Pelo menos quatro pessoas morreram e 153 ficaram feridas após um sismo de magnitude 6,3 na escala de Richter que atingiu no domingo Herat, no Afeganistão, informou a organização humanitária Save the Children.
O anterior balanço das autoridades apontava para um morto e 150 feridos.
Contudo, o terramoto teve o epicentro a 33 quilómetros da cidade, onde mil pessoas morreram em sismos registados no início deste mês.
A 07 de outubro, aldeias inteiras foram destruídas por um sismo de magnitude 6,3 que causou milhares de mortos, de acordo com o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF).
Assim, o Afeganistão está a sofrer uma grave crise humanitária, com a retirada generalizada da ajuda estrangeira desde o regresso dos talibãs ao poder em agosto de 2021.
O fornecimento de abrigos em grandes quantidades com a aproximação do inverno será um desafio para as autoridades talibãs, que têm relações tensas com as organizações de ajuda internacional.
O Afeganistão é frequentemente afetado por sismos, em especial na cordilheira de Hindu Kush, perto da junção entre as placas tectónicas euro-asiática e indiana.
Em junho de 2022, um terramoto de magnitude 5,9 matou mais de mil pessoas e deixou dezenas de milhares de desalojados na província de Paktika, no sudeste do país.
A Força de Defesa Nacional Sul-Africana (SANDF) disse ter ordenado o regresso ao país de um grupo de soldados, acusados de má conduta grave relacionada com a exploração e abuso sexual na República Democrática do Congo (RDC), enquanto aguarda uma investigação.
Os oito soldados, que faziam parte da Missão de Manutenção da Paz das Nações Unidas na RDC (Monusco), foram detidos e confinados nos quartéis na cidade oriental de Beni no início deste mês.
Contudo, o exército sul-africano acrescentou que investigadores foram enviados à RDC para o efeito.
Os soldados são acusados de “violação sistemática e generalizada” das regras da ONU, de acordo com relatórios internos da missão.
No início desta semana, o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, disse que a Monusco tinha recebido relatos de que o pessoal envolvido “estava confraternizando, após o toque de recolher, num bar fora dos limites, conhecido por ser um local onde ocorre sexo transacional”.
Dujarrica acrescentou que os policias militares da ONU que foram às instalações avaliar a situação “foram agredidos fisicamente e ameaçados pelos membros do contingente”, enquanto se deslocavam para deter os soldados,
Assim, a SANDF considerou “infeliz” o fato de Pretória não ter sido diretamente informada das alegações e que tenha tomado conhecimento delas através dos meios de comunicação social.
Desde Maio, o Presidente congolês, Felix Tshisekedi, tem apelado aos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, incluindo a África do Sul, para se mobilizarem no país em apoio ao exército congolês face aos rebeldes do M23, que tomaram grandes áreas na província de Kivu.
O governo moçambicano anunciou que pretende investir 290 milhões de dólares na expansão e modernização do Porto da Beira, na província de Sofala, um dos mais importantes de Moçambique e serve outros países da região.
Para o efeito, “o Governo aprovou o Plano de Negócios do Porto da Beira, no qual está previsto um investimento até 290 milhões de dólares nos próximos 15 anos, para a expansão e modernização do Porto da Beira, dependendo das condições do mercado”, disse Mateus Magala, ministro dos Transportes e Comunicações.
Contudo, o ministro, que falava na abertura do fórum de negócios para o Corredor da Beira, que decorreu naquela cidade, avançou, igualmente, que os estudos realizados apontam para um incremento do volume de contentores manuseados neste porto, em torno de 300 por cento, nas próximas duas décadas.
Assim, como resultado destes investimentos, a capacidade de manuseamento de contentores passará dos actuais 300 mil para 700 mil contentores por ano, entre outras melhorias, como o aumento da capacidade de manuseamento de carga geral, armazenamento, acessos e outros.
