O Presidente da República, Filipe Nyusi, visitou a Sala de Observação de ocorrência de fenómenos extremos da União Aficana, em Addis Abeba.
A Sala de Observação de ocorrência de fenómenos extremos da UA foi criada para apoiar os estados-membros da UA em termos de infra-estruturas para a observação da ocorrência de fenómenos extremos.
Nyusi recebeu explicações sobre o equipamento instalado e seu funcionamento. Também participaram da visita, Verónica Macamo, ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, e Ivete Maibase, ministra da Terra e Ambiente.
Os líderes africanos decidiram adotar medidas para melhorar a imunização de todo o continente, após as interrupções causadas pela covid-19, que suspenderam programas de vacinação infantil e aumentaram surtos de doenças evitáveis através de vacinação.
Num evento à margem da 36ª conferência dos chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), que decorre em Adis Abeba, os líderes aprovaram uma declaração para “impulsionar a recuperação da imunização de rotina em África”.
A declaração, referem os líderes da UA em comunicado hoje divulgado, visa “revitalizar o acesso universal de todas as populações à imunização para reduzir a mortalidade, a morbidade e a incapacidade e, consequentemente, ajudar os Estados-membros a alcançar os ODS [objetivos de desenvolvimento sustentável] em termos de saúde e as metas económicas e de desenvolvimento”.
Um total de 8,4 milhões de crianças em África — entre 18 milhões em todo o mundo – ficou de fora dos serviços de imunização em 2021, segundo estimativas da Unicef e Organização Mundial da Saúde (OMS) hoje avançadas em comunicado.
O acesso aos serviços de imunização é particularmente difícil nas comunidades pobres e marginalizadas ou nas que estão vulneráveis devido a conflitos ou para aqueles que vivem em ambientes frágeis, lembra a OMS.
De acordo com a organização internacional, a vacinação relativa a muitas doenças evitáveis está, no continente africano, muito abaixo da faixa dos 90 a 95% necessários para manter África livre dessas doenças.
Em 2021, a cobertura média de vacinação contra o sarampo foi de 69%, enquanto a que visa difteria-tétano-tosse convulsa foi de 82,5% e a da terceira dose contra poliomielite foi de 81,5%.
Regressar “à Declaração de Adis Abeba sobre Imunização aprovada pelos chefes de Estado na 28ª cimeira da União Africana [dá] aos líderes africanos um mandato para garantir financiamento sustentável que aumente o acesso à imunização e trabalhe com as comunidades para fortalecer os sistemas de imunização de todo o continente”, afirmou a comissária da UA para Saúde, Assuntos Humanitários e Desenvolvimento Social, Minata Samate Cessouma.
“Podemos acabar com as doenças evitáveis por vacinas e salvar muito mais vidas. Isto é essencial para conseguirmos ter comunidades saudáveis e prósperas, conforme a premissa da Agenda 2063 da UA: A África que Queremos”, acrescentou, em comunicado.
A declaração de hoje exorta os países a manter a imunização no centro das atenções enquanto se recuperam da pandemia de covid-19 e a vacinar todas as crianças que ainda não foram protegidas.
Os chefes de Estado também pedem aos vários países que “ajam rapidamente” para impulsionar os esforços de erradicação da poliomielite e usar as lições aprendidas com o programa contra a poliomielite para aumentar as capacidades de imunização de rotina em todo o continente.
“A imunização salva vidas e é um dos melhores investimentos em saúde que o dinheiro pode comprar”, defendeu o diretor regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, citado no mesmo comunicado.
“A pandemia da covid-19 teve um impacto devastador nos esforços de imunização em África e tornou crítico recuperar do atraso e voltar ao normal”, considerou.
Em África, as doenças imuno-preveníveis são responsáveis por 93% dos surtos de doenças infecciosas em curso.
Atualmente, surtos de doenças evitáveis através de vacinação afetam 31 países do continente, 17 dos quais registam mais do que um surto destas doenças.
“Sem vontade política renovada e esforços imediatos e intensificados, estima-se que a cobertura vacinal não retornará aos níveis de 2019 até 2027”, considera a unidade da OMS para África.
A declaração apela ainda às comunidades económicas regionais africanas, às organizações de saúde e ao Banco Africano de Desenvolvimento para apoiarem a iniciativa.
Além disso, exorta os fabricantes a melhorar o acesso às vacinas e pede à Unicef e à OMS para ajudarem os países a monitorizarem a evolução da imunização.
