Sociedade Erosão em Mavoco compromete mobilidade e desenvolvimento local

Erosão em Mavoco compromete mobilidade e desenvolvimento local


Os residentes de Mavoco, localizada na área de Mulotana, estão a enfrentar graves problemas de mobilidade devido à degradação das suas vias, particularmente após as chuvas intensas de Janeiro e Fevereiro.

A principal via da localidade encontra-se abaixo do nível do solo, enquanto as ruas terciárias apresentam claros sinais de erosão, complicando o transporte de pessoas e bens.

A situação, que já se arrasta há seis meses, tem exigido um esforço contínuo dos moradores e comerciantes locais para tapar buracos e melhorar a transitabilidade, que continua a ser descrita como uma verdadeira “ginástica”. Para reportar a situação, a equipa do “Notícias” teve de estacionar a viatura na estrada principal, uma vez que a via de acesso está completamente intransitável.

Na paragem conhecida como “Ndluine”, a diferença entre a via e a terra circundante chega a atingir os 100 centímetros, especialmente no lado direito da estrada, que tem sofrido o impacto mais severo. Alice José, residente local, sublinhou que a erosão afecta o acesso à sua casa, tornando complicado o transporte, nomeadamente para a sua avó que frequenta reuniões comunitárias.

“Desde Fevereiro, temos discutido em reuniões a necessidade urgente de intervenção, mas até agora não houve qualquer progresso. Alguns vizinhos adoptem vias alternativas longas e difíceis para aceder às suas casas. O esforço para tapar buracos é imenso e não tem gerado resultados satisfatórios”, lamentou.

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Felisberto Mangue considerou a situação como destrutiva, afirmando que as águas têm danificado as vias, e a areia das estradas está a ser carcomida, provocando uma descida da cota das vias. Adérito Bule, outro morador, referiu que ele e outros vizinhos estão mobilizar recursos para a compra de combustível, pois a empresa responsável pela manutenção da rua principal irá disponibilizar equipamentos para o nivelamento das vias.

O sub-chefe do quarteirão 13, Júlio Foquisso, destacou que a situação já foi pior do que actualmente, mas a união dos moradores conseguiu resultado na reparação de algumas das infiltrações. Contudo, o desafio continua, pois muitos problemas ainda não foram resolvidos.

“A população tem-se organizado para tentar corrigir os estragos. Mesmo assim, a capacidade de os moradores exercerem suas atividades é seriamente prejudicada, visto que a transitabilidade é crucial para o desenvolvimento. Numa zona em expansão como esta, o transporte de materiais de construção tem sido drasticamente afectado”, afirmou.

Foquisso destacou que as chamadas “vias alternativas” também estão em péssimo estado, o que acentua ainda mais a crise de mobilidade na região.

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