilha de Moçambique, em 2019.
“Moçambique pode fazer grandes progressos se investir na educação”, destacou Shogo Jikuhara, primeiro secretário da embaixada do Japão, que mostra a experiência do seu próprio país na formação de recursos humanos para querer replicar o sucesso.
A construção e reabilitação de salas de aula tem sido uma das prioridades da cooperação japonesa em Moçambique.
No horizonte, para Matibane está outro projeto da Helpo que consiste na instalação de painéis solares: o objetivo é que haja eletricidade na escola e assim equipá-la com uma sala de computadores e abrir ensino noturno para adultos.
A utilização de fonte solar pretende ali servir de modelo para replicar noutros estabelecimentos de ensino remotos.
Nampula é a província mais populosa de Moçambique com quase seis milhões dos 32 milhões de habitantes do país (cerca de metade com menos e 20 anos) e em que a Helpo tem uma intervenção permanente.
As ações incluem um programa designado “lanche escolar” que beneficia nove escolas de Nampula (cerca de 12 mil alunos) — incluindo Matibane – e em que a Helpo entrega, uma vez por semana, sacos de farinha para cada comunidade produzir pão, e porções de açúcar, entregues para se fazer chá, cultivado nas instalações da escola.
Outra iniciativa da ONG consiste na atribuição de bolsas de estudo que garantem a matrícula, uniforme e material escolar para o ensino secundário, num apoio que começa em 40 euros por ano, por estudante.
“A distância que os alunos têm de percorrer a pé para chegar à escola secundária é só uma das dificuldades, há muitas outras” que os programas tentam resolver, concluiu Carlos Almeida.
Um tribunal de apelações de Nova Iorque confirmou esta terça-feira a multa 102 mil euros imposta ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por desacato, após o republicano incumprir uma ordem de entrega de documentos.
“Mais uma vez, os tribunais decidiram que Trump não está acima da lei”, frisou a procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, que passou anos a investigar possíveis fraudes nas práticas da Trump Organization, após ser conhecida a decisão do tribunal.
Em comunicado, Letitia James realçou que o magnata republicano tentou “interromper e frustrar a investigação” sobre as suas transações financeiras, “mas a decisão de hoje [terça-feira] envia uma mensagem clara de que há consequências por abusar do sistema legal”.
A procuradoria do Estado de Nova Iorque suspeita que a Trump Organization inflacionou “fraudulentamente” o valor dos seus imóveis ao solicitar empréstimos bancários e subestimou o valor dos mesmos perante as autoridades para pagar menos impostos.
Em setembro, a justiça avançou com uma ação contra a empresa, pedindo uma indemnização de 250 milhões de dólares (cerca de 232 milhões de euros) para o Estado.
Antes, em abril, o juiz do Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque, Arthur Engoron, condenou Trump por desacato, por considerar que o ex-Presidente não cumpriu as suas ordens de apresentar os documentos exigidos pelos procuradores, aplicando uma multa de 10 mil dólares (cerca de 9300 euros) por dia, para cada dia em que violou a sua ordem.
Um mês depois, Trump apelou dessa decisão a um tribunal de apelações, onde os cinco juízes emitiram esta terça-feira uma decisão unânime, confirmando o Supremo Tribunal.
“Não seremos intimidados ou dissuadidos de procurar justiça”, garantiu ainda a procuradora-geral.
Foi encerrada a mina de ouro da Nairoto Resources Limitada, na província de Cabo Delgado, após um ataque atribuído a terroristas nas proximidades. Como consequência, os trabalhadores da empresa foram evacuados para zonas consideradas seguras.
Através de um comunicado de imprensa citado pelo O país, a Gemfields, empresa mineira detentora de 75 por cento da Nairoto Resources Limitada, informa que pouco antes da meia-noite do último domingo, ocorreu o ataque.
Pelo facto de a aldeia de Nairoto encontrar-se a 15 quilómetros da mina da Nairoto Resources Limitada e a 83 quilómetros da mina da mina da Montepuez Ruby Mining, os trabalhadores da empresa foram evacuados.