“Reconhecendo o esforço em curso e a crescente demanda, desafiamos a Cornelder de Moçambique, consórcio que gere o porto e linha ferroviária, a prosseguir com os investimentos planificados, devendo atingir o marco de manuseamento de mais de 1 milhão de contentores, como forma de reposicionar o Porto da Beira nos níveis internacionais de volumes absolutos mais significativos”, afirmou o governante.
Daí que, defendeu Mateus Magala, o investimento na ampliação e modernização do Porto da Beira permitirá acelerar o crescimento sócio-económico da região centro, além de cumprir o objetivo de tornar Moçambique num provedor de soluções logísticas para os países da África Austral.
Segundo o ministro moçambicano, o Governo tem consciência de que o operador portuário não actua de forma isolada e afirma que o seu funcionamento pleno depende do bom desempenho de outros intervenientes, como o transporte rodoviário e ferroviário, linhas de navegação, serviços marítimos, serviços logísticos, agenciamento, despachantes aduaneiros entre outros intervenientes.
“Nesta perspetiva, o Governo tem estado a mobilizar recursos para o desenvolvimento integrado do Corredor da Beira, como são os casos dos recentes investimentos realizados na dragagem do canal de acesso ao porto, reabilitação da estrada nacional número 6, reconstrução da linha férrea de Machipanda, entre outros investimentos”, enumerou.
Assim, a linha de Machipanda, com uma extensão de 318 quilómetros, liga o porto da Beira, no centro de Moçambique, ao Zimbabué, país que depende desta via para o acesso ao mar para escoar a produção.
Além da ampliação e modernização de infraestruturas, a visão do governo moçambicano é de implementar reformas que permitam a transformação dos corredores de transporte, passando de apenas vias de trânsito de mercadorias para um espaço de desenvolvimento económico, promovendo a industrialização, agricultura, comércio e outras actividades.
“Devem gerar oportunidades concretas de desenvolvimento para os agentes económicos e melhoria da vida das nossas populações que possam gerar emprego de qualidade e renda para o desenvolvimento nacional e regional”, concluiu Mateus Magala.
O Exército israelita afirmou ter notificado as famílias de 155 reféns sobre o seu cativeiro, atualizando o balanço anterior, que dava conta de 126 pessoas capturadas em poder do movimento islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza.
“Estamos a efetuar esforços colossais para a libertação dos reféns”, garantiu o porta-voz militar Daniel Hagari numa conferência de imprensa, precisando que as famílias de “155 cativos” tinham sido contactadas.
No entanto, Israel encontra-se em alerta máximo desde 07 de outubro, quando combatentes palestinianos do movimento islamita Hamas atacaram o sul do país em várias frentes a partir da Faixa de Gaza, matando mais de 1.400 pessoas, na maioria civis, e capturando outras, mantidas em cativeiro em Gaza e algumas delas entretanto mortas – segundo o Hamas, pelos bombardeamentos israelitas.
Tratou-se de uma ofensiva apoiada pelo grupo xiita libanês Hezbollah e pelo ramo palestiniano da Jihad Islâmica.
A forte retaliação israelita matou até agora mais de 2.670 pessoas, incluindo mais de 700 crianças, e feriu pelo menos 9.600 na Faixa de Gaza, um enclave palestiniano pobre desde 2007 controlado pelo Hamas, grupo classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por Israel.
Israel, que impôs um cerco total a Gaza, cortando o abastecimento de água, combustível e eletricidade, e planeia uma ofensiva maciça ao norte daquele território palestiniano, emitiu um ultimato para a população civil (cerca de 1,1 milhões de pessoas) o abandonar e se dirigir para o sul – uma deslocação forçada que originou protestos da comunidade internacional e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que, para os grupos mais fragilizados, poderá “equivaler a uma sentença de morte”.
Contractos precários, despedimentos sem justa causa e pagamento de salários baixos são os principais problemas que apoquentam maior parte dos trabalhadores afectos no sector privado em Gaza.
Esta informação foi avançada na sexta-feira, na cidade de Xai-Xai, pela Secretária executiva da OTM-Central Sindical em Gaza, no quadro das comemorações dos quarenta e sete anos da criação daquela agremiação.
Ana Tombanana, disