Os órgãos de comunicação social do regime sírio noticiam que Israel bombardeou na segunda-feira alvos no sul da Síria, perto dos Montes Golã, causando danos materiais que ainda não foram especificados.
Israel não forneceu informações sobre o alegado ataque contra a Síria.
De acordo com a agência oficial de Damasco, SANA, as forças israelitas atingiram a cidade de Talat Qars al Naft, na província de Quneitra, sem fornecer detalhes sobre os estragos causados.
O portal do jornal Al-Watan publicou um filme com imagens do suposto ataque em que se vê uma explosão à distância.
Por outro lado, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, uma organização não-governamental, com sede em Londres, e com uma vasta rede de informadores no terreno refere que o ataque atingiu “as milícias do grupo libanês Hezbollah (Partido de Deus) em Quneitra”.
De acordo com o observatório, na passada quinta-feira registou-se um outro ataque israelita contra o mesmo objetivo.
Segundo organizações não governamentais e o regime de Damasco, Israel atacou centenas de vezes o território sírio nos últimos anos mas raramente as forças israelitas comentam ou confirmam os bombardeamentos.
Desde janeiro, os ataques atribuídos a Israel contra as zonas controladas por Damasco intensificaram-se, registando-se uma troca de tiros de artilharia no passado dia 08 de abril, no sul da Síria junto à fronteira com os Montes Golã, ocupados pelos israelitas.
O governador da província de Maputo, Júlio Parruque, dirige esta segunda-feira, em Boane, ao lançamento do projecto de Assistência às Famílias Afectadas pelas inundações e cheias que assolaram aquela parcela do país, em Fevereiro do ano em curso.
A iniciativa é da empresa Mozal e surge em resposta aos apelos do Governo Provincial de Maputo visando dar assistência à população carenciada com 1000 kits de alimentos, 3.900 kits de ferramentas e insumos agrícolas, incluindo 12.600 kits de sementes para ajudar a restaurar os meios de subsistência às comunidades dos distritos de Boane, Namaacha e Moamba.
O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, exige maior fiscalização do processo de recenseamento, para que não haja pessoas com mais de um cartão de eleitor. Ossufo Momade diz que só assim é possível evitar fraudes eleitorais.
Ossufo Momade recenseou-se na Escola Secundária Josina Machel, na Cidade de Maputo, acompanhado pela comitiva do seu partido e pela esposa. Lembrou, na ocasião, que votar é um dever cívico e independente da filiação partidária.
“O recenseamento não tem cor partidária e constitui um acto de cidadania”, referiu Momade, afirmando que a expectativa do partido é que o processo seja transparente, por isso apela aos potenciais eleitores para que não se recenseiem mais de uma vez.
“Cada cidadão moçambicano, potencial eleitor, tem direito de ter um único cartão e o mesmo é individual, não podendo repassá-lo para outras pessoas.”
O recenseamento eleitoral visa actualizar o número de potenciais eleitores. Com o cartão de eleitor a ser adquirido no processo, os eleitores poderão votar quer nas eleições autárquicas de 11 de Outubro, quer nas gerais de 2024.
Sobre o não reconhecimento, de Ossufo Momade, como presidente do partido pelos ex-guerrilheiros desmobilizados e as acusações de perseguições por esquadrões de mortes, por supostos membros da Renamo, Momade preferiu não pronunciar-se sobre o assunto.
O aeroporto de Berlim-Brandenburgo cancelou todas as partidas devido à greve da equipa de segurança e controlo de passageiros convocada pelo sindicato do setor público Ver.di, noticiou a imprensa internacional.
De acordo com a agência de notícias EFE, as paragens intermitentes dos trabalhadores começaram às 03:00, horário local, e prolongam-se até à próxima madrugada.
A greve está a ser realizada por funcionários das áreas de controlo de passageiros e segurança aérea e faz parte da campanha do sindicato Ver.di para exigir melhores salários e complementos salariais para os períodos noturnos e feriados, além de horas extras.
Juntamente com o dia de greve em Berlim, também foi convocada para hoje um greve parcial no aeroporto de Hamburgo, que está a afetar um terço dos voos programados.