“Como consequência, a Nairoto Resources Limitada iniciou o processo de evacuação de funcionários operacionais e empreiteiros e as operações no local estão suspensas. Mas, não há impacto sobre as operações na Montepuez Ruby Mining”, refere o comunicado.
Suspeita-se que os ataques tenham sido protagonizados pelos terroristas que, desde Setembro de 2017, assombram a província de Cabo Delgado, na região Norte do país. Para já, a Gemfields diz estar a manter contactos regulares com as autoridades governamentais.
Mais de 42 mil alunos estão sem aulas desde a semana passada, no distrito de Boane, Província de Maputo, devido às cheias. Para recuperar o tempo perdido, a Direcção Distrital de Educação diz que haverá aulas de reforço.
Visitámos um dos centros de acolhimento, no bairro Mabanja, distrito de Boane, que acolhe mais de 500 pessoas, das quais 300 são crianças em idade escolar.
As crianças agitadas, brincando de todas as formas, umas conscientes e outras pouco esclarecidas, buscavam esquecer o drama vivido na madrugada do dia 10 de Fevereiro.
A chuva, aliada à pressão das águas vindas da África do Sul e de eSwatini, provocou inundações em escolas e residências, no distrito de Boane; empurraram as crianças e os seus pais para longe dos seus lares e interromperam as aulas.
Edite da Cruz, uma das 1800 vítimas das enxurradas, disse que “perdemos tudo, uniforme das crianças, cadernos, livros, até documentação. Tenho três crianças, uma que frequentava a 8ª, outra 6ª e a mais nova 4ª classe, mas não sei se voltam à escola este ano”.
As famílias perderam tudo, mas as crianças não perderam os seus sonhos, tal camo Carlos Mulimo, aluno da quarta-feira classe que diz que o seu material escolar foi destruído, porém o sonho de ser bombeiro não se vai apagar.
No distrito de Boane, as autoridades apontam que mais de 40 mil crianças estão fora da escola por tempo indeterminado.
“Temos 39 escolas primárias completas e sete escolas secundárias paralisadas, devido a enxurradas, perfazendo um universo de 42 mil alunos afectados, a nível do distrito Boane”, explicou Armando Matsinhe, chefe do Departamento do Ensino Geral, na Direcção Distrital de Educação.
Segundo Matsinhe, há algumas escolas ainda inundadas e outras parcialmente destruídas, outras ainda transformadas em centros de acomodação.
A fonte disse ainda que a situação vai comprometer o cumprimento do calendário escolar, mas serão tomadas medidas.
“Assim que retomarmos as aulas, vamos criar condições para que os alunos tenham acesso a conteúdos que não era possível serem leccionados neste momento, a partir da adopção de um conjunto de medidas, desde a atribuição de tarefas escolares para os alunos executarem nas casas, para resolver com o apoio dos pais e dos professores, até à produção de fichas de exercícios, que vão ser usados nas escolas, assim como textos de apoio, apara os alunos usarem como forma de suprir este défice de cumprimento do calendário e dos nossos planos analíticos”.
Enquanto a situação não melhora, as crianças vão passando o tempo a brincar.
Número de mortos nos sismos da Turquia e Síria sobe para mais de 41 mil. Na Turquia, segundo a Reuters, o número de mortos aumenta para 35,418 e na Síria já foram contabilizados mais de 5,800.
Nove sobreviventes foram resgatados dos escombros na Turquia esta terça-feira, mais de uma semana depois do terramoto de magnitude 7.8 na escala de Richter ter abalado o país a 6 de fevereiro.
Mais de 39 mil pessoas foram afectadas pelas chuvas e inundações que se registam na cidade e província de Maputo desde o passado dia 6 de Fevereiro, com incidência para os distritos de Boane, Moamba e a capital do país.
Para responder à situação de emergência, caracterizada ainda pela destruição de casas e pontes, corte de estradas, inundações de infra-estruturas socioeconómicas, o Governo decidiu alocar, com apoio dos parceiros, mais de 566 milhões de meticais.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou ontem, na comunicação à nação, no contexto da situação de calamidades que se registam um pouco por todo o país, o desembolso de 10 milhões de dólares (cerca de 640 milhões de meticais) para acções de reconstrução imediata pós-emergência.