Está reestabelecida a ligação rodoviária na Estrada Nacional Número Dois, na via que liga a cidade de Matola à vila municipal de Boane.
A estrada esteve mais de uma semana com circulação interrompida devido às inundações que atingem a Província de Maputo.
Na região, ainda há sinais que antes proibiam a circulação, mas o jornal O País apurou que já se permite usar aquela via desde o último sábado.
Apesar da melhoria na circulação pela EN2, há um ponto de mais de 50m metros, justamente no cruzamento de Mazambanine, onde ainda há água que cria ainda alguma insegurança aos automobilistas, mas os mais ousados passam, como é o caso de Alfredo Chichava, que, mesmo sabendo que não é seguro, enfrentou a água.
Ainda sobre a transitabilidade, a ponte de Mazambanine, que está sobre o rio Umbeluzi, no interior da vila de Boane, continua submersa, o que condiciona a circulação de 25 bairros, que dependem, até ao momento, de embarcações para se deslocar de e para a vila-sede do distrito de Boane.
A Khandlelo – Associação para o Desenvolvimento Juvenil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Rádio/Comunicação. Saiba mais.
A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Assessoria na área de Comunicação e Visibilidade. Saiba mais.
A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para a Condução de um Estudo de Conflito e Resiliência. Saiba mais.
A Reencontro pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Design Gráfico do Módulo de Nutrição do Growing With You. Saiba mais.
A El Shadai Logistics, que opera na área de logistica, pretende admitir para o seu quadro pessoal uma (1) Assistente Administrativa com Noções de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Instituto Superior Politécnico e de Tecnologias (ISPOTEC) está a contratar para o seu quadro de pessoal catorze (14) Docentes de Psicologia Clínica. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development (ACTED) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Oficial de Transparência e Conformidade. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development (ACTED) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Logística de Área. Saiba mais.
O Centro de Promoção e Treinamento em Segurança e Saúde Lda (CMTSS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Laboratório. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development (ACTED) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoramento, Avaliação, Responsabilidade e Aprendizagem (MEAL). Saiba mais.
Cerca de um milhão de turcos vive atualmente em tendas, casas pré-fabricadas ou em alguma instituição de abrigo temporário, devido ao grande sismo de 06 de Fevereiro, que causaram pelo menos 40.689 mortos no país.
Aeste milhão de cidadãos soma-se quase meio milhão de pessoas que foram retiradas das áreas afetadas pelo terramoto, explicou o presidente do serviço de emergência nacional turco (AFAD), Yunus Seker.
“Retirámos 460.945 pessoas das regiões afetadas e estamos a acomodar 318.000 delas em abrigos públicos e hotéis”, disse Seker aos jornalistas em Ancara.
“Continuamos a alojar cerca de um milhão de pessoas afetadas pelo terramoto na região em tendas, casas pré-fabricadas e diversas instituições”, acrescentou.
O responsável precisou que o número de mortes verificadas subiu hoje para 40.689, o que representa um aumento de 47 em relação ao balanço divulgado no sábado, mas é provisório e deve aumentar significativamente, dadas as estimativas de que ainda existam dezenas de milhares de corpos sob os destroços.
A busca por sobreviventes já foi concluída na maior parte da região, exceto nas províncias de Kahramanmaras e Hatay, onde as buscas ainda estão a ser realizadas em cerca de 40 prédios, disse Seker, referindo que nos próximos meses está prevista a conclusão da instalação de 100 mil casas pré-fabricadas na região.
De acordo com os mais recentes números, divulgados hoje pelo Ministério do Urbanismo, 20 mil edifícios, num total de 71 mil habitações ou escritórios, ruíram nas 11 províncias afetadas pelo grande sismo e pelas suas réplicas.
No total, dos 830.000 edifícios inspecionados até agora, 105.000 sofreram desabamentos ou estão tão danificados que devem ser demolidos o mais rapidamente possível, segundo um comunicado do ministério, citado pela agência noticiosa espanhola Efe.
Três quartos do total de edifícios inspecionados não sofreram danos (407.000) ou apenas danos ligeiros (205.000), pelo que podem ser habitáveis, segundo o vice-presidente turco, Fuat Oktay.
As autoridades insistem, no entanto, em que ninguém deve entrar em nenhuma casa cuja solidez não tenha sido previamente certificada por especialistas.