A campanha de greves no pessoal de terra dos aeroportos alemães continua, apesar do acordo alcançado no último sábado entre o Ver.di e os empregadores para o grupo de 2,5 milhões de funcionários do setor público alemão.
Este acordo consistiu numa série de pagamentos especiais e isentos de impostos até fevereiro de 2024 para compensar a inflação e a partir de março um aumento salarial de 5,5 % que, em alguns casos, poderá ser inferior a 200 euros por mês.
O motor de um avião pegou fogo logo após a decolagem nos Estados Unidos e precisou fazer um pouso de emergência. A aeronave partiu de Ohio para o Arizona nesse sábado (22).
O voo 1958, da American Airlines, decolou por volta das 8h e retornou ao aeroporto de partida, na cidade de Columbus, poucos minutos depois. De acordo com o G1, ninguém ficou ferido e os passageiros foram encaminhados para outro voo.
A companhia aérea informou que o incêndio foi provocado após um pássaro colidir com o motor da aeronave.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Informática e Comunicação. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, um (1) Gestor de Projecto e Género. Saiba mais.
A empresa Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal duas (2) Secretárias Particulares. Saiba mais.
A empresa Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal seis (6) Técnicos de Atendimento ao Cliente. Saiba mais.
De visita a Portugal, muitos queriam interrogar o presidente brasileiro, Lula da Silva, sobre as suas polémicas declarações sobre a guerra na Ucrânia. Ao mesmo tempo, no Brasil, o chefe de Estado estava envolvido noutra controvérsia, pela qual chegou mesmo a pedir desculpa este sábado.
Segundo a imprensa brasileira, em causa está o facto de, na terça-feira, durante um encontro para anunciar investimentos na segurança das escolas na sequência de ataques ocorridos no Brasil, Lula da Silva ter afirmado que pessoas que sofrem de “deficiência mental” têm “problemas de desequilíbrio de parafuso”. Além disso, Lula terá ainda associado transtornos mentais a pessoas que promovem este tipo de violência.
“Gostaria de pedir desculpas sobre uma fala que fiz na semana passada, durante reunião sobre violência nas escolas. Conversei e ouvi muitas pessoas nos últimos dias e não tenho vergonha de assumir que sigo aprendendo e buscando evoluir“, começou por escrever Lula da Silva, no Twitter, já depois de se referir aos acordos que havia assinado em Lisboa.
“É por isso que quero me retratar com toda a comunidade de pessoas com deficiência intelectual, com pessoas com questões relacionadas à saúde mental e com todos que foram atingidos de alguma maneira por minha fala“, acrescentou.
Na mesma rede social, Lula da Silva retratou-se ainda por ter associado “questões de saúde mental” a violência.
“Não devemos relacionar qualquer tipo de violência a pessoas com deficiência ou pessoas que tenham questões de saúde mental. Não vamos mais reproduzir esse estereótipo. Tanto eu, quanto nosso governo, estamos abertos ao diálogo”, notou.
“Como presidente de um país com uma grande parcela da população de PCD (pessoas com deficiência), estou disposto a aprender e fazer o possível para que todos se sintam incluídos e respeitados. É assim que avançamos enquanto pessoas, país e sociedade”, rematou.
Sublinhe-se que as declarações polémicas de Lula foram feitas quando o presidente brasileiro falava do ataque a uma creche, que resultou na morte de quatro crianças.
“A OMS (Organização Mundial de Saúde) sempre afirmou que na humanidade deve ter cerca de 15% de pessoas com algum problema de deficiência mental. Se esse número é verdadeiro, e você pega o Brasil com 220 milhões de habitantes, se pegar 15% disso, significa que temos quase 30 milhões de pessoas com problemas de desequilíbrio de parafuso. Pode uma hora acontecer uma desgraça”, declarou Lula.
Recorde-se que Lula da Silva se encontra numa visita oficial a Portugal, que vai durar até ao dia 25 de abril.
O dirigente do Movimento dos Estudantes Angolanos Francisco Teixeira disse este sábado (22) que a polícia voltou a impedir uma marcha em protesto contra a greve no Ensino Superior. Cinco manifestantes foram detidos.
Em declarações à Lusa, Francisco Teixeira disse que os primeiros estudantes começaram a chegar ao local onde se iriam concentrar, Largo das Heroínas em Luanda, pelas 9 horas e encontraram “um grande aparato policial”.
De acordo com o presidente do MEA, a polícia ordenou aos manifestantes que se retirassem do local e perante a insistência de alguns que pretendiam permanecer acabou por prender cinco jovens, incluindo o secretário provincial da organização, Jonas Damião.
“A marcha ia acontecer às 13h00 e já tínhamos cerca de 40 estudantes que dispersaram depois da polícia dizer que não podiam concretizar a manifestação”, adiantou.
O MEA tinha convocado para este este sábado (22.04) uma marcha, a segunda de um calendário de cinco manifestações em favor do regresso às aulas nas universidades públicas, onde os professores cumprem uma greve por tempo indeterminado desde 27 de fevereiro passado.
Francisco Teixeira alegou que o MEA cumpriu todos os procedimentos legais, informando antecipadamente o Governo Provincial de Luanda (GPL) da intenção e contesta o impedimento, afirmando que vai levar o assunto às instancias governamentais, queixando-se de ameaças e restrições à liberdade.
“É a segunda tentativa de marcha boicotada pelo GPL em conivência com a polícia, sabemos que é o governador (Manuel Homem) que é também o primeiro secretário do MPLA que que tem dado orientação para que as marchas não saiam”, criticou.
“O MPLA impede sempre as nossas manifestações não podemos sequer reclamar, não querem que nós reivindiquemos que queremos condições para regressar as aulas. As nossas liberdades estão a ser totalmente violadas”, prosseguiu.
Francisco Teixeira salientou que o MEA vai continuar com o plano dos protestos.
“Alem da arrogância e da força não há razão para que nos impeçam de sair. Vamos tentar de novo, vamos tentar encontros com instituições internacionais e com a Direção Nacional dos Direitos Humanos para apresentar as nossas inquietações”, sublinhou.
O Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior (Sinpes) angolano retomou em 27 de fevereiro passado a greve, por tempo indeterminado, em protesto contra os “salários miseráveis” e a inversão de prioridades do executivo.
“Quando se pode comprar 45 viaturas num valor total de 9 milhões de euros, isto é um paradoxo. Num país que pretende ser competitivo e sabendo que o conhecimento é uma alavanca para o crescimento, não há vontade política para aumentar salários”, afirmou à Lusa o secretário-geral do Sinpes, Eduardo Peres Alberto, na ocasião.
O sindicalista queixou-se, na última semana, de a sua residência ter sido vandalizada por estranhos, após este e a sua filha terem recebido ameaças anónimas, por telefone, para que “terminasse já com a greve”, que dura há quase dois meses.
Também Francisco Teixeira disse à Lusa estar a receber ameaças anónimas: “há mensagens que dizem que estamos a ser financiados para realizar confusões”.
De acordo com um ofício do MEA, remetido ao GPL em 17 de abril de 2023 e a que a Lusa teve hoje acesso, a marcha de sábado teria início no Largo das Heroínas até terminar no Largo 1.º de Maio.
Ossufo Momade diz que a contestação dos antigos combatentes da Renamo, que o querem ver fora da liderança, visa atrapalhar os objectivos do partido. Momade considera a situação lamentável e explica que é normal em períodos eleitorais.
No último sábado, os antigos generais da Renamo e desmobilizados no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração acusaram o líder do partido de marginalização de membros e exigiram a sua demissão.
A partir da Cidade da Beira, os guerrilheiros, na companhia de co-fundadores do partido, disseram, entre outras queixas, que Ossufo Momade não está a levar a peito as preocupações dos ex-guerrilheiros, e que o trabalho político da Renamo é um fraco.
Uma semana depois, o líder do partido reagiu: “ Nós lamentamos, neste momento de eleições podíamos estar unidos para ter resultados positivos e levar a Renamo ao poder. Todas as vezes que estamos nas vésperas das eleições aparecem essas vozes e essa última apareceu três dias antes de começar o recenseamento eleitoral”.
Ossufo Momade falava na sede nacional do partido, na Cidade de Maputo, depois de um encontro com alguns combatentes.
No fim, foi anunciada a realização de uma marcha, em todo o país, em homenagem a Afonso Dhlakama, falecido no dia 03 de Maio.
“No dia 29 de Abri, teremos uma manifestação nacional alusiva ao desaparecimento físico do antigo presidente, Afonso Dhlakama. No dia 3 de Maio, teremos um encontro em Mangunde, província de Sofala.”
Questionado sobre o ambiente dentro da Renamo, Ossufo Momade garantiu que prevalece a democracia: “Eu conheci o presidente Dhlakama em 1978, aprendemos muito com ele. Se não tivéssemos democracia interna, não teria sido nomeado coordenador do partido”.
O Vaticano anunciou, esta sexta-feira, que a sua comissão de luta contra a pedocriminalidade [abuso sexual de crianças] ia reforçar a colaboração com o Ministério da Evangelização, designadamente para formar padres de dioceses muito afastadas de Roma.
O papa Francisco instituiu em 2014 a comissão pontifical para a proteção de menores para lutar contra a pedocriminalidade [palavra que se recomenda que substitua pedofilia] no seio da Igreja. Esta comissão vai colaborar agora com o dicastério (ministério) para a Evangelização, no seguimento de um acordo com uma duração de três anos.
A comissão recebeu há pouco críticas severas, depois de o seu membro mais influente, Hans Zollner, se ter demitido em março, considerando que sofre de problemas estruturais e alta de transparência.
O acordo anunciado hoje apela à comissão para que trabalhe com o dicastério para organizar formações destinadas a padres nomeados há pouco tempo.
Em entrevista publicada pela Vatican News, o chefe da comissão, o cardeal norte-americano Sean O’Malley, afirmou que esta ia ajudar as dioceses a “desenvolver programas para as capacitar a acolher as vítimas”.
Mais disse: “Se tivéssemos tido no passado a oportunidade de sermos informados sobre a proteção (dos menores) e de compreender (estas problemáticas), a história da Igreja teria sido diferente”.
O papa Francisco tinha solicitado à Comissão “que trabalhasse com as conferências episcopais para garantir que estas tenham as capacidades de acompanhar as vítimas e trabalhar com elas”.
Questionado sobre as críticas à Comissão, o cardeal O’Malley considerou que, quando foi criada em 2014, houve “expectativas irrealistas sobre o que este grupo de voluntários seria capaz de fazer para resolver das agressões sexuais na Igreja e no mundo”.
Em Cabo Delgado, o processo de reconstrução do distrito de Mocímboa da praia, severamente destruído pelos terroristas, está a decorrer a um ritmo lento.
A observação é do administrador distrital, Sérgio Cipriano, que disse que enquanto a reposição das infra-estruturas decorre, os serviços continuam a funcionar em contentores.
“Neste momento todos os serviços praticamente já estão cá de volta mas estamos a funcionar em contentores. Agora, está para iniciar a obra do Tribunal judicial e também vai decorrer a construção da delegação distrital do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Conseguimos reabilitar uma residência com fundos próprios do distrito. Estamos agora a negociar com o PNUD para ver se conseguimos reabilitar a residência do chefe do posto administrativo-sede”, disse.
O Administrador da Mocímboa da praia disse que o seu executivo tem feito contactos com alguns parceiros com vista a encontrar soluções de emergência para responder à procura dos serviços pelas famílias que vão regressando ao distrito.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que pelo menos 413 pessoas foram mortas e outras 3,5 mil ficaram feridas desde o início do conflito no Sudão, no último sábado (16). A onda de violência é ocasionada pelos combates entre o exército sudanês e forças paramilitares, que buscam tomar o poder no país.
A situação de saúde no país é considerada “catastrófica”. Durante a semana, combatentes saquearam hospitais, sequestraram ambulâncias e atacaram profissionais de saúde. O país já lidava com um colapso do sistema de atendimento hospitalar após o esgotamento de insumos para tratamentos e a superlotação em hospitais.
O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chamou o ataque a hospitais e outros serviços relacionados de “angustiante”, enquanto pediu que os combates de quase uma semana “parem imediatamente”.
“Esses atos repreensíveis de violência não apenas colocam em risco a vida dos profissionais de saúde, mas também privam populações vulneráveis de cuidados médicos essenciais”, tuitou.
Ali Basheer, do Sudan Doctor Syndicate, informou ao portal Al Jazeera que cerca de 55 hospitais ficaram fora de serviço devido aos combates.
“A situação humanitária é catastrófica. Um grande número de hospitais ficou fora de serviço devido a greves e falta de suprimentos médicos e combustível necessário para manter os geradores funcionando”, explicou Basheer.
“Os hospitais ainda sofrem com falta de energia e falta de água… Há uma necessidade urgente de medicamentos salva-vidas, bolsas de sangue, antibióticos e fluidos intravenosos”, acrescentou.
Controle do poder
Os combates eclodiram no último sábado (15/4), após um grupo paramilitar liderado pelo general Mohamed Hamdan Dagalo afirmar ter assumido o controle de importantes pontos do país.
As unidades do Exército leais ao general Abdel Fattah al-Burhan, chefe do Conselho Soberano do governo de transição do Sudão, iniciaram uma reação contrária. Essa foi a primeira eclosão de combates desde que os dois grupos uniram forças para derrubar o autocrata islâmico Omar al-Bashir, em 2019.
A onda de violência foi provocada por um desacordo sobre a integração do grupo paramilitar nas Forças Armadas do país, como parte de uma transição para o regime civil, criado para encerrar a crise político-econômica provocada por um golpe militar em 2021.
A partir de 2 de Maio próximo, estão interditos a circulação, a venda e o consumo de bebidas alcoólicas sem o selo de controlo fiscal em todo o país, uma medida inserida no programa de selagem obrigatória de bebidas.A norma, que vem decorrendo de forma gradual, vai entrar na sua terceira fase, que inclui as cervejas e bebidas prontas para o consumo, denominadas RTD.
O anúncio foi feito, nesta semana, pelo porta-voz da Autoridade Tributária, Fernando Tinga, que, na ocasião, garantiu que está tudo estar pronto para a entrada em vigor da medida, que permitirá ao Estado arrecadar mais receitas para a economia nacional.
“Conforme é do vosso conhecimento, em Maio do ano passado foi reajustado o calendário da implementação da terceira fase da selagem de cervejas e de bebidas prontas para o consumo, designadas RTD. Por isso, a partir de 2 de Maio entra em vigor a interdição da venda, consumo, circulação de bebidas sem selo em todo o território nacional”, sublinhou.
This handout picture posted on April 20, 2023 on the official Telegram account of Vyacheslav Gladkov, governor of the Belgorod region, shows damage after an explosion in the city. - Russian authorities reported on April 20, 2023 an explosion in the city of Belgorod near the border with Ukraine, saying the blast left a massive crater in the city centre. The Belgorod region, including the city of the same name, has been repeatedly hit by shelling since President Vladimir Putin sent troops to Ukraine in February, 2022. (Photo by Handout / TELEGRAM / VVGLADKOV / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / TELEGRAM / @VVGLADKOV / handout" - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
Mais de 3.000 pessoas residentes na cidade russa de Belgorod já começaram a regressar a casa, depois de, no sábado, terem sido obrigadas a abandonar as mesmas, na sequência de um explosivo encontrado no local. O dispositivo foi desativado, entretanto, informou o governador local, Vyacheslav Gladkov, aqui citado pela Reuters.
Peritos em explosivos militares decidiram “neutralizar” os dispositivos num campo de treino local, já longe da zona habitacional, acrescentou Vyacheslav Gladkov, numa publicação na rede social Telegram. 17 edifícios residenciais foram evacuados.
A mesma fonte revelou, depois de um primeiro anúncio, que os cidadãos já estavam a regressar a casa, após o explosivo ter sido removido do local.
Tudo isto aconteceu dois dias depois de um avião de guerra russo ter bombardeado, acidentalmente, a cidade, danificando habitações locais. A evacuação de ontem foi levada a cabo precisamente na mesma zona.
A explosão de quinta-feira, segundo as autoridades locais, deixou três pessoas feridas.
O incidente aconteceu em pleno contexto de guerra na Ucrânia, que desde 24 de fevereiro do ano passado tirou já a vida a cerca de 8.500 civis, ao passo que mais de 14 mil ficaram feridos na sequência dos combates no terreno, segundo os cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU).
Desde o início do conflito, os países da NATO e da União Europeia apressaram-se a disponibilizar apoio financeiro, militar e humanitário para ajudar a Ucrânia a fazer face à invasão da Rússia. O país invasor, por outro lado, foi alvo de pacotes de sanções consecutivos (e concertados) aplicados pelos parceiros de Kyiv.
Os arguido ouvidos acusam Nini Satar de simular o próprio assassinato para agitar a cadeia e voltar a ser falado nos media.
De acordo com o Ministério Público, o caso deu-se em Fevereiro do ano passado e teve o envolvimento de reclusos e agentes da Polícia da República de Moçambique.
Ao todo são seis arguidos implicados na tentativa de assassinato de Nini Satar, dos quais três são agentes da Polícia das República de Moçambique (PRM), afectos à Unidade de Intervenção Rápida (UIR), e os outros três são reclusos que cumprem pena naquela unidade.
Trata-se de Lenine Macamo, José Ngulela e Edson Muyanga, membros da Unidade de Intervenção rápida e os reclusos Leão Wilson, Damião Mula e António Chicuamba, que até a data dos factos cumpriam penas pelos crimes de rapto e porte de armas proibidas.
No despacho de pronúncia, o Ministério Público acusou os membros da PRM de ter contactado o Réu Leão Wilson, detido na BO, para junto dos outros, assassinar Nini Satar, através da água.
A Assistente do Ministério Público disse que “nos autos consta que Nini seria morto por uma substância a ser adquirida em Nampula, mas vendo a demora foram acionados outros mecanismos e cogitou-se a possibilidade de uso de arma de fogo. Porém uma arma de fogo faria muito barrulho e chamaria atenção dos demais”.
Mas, o plano foi descoberto pelo recluso Carlos Zavala, depois que foi contactado para executar Nini, sem saber que Zavala era íntimo de Nini.
Segundo o Ministério Público o recluso em questão denunciou a pretensão ao amigo (Nini), tendo este o encarregado de produzir provas desta pretensão. É daí que surgem os áudios supostamente feitos pelos agentes José Ngulela e Edson Muyanga, com conteúdos de ameaças de morte e referenciando o envolvimento de altas figuras do Estado (Presidente da República, Procuradora-geral da República e o comandante-geral da República).
Esta quinta-feira, os arguidos José Ngulela e Edson Muyanga, agentes da PRM apontados nos autos como os cabecilhas, foram ouvidos mas negaram tudo e acusaram Nini Satar de ser quem montou todo o esquema.
“José Ngulela disse que, segundo Lenine Macamo, o senhor Momed Satar orientou para que se fizesse a tal simulação de assassinato porque ele já não era falado, sobretudo porque queria criar uma agitação a fim de transmitir a ideia de que na cadeia onde ele se encontrava não estava seguro”, disse Lucílio Nhanombe, ditando para a redacção da acta da audição.
Os arguidos acusam Lenine Macamo, agente da UIR foragido, de ter orquestrado a encenação, junto de Nini Satar.
“Questionado (José Ngulela) sobre como entra nesta novela, respondeu que o Lenine é que procurou-lhe dizendo que tinha uma bolada. Tratava-se de uma novela para assassinar o senhor Nini Satar”, disse.
As audições aos arguidos terminaram nesta sexta-feira. O que se segue, a partir da próxima segunda-feira (24) ouvir os declarantes e entre eles está o queixoso (ofendido) Momad Satar, para, segundo o Juiz do caso, ajudar a esclarecer o caso, o qual é acusado de orquestrar.
Um avião de guerra da Rússia disparou acidentalmente um míssil contra a cidade de Belgrod, próxima à fronteira com a Ucrânia, na noite dessa quinta-feira (20). A “liberação de emergência”, segundo o Kremlin, causou uma explosão e deixou ao menos três pessoas feridas.
“Por volta das 22h15, horário de Moscou, quando um avião Su-34 das Forças Aeroespaciais Russas realizava um voo sobre a cidade de Belgorod, ocorreu uma liberação de emergência de uma munição aérea”, comunicou o Ministério da Defesa russo.
O governador da região de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, decretou estado de emergência durante a noite, e informou que o míssil abriu uma cratera de cerca de 20 metros de diâmetro em uma das ruas principais da cidade. “Quatro carros e quatro prédios de apartamentos foram danificados”, acrescentou.
Aviões potentes
A mídia estatal chegou a se gabar dos aviões de guerra Su-34 em 2022, quando afirmou que um “novo lote de bombardeiros da linha de frente” havia sido entregue às forças do país para usar contra a Ucrânia. Não há um número específico de quanto foi entregue.
As aeronaves podem transportar uma variedade de munições, incluindo mísseis ar-ar e ar-superfície, bem como bombas guiadas e não guiadas. Apesar disso, não foi divulgado qual a natureza da munição que caiu em Belgorod na quinta.
“O bombardeiro Su-34 constituirá o poder de ataque básico das aeronaves de linha de frente russas. O avião de guerra Su-34 atualizado apresenta capacidades de combate estendidas, permitindo-lhe empregar munições avançadas lançadas do ar, aumentar o alcance de atingir alvos terrestres e navais e expandir as condições e a precisão dos bombardeios”, disse um relatório da Tass na época.
Vale destacar que a região de Belgorod é uma das partes da Rússia onde depósitos de combustível e munição foram atingidas por explosões desde o início da guerra em fevereiro do ano passado.
A queda de um helicóptero das Forças Armadas do Mali, que regressava no sábado de uma missão contra extremistas islâmicos, causou a morte dos três tripulantes e feriu seis civis, disse o Governo de transição do país.
O incidente ocorreu durante uma operação “de vigilância aérea”, referiu, em comunicado, a junta militar que governa o Mali.
O helicóptero caiu sobre uma casa no bairro de Missabougou, na capital Bamako, disseram testemunhas à agência de notícias Efe.
O ex-presidente peruano Alejandro Toledo, procurado pela Justiça de seu país, entregou-se na sexta-feira (21) a uma corte judicial na cidade de San Jose, na Califórnia, Estados Unidos (EUA), para ser extraditado para o Peru.
Toledo é indiciado em seu país pela suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, conluio e tráfico de influência envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht, em um caso ligado à Operação Lava Jato. Há um mandado de prisão preventiva expedido contra ele no Peru em aberto desde 2017.
Em setembro do ano passado, a Justiça americana havia autorizado a extradição de Toledo para o Peru, após reunir provas suficientes para justificar a medida, homologada em fevereiro deste ano pelo Departamento de Estado dos EUA.
Um juiz americano havia expedido uma ordem de detenção contra Toledo para executar a extradição, e o horário e local em que ele se entregaria foi previamente combinado com as autoridades dos EUA.
“Já está lá em cima”, disse uma fonte à agência de notícias EFE, acrescentando que a esposa do ex-presidente, Eliane Karp, também havia entrado no edifício.
Toledo deve ser levado a uma prisão do condado de San Mateo antes de ser extraditado ao Peru. Na quinta-feira, o ex-presidente disse à agência de notícias EFE que exigia que a Justiça peruana não permitisse sua “morte na prisão”.
Suposta propina envolvendo a Odebrecht
Toledo, de 77 anos, presidiu o Peru de 2001 a 2006. Ele é acusado de receber milhões de dólares em subornos da Odebrecht quando era chefe do Executivo, que seriam ligados a licitações para a construção da Rodovia Interoceânica entre o Brasil e o Peru. Ele nega as acusações.
