Um avião da Saudi Airlines foi atingido por tiros no aeroporto internacional de Cartum, no Sudão, quando estava prestes a descolar para Riade, mas a tripulação e os passageiros a bordo foram retirados e estão em segurança, segundo a companhia aérea.
Em comunicado, a Saudi Airlines disse que a tripulação se encontra na embaixada da Arábia Saudita no Sudão e que os passageiros estão bem, ao mesmo tempo em que a empresa ordenou o regresso à origem de todos os aviões com destino ao Sudão devido aos confrontos iniciados este sábado de manhã entre o Exército Sudanês e o Apoio Rápido Forças Armadas (RSF), grupo paramilitar.
Os disparos contra a aeronave ocorreram às 7 horas locais (6 em Portugal continental), duas horas antes do início dos combates entre as forças opostas.
O presidente do Conselho Soberano do Sudão e líder das Forças Armadas, general Abdelfatah al Burhan, disse, este sábado, em entrevista ao canal de televisão Al Jazeera que “as Forças de Apoio Rápido se infiltraram no aeroporto e queimaram algumas aeronaves”, sem especificar as empresas afetadas.
A companhia aérea egípcia Egyptair também anunciou no Twitter que suspenderá temporariamente os seus voos para Cartum, por 72 horas, devido à “situação instável de segurança no Sudão”.
A meio da manhã de hoje, as RSF (na sigla em inglês) afirmaram controlar o aeroporto internacional de Cartum, o maior do Sudão, informação que Al Burhan desmentiu, acrescentando que o Exército tinha a situação na capital “sob controlo”.
Estes confrontos surgem dois dias depois de o Exército ter alertado que o país atravessa uma “situação perigosa” que poderia conduzir a um conflito armado, na sequência da mobilização das RSF na capital sudanesa e noutras cidades sem o consentimento ou coordenação das Forças Armadas.
Essa mobilização ocorreu durante as negociações para chegar a um acordo político definitivo que pusesse fim ao golpe de 2021 e conduzisse o Sudão a uma transição democrática, pacto cuja assinatura foi adiada duas vezes neste mês justamente por causa das tensões e rivalidades entre os Exército e as RSF.
Dez soldados e 32 auxiliares civis do Exército do Burkina Faso foram mortos no sábado e domingo em dois ataques no norte do país, que declarou uma “mobilização geral” contra a violência de grupos fundamentalistas islâmicos.
No sábado, um “destacamento militar e de Voluntários para a Defesa da Pátria [VDP, auxiliares civis do exército] foi alvo de um ataque por homens armados não identificados” por volta das 16h00, perto de Aorema, a cerca de 15 quilómetros de Ouahigouya, capital da região do Norte, de acordo com um comunicado das autoridades, divulgado no domingo.
O exército afirmou que “o número de mortos é de 40 combatentes” – “oito soldados e 32 VDP” – e acrescentou que “pelo menos 50 terroristas” foram “neutralizados” em “resposta”, em particular por via aérea.
O juiz do Supremo Tribunal de Delaware (nordeste dos EUA) responsável pelo processo de difamação contra a rede televisiva Fox News anunciou no domingo o adiamento do julgamento para terça-feira, sem revelar uma razão.
O início do julgamento, que tem despertado interesse internacional, estava marcado para hoje, com a seleção do júri e as alegações iniciais.
A empresa de tecnologia eleitoral Dominion Voting Systems alega que a Fox News prejudicou a sua reputação, ao divulgar alegações falsas de que as suas máquinas e o seu software alteraram as eleições presidenciais, em 2020, para impedir que Donald Trump fosse reeleito. Com o processo, a Dominion pretende uma indemnização de 1,6 mil milhões de dólares (1,43 mil milhões de euros)
Os registos produzidos como parte do processo revelam que muitos dos apresentadores e responsáveis da estação não acreditavam nestas alegações, que, ainda assim, transmitiram.
Representantes da Dominion e das duas entidades que a empresa está a processar – a estação televisiva e a sua holding, a Fox Corp. – ainda não reagiram ao adiamento, de acordo com a agência de notícias Associated Press.
Ardeu sexta-feira, na cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, o armazém onde estavam depositados 80 quilogramas de diversas drogas.
Trata-se de 42 quilogramas de cocaína, 34 de anfetamina, e 04 de heroína apreendidos, recentemente, quando eram transportados numa viatura de marca Ford Ranger no posto administrativo de Murebué, distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado.