A El Shadai Logistics, que opera na área de logistica, pretende admitir para o seu quadro pessoal uma (1) Assistente Administrativa com Noções de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Instituto Superior Politécnico e de Tecnologias (ISPOTEC) está a contratar para o seu quadro de pessoal catorze (14) Docentes de Psicologia Clínica. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development (ACTED) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Oficial de Transparência e Conformidade. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development (ACTED) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Logística de Área. Saiba mais.
O Centro de Promoção e Treinamento em Segurança e Saúde Lda (CMTSS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Laboratório. Saiba mais.
A Khandlelo – Associação para o Desenvolvimento Juvenil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Comunicação e Monitoria & Avaliação. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development (ACTED) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoramento, Avaliação, Responsabilidade e Aprendizagem (MEAL). Saiba mais.
Jovens e a polícia envolveram-se em confrontos perto de um tribunal em Dacar, onde estava a ser julgado Ousmane Sonko, um dos líderes da oposição, num caso capaz de afetar a sua candidatura às eleições presidenciais de 2024.
Um forte dispositivo policial deslocou-se ao redor do tribunal no centro da capital, lançando gás lacrimogéneo contra cerca de uma centena de apoiantes de Sonko, que queriam acompanhar o julgamento, levando os jovens a dispersarem temporariamente pelas ruas adjacentes.
Estes incidentes ocorreram num clima de tensão crescente no Senegal, país conhecido pela sua estabilidade numa região conturbada.
Este novo encontro com a justiça de Sonko, que foi terceiro nas eleições presidenciais de 2019 e declarado candidato para 2024, motivou uma grande força policial.
Sonko é acusado pelo ministro do Turismo, Mame Mbaye Niang, também funcionário do partido presidencial, por “difamação, insultos e falsificação”.
O julgamento começou após uma enorme agitação registada aquando da entrada do arguido, com os guardas a impedir os seus apoiantes de entrar numa sala já cheia de jornalistas e representantes da oposição.
O julgamento acabou por ser adiado para 16 de março.
Sonko tinha-se abstido de comparecer a 02 de fevereiro, com os seus advogados a assegurar que o seu cliente não tinha recebido uma citação.
Na quarta-feira à noite, Sonko anunciou que iria ao julgamento hoje de manhã e convocou “todos os senegaleses a juntarem-se [a ele] no tribunal de Dacar, para pôr fim a esta farsa”.
A sua passagem numa comitiva de uma dúzia de carros, seguido por muitos veículos das forças de segurança, causou um tumulto em Dacar, bloqueando o tráfego numa das principais estradas da capital.
Em março de 2021, Sonko tinha ido com uma multidão a uma citação perante um juiz, no caso de uma alegada violação. A sua detenção no caminho provocou os tumultos mais graves do país dos últimos anos, causando a morte de 12 pessoas.
Sonko alega que existe uma conspiração para o manter fora das eleições presidenciais e que o poder judicial está a ser utilizado pelo Presidente, Macky Sall, o que este refuta.
A magistratura ordenou em janeiro o encaminhamento de Sonko para um tribunal no caso da alegada violação, o que Sonko contesta, não estando marcada uma data para o julgamento.
Mas o caso de difamação está a atrair cada vez mais atenção, tendo em conta as leis que preveem a remoção dos cadernos eleitorais e, logo, a inelegibilidade num certo número de casos de condenação.
À saída do tribunal, Sonko foi retirado à força do seu veículo pelas forças de segurança.
As imagens transmitidas em direto nas redes sociais mostram homens de uniforme, aparentemente gendarmes, a partir a janela do carro que transportava Sonko, que se recusava a sair.
Sonko foi retirado à força e perguntou aos homens fardados se estava preso, ao que eles responderam que não, afirmando que o levariam para casa.
A prefeitura indicou mais tarde que o elemento da oposição tinha sido levado para casa.
Pelo menos 39 pessoas morreram, no Panamá, quando um autocarro que transportava migrantes se despenhou na quarta-feira, a caminho dos Estados Unidos, disseram as autoridades panamianas.
O acidente, que causou 28 feridos, ocorreu em Gualaca, na província de Chiriqui, a cerca de 400 quilómetros a oeste da capital. A bordo do autocarro, seguiam 66 pessoas, incluindo o condutor e o assistente.
Os migrantes “estavam a ser transportados de Darien [zona de selva na fronteira com a Colômbia] para um albergue”, disse o Presidente de Panamá, Laurentino Cortizo.
“Esta notícia é deplorável para o Panamá e para a região. O Governo apresenta condolências aos familiares dos que morreram no acidente e reafirma o compromisso de continuar a prestar ajuda humanitária e condições dignas” aos migrantes, acrescentou o chefe de Estado, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.
O grupo estava a caminho da Costa Rica, num autocarro fretado pelo Governo do Panamá, e daí para os Estados Unidos.
As informações preliminares indicam que 39 pessoas morreram e os feridos estão a ser tratados “em vários hospitais e centros de saúde”, disseram os serviços de migração panamianos.
O veículo despenhou-se muito perto do albergue, depois de ter percorrido quase 700 quilómetros em quase 14 horas.
As nacionalidades dos migrantes não foram especificadas, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, disse no Twitter que estavam cidadãos cubanos entre as vítimas.
Normalmente, os autocarros circulam à noite “porque há menos tráfego” e, por isso, aproveitam as horas “mais frescas”, disseram as autoridades.
“De acordo com relatórios preliminares, o motorista falhou a entrada do albergue”, onde devia parar, e o acidente ocorreu enquanto tentava voltar para trás, acrescentaram.
O presidente chinês, Xi Jinping, vai realizar uma visita de Estado ao Irão, anunciou esta quinta-feira o ministério dos Negócios Estrangeiros da China, após o líder iraniano, Ebrahim Raisi, ter concluído uma visita de três dias a Pequim.
Xi “aceitou com prazer o convite” do seu homólogo para visitar Teerão, segundo um comunicado conjunto, publicado pelo ministério, que não especificou data.
A última visita de Estado do presidente chinês ao Irão ocorreu em Janeiro de 2016.
O anúncio surgiu no terceiro e último dia da deslocação de Raisi a Pequim. Foi a primeira visita de Estado de um presidente iraniano à China em mais de 20 anos.
Parceiros políticos e económicos, os dois países enfrentam pressões por parte dos países ocidentais, nomeadamente devido às suas posições face à invasão da Ucrânia pela Rússia.
O Irão enfrenta também duras sanções dos Estados Unidos, devido ao seu programa nuclear.
No comunicado de quinta-feira, os dois países apelaram ao levantamento das sanções, dizendo que “garantir os dividendos económicos do Irão” é uma “parte importante” do acordo nuclear, assinado em 2015.
Pequim e Teerão também pediram a “implementação plena e efetiva” do acordo, culpando a “retirada unilateral dos Estados Unidos” pelas tensões atuais.
O Irão é um dos últimos grandes países a oferecer apoio à Rússia, que foi vetada ao isolamento diplomático, desde o início da intervenção militar na Ucrânia, no final de fevereiro de 2022.
Os países ocidentais acusam a República Islâmica de fornecer a Moscovo veículos aéreos não tripulados (“drones”) militares armados, que estão a ser usados contra a Ucrânia.
Teerão negou aquelas acusações.
Na terça-feira, Xi Jinping elogiou a “solidariedade” nas relações China – Irão, dizendo que “perante a situação complexa, provocada pelos desenvolvimentos no mundo, China e Irão apoiam-se, mostram a sua solidariedade e cooperam”.
Pequim assinou, em 2021, um vasto acordo estratégico de 25 anos com Teerão. Esta importante parceria abrange áreas tão variadas como a energia, segurança, infraestruturas e comunicações.
Os parceiros de cooperação estão disponíveis a manter apoio, tanto financeiro como em espécie, para a assistência às pessoas afectadas pelas cheias e inundações na região sul do país, em particular na província de Maputo.
A informação foi partilhada em Maputo, pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, momentos após o término do Conselho Coordenador da Gestão de Calamidades, dirigido pelo Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane.
Na ocasião, Meque referiu que desde o primeiro momento o INGD está a trabalhar com os parceiros, privados e singulares, para assistir as pessoas afectadas.
Pelo menos 36.187 pessoas morreram e outras 108.000 ficaram feridas na Turquia após os dois fortes sismos que atingiram o país em 06 de fevereiro, declarou a agência de gestão de emergências e desastres da Turquia (AFAD).
Os sismos provocaram a queda de milhares de edifícios – sob os quais dezenas de milhares de corpos ainda podem estar soterrados, alertaram vários especialistas turcos e internacionais – e outras 50.000 edificações foram gravemente danificadas e terão de ser demolidas.
Hoje, uma jovem de 17 anos foi resgatada com vida depois de passar 248 horas presa nos escombros de um prédio na província de Kahramanmaras, onde foi registado o epicentro do primeiro terramoto.
A região afetada pelos sismos, de magnitude 7,8 e 7,5, estende-se por mais de 100 mil quilómetros quadrados e abriga cerca de 14 milhões de pessoas.
De acordo com a AFAD, mais de 216 mil pessoas foram retiradas das províncias mais afetadas pelos terramotos.
Coskun Aral, jornalista e fotógrafo de guerra que esteve na zona do desastre, garantiu à agência de notícias EFE que existem dezenas de milhares de cadáveres sob os escombros e que alguns permanecerão ali por muito tempo.
“Estive em muitas zonas de guerra e desastres, mas nunca vi nada parecido com isso”, declarou Coskun, alertando ainda que surtos de cólera podem acontecer se uma ação forte não for tomada agora.
“Já existe sarna, as pessoas não se conseguem lavar desde o primeiro dia”, afirmou o jornalista.
Deniz Yavuzyilmaz, deputado do principal partido da oposição social-democrata CHP, assegurou que existe o risco de uma epidemia porque os cadáveres que permanecem nos escombros estão a começar a decompor-se e que os membros das equipas de resgate que removem os corpos não se podem lavar ou trocar de roupa.
Alpay Azap, especialista em doenças infecciosas, indicou que ainda não há epidemia na área, mas existe o risco, e que é importante que os corpos que ainda estão nos escombros sejam enterrados adequadamente.
Azap também mencionou o risco de transmissão para humanos de doenças de animais que morreram no terramoto, além de diarreia devido a problemas no abastecimento de água potável.
No dia 06 de fevereiro, a Turquia e a Síria foram atingidas por um terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter — com epicentro em território turco -, a que se seguiram várias réplicas, uma das quais de magnitude 7,5.
Até ao momento, cerca de 5.000 pessoas morreram na Síria devido aos sismos.
O Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças de África considerou hoje que o surto do vírus de Marburg confirmado na Guiné Equatorial não deve “semear pânico”, sublinhando o empenho dos especialistas para que não se espalhe.
“Neste momento, não vemos nenhum perigo para além do das comunidades afetadas e estamos a trabalhar para manter esse risco baixo”, disse Ahmed Ogwell, diretor interino daquele centro (África CDC, na sigla em inglês), numa conferência de imprensa para falar deste surto e também das infeções por Mpox (ou varíola dos macacos).
“Temos um surto [de febre hemorrágica causada pelo vírus de Marburg] que está numa comunidade perto de duas fronteiras, com os Camarões e o Gabão. Mas isso não deve semear o pânico, porque estamos a trabalhar de perto para garantir que não se espalhe”, sublinhou.
O surto foi detetado na província de Kié-Ntem, no oeste da região continental da Guiné Equatorial, que confirmou na segunda-feira a morte até então de nove pessoas devido à doença, e depois disso não foram detetados novos contágios, segundo informação avançada na quarta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
As autoridades da Guiné Equatorial mantêm agora 21 pessoas “isoladas”, enquanto laboratórios naquele país e o organismo de saúde pública de África analisam os testes recolhidos.
Entre as medidas que foram tomadas, Ogwell destacou a limitação dos movimentos, uma campanha de sensibilização e o destacamento de pessoal de saúde para as pessoas que apresentam os sintomas desta doença “testadas serem tratadas”.
Da mesma forma, o África CDC está a cooperar “de perto” com os Camarões e o Gabão “para evitar a propagação” do surto, países onde a OMS garantiu que no momento, não há nenhum caso confirmado, estando a colaborar com o Ministério da Saúde camaronês para “investigar um alerta naquele país”.
“Temos muita experiência com febres hemorrágicas e queremos garantir que vamos acabar com este surto o mais rápido possível”, acrescentou Ogwell.
A doença de Marburg é uma febre hemorrágica viral altamente infeciosa, da mesma família e tão mortal como a doença do vírus Ébola, mais conhecida.
No passado, foram detetados surtos e casos esporádicos desta doença noutros países africanos, como Angola, Gana, Guiné-Conacri, República Democrática do Congo, Quénia, África do Sul e Uganda e estima-se que tenha matado mais de 3.500 pessoas em África.
Os morcegos-da-fruta são os hospedeiros naturais deste vírus, que quando transmitido aos seres humanos pode ser espalhado através do contacto direto com fluidos como sangue, saliva, vómito ou urina.
Sobre o Mpox, o responsável do África CDC anunciou esperar que as vacinas cheguem finalmente ao continente “dentro de duas semanas, no máximo” depois de meses à espera de doses disponíveis.
As vacinas irão primeiro para países com necessidade aguda e mais casos, detalhou Ahmed Ogwell, sabendo-se que o Congo e a Nigéria tiveram o maior número de infeções por Mpox.
Em julho, a OMS designou o Mpox como uma emergência global devido a surtos na Europa e na América do Norte e apelou ao mundo para que apoiasse os países africanos, mas nenhum país rico partilhou vacinas ou tratamentos com o continente africano, mesmo quando os casos noutras regiões diminuíram.
No início de dezembro, o África CDC disse que o continente iria receber o seu primeiro lote de 50.000 vacinas Mpox através de uma doação da Coreia do Sul, que seria usado primeiro para profissionais de saúde e pessoas que vivem nas áreas mais atingidas.
O Mpox é uma doença rara causada por infeção com um vírus da mesma família que causa varíola, endémica em partes de África, onde as pessoas foram infetadas através de picadas de roedores e outros pequenos animais.
Desde 2000, África reportou cerca de 1.000 a 2.000 casos suspeitos de Mpox todos os anos, mas o número subiu para mais de 3.000 no ano passado.
O Ministério Talibã de Promoção da Virtude e Prevenção do Vício proibiu que o Dia dos Namorados, celebrado em muitos países na última quarta-feira (14), fosse comemorado no Afeganistão.
De acordo com a agência de notícias afegã Khaama Press, membros do grupo extremista que voltou ao poder no país em agosto de 2021 afirmaram que a data é uma cultura estrangeira. Assim, comemorá-lo não seria uma atitude compatível com os valores da cultura muçulmana.
O Talibã teria divulgado o comunicado um dia antes da celebração da data, alertando que as comemorações não seriam permitidas no país, segundo informações da agência afegã.
Além da proibição do Dia dos Namorados, o governo do Talibã proibiu recentemente a celebração do feriado de Noruz, que marca o Ano-Novo do calendário persa, por não ser considerado parte da cultura islâmica.
A polícia da Sérvia deteve, na quinta-feira, cinco pessoas por suspeita de tentativa de derrubar o presidente deste país dos Balcãs, durante um protesto na noite de quarta-feira, e por posse ilegal de armas.
Os homens detidos – alguns com alegados vínculos ao grupo mercenário russo Wagner, participaram num protesto na noite de quarta-feira, que incluiu grupos de extrema-direita e pró-rússos, exigindo que o presidente populista Aleksander Vucic rejeite um plano apoiado pelo Ocidente para normalizar os laços com a província separatista sérvia do Kosovo.
Vucic mostrou-se disponível para acolher o plano dos países ocidentais, prometendo que não se oporá à adesão do Kosovo a instituições internacionais, incluindo as Nações Unidas, em troca de uma rápida adesão da Sérvia à União Europeia.
Os manifestantes reuniram-se em frente ao prédio da presidência, no centro de Belgrado, empunhando faixas que diziam “Kosovo é o coração da Sérvia”, “Sem rendição” e “Traição ao Kosovo é traição à Rússia!”.
As autoridades sérvias rapidamente travaram os protestos, alegando que se tratava uma tentativa de golpe contra o presidente e contra o Governo.
O Ministério do Interior informou hoje que os cinco homens foram presos sob suspeita de pedir “o derrube violento do Governo e do presidente da Sérvia, bem como pela posse de armas e materiais explosivos”.
Na quarta-feira, Vucic tinha acusado os manifestantes de serem anti-sérvios e de receberem financiamento e apoio de “um país estrangeiro”, aparentemente referindo-se à Rússia.
O embaixador russo na Sérvia, Aleksander Botsan-Kharchenko, reagiu na rede social Twitter, dizendo que “a Rússia está determinada a continuar a cooperação total com a amiga Sérvia e não interfere nos assuntos internos deste país”.
O protesto ocorre quando continuam os esforços de autoridades dos EUA e da União Europeia para mediar uma solução para a prolongada disputa entre a Sérvia e o Kosovo, uma ex-província sérvia cuja declaração de independência de 2008 Belgrado não reconhece.
A Sérvia tem confiado no seu tradicional aliado eslavo, a Rússia, assim como na China, ambos recusando reconhecer a independência do Kosovo, que é apoiada por Washington e pela maioria dos países da UE.
As autoridades ocidentais temem que a Rússia possa usar as tensões latentes no Kosovo para tentar desestabilizar a região dos Balcãs, para desviar a atenção da invasão da Ucrânia.
Os bairros Sanhantudzi e 3 de Fevereiro, na vila de Catandica já não se comunicam entre si desde a noite de ontem na sequência do arrastamento de um aqueduto na Estrada Nacional Número 7 (N7), que causou um corte que está a inviabilizar o tráfego naquela estrada que liga a Vanduzi, em Manica e a província de Tete.
Para além do tráfego interno, a N7 é uma das importantes rodovias que escoa tráfego internacional, sendo usada para as ligações comerciais entre Moçambique e os países do interland, nomeadamente Zimbabwe, Zâmbia, Malawi e ainda RD Congo, através do porto da Beira.
Neste momento, para além de viaturas ligeiras de transporte de passageiros e carga, autocarros e camiões idos de Tete para Manica e vice-versa, estão retidas nos dois sentidos.
Testemunhas informaram que o problema resulta da ruptura de um aqueduto, que não suportou ao corrente de água pluvial, tendo sido arrastado, abrindo uma enorme e profunda cratera no meio da estrada.
Um dos automobilistas que se encontra retido no local, publicou um vídeo solicitando socorro e uma intervenção de emergência visando o tapamento da cratera ou a abertura de um desvio, por parte da Administração Nacional de Estradas (ANE) para permitir o escoamento do tráfego.
Fontes locais disseram que o local já mostrava sinais de ruptura, facto que mobilizou a ANE a colocar sacos com areia, como medida paliativa para reduzir a erosão.
Na noite de ontem a chuva mostrou que a estratégia usada pela ANE não era a mais adequada para controlar a erosão e levou consigo os solos e os sacos com areia, causando o corte da estrada.
Cerca de 40.000 grávidas sírias correm o risco de terem os seus filhos sem condições sanitárias nos próximos meses, por causa dos sismos ocorridos na Síria e na Turquia, alertou esta quarta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU).
A diretora regional do Fundo de População da ONU, Laila Baker, esteve de visita a Alepo, uma das áreas da Síria mais fustigadas pelos sismos do passado dia 06, e constatou que grande parte das instalações de saúde está danificada, não tem o equipamento básico necessário para partos nem medicamentos.
A ONU estima que cerca de 40.000 mulheres sírias estão em situação de perigo, de poderem ter um parto nos próximos três meses sem condições mínimas, pelo que apelou a uma recolha de pelo menos 24 milhões de dólares de donativos.
O Presidente ugandês, Yoweri Museveni, acusou a Europa de querer “impor” a homossexualidade no país africano, onde lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, intersexuais e queer (LGBTIQ) são perseguidas e sofrem muitos estigmas.
“Os europeus não ouvem. Não respeitam os costumes de outras pessoas. Querem fazer da sua normalidade a normalidade, e impô-la aos outros”, disse Museveni, em Kampala, durante um comício para assinalar o 46.º aniversário da morte do arcebispo ugandês Janani Luwum, morto pelo regime do ditador Idi Amin (1971-1979).
“Quero felicitar os crentes ugandeses por terem rejeitado a homossexualidade. Os europeus não nos ouvem quando lhes dizemos que este problema da homossexualidade é algo que não devemos normalizar ou celebrar”, acrescentou.
De acordo com Museveni, “é verdade que havia alguns homossexuais (no Uganda) antes da chegada dos europeus, mas foi claramente um desvio do normal, como uma pessoa com seis dedos em vez de cinco”.
O Presidente ugandês fez estes comentários um dia após o Conselho Inter-Religioso do Uganda (IRCU) ter dito que tencionava levar de volta ao parlamento do país um projeto de lei introduzido há anos para punir “homossexuais reincidentes” com prisão perpétua.
Em fevereiro de 2014, Museveni ratificou esse projeto de lei, mas o Tribunal Constitucional do Uganda derrubou a lei seis meses mais tarde, argumentando que não havia quórum suficiente durante a sua votação no parlamento.
“Essa lei ainda representa a nossa posição”, disse hoje o ugandês Mufti Sheikh Shaban Ramadhan Mubaje durante uma conferência de imprensa em Kampala.
As discussões sobre essa lei – impulsionadas principalmente por pastores evangelistas populares – desencadearam uma onda de ataques a pessoas LGBTIQ no Uganda, levando ao assassínio de algumas delas.
Atualmente, o código penal do Uganda ainda tem uma lei que remonta a 1950 – 12 anos antes de o país conquistar a independência do Reino Unido – que penaliza as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo com até sete anos de prisão.
Quatro pessoas ficaram feridas, duas das quais com gravidade, na sequência de um acidente de viação ocorrido na avenida Karl Marx, próximo do cruzamento com a Zedequias Manganhela, na baixa da cidade, em Maputo.
O sinistro foi causado por uma viatura de transporte de pessoal do Ministério do Interior que acabava de sair do parque de estacionamento localizado junto à paragem de “chapas” da Ho Chi Mihn.
Segundo as testemunhas, o carro perdeu os travões e embateu em cinco viaturas e, depois, numa árvore que caiu sobre três veículos estacionados, incluindo dos serviços de Acção Social do Conselho Municipal de Maputo.
Uma adolescente de 17 anos foi resgatada com vida após 248 horas sob escombros, na província de Kahramanmaras, no sul da Turquia.
O terremoto mais forte, com 7,8 de magnitude, aconteceu no último dia 6 de fevereiro. Ou seja, Aleyna Olmez conseguiu sobreviver durante 10 dias. De acordo com especialistas, resgates de vítimas com vida são comuns até 72 horas após o desastre. E a cada 24 horas, as chances de sobrevivência caem drasticamente.
Na quarta-feira (15), uma mulher de 40 anos foi resgatada na Turquia, após 222 horas sob escombros. Além da luta para encontrar sobreviventes, o trabalho agora é para suprir as necessidades das vítimas e familiares, que, de acordo com autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS), são enormes.
“A fase de busca e resgate está chegando ao fim, mas, para a OMS, a tarefa de salvar vidas está apenas começando”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, secretário-geral da organização.
O número de mortos após os abalos sísmico já está em torno de 42 mil. Autoridades da Turquia apontam 36.187 mortos. Enquanto isso, o governo sírio e as Nações Unidas dizem que mais de 5.800 pessoas perderam a vida na Síria.
A Administração Regional das Águas do Sul aumentou, ontem, as descargas de água na barragem de Massingir de 500 para 1000 metros cúbicos por segundo, e em Corumana de 500 para 800 metros cúbicos por segundo.
A ARA-SUL sul alerta às populações que vivem nas zonas próximas dos rios Incomáti e Maputo, dos Elefantes e Limpopo em Gaza para que abandonem os locais de risco.
O enchimento da barragem de Corumana, na Província de Maputo, já ultrapassa os 90 por cento e de Massingir, em Gaza, é de mais de 80 por cento.
Com as chuvas moderadas a fortes, que se registam na presente época chuvosa, já não há capacidade de reserva de água e a estratégia, para resolver o problema, é o aumento das descargas.
“O incremento das descargas na barragem de Corumana passa dos actuais 500m3/s para 800m3/s. A barragem de Massingir vai incrementar as descargas gradualmente dos actuais 500m3 /s para 1000m3/s, podendo esses níveis ser ultrapassados em função da evolução dos escoamentos”, explicou Lizete Dias, chefe do Departamento de Recursos Hídricos da ARA-SUL.
O incremento das descargas nas barragens de Corumana e Massingir começou esta terça-feira, o que poderá afectar as populações que vivem nas zonas ribeirinhas dos rios Incomáti, em Maputo, Elefantes e Limpopo, em Gaza.
“A ARA-Sul apela à retirada imediata das pessoas e bens das zonas de risco para as zonas seguras e a observância de medidas de precaução. Igualmente, recomenda-se o acompanhamento da informação hidrológica disseminada pelas entidades competentes”, apelou.
As vias de acesso poderão também estar condicionadas em alguns troços das províncias de Maputo e Gaza.
“Com o incremento destas descargas, associado aos escoamentos do rio Incomáti, prevê-se a subida dos níveis nas estações hidrométricas de Magude e Incoluane; haverá continuidade de observância de níveis altos na baixa de 3 de Fevereiro na EN1 e condicionamento da circulação rodoviária nos troços entre Maragra – Machubo, Maragra – Calanga, Magude – Motaze, Magude – Chinhanguanine e Moamba – Chinhanguanine, além de inundações nas zonas baixas dos rios Sábie e Incomáti.”
As descargas de água têm em vista reduzir o impacto das cheias e salvaguardar a segurança das duas infra-estruturas de armazenamento de água.
Um homem faleceu no bairro do Zimpeto, Cidade de Maputo, após ter consumido uma quantidade excessiva de aguardente, uma bebida alcoólica de fabrico caseiro.
Testemunhas...