Em fevereiro de 2019, o Ministério Público peruano anunciou que havia firmado um acordo de delação premiada com o empresário peruano-israelense Josef Maiman, que disse ter ajudado Toledo a receber propinas distribuídas pela Odebrecht e a lavar o dinheiro em paraísos fiscais.
Maiman disse ao Ministério Público que a Odebrecht depositou em contas que pertenciam a ele cerca de 35 milhões de dólares em propinas para Toledo.
Prisão anterior
Toledo já havia sido detido em 2019 na Califórnia, onde viveu nos últimos anos e lecionou na Universidade Stanford. Ele passou oito meses na prisão devido ao risco de fuga, mas foi colocado em prisão domiciliar em março de 2020, depois de a Justiça americana considerar que sua saúde poderia estar em perigo durante a pandemia.
“Estou profundamente desapontado com o que aconteceu no Departamento de Justiça e no Departamento de Estado (EUA), mas isso não tira minha gratidão a este país que me deu tudo”, disse Toledo à EFE.
O capítulo peruano do caso Odebrecht, considerado o maior escândalo de corrupção na América Latina, envolveu também os ex-presidentes Alan García (2006-2011), Ollanta Humala (2011-2016) e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018), bem como a ex-candidata presidencial e líder do partido Força Popular Keiko Fujimori, filha de Alberto Fujimori, que foi derrotada por Castillo no pleito de 2021. García cometeu suicídio em 2019, antes de ser preso.
No Brasil, as delações premiadas de executivos da Odebrecht levaram à abertura de inquéritos e ações penais contra dezenas de políticos, inclusive contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – cujos processos foram anulados posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal. Em 2020, a Odebrecht mudou de nome e hoje se chama Novonor.
A Suprema Corte dos Estados Unidos manteve, na sexta-feira (21), o acesso irrestrito a uma das pílulas abortivas mais usadas no país, a mifepristona.
A decisão representa uma vitória para o presidente Joe Biden na Suprema Corte, que tem maioria conservadora. Dois juízes conservadores, Clarence Thomas e Samuel Alito, discordaram da decisão desta sexta.
Combinada a outro medicamento, o misoprostol, a mifepristona é utilizada como método abortivo em mais de metade dos procedimentos nos Estados Unidos. Grupos antiborto, no entanto, afirmam que há contrabando da pílula entre estados que já proibiram seu uso.
As discussões seguem após dez meses da decisão da Suprema Corte do país em reverter o direito constitucional à interrupção voluntária da gravidez.
Há pessoas, das zonas sem autarquias e que por isso não deviam recensear-se, mas que o fazem nos municípios que vão realizar eleições, disse o presidente do MDM. Lutero Simango considera o acto uma violação da Lei Eleitoral.
O presidente do Movimento Democrático de Moçambique, MDM, e a sua esposa recensearam-se, sábado, na Escola Secundária Josina Machel, Cidade de Maputo.
Após o acto, Lutero Simango falou à imprensa, tendo apontado que há algumas fragilidades que, no seu entender, podem manchar o processo eleitoral, com destaque para a existência do que chama “eleitores migrantes”.
“Já estão a aparecer eleitores migrantes e isso é grave. Cada um deve recensear-se na sua zona municipal e ninguém se deve deslocar de uma zona que não é município para uma zona municipal para ser um eleitor imigrante e depois para vender o seu cartão de eleitor”, denunciou Lutero Simango, presidente do MDM.
Simango foi mais longe, afirmando que há queixas de favoritismo, nas filas, aos membros do partido Frelimo.
“Algumas informações que recebi de algumas zonas autárquicas não são boas. Por isso, apelamos ao STAE para que assuma a sua responsabilidade com isenção. Todos os cidadãos que querem recensear-se devem cumprir as filas e não beneficiar-se de privilégios por pertencer a um determinado partido, pois se trata de um direito cívico.”
O presidente do MDM pediu reforço da vigilância no processo e apelou à participação massiva de todos os potenciais eleitores, para que decidam a quem irão confiar o destino das suas autárquicas, nos próximos cinco anos.
Moçambique irá receber, no primeiro trimestre de 2027, um novo navio balizador avaliado em dez milhões de dólares, encontra-se actualmente em construção na Coreia...