A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) inicia voos ligando Maputo e Lusaka, com escala em Harare no Zimbabwe, naquilo que constitui o fortalecimento dos laços entre os países vizinhos e promoção da conectividade regional.
De acordo com um comunicado enviado a nossa redacção o início de voos para Lusaka insere-se na estratégia de inclusão das capitais dos países da África Austral nos destinos da LAM.
Nesta região, a companhia faz, actualmente, ligações aéreas entre Maputo e Joanesburgo, bem como Maputo e Harare, para além de Pemba e Dar-Es-Salaam.
O Papa Francisco nomeou este sábado Víctor Manuel Fernández, um bispo argentino, seu compatriota e conselheiro teológico da sua confiança, para chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, uma das posições mais poderosas do Vaticano.
Víctor Manuel Fernández, que é arcebispo de La Plata, na Argentina, foi indicado para chefiar o Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, e foi apelidado de “teólogo do Papa”, uma vez que se acredita ter ajudado a escrever alguns dos documentos mais importantes de Francisco.
O Congregação para a Doutrina da Fé reforça a ortodoxia do ensino da Igreja e disciplina os teólogos considerados desviados da doutrina católica nas suas palestras ou publicações. Nas décadas, assumiu consideravelmente mais importância para os fiéis comuns, à medida que a mancha dos padres pedófilos se espalhava pelo mundo.
Entre as funções da congregação estão avaliar e processar as alegações de abuso sexual contra o clero.
O bispo argentino terá sido um dos principais autores de alguns dos documentos mais importantes do Papa Francisco, nomeadamente “Deus é amor”, uma exortação de 2016 que abriu as portas para permitir que os católicos divorciados que se casam novamente em cerimónias civis recebam a comunhão.
O novo chefe substitui o cardeal espanhol Luis Ladaria, que se está a aposentar.
Víctor Manuel Fernández, de 60 anos, assumirá o cargo em meados de setembro, informou o Vaticano, no anúncio da sua nomeação.
A Marinha do México apreendeu um narcossubmarino com 3,5 toneladas de cocaína no Oceano Pacífico. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades mexicanas, a embarcação foi interceptada na última terça-feira (27) e cinco pessoas de diferentes nacionalidades foram detidas.
A embarcação de aproximadamente 26 metros de comprimento, tem dois motores internos e possui autonomia para navegar durante 20 dias. A Marinha mexicana informou que é a maior embarcação do gênero apreendida no país.
A operação da Marinha contou com o apoio de um helicóptero de patrulha. A embarcação estava semi submersa e, ao avistarem a aeronave, os suspeitos subiram para o casco do semissubmersível.
Dentro da embarcação os militares encontraram 186 pacotes recheados com cocaína. O material apreendido e as pessoas presas foram encaminhadas para La Paz, na Baixa Califórnia.
As autoridades mexicanas afirmaram que ao longo de 2023 um total de 21.295 quilos de cocaína foram apreendidos no mar e 121 pessoas foram presas suspeitas de tráfico de drogas.
Três indivíduos foram mortos durante uma perseguição policial no bairro Polana Caniço “A”, na cidade de Maputo. A perseguição, que foi marcada por tiros, terminou com a morte dos três suspeitos que estavam a bordo de um veículo roubado.
Segundo informações fornecidas pelo porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo, Leonel Muchina, os suspeitos teriam solicitado um serviço de táxi através de um aplicativo e, ao chegarem ao local, apontaram uma arma ao taxista, obrigando-o a entrar no porta-malas do veículo. No entanto, o taxista conseguiu escapar posteriormente.
“Esta troca de tiros teve início na Avenida de Moçambique, quando os indivíduos em questão foram abordados e uma perseguição se desencadeou. Infelizmente, durante essa perseguição, ocorreram intensas trocas de tiros, resultando na fatalidade desses membros da quadrilha, que foram abatidos. A partir desse ponto, a área ficou intransitável e os corpos foram removidos”, disse Muchina, acrescentando ainda que “não houve vítimas do lado da Polícia, nenhum agente ficou ferido ou foi alvejado durante o incidente.”
No entanto, durante a perseguição, a Polícia conseguiu recuperar duas armas de fogo que supostamente eram utilizadas pela quadrilha para cometer crimes na cidade e província de Maputo.
Diante do incidente, as autoridades policiais apelam aos operadores de serviços de táxi que estejam mais atentos e vigilantes.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, adiou a sua visita de Estado à Alemanha, prevista entre domingo e terça-feira, devido aos tumultos que assolam o país em consequência da morte de um jovem pela polícia.
“O presidente francês Macron falou hoje ao telefone com o Presidente alemão Steinmeier e informou-o sobre a situação no seu país. O presidente Macron pediu o adiamento da sua visita de Estado prevista para a Alemanha”, indicou a presidência alemã em comunicado citado pela AFP.
Na passada terça-feira, Naël, um jovem de 17 anos de origem árabe, foi mortalmente baleado por um agente da polícia, quando tentava fugir de um posto de controlo policial em Nanterre, nos arredores de Paris.
As imagens do adolescente francês baleado mortalmente pela polícia, registadas por testemunhas, provocaram uma forte indignação em França, que degenerou em tumultos, especialmente nos bairros populares das grandes cidades e na cintura metropolitana de Paris.
O Ministério do Interior de França atualizou hoje de 994 para 1.311 o número total de detenções feitas na sexta-feira ligadas aos tumultos que assolam França desde terça-feira.
O Governo francês enviou na sexta-feira cerca de 45.000 polícias para todo o país para tentar controlar a violência, mas não conseguiu impedir que, durante a noite, jovens manifestantes entrassem em confronto com forças policiais, ateassem cerca de 2.500 fogos, saqueassem lojas e provocassem ferimentos em 79 agentes.
De acordo com o Ministério do Interior, “79 polícias e gendarmes ficaram feridos”, cerca de 1.350 veículos foram incendiados, 234 edifícios foram queimados ou danificados e cerca de 2.560 incêndios foram registados na via pública.
Marselha, a segunda maior cidade do sul de França, teve uma noite agitada, o que levou o ministro francês do Interior, Gérard Darmanin, a enviar reforços para a cidade.
A polícia já tinha registado 88 detenções por volta das 02:00 desde o início da noite, com grupos de jovens muitas vezes mascarados e “muito móveis”.
As cerimónias fúnebres de Naël começaram hoje com um velório privado, a que se seguirá uma cerimónia na mesquita e o enterro num cemitério local.
“Sábado, 01 de julho, será um dia de luto para a família de Naël”, escreveram os advogados da família, apelando aos meios de comunicação social para que não participem na cerimónia, “a fim de dar à família enlutada a privacidade e o respeito de que necessita”.
A Associação ELOS, uma ong nacional, está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Técnico Provincial de de Circuncisão Médica Masculina Voluntária. Saiba mais.
A empresa Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique Lda, pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Electricista Auto. Saiba mais.
A Aliança da Sociedade Civil contra a Usurpação da Terra em Moçambique (ASCUT) pretende recrutar um (1) Consultor – Estudo sobre Abordagens Inovativas de Funcionamento das Redes e OSC e Utilização de TICs nas actividades de Advocacia. Saiba mais.
A AMASI – Associação dos Educadores dos Consumidores de Água pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem. Saiba mais.
O Governo de Manica diz que poderão ser sancionados todos os gestores escolares que adulteraram os dados estatísticos de estabelecimentos de ensino para se beneficiar do dinheiro do fundo de apoio à educação.
A informação foi avançada em Chimoio no decurso da II reunião provincial de planificação na qual estiveram presentes gestores escolares dos 12 distritos da província de Manica, inspectores, técnicos da direcção da educação e quadros do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.
No encontro foram debatidos diversas matérias com destaque para a prevalência de actos de falsificação de números de alunos para influenciar os fundos destinados a administração escolar.
Com o mesmo objectivo, existem casos de instituições da educação que aumentam números de funcionários dos estabelecimentos de ensino.
A governadora de Manica, Francisca Tomás, repudiou tais situações.
“Por isso que no fim do ano o sector da educação tem registado muitas desistências escolares. Algumas dessas desistências são falsas”, disse Tomás, apelado aos inspectores a lutar também contra o absentismo escolar para permitir que os alunos tenham o privilégio de ter todas as aulas planificadas durante a semana.
A governadora pediu também que os directores contribuam de forma significativa para a redução de casos de casamentos prematuros nas comunidades.
“Devemos cuidar também da higiene e saneamento do meio, do ambiente escolar para prevenir as doenças originadas da falta de higiene”, acrescentou Francisca Tomás.
Por seu turno, Albino Chaparica, director provincial da Educação e Desenvolvimento Humano, disse que o sector que dirige está a trabalhar para que casos de falsificação de dados estatísticos escolares não voltem a ocorrer.
Entretanto, Chaparica lembrou que foram instaurados dois processos disciplinares contra igual número de gestores escolares envolvidos no caso de falsificação de dados para se beneficiaram dos fundos de apoio à educação.
O patriarca russo Cirilo I vai reunir-se em Moscovo, com o enviado do Papa Francisco para a paz na Ucrânia, o cardeal italiano Matteo Zuppi, informaram fontes da Igreja Ortodoxa Russa.
O encontro acontecerá hoje à tarde, segundo as agências de notícias russas TASS e RIA Novosti.
Matteo Zuppi reuniu-se com o assessor da Presidência Russa para Assuntos Internacionais, Yuri Ushakov.
Assim, até ao momento, o Kremlin não informou o conteúdo das conversações, mas o presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Rússia, arcebispo Pavel Pezzi, indicou que os dois abordaram questões relacionadas com os refugiados.
“O encontro do cardeal com Yuri Ushakov ocorreu numa atmosfera boa e positiva. A questão principal tratada foi o problema humanitário relacionado com os refugiados, incluindo os menores”, declarou Pavel Pezzi à agência de notícias TASS.
Não há informação prestada pelo Vaticano e autoridades da Rússia, se haverá mais encontros entre Matteo Zuppi e outros responsáveis russos.
Esta viagem à Rússia acontece três semanas depois da visita do cardeal Pavel Zuppi a Kiev, onde se encontrou com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky
Em Kiev, o enviado papal teve vários encontros e ouviu o Presidente reafirmar que não aceitará qualquer cessação de hostilidades que não inclua a retirada da Rússia do território ucraniano.
Em resposta, Moscovo disse que as autoridades de Kiev têm de se adaptar à nova realidade.
A Ucrânia e a Rússia ainda participaram em conversações nos primeiros meses da guerra, mas sem sucesso.
Até agora, falharam todas as iniciativas para que as duas partes retomassem o diálogo.
O general russo Sergei Surovikin foi preso para prestar esclarecimentos, segundo fontes do jornal The Moscow divulgadas na quarta-feira (28).
O militar era próximo ao líder mercenário Yevgeny Prigojin e foi citado por fontes norte-americanas como tendo informações sobre o plano de motim do grupo Wagner.
Surovikin não é visto em público de sábado (23), quando o chefe do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, lançou uma rebelião armada contra a liderança militar da Rússia.
Fontes ligadas ao Ministério da Defesa informaram que o general russo teria escolhido o lado do grupo de mercenários durante rebelião. Não se sabe ao certo o paradeiro do militar, mas a situação mais provável é de que ele teria sido encaminhado para o centro de detenção Lefortovo, em Moscou.
De acordo com blogueiros militares russos, Surovikin não entra em contato com a família há pelo menos três dias.
O nome do general apareceu na imprensa Ocidenteal, nessa terça-feira (27), quando New York Times afirmou que Sergei Surovikin teria informações sobre o motim mercenário antes mesmo dele acontecer, de acordo com fontes da inteligência norte-americana.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou a informação norte-americana como “especulação” e “fofoca” e sugeriu que Putin não cedeu às exigências de Prigozhin para uma possível remodelação do alto escalão do Exército russo.
O Conselho de Administração do Millennium Challenge Corporation (MCC) aprovou em Washington D.C., Estados Unidos da América (EUA), um financiamento de 500 milhões de dólares para a implementação do Compacto II em Moçambique.
Segundo uma nota emitida pelo Ministério da Economia e Finanças, o financiamento terá como enfoque a província da Zambézia, cobrindo as áreas de Conectividade e Transporte Rural; Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Costeiro; e Promoção de Investimento na Agricultura Comercial.
A presidente da MCC, Alice Albright, disse que Moçambique terá o mais avançado e inovador Compacto que a MCC alguma vez financiou em todo o mundo, devido a abordagem inteligente do clima e combinação de uma infra-estrutura de transporte resiliente, no contexto da economia verde e azul.
“As reformas institucionais, legais e políticas públicas possam garantir um crescimento económico mais efectivo e de longo prazo”, sublinhou.
No entanto, o documento refere ainda que, embora o financiamento tenha como foco geográfico a província da Zambézia, o Compacto II terá uma dimensão nacional, uma vez que as reformas institucionais, legais e de políticas públicas em perspectiva beneficiarão a todo o país, ao que se acresce o facto de se almejar que os projectos neste momento em fase final de elaboração sejam replicáveis e, por via disso, passíveis de implementação noutros pontos do país, quer com fundos públicos, quer com financiamento externo ou no âmbito de iniciativas do sector privado.
“Moçambique beneficiou, de 2008 a 2013, do Compacto I, que contou com um financiamento, na ordem de 506 milhões de dólares norte-americanos, cobrindo as áreas de água e saneamento, segurança sobre a terra, transporte e agricultura, tendo sido implementado nas províncias de Nampula, Niassa e Zambézia”, recordou.
A assinatura do Acordo de Financiamento do Compacto II entre os Governos de Moçambique e dos EUA está prevista para Setembro deste ano, em Washington D.C.
A Guarda Costeira dos Estados Unidos encontrou “possíveis restos humanos” nos destroços do submarino Titan, que implodiu durante visita aos restos do Titanic, na última semana. O anúncio da descoberta ocorreu na quarta-feira (28).
Segundo a guarda costeira, médicos ainda irão analisar os materiais e se são compatíveis com os ocupantes do veículo. Mais cedo, restos do Titan foram descarregados no porto St. John, na província canadense de Newfoundland.
“Profissionais médicos dos Estados Unidos irão conduzir uma análise forma dos possíveis restos humanos, que foram cuidadosamente recuperados junto aos destroços no local do acidente”, informaram as autoridades à mídia internacional.
As peças de metal do submarino chegaram ao porto cobertas por uma lona, conforme registros da imprensa canadense. De acordo com as investigações, as fibras de carbono que faziam parte do submersível da empresa OceanGate se estilhaçaram durante a implosão.
Na última quinta-feira (22), a Guarda Costeira dos EUA confirmou a morte dos cinco ocupantes que estavam a bordo do submarino desaparecido no Atlântico. Em entrevista coletiva, o contra-almirante da Guarda Costeira americana John Mauger afirmou que o submarino foi destruído em uma “implosão catastrófica”.
Um incêndio de grandes proporções consumiu, na noite de quarta-feira, pelo menos onze bancas no mercado Cambinde, na cidade de Tete. Presume se que o incidente terá sido causado por uma beata de cigarro deixada por um dos vendedores.
No entanto, no local, era visível a aflição dos vendedores que perderam quase todas suas mercadorias. “O incêndio destruiu as nossas barracas. Quando chegámos para tentar tirar os nossos produtos, estes já haviam sido destruídos pelo fogo. Conseguimos tirar poucas coisas”, contou Carla Américo, uma das vendedeiras.
Por sua vez, Isabel Fernando, igualmente vendedeira no mercado Cabinde, disse que começou na minha barraca e perdi quase tudo. Estamos a pedir ajuda”.
O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), em Tete, que prontamente se fez ao local para debelar as chamas, não descarta a possibilidade de o incêndio ter sido provocado por uma beata de cigarro.
“Há um hábito errado de algumas pessoas. Talvez até seja por parte dos vendedores. Quando falámos de mau hábito, falamos de pessoas que fumam cigarro e lançam a beata de qualquer maneira, isto em forma de sabotagem. Este é um mau comportamento”, observou o Comandante do Serviço Nacional de Salvação Pública em Tete, Lemos Supuleta.
A edilidade, que igualmente esteve no local para se inteirar do ocorrido, prometeu apoiar as vítimas que ficaram sem os seus produtos. “Esta situação preocupa-nos. É por isso mesmo que estamos aqui para apoiar porque eles são vendedores que trabalham connosco. São nossos filhos de casa. Quando um filho está triste, o país não pode ficar contente”, notou a vereadora de Mercados e Feiras no Município de Tete.
De referir que esta é a terceira vez que se regista um incêndio de grande dimensão e destruição de dezenas de bancas e mercadorias no mesmo mercado.
Em 2021, um incêndio de grandes proporções destruiu o mercado Municipal 1º de Maio, na cidade de Tete. Apesar dos danos, ninguém ficou ferido e as autoridades afirmaram, na altura, não saber as reais causas do incêndio.
Na sequência deste incidente, 400 vendedores, que exerciam actividades no mercado municipal 1º de Maio, no centro da cidade de Tete, viram a maior parte de seus produtos serem consumidos pelas chamas, tudo porque as bancas ficaram completamente destruídas.
O Serviço Nacional de Salvação Pública fez-se ao local e enfrentou, como sempre, dificuldades para extinguir o fogo.
A Justiça francesa poderá iniciar uma investigação por “homicídio voluntário” do jovem atingido mortalmente a tiro por um polícia em Nanterre na terça-feira, disseram fontes da Procuradoria à Associated Press (AP).
O procurador de Nanterre, Pascal Prache, afirmou que, com base numa investigação inicial, concluiu que “não estavam reunidas as condições legais para a utilização da arma” por parte do agente.
Foram nomeados dois magistrados para conduzir a investigação, acrescentou Prache, que pediu a prisão preventiva do agente que alegadamente disparou contra o jovem.
No entanto, a decisão sobre a medida de coação deve ser tomada por outro magistrado.
O advogado da família do jovem vítima do disparo, Yassine Bouzrou, disse à Associated Press que pretende que o agente da polícia seja processado por homicídio em vez de homicídio involuntário.
O morte do jovem de 17 anos, durante um controlo de trânsito na terça-feira, captado pelas câmaras de vigilância, fez aumentar as tensões há muito existentes entre os jovens e a polícia nos bairros sociais e noutros bairros desfavorecidos de França.
Os primeiros confrontos contra a polícia eclodiram na noite de terça-feira nos arredores de Nanterre, em Paris, onde Nahel foi morto, tendo o governo destacado dois mil polícias para manter a ordem na quarta-feira, mas os atos de violência recomeçaram após o anoitecer.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou hoje injustificáveis”as “cenas de violência” contra as “instituições da República”, referindo-se aos distúrbios da última noite provocados pela reação à morte do adolescente pela polícia.
O Chefe de Estado, que falava antes do início da reunião do grupo interministerial de crise, desejou que “as próximas horas” fossem de “meditação e respeito”, enquanto a família da vítima organiza uma marcha em memória do jovem morto por um polícia.
Entretanto, o ministro do Interior condenou também os acontecimentos da última noite.
“Câmaras municipais, escolas e esquadras de polícia” foram “incendiadas ou atacadas”, escreveu Gérald Darmanin, nas redes sociais, frisando que a violência contra “símbolos da República” é intolerável.
“Vergonha para aqueles que não apelaram à calma”, declarou o ministro, acrescentando que 150 pessoas foram detidas durante a noite.
O antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, deve ser extraditado para Nova Iorque, Estados Unidos da América (EUA), no mês de Julho, para enfrentar acusações sobre o seu papel no caso das “dívidas não declaradas”, que privou o país em cerca de 2,2 mil milhões de dólares, num processo que envolveu também o Credit Suisse Group AG.
O procurador-assistente dos EUA, Hiral Mehta, revelou numa audiência no Tribunal Federal de Brooklyn que durante os quatro anos de detenção de Chang, o seu país e Moçambique travaram uma batalha judicial sobre quem iria julgar o antigo ministro.
O Tribunal Constitucional da África do Sul rejeitou em Maio um derradeiro recurso de Moçambique que pretendia levá-lo para Maputo.
“Ele quer entrar num avião e provavelmente estará aqui em Julho, de meados de Julho até ao final de Julho”, disse Mehta ao juiz distrital dos EUA, Nicholas Garaufis, citado pelo portal de notícias Bloomberg, concluindo que “vai demorar, mas ele será extraditado”.
Chang está detido na África do Sul desde sua prisão, a 29 de Dezembro de 2018, a pedido das autoridades dos EUA.
Procuradores federais de Brooklyn, em Nova Iorque, alegam que alguns funcionários moçambicanos conspiraram com banqueiros do Credit Suisse num caso que deixou o país em dívidas devido a projectos marítimos, como uma frota de navios para combater a pirataria e para a captura do atum, que, no entanto, nunca saíram do papel.
Em 2021, aquela instituição financeira pagou quase 475 milhões de dólares para pôr fim a várias investigações sobre o seu papel no escândalo, um dos vários grandes reveses legais e financeiros que o banco suíço enfrentou nos anos que antecederam o seu colapso no passado mês de Março.
Uma unidade do Credit Suisse e três ex-banqueiros também se declararam culpados das acusações no mesmo caso contra Chang, em Nova Iorque.
Moçambique não pagou um título destinado a garantir dois mil milhões de dólares em empréstimos, abrindo então esse processo.
As autoridades moçambicanas ainda não foram comunicadas formalmente da rejeição do pedido de extradição de Manuel Chang, antigo ministro das Finanças e deputado da Assembleia da República, para ser julgado no território nacional.
De acordo com fonte judicial moçambicana que nos facultou a informação, compete ao Ministério da Justiça sul-africano, entidade a quem foi remetido o pedido de extradição pela Procuradoria-Geral da República, comunicar a decisão tomada pela justiça da África do Sul.
No entanto, mesmo depois de notificado pelo tribunal, o ministério da justiça sul-africano, a quem compete executar a decisão do tribunal, ainda não deu a conhecer formalmente às autoridades nacionais.
Um grupo com pelo menos quatro homens armados matou duas pessoas e feriu outras três num ataque levado a cabo no Hospital de Emergências de Resende, importante cidade no interior do estado brasileiro do Rio de Janeiro.
As duas vítimas mortais eram pai e filho e dois dos três feridos também pertencem à mesma família.
O bando invadiu o estacionamento do hospital com um carro que chegou em alta velocidade pouco antes do início da hora de visita e os assassinos já saíram do veículo a atirar. Aparentemente, os alvos eram mesmo os membros da família das duas pessoas mortas, pois os criminosos, mesmo havendo muitas outras pessoas que aguardavam para entrar e visitar familiares internados, visaram somente alvos específicos e após os alvejarem fugiram com a mesma velocidade com que tinham chegado.
Paulo Sérgio Martins da Silva, de 50 anos, e um dos filhos, Renato Martins da Silva, de 19, morreram crivados de balas. Um outro filho de Paulo Sérgio, de 26 anos, um sobrinho, de 42, que trabalha no hospital como maqueiro, e uma terceira pessoa sem qualquer ligação à família ficaram feridas e precisaram de ser operadas na própria unidade de saúde, estando uma delas em estado grave.
Houve pânico generalizado entre pessoas que esperavam para visitar familiares e amigos e entre quem esperava atendimento na sala de entrada do hospital, mas a situação foi controlada após a fuga dos criminosos.
Um grande efetivo da Polícia Militar (segurança pública) foi enviado para o local e fez buscas em toda a região, mas não conseguiu prender os assassinos, e a Polícia Civil (Judiciária) já começou a investigar o ataque e os motivos que levaram os atiradores a tentar dizimar aquela família especificamente.
Cinco indivíduos se encontram pela Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, indiciados de protagonizar assaltos a camiões de mercadorias na fronteira de Ressano Garcia, que liga Moçambique e África do Sul.
Os indivíduos foram detidos em flagrante delito no fim-de-semana, após assaltarem um camião de mercadoria na zona.
No entanto, a porta-voz do Comando Provincial da PRM, Carmínia Leite, explica que os indiciados foram detidos no interior de uma residência, onde se encontravam também a consumir drogas, e congratula o sucesso desta operação que resulta da ligação Polícia-Comunidade, visando combater o crime na zona do posto fronteiriço.
Pelo menos 150 pessoas foram presas na França, na madrugada de quinta-feira (29), durante a segunda noite de protestos por conta da morte de um adolescente de 17 anos, baleado na terça-feira, durante uma abordagem policial em Nanterre, subúrbio a oeste de Paris.
O presidente francês, Emmanuel Macron, presidirá uma reunião de crise do governo esta manhã, em meio às manifestações e atos de vandalismo em todo o território.
Nas redes sociais, o líder francês defendeu que “a violência contra delegacias, escolas, prefeituras e contra a República é injustificável”. Ele agradeceu à polícia e demais representantes das forças de segurança mobilizados durante as operações da noite. “Meditação, Justiça e calma devem nortear as próximas horas”, escreveu.
Assim, o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, chamou o segundo levante, na quarta (27), de “uma noite de violência insuportável contra os símbolos da República: prefeituras, escolas, delegacias de polícia incendiadas ou atacadas”. Ele confirmou o número de detenções.
Os manifestantes lançaram fogos de artifício contra a polícia, incendiaram carros e prédios públicos em bairros da capital francesa, na cidade de Toulose, a sudoeste do país, e em municípios do norte. Também foram registrados protestos em Amiens, Dijon e St Ettiene, além da região metropolitana de Lyon.
Uma mulher de Granada, em Espanha, foi burlada em 17 mil euros por um homem que se fez passar pelo Brad Pitt. A vítima acreditava manter uma relação com o ator.
De acordo com o advogado da mulher, esta juntou-se em 2022 a um grupo de fãs do ator nas redes sociais.
A partir daí, iniciou uma série de interações contínuas que, alegadamente, a levaram a estabelecer contacto direto com o próprio Brad Pitt, escreve o 20 Minutos.
Desta forma, disse o advogado, começaram as conversas com o alegado burlão, que conseguiu ganhar a confiança, a amizade e até o amor da vítima, com uma relação “análoga” à de um casal.
O suspeito chegou mesmo a prometer-lhe que viria a Espanha para rodarem um filme juntos, altura em que começou a exigir diferentes quantias de dinheiro através de transferências bancárias para cobrir as despesas decorrentes dessas atividades.
Durante este período, a pessoa que se fazia passar por Brad Pitt enviou fotografias da sua suposta presença em passadeiras vermelhas e até algumas fotomontagens com mensagens diretamente dirigidas à mulher.
Suspeitando que poderia estar a ser vítima de uma burla, uma vez que as promessas feitas pelo alegado ator não se concretizaram, a mulher decidiu tomar medidas legais. Segundo o seu advogado, a melhor apresentou queixa por possíveis delitos de fraude, usurpação de identidade e até branqueamento de capitais.
Execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e casos de tortura por parte das forças armadas do Burkina Faso aterrorizaram este ano as comunidades do nordeste do país, segundo um relatório da organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW).
Os atos de violência registaram-se entre fevereiro e maio em toda a província de Seno e o relatório identifica pelo menos 27 pessoas que foram sumariamente executadas ou desapareceram e depois foram mortas, a maioria delas do grupo étnico Fulani.
Combatentes extremistas islâmicos ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico travam há cerca de sete anos uma violenta insurreição no Burkina Faso.
A violência provocou a morte de milhares de pessoas e dividiu o país, palco de dois golpes de Estado em 2022.
O relatório da ONG surge na sequência de um massacre ocorrido em abril, no qual, segundo residentes locais, as forças de segurança mataram pelo menos 150 civis em Karma, uma aldeia do norte do país, perto da fronteira com o Mali.
Instado a comentar as denúncias da HRW, um porta-voz do governo do Burkina Faso escusou-se a responder.
Segundo um relato, 10 homens da aldeia de Gangaol, todos do grupo étnico Fulani, foram arrastados nas traseiras de camiões, empurrados para fora e alvejados.
“Os soldados dispararam e eu corri. Vi os outros caírem no chão, mas continuei a correr”, disse um sobrevivente do incidente, citado no relatório da HRW.
Apenas quatro dos homens sobreviveram, dois dos quais sofreram ferimentos graves.
“Nos casos que documentámos, a maioria das pessoas que foram vítimas destes crimes eram do grupo étnico Fulani”, explicou Ilaria Allegrozzi, investigadora regional sénior da Human Rights Watch.
O grupo étnico Fulani no Burkina Faso e no Mali tem sido acusado de colaborar com os extremistas islâmicos e, por isso, tem sido frequentemente alvo de ataques por parte das forças de segurança e outros.
O recrudescimento da violência ocorre numa altura em que o governo burquinabê se comprometeu recentemente a duplicar o número de unidades militares auxiliares voluntárias, conhecidas como VDP, para 100.000 efetivos.
“O recrutamento de VDP coincidiu com um aumento dos abusos de ambos os lados”, disse Allegrozzi.
Tal como os soldados burquinabês, atacam aldeias suspeitas de albergarem elementos extremistas, a presença de recrutadores do exército numa comunidade do Burkina Faso convida frequentemente à intimidação violenta por parte de grupos armados.
“As execuções e os desaparecimentos pelo exército do Burkina Faso não são apenas crimes de guerra, mas geram ressentimentos entre as populações visadas que alimentam o recrutamento para grupos armados”, salienta no relatório Carine Kaneza Nantulya, diretora adjunta para África da Human Rights Watch.
“O Burkina Faso deve garantir que os responsáveis pela disciplina nas forças armadas e pelos direitos dos detidos, estejam presentes durante todas as operações militares”, defende a HRW no relatório, acrescentando que as autoridades de transição devem trabalhar com o gabinete de direitos humanos da ONU para responsabilizar os infratores nas fileiras militares.
Um cidadão faleceu este sábado na sequência do desabamento de uma loja na cidade de Maxixe, na província de Inhambane.
Segundo informações avançadas pela TV...
Foi inaugurado o novo Centro de Dados Híbrido do Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane (CIUEM), uma infraestrutura tecnológica concebida e implementada pela...