O corpo de bombeiros de Pemba fez-se ao local para debelar as chamas do incêndio cujas causas e prejuízos ainda são desconhecidos.
A Rádio Moçambique noticiou que o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) promete se pronunciar oportunamente sobre o incidente.
Mais de novecentos títulos de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra-DUAT foram entregues esta sexta-feira aos residentes do Bairro Luís Cabral, na cidade de Maputo.
Os títulos de uso e aproveitamento de terra foram entregues a famílias de baixa renda, famílias chefiadas por mulheres, idosos e pessoas com deficiência.
O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, disse, na ocasião, que o objectivo desta acção é melhorar a qualidade de vida dos munícipes.
O representante dos residentes de Luís Cabral, Humberto Rafael, disse que os munícipes daquele bairro estão satisfeitos por receber DUAT.
A entrega de DUAT está inserida no Programa de Regularização Fundiária e de Reordenamento de Bairros, que prevê a atribuição de 20 mil títulos de uso e aproveitamento de terra, num período de 3 anos.
Três membros do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) morreram durante cenário de guerra enfrentado no Sudão. O exército do país localizado na África está em combate com um grupo paramilitar que tenta dar um golpe e tomar o poder da nação. Até o momento, já são 27 mortos e mais de 600 feridos em meio aos ataques.
A morte dos funcionários da ONU aconteceu no último sábado (15), enquanto eles estavam à caminho do trabalho, na região de Darfur. Identificados como Daniel James, Ecsa Tearp e Ali Elariom, os três eram de cidadãos do Sudão. Na mesma noite, a capital do país, Cartum, viveu intensos conflitos, com vários disparos e explosões.
Tentativa de golpe do Sudão
Comandados pelo general Mohamed Hamdan Daglo, também conhecido como Hemedti, o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR), afirma ter assumido o controle de importantes pontos do país — o governo nega as afirmações do grupo.
Conforme afirmaram à imprensa internacional, o FAR já havia invadido o palácio presidencial, a residência do chefe do Exército, o Aeroporto Internacional de Cartum (capital do país), bem como os das cidades de Merowe e El Obeid. Em ligação ao Catar Al-Jazeera, o líder do grupo afirmou que:
“Não vão parar antes de assumir o controle de todas as bases militares”, assegurou.
Em resposta aos ataques sofridos, o general Abdel Fatah al Burhan, à frente do exército oficial do Sudão e líder do país desde o golpe de Estado de outubro de 2021, afirmou que havia mobilizado forças aéreas contra o “inimigo”.
Apoio aos brasileiros no Sudão
De acordo com dados divulgados pelo Itamaraty, 15 brasileiros vivem no país — com os quais a embaixada do Brasil já está em contato. Devido ao escalonamento da violência no país africano, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro informou que tem acompanhado “com preocupação a crise no país”:
“O governo brasileiro exorta as partes à contenção e à cessação imediata dos combates. Reiteramos apoio aos esforços do Conselho de Segurança das Nações Unidas nesse sentido”, diz a nota.
Considerado o terceiro maior país do continente africano, as autoridades brasileiras afirmaram seu apoio às negociações políticas entre as lideranças sudanesas, com o objetivo de restabelecer um governo civil de transição. Além disso, o governo criou um canal via número de WhatsApp (+55 61 98260-0610) para os brasileiros que estejam necessitando de apoio em terras sudanesas.
Os confrontos entre o exército e paramilitares continuam no Sudão. Mais de 60 civis foram mortos nas últimas 24h. Entre as vítimas estão três funcionários da ONU. A comunidade internacional apela ao cessar-fogo.
Os combates no Sudão entraram num segundo dia, este domingo (16). Os confrontos provocaram a morte de 61 civis em 24h, segundo um balanço citado pela agência de notícias norte-americana Associated Press (AP).
Uma rede de médicos do Sudão disse que há dezenas de mortes adicionais entre as forças rivais, e cerca de 600 feridos, incluindo civis e combatentes.
Três funcionários do Programa Alimentar Mundial (PAM), da Organização das Nações unidas (ONU), estão entre as vítimas mortais.
O representante da missão no Sudão, Volker Perthes, “condenou veementemente os ataques ao pessoal da ONU” e expressou condolências às famílias das vítimas.