Nyusi, que sobrevoou as zonas afectadas nos distritos de Manhiça. Boane, Magude, Moamba e Namaacha, na província de Maputo, referiu que os eventos extremos tiveram impacto nas infra-estruturas socioeconómicas, com destaque para 306 escolas, algumas das quais sem condições de funcionar, deixando sem estudar mais 118 mil alunos.
Onze estabelecimentos de ensino estão a acolher as famílias afectadas pelas inundações, o que poderá comprometer o regresso às aulas.
Na área de energia, cerca de 18.500 consumidores ficaram às escuras em consequência da queda de postes, alagamento de postos de transformação nas linhas Boane/Changalane/Makanda e Mazambanine.
No domínio da agricultura, 6645 hectares de culturas diversas estão submersas, afectando cerca de 30 mil famílias. O Chefe do Estado referiu-se à tendência de crescimento exponencial da situação prevalecente nos distritos de Boane, Namaacha e Moamba.
Em relação às acções realizadas, destacou o resgate de 15 mil pessoas que se encontravam em zonas críticas nos distritos de Boane e Moamba, numa operação conjunta do Governo, parceiros, sociedade civil e singulares.
Segundo Nyusi, o Executivo elaborou um Plano de Resposta Conjunto para atender pouco mais de 53 mil pessoas em bens alimentares durante sete dias, bem como a provisão de água e alocação de meios de resgate nas zonas de risco.
A Direção Nacional de Recursos Hídricos de Moçambique (DNGRH) emitiu um alerta máximo devido ao risco de inundações nas próximas 78 horas na província de Gaza, sul de Moçambique.
O alerta resulta da subida dos níveis da água do rio Limpopo devido a descargas que estão a ser efetuadas pela África do Sul, país vizinho, e a chuva intensa que se tem abatido sobre o sul de Moçambique, explicou o chefe do departamento de gestão da DNGRH, Agostinho Vilanculos, citado hoje pela Rádio Moçambique.
O alerta é extensivo a pelo menos três distritos, nomeadamente Chibuto, Guijá e Chokwe, regiões que normalmente sofrem com a subida do nível da água no rio Limpopo, o segundo maior da África Austral.
“A bacia do Limpopo é a que mais nos preocupa neste momento na região sul”, frisou Agostinho Vilanculos.
As previsões da DNGRH apontam para precipitações de “grande volume” em Moçambique e na África do Sul nos próximos dois dias.
A ocorrência de inundações é recorrente nesta altura do ano em Moçambique, que está em plena época das chuvas, mas, ainda assim, a pluviosidade tem estado acima do esperado.
Na semana passada, a província de Maputo, também no sul, foi afetada por chuva intensa, intempéries que afetaram pelo menos 39 mil pessoas e provocaram nove óbitos, além de terem isolado o município de Boane, a pouco mais 30 quilómetros do centro da capital moçambicana.
A região sul de Moçambique enfrenta desde dia 07 de fevereiro uma situação de chuva intensa e cheias que já provocou a morte de nove pessoas e inundou 7.600 casas, provocando prejuízos a um total de 39.225 pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão de Desastres.
Entre outubro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, sujeita à passagem de tempestades e, ao mesmo tempo, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral.
Dois indivíduos de 19 e 37 anos de idade, estão detidos na cidade de Tete, indiciados do crime de furto de baterias em viaturas, sendo que um foi detido em flagrante delito numa residência e o outro identificado como o mandate destes crimes.
O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Feliciano da Câmara, avançou que com a detenção dos suspeitos foram recuperadas um total de 27 baterias, num estabelecimento que usavam para armazenamento e subsequente venda.
“Quando prendemos o meliante, confessou realizar estas acções a mando de seu comparsa, que compra nele a preços que variam de 1500 a 1700 meticais, para revender. De imediato, realizaram-se diligencias que culminaram com a detenção do cidadão”, referiu.
Da Câmara esclareceu que desde o momento que a pessoa compra ou recebe produtos sabendo que são ilegais, é também criminoso e deve ser responsabilizado. Salientou que o passo a seguir é identificar as vítimas, para que se possa proceder com a devolução aos legítimos proprietários.
O detido em flagrante revelou que realizava os roubos de dia em carros estacionados na rua e em residências, para depois fornecer aos vendedores de baterias do sector informal e não só.
Entretanto, o apontado como mandante nega as acusações, afirmando que é um vendedor de baterias no mercado Cambinde. Assegurou que a sua actividade comercial é conhecida pelo chefe do mercado e explicou que algumas são baterias estragadas compradas nas empresas, que de seguida ele repara.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai condecorar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade.
Segundo uma nota publicada no site oficial da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa pretendia “anunciar no dia 24 deste mês, data em que se completa um ano sobre a agressão da Rússia contra a Ucrânia, a condecoração do Presidente Zelensky”.
No entanto o anúncio foi feito na quarta-feira, devido à iniciativa parlamentar sobre o tema.
As águas que inundaram várias regiões de Maputo estão a baixar, mas as autoridades dizem que é preciso manter a prudência, porque os próximos dias serão de chuva moderada no Sul e no Centro do país, bem como nos países vizinhos, como África do Sul, Zimbabwe e eSwatini, que vão registar chuvas acima de 200 milímetros.
Quase uma semana depois do início das fortes chuvas que abalaram a cidade e Província de Maputo, a situação começa a melhorar, dado que a precipitação parou e o sol ajuda a secar as regiões inundadas.
No posto administrativo de 3 de Fevereiro, na Manhiça, por exemplo, a água do rio Incomáti, que galgou a Estrada Nacional Número 1 e fez soar o alarme de intransitabilidade ou cortes de estrada, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres dá garantias de normalização da situação.
“Ontem (terça-feira), a água galgou uma parte da EN1, mas sem grande alvoroço, porque as viaturas ainda conseguiam passar. Esta manhã, como aliás fomos informados, a situação mudou, mudou para positivo, mas os trabalhos continuam, as populações estão a retirar-se das zonas de inundação para os locais que as autoridades definiram”, disse.
Questionado sobre se as mortes e os danos não eram evitáveis, o vice-presidente do INGD, Gabriel Belém Monteiro, justificou que a intensidade da chuva surpreendeu a todos, pois atingiu uma magnitude que há pelo menos duas décadas não era vista.
“Nós temos estado, desde que analisamos a época chuvosa, a emitir informação através de diferentes vias, quer pelo INAM, quer pela hidrologia. Portanto, não faltou informação, o que pode ter acontecido é que o nível e a gravidade do problema podem ter apanhado algumas pessoas de surpresa, tal como aconteceu quando tivemos o ciclone Idai”, argumentou Gabriel Belém Monteiro.
Sobre a situação meteorológica, o INAM prevê que, além da ocorrência de chuvas moderadas, localmente fortes, nos próximos dias, um sistema que se formou na Austrália venha a atingir a costa de Madagáscar, no dia 19 do mês em curso.
“Continuamos a prever a ocorrência de chuvas moderadas, principalmente nas províncias de Maputo, Inhambane, Sofala, Manica e Zambézia, onde prevemos precipitação de 50 milímetros, em 24 horas. E a montante, esperam-se chuvas significativas na África do Sul, Zimbabwe e eSwatini. Neste momento, é prematuro dizer se este sistema vai atingir o Canal de Moçambique ou atingir o nosso país, mas o que indicam as projecções é que ele vai atingir a costa de Madagáscar”, informou o meteorologista.
Com o registo de chuvas e escoamento das águas provenientes dos países a montante, como África do Sul, Zimbabwe e eSwatini, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos poderá manter ou aumentar os níveis de descargas de água na Barragem dos Pequenos Libombos, o que deverá continuar a afectar com cheias as populações do distrito de Boane, na província de Maputo.
Por causa da chuva a montante nos países vizinhos como a África do Sul e o Zimbabwe, a bacia hidrográfica do Limpopo poderá registar aumento do caudal e provocar inundações em alguns distritos da província de Gaza, acautela o INGD.
O número de mortes causadas pelas cheias que atingiram a região de Maputo se mantém sete e o de pessoas afectadas ultrapassa os 37 mil, de acordo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres.
Os escritórios da BBC em Nova Delhi e Mumbai foram alvo de buscas por autoridades fiscais, cerca de um mês após o lançamento de um documentário que aborda o papel do atual primeiro-ministro Narendra Modi em um episódio de violência religiosa que matou mais de mil pessoas em 2002 na Índia.
Lançado no Reino Unido em Janeiro deste ano, o documentário India: The Modi Question despertou a ira do atual primeiro-ministro do país, Narendra Modi, após trazer conclusões de uma investigação inédita sobre os tumultos que tomaram conta do estado de Gujarat, em 2002, entre hindus e muçulmanos. Na época, o político nacionalista atuava como ministro-chefe da região, e foi acusado pelo governo britânico de ser conivente com o conflito que teve “todas as marcas de limpeza étnica”, segundo o relatório.
Os tumultos tiveram início em fevereiro de 2002, após um incêndio de um trem matar 58 hindus. Depois do episódio, Gujarat foi tomada por uma onda de violência civil. Dados do governo indiano mostram que os muçulmanos foram as maiores vítimas do episódio, com 790 mortes.
A investigação do governo britânico acusa Narendra Modi de ser “diretamente responsável por um clima de impunidade”, e afirmou que o então ministro-chefe do estado não agiu para impedir a violência. Na época, um relatório da Human Right Watch apontou que a polícia local não havia interferido e impedido os ataques, principalmente contra mulçumanos, por “ordens de cima”.
O atual primeiro-ministro da Índia sempre negou as acusações e, em 2013, foi julgado inocente após a Justiça afirmar que não existiam provas suficientes contra o político.
Após o lançamento do documentário da BBC, em 17 de janeiro, o Ministério das Relações Exteriores da Índia chamou a produção de “propaganda” com o objetivo de promover uma “narrativa desacreditada” contra o governo do país.
Apesar de não ter sido disponibilizado na Índia, a produção rapidamente foi compartilhada nas redes sociais, despertando a atenção de Narendra Modi, que bloqueou a exibição do documentário no YouTube e Twitter.
Uma média de 12 crianças oriundas de todo o país dão entrada no Hospital Central de Maputo vítimas do cancro pediátrico, todos os meses.
Os cancros do sangue, do sistema linfático, do olho, do rim e da pele são os que mais afectam as crianças, sendo que, segundo a primeira-dama, Isaura Nyusi, o cancro pediátrico representou em 2020 cerca de sete por cento do total de cancros no país.
“Descobrir que uma criança ou um adolescente tem cancro é uma situação extremamente difícil de se enfrentar e aceitar por parte da sociedade, famílias e principalmente pais. Por isso, somos chamados, mais uma vez, a unir-nos para minimizar os efeitos desta doença, e tal passa por identificar os sinais e sintomas de alerta nas nossas criancinhas”, disse a Primeira-Dama.
O alerta dos pais deve começar, conforme disse Isaura Nyusi, assim que se perceber que há perda de apetite, perda de peso, anemia, sangramento, inchaço no corpo e alteração na visão.
Segundo disse, quanto mais cedo for feito o diagnóstico mais efectivo e menos dispendioso é o tratamento. A nível mundial, são registados cerca de 200 mil novos casos de cancro por ano em crianças dos zero aos 14 anos de idade.
“A grande maioria destas crianças vive em países de baixa e média renda. Tal é o caso de Moçambique, onde o acesso aos cuidados e tratamento são limitados, resultando numa baixa percentagem de sobrevivência quando não diagnosticados precocemente”, frizou.
A esposa do Presidente da República disse que entre os esforços para minimizar o sofrimento das crianças vítimas do cancro existe uma iniciativa global contra o cancro infantil, cujo objectivo é garantir a sobrevivência de pelo menos 60% das crianças diagnosticadas com cancro até 2030.
Nos últimos anos, o país, com ajuda de parceiros tem registado avanços na luta contra o cancro pediátrico, conforme disse a esposa do Presidente da República.
Pelo menos 33 pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas quando um autocarro que transportava migrantes caiu de um penhasco, na região de Gualaca, no oeste do Panamá.
O acidente aconteceu às 04:30 locais e há registo de pelo menos 33 mortos e 23 feridos, segundo o chefe dos bombeiros da província ocidental de Chiriquí, Edilberto Armuelles.
Entre os feridos, foram contabilizadas pelo menos cinco crianças, duas das quais com ferimentos graves, segundo informações avançadas pela imprensa local.
O autocarro transportava 66 migrantes que estavam num abrigo na província de Darién, na fronteira com a Colômbia, e estavam a ser transferidos para outro centro de acolhimento em Chiriquí, na fronteira com a Costa Rica.
O Panamá recebeu no ano passado 248.284 migrantes em situação irregular, que atravessaram a selva de Darien com destino à América do Norte, um número sem precedentes.
O país recebe estes migrantes em postos que recolhem os seus dados biométricos e oferecem ajuda médica e alimentar, transferindo-os depois, de autocarro, para a fronteira com a Costa Rica, para que possam seguir viagem.
“Há vários anos não tínhamos estes acidentes com autocarros e vítimas mortais”, disse o subcomissário de Trânsito da Polícia Nacional, Emiliano Otero, citado pela agência espanhola de notícias EFE.
O ministro da Segurança Pública, Juan Pino, confirmou que no autocarro viajavam tanto cidadãos do Panamá como “migrantes em trânsito” pelo país.
Juan Pino lamentou a situação, “que ninguém quer que aconteça nunca”, e afirmou que é preciso aguardar os resultados das investigações para saber com precisão quais foram as causas do acidente.
As primeiras versões indicam que o motorista terá perdido o controlo do autocarro quando tentou fazer uma curva na estrada, colidindo com outro veículo e caído no penhasco.
O Presidente do Panamá, Laurentino Cortizo, expressou “muita tristeza” pelo acidente e afirmou que “o Governo vai oferecer assistência médica aos feridos”.
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A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) proceder a contratacao de Consultor/es para Rentabilização da Clínica da AMODEFA. Saiba mais.
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NEW YORK, NEW YORK - FEBRUARY 13: An NYPD vehicle is seen parked in front of a crashed U-Haul truck on Hamilton Avenue on February 13, 2023 in the Red Hook neighborhood of the Brooklyn borough in New York City. Police arrested a man after he is alleged to have hit and injured eight people including a police officer before being stopped near the Battery Tunnel. Michael M. Santiago/Getty Images/AFP (Photo by Michael M. Santiago / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Uma pessoa morreu e oito ficaram feridas em Nova Iorque, Estados Unidos, depois de o condutor de um camião, perseguido pela polícia, ter investido sobre quem circulava no passeio.
O condutor do camião, de 62 anos, foi detido pela polícia. O filho disse à agência de notícias Associated Press que o pai tem um historial de doença mental e, até há pouco tempo, vivia em Las Vegas, onde os registos mostram que foi condenado e cumpriu pena por múltiplos atos de violência, incluindo o esfaqueamento do irmão.
O caos durou cerca de 48 minutos, com o camião a percorrer Brooklyn, atingindo pessoas em vários pontos do caminho, enquanto a polícia o perseguia.
As nove pessoas atingidas pelo veículo têm entre 30 e 66 anos. Uma das pessoas feridas é um agente da polícia.
Nikki Haley, que foi embaixadora nas Nações Unidas e governadora da Carolina do Sul, anunciou na terça-feira que se vai candidatar às presidenciais dos EUA, tornando-se a primeira candidata a desafiar oficialmente Donald Trump.
“Sou a Nikki Haley, e estou a concorrer para as presidenciais de 2024”, anuncia a republicana num vídeo partilhado na rede social Twitter. No texto que acompanha a publicação pode ler-se: “Chegou o momento de uma nova geração liderar”.
Um homem faleceu no bairro do Zimpeto, Cidade de Maputo, após ter consumido uma quantidade excessiva de aguardente, uma bebida alcoólica de fabrico caseiro.
Testemunhas...