Após os últimos acontecimentos, o PAM decidiu suspender temporariamente as operações no Sudão.
O número de mortos no ataque de mísseis russos à cidade de Sloviansk na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, subiu para 13, após serem encontrados mais dois corpos.
O gabinete de imprensa dos Serviços de Emergência do Estado (SES) anunciou a descoberta do corpo de uma mulher que estava sob os escombros desde o ataque de sexta-feira, depois de recuperado o corpo de um homem esta manhã.
“Na sequência do bombardeamento da cidade de Sloviansk, que teve lugar a 14 de abril, há um total de 35 vítimas a registar, incluindo 13 pessoas mortas e 22 feridas”, afirmaram os SES em comunicado.
Embora 153 toneladas de destroços tenham sido removidas, as buscas ainda estão em curso, pois há duas pessoas que se suspeita estarem sob os escombros e continuam a ser dadas como desaparecidas, informou a agência Ukrinform.
Os mísseis russos S300 atingiram vários blocos e outras infraestruturas civis na cidade oriental ucraniana na sexta-feira. Entre os 13 mortos estava um menino de 2 anos, que morreu na ambulância quando estava a ser levado para o hospital para tratamento.
A Associação dos Ucranianos em Portugal está a preparar uma carta que pretende entregar ao presidente do Brasil durante a visita a Portugal, admitindo a realização de uma manifestação para demonstrar indignação, disse à Lusa Pavlo Sadokha.
“A comunidade ucraniana está a preparar uma carta que vai entregar, quando [o Presidente] Lula [da Silva] visitar Portugal no 25 de abril e também estamos a pensar em fazer uma manifestação, cujo local ainda não determinámos, para demonstrarmos a nossa posição. Não concordámos com o que Lula disse”, afirmou o responsável pela Associação dos Ucranianos em Portugal.
“Esperamos que o Presidente Marcelo [Rebelo de Sousa] e o primeiro-ministro, António Costa, tentem mudar esta posição do Presidente Lula”, acrescentou.
Luiz Inácio Lula da Silva defendeu no sábado, no final de uma visita à República Popular da China, que os Estados Unidos devem parar de “encorajar a guerra” na Ucrânia e a União Europeia deve “começar a falar de paz”.
“Os Estados Unidos devem parar de encorajar a guerra e começar a falar de paz, a União Europeia deve começar a falar de paz”, disse o chefe de Estado brasileiro aos jornalistas, em Pequim, antes de partir para os Emiratos Árabes Unidos.
Para o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, a posição de Lula da Silva mostra “apoio” aos regimes totalitários como a Rússia e a República Popular da China e frisa que não compreende a posição do Partido Socialista.
“Ontem [domingo] assistimos a várias declarações de vários partidos [portugueses] e não percebemos esta posição do PS. Eles concordam com as declarações de Lula”, disse ressalvando que “até agora” os políticos portugueses ajudaram a Ucrânia.
Pavlo Sadokha recordou que o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal visitaram zonas da Ucrânia “onde soldados russos cometeram crimes considerados como crimes de guerra” e, por isso, podem explicar ao Presidente do Brasil “o que realmente está a acontecer”.
“Esperamos que isso vai acontecer”, disse Sadokha acrescentando que os políticos portugueses podem convencer o Presidente Lula e explicar que foi a Federação da Rússia que começou a guerra contra a Ucrânia e que “não é assim tão simples” terminar o conflito com um acordo de paz”.
“O Presidente Lula declarou que a Ucrânia pode ceder a Crimeia [anexada em 2014] ou outros territórios ucranianos à custa da paz. Isso não é solução nem para ucranianos nem para os países europeus. A Rússia não começou esta guerra para ocupar alguns territórios”, considerou.
Pavlo Sadokha disse ainda que os ucranianos em Portugal esperavam “mais apoio” do Brasil onde reside, afirmou, “uma enorme comunidade” de cidadãos da Ucrânia.
“Também sabemos que a comunidade ucraniana no Brasil já fez uma carta a Lula porque não concorda com as declarações” do chefe de Estado brasileiro, disse ainda Sadhoka.
O número de casos diagnosticados da malária na província da Zambézia quase que duplicou ao atingir 919.545 casos no decurso do primeiro trimestre do presente ano, contra 563.024 de igual período do ano passado.
Durante o mesmo período, foram registados oficialmente sete óbitos por malária, dos quais quatro na cidade de Quelimane, a capital provincial, e os restantes nos distritos de Mocuba, Mocubela e Chinde.
O facto foi avançado pelo chefe do Departamento de Saúde Pública na Zambézia, Almiro Raimundo, em entrevista à AIM , em Quelimane.
“O que posso avançar sobre a malária neste momento é que ela continua sendo a primeira causa de procura nas consultas externas e constitui um problema de saúde a nível da província”, disse.
Acrescentou que “quando avaliamos nossos dados em relação a malária, constatamos uma situação de quase duplicação de casos.”
“O número de diagnósticos de malária está a crescer, sobretudo depois da passagem da depressão tropical severa Freddy que agravou a precariedade do saneamento do meio em algumas unidades residenciais”, explicou.
O governo da Holanda afirmou que prepara a regulamentação da eutanásia para crianças entre 1 e 12 anos com doenças terminais. A possibilidade de morte assistida para menores é algo defendido por pediatras há anos.
Ao anunciar os planos do governo na sexta-feira (14), o ministro da Saúde holandês, Ernst Kuipers, afirmou que a medida deve afetar de cinco a dez menores por ano. Segundo ele, esse regulamento pensa nesse “pequeno grupo para quem as opções de cuidados paliativos não são suficientes para aliviar o seu sofrimento” ou “que apresentam uma doença ou transtorno tão grave que a morte será inevitável”.
O ministro destacou, porém, que a morte assistida só será permitida em último caso, “quando for a única alternativa razoável para um médico acabar com o sofrimento desesperado e insuportável da criança”.
O governo de Marku Rutte pretende publicar esse regulamento ainda neste ano e planeja avaliar a eutanásia para menores algum tempo depois de sua entrada em vigor. O governo não precisa de aprovação parlamentar para alterar as regras da morte assistida.
País pioneiro
A mudança não é isenta de controversas e, segundo Kuipers, ocorre após anos de debate. A Holanda foi o primeiro país do mundo a legalizar a eutanásia em 1º de abril de 2002. A morte assistida, no entanto, só permitida para maiores de 12 anos que podem dar seu consentimento e menores de um ano com a autorização dos pais.
A Bélgica, porém, foi o primeiro país do mundo a permitir a eutanásia a menores de idade em geral, desde que esses tenham discernimento para solicitar o procedimento.
O número de casos de eutanásia na Holanda aumentou 13,7% no ano passado na Holanda, totalizando 8.720 procedimentos – o que representa 5,1% de todas as mortes registradas no país em 2022, segundo dados oficiais. Em média, os casos de morte assistida costumam aumentar 10% ao ano no país europeu e a maioria dos pedidos é feito por pacientes com câncer.
Na Zambézia mais de cinco mil crianças estão em risco de violência, tráfico e outros males, na sequência da passagem do ciclone tropical Freddy, que fustigou a região do país.
Parte considerável de crianças em risco continua nas áreas de reassentamento e outras já retomaram os seus bairros de origem, depois do encerramento dos abrigos temporários.
A informação foi avançada pela procuradora Cristina Chihale, coordenadora do Grupo de Referência Provincial de Protecção à Criança, numa altura em que parte das crianças em risco continua nas áreas de reassentamento.
“Ainda se verifica a questão do perigo para as crianças e mulheres, os grupos vulneráveis. Desenhamos actividades que vamos poder implementar com o apoio do UNICEF, actividades que vão iniciar ainda este mês, palestras, sensibilização dos perigos que advêm dessas aglomerações porque muitas vezes as crianças ficam distantes dos seus pais. Em situação difícil em que se encontram, eles saem para procurar algum sustento e acabam ficando abandonadas e nesse momento os malfeitores também estão atentos”, disse.
O ativista, de 41 anos, referiu na sua última audiência que só se arrependia de ter “falhado” e não ter feito perceber “a compatriotas e políticos de outros países o perigo que o atual regime do Kremlin representa”.
Um tribunal de Moscovo condenou, na segunda-feira, um dos maiores opositores ao Kremlin, Vladimir Kara-Murza, a 25 anos de pena de prisão.
Segundo a agência russa Tass, o ativista, que tem nacionalidade russa e britânica, foi considerado culpado dos crimes de traição e por espalhar “informação falsa”. O homem deverá ficar numa colónia penal, o que implica condições de detenção mais rígidas.
A pena de prisão de Kara-Murza, de 41 anos, é, segundo o que escreve o The Guardian, a mais longa atribuída a um opositor do Kremlin – à medida que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem vindo a apertar ‘o cerco’ a quem se opõe a ele, e também que a legislação se vai tornando cada vez mais restrita.
Citada por agências de notícias russas, uma das suas advogadas, Maria Eismont, anunciou que Kara-Murza vai apelar da sentença, denunciando ainda “graves violações de procedimento” durante o julgamento.
O ativista foi detido em abril do ano passado, depois de ter sido acusado de espalhar informações falsas sobre o exército russo, e Moscovo adensou a sua condenação para “alta traição” quando este começou a fazer discursos públicos e a criticar não só as políticas do Kremlin, como a guerra na Ucrânia.
Segundo as publicações internacionais, na sua última audiência Kara-Murza utilizou um tom desafiante e recusou-se a pedir à justiça para ser absolvido. “Só me arrependo de uma coisa [….]. Falhei em convencer os meus compatriotas e políticos em países democratas do perigo que o atual regime do Kremlin representa para a Rússia e para o mundo”, rematou o ativista, que é pai de três filhos.
Kara-Murza era próximo do líder da oposição russa Boris Nemtsov, que foi morto perto do Kremlin em 2015. O opositor sobreviveu a envenenamentos em 2015 e 2017, os quais atribuiu ao Kremlin. As autoridades russas negaram qualquer responsabilidade.
Outra figura proeminente da oposição, Ilya Yashin, foi condenada a oito anos e meio de prisão no final do ano passado sob a acusação de desacreditar os militares russos.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa – justificada pelo presidente Vladimir Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
O Comité Diaconal Evangélico para o Desenvolvimento Social (CODESA) pretende recrutar um (1) Consultor para Elaboração de um Plano Estratégico. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos está a recrutar para seu cliente um (1) Representante de Vendas a Van. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos está a recrutar para seu cliente um (1) Representante de Vendas. Saiba mais.
A Associação de Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Monitoria e Avaliação de Dreams. Saiba mais.
A Associação de Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Técnico de DREAMS, PPA e Juventude. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Desenvolvimento de Programas e Mobilização de Recursos. Saiba mais.
A Bernina Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário (Remunerado) para formação em máquinas de bordar industriais e digitalização de desenhos. Saiba mais.
People walk on a road flooded by the storm Freddy, Maputo, Mozambique, 14 March 2023. This is one of the longest lasting storms ever, after it formed at the beginning of February in the Asian seas, crossing the entire Indian Ocean to the east African coast. Until now 10 people have been killed by the storm accordind to official data. ANDRE CATUEIRA/LUSA
A polícia moçambicana deteve o delegado do INGD – Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres em Niassa, no norte de Moçambique, suspeito de desviar diversos produtos destinados às vítimas do ciclone Freddy, foi este sábado anunciado.
O delegado, um seu amigo e um motorista foram detidos em flagrante, na madrugada de sexta-feira, quando descarregavam os produtos numa residência, em Lichinga, capital provincial, disse à comunicação social Mirza Maguanda, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Niassa.
“Sabemos que a finalidade era a comercialização desses produtos no Malaui, país vizinho”, referiu a porta-voz.
Trata-se de 6.600 quilos de arroz, 4.660 quilos de farinha de milho, 700 quilos de feijão, 912 litros de óleo alimentar e 49 rolos de plásticos usados na cobertura de tendas para as vítimas.
A detenção do delegado ocorreu após uma denúncia popular, avançou a PRM.
O ciclone Freddy fustigou Moçambique em fevereiro e março, causando a morte de pelo menos 169 pessoas e afetando mais de 200 mil famílias, segundo os últimos dados do INGD.
Freddy é já um dos ciclones de maior duração e trajetória nas últimas décadas, tendo viajado mais de 10.000 quilómetros desde que se formou ao largo do norte da Austrália em 04 de fevereiro e atravessou todo o oceano Índico até à África Austral.
A atual época chuvosa (outubro a abril) já matou 302 pessoas e afetou mais de um milhão em Moçambique.
O país é considerado um dos mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.
Após a aprovação da Reforma da Previdência proposta pelo presidente francês Emmanuel Macron, um grupo de manifestantes ateou fogo, na noite desta sexta-feira (14), na porta de uma delegacia de polícia no centro de Rennes, França. O local estava vazio no momento do ataque.
Segundo a imprensa local, a porta de um centro de convenções também foi incendiada. Imagens mostram que a delegacia foi atacada com latas de lixo em chamas. O fogo foi contido minutos depois, com a ajuda de um canhão de água da polícia.
Mais cedo, o Conselho Constitucional da França aprovou a proposta do governo em aumentar a idade mínima de aposentadoria de 62 para 64 anos. O ministro francês do Interior, Gérald Darmanin, considerou os atos como “inaceitáveis” e que os responsáveis serão processados.
Darmanin afirmou que “as degradações e os ataques desta noite em Rennes” foram feitos “por bandidos determinados a lutar”.
Onda de protestos
Às vésperas da decisão sobre a Previdência, nessa quinta-feira (13) 380 mil pessoas foram às ruas na França, segundo o Ministério do Interior. Essa foi uma tentiva de impor uma última pressão popular contra a medida proposta pelo governo de Macron. O dia foi marcado pelo confronto entre manifestantes e policiais.
Um grupo de manifestantes invadiu o prédio de um conglomerado de lojas de luxo com bandeiras e sinalizadores, em Paris. Os últimos dias de protestos foram marcados pela violência.
A Procuradoria da província de Maputo, deduziu acusação por tráfico de droga contra um moçambicano e um tanzaniano, pertencentes a uma rede com “ramificações internacionais”, referiu quinta-feira a entidade.
“Os arguidos fazem parte de uma organização criminosa, com ramificações internacionais, que se dedica ao transporte, armazenamento e venda de droga, dentro e fora do país, com destaque para a África do Sul”, refere, em comunicado, a Procuradoria da província de Maputo.
Os visados foram detidos após uma denúncia sobre a existência de droga numa casa no bairro de Campoane, distrito de Boane, província de Maputo.
A residência estava arrendada por um cidadão estrangeiro que se encontra a monte, avança a nota.
Um outro estrangeiro evadiu-se da cadeia, após ter sido detido no âmbito do mesmo processo, acrescenta o comunicado.
A polícia de Bronkhorstspruit, na África do Sul, confirmou o rapto do empresário de origem portuguesa Juca Leonardo, que está desaparecido desde quinta-feira.
Juca Leonardo, de 55 anos, é dono do hipermercado “Pick n Pay”. Foi visto pela últiuma vez na quinta-feira, 13 de abril, cerca das 21 horas quando saía do trabalho, conta o jornal sul-africano “Ridge Times”.
Leonardo usava calças de gança azul escuro e um polo azul com o logotipo da “Pick n Pay” e o próprio nome, informou a porta-voz da polícia de Bronkhorstspruit, Munyadziwa Ramovha. De acordo com o “Ridge Times”, o empresário português usava um colete à prova de bala.
A polícia criou uma linha de apoio, pedindo a partilha de informações que possam levar a encontrar Juca Leonardo.
Segundo o “Ridge Times”, o detetive privado Mike Bolhuis foi chamado para ajudar a desvendar o caso d o empresário português.
“Foi um rapto bem planeado. Os suspeitos parecem estar fortemente armados”, disse Bolhuis, citado pelo jornal “Pretoria Rekord”. O detetive privado acredita que Leonardo não foi ferido durante o rapto, uma vez que não havia vestígios de sangue no carro, apesar dos disparos que trespassaram o para-brisas da viatura, uma carrinha Mercedes G.
Os confrontos deste sábado entre o Exército sudanês e paramilitares causou a morte de 56 civis, segundo um novo balanço divulgado pelo Sindicato dos Médicos do Sudão.
O anterior balanço apontava para 26 mortos e 103 feridos. A mesma fonte adiantou que há a registar dezenas de mortes entre as forças de segurança.
As mortes ocorreram por todo o país, incluindo na capital, Cartum, e Omdurman, disse o Sindicato dos Médicos do Sudão.
A violência surge após meses de tensões crescentes entre as forças armadas e as paramilitares Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), que foram antecedidas de anos de agitação política, desde o golpe militar de Outubro de 2021 naquele país de África.
Os acontecimentos conduzem ao receio de um conflito mais vasto, uma vez que os combates continuaram até à noite.
Os combates entre o Exército do Sudão e a poderosa força paramilitar dão um novo golpe na esperança de uma transição para a democracia.
Os confrontos sucederam a meses de tensões acrescidas entre as Forças Armadas do Sudão e as RSF, que já tinham atrasado um acordo com os partidos políticos para que o país voltasse à curta transição para a democracia, que descarrilou com um golpe militar em Outubro de 2021.
Os combates eclodiram no início do dia. Testemunhas disseram que ambos os lados dispararam de veículos blindados e de metralhadoras montadas em camiões em áreas densamente povoadas. Alguns tanques foram vistos em Cartum.
Os militares disseram ter lançado ataques a partir de aviões e drones em posições das RSF dentro e em redor da capital.
Ao cair da noite, os residentes disseram que ainda ouviam os sons de tiros e explosões em diferentes partes de Cartum, incluindo ao redor do quartel-general dos militares e de outras bases.
Um dos pontos de fortes dos confrontos foi o Aeroporto Internacional de Cartum. Não houve qualquer anúncio formal de que o aeroporto estava fechado, mas as principais companhias aéreas suspenderam os voos.
Timosse Maquinze, antigo líder de guerrilha do braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal força de oposição, exigiu a demissão do presidente do partido, Ossufo Momade, acusando-o de “comprovada incapacidade” de liderar o partido.
“Em nome dos combatentes presentes e não presentes […] exigimos que Ossufo Momade se demita das funções de presidente da Renamo”, declarou Timosse Maquinze, em conferência de imprensa no sábado na cidade da Beira, no centro de Moçambique.
Segundo Timosse Maquinze, o presidente do maior partido da oposição moçambicana tem violado “sistematicamente” os estatutos da Renamo e, por isso, é necessário que se convoque um congresso extraordinário para nomear um novo líder, de forma pacífica.
“Comprovada a incapacidade do presidente Ossufo Momade de liderar a Renamo, exigimos que o presidente do conselho nacional convoque com urgência um congresso extraordinário para que, de uma forma pacífica, a Renamo encontre uma liderança que corresponda aos anseios dos membros do partido”, referiu Timosse Maquinze.
Maquinze acusa ainda Ossufo Momade de criar um grupo para perseguir e expulsar membros sem razões plausíveis na base central do braço armado do partido na serra da Gorongosa (centro), bem como de cortar os subsídios de muitos membros e funcionários.
“Ossufo Momade criou o grupo de esquadrões de morte para incutir medo nos membros dentro do partido”, referiu o líder de guerrilha, que promete recorrer à comunidade internacional caso Ossufo Momade se recuse a abandonar a liderança, como forma de garantir que o processo decorra de forma pacífica.
“Nós vamos pedir ajuda a comunidade internacional para o aconselhar a deixar o poder, porque nós não somos pela guerra, mas sim pela paz”, frisou.
O porta-voz da Renamo, José Manteigas, adiantou que o partido está surpreso com as declarações do antigo líder de guerrilha, referindo que Maquinze foi uma das “presenças notáveis” no congresso que elegeu Ossufo Momade.
“O pronunciamento do general Maquinze surpreende-nos porque ele é uma das figuras que temos no nosso seio e cuja voz é sempre ouvida”, disse Manteigas, citado hoje pela Rádio Moçambique.
Estas posições sobre Timosse Maquinze ocorrem quando falta apenas uma base da antiga guerrilha da Renamo por encerrar, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) previsto no acordo de paz assinado com o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), o terceiro entendimento entre as partes, todos assinados na sequência de ciclos de violência.
Esta é a segunda vez que um influente membro do braço armado do maior partido de oposição no centro de Moçambique pede a saída de Ossufo Momade desde a sua eleição, em 2019, após a morte, em 2018, do histórico líder Afonso Dhlakama.
Meses após a eleição de Ossufo Momade, Mariano Nhongo, também outro influente líder da guerrilha do partido, criou a autoproclamada Junta Militar da Renamo, um grupo dissidente da principal força política de oposição que exigia a saída de Ossufo Momade.
Mariano Nhongo viria a ser abatido numa mata do distrito de Cheringoma, província de Sofala, centro do país, durante uma troca de tiros com uma patrulha policial, após meses de ofensivas das forças governamentais visando travar os ataques armados do seu grupo, responsável pela morte de mais de 30 pessoas em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala, segundo as autoridades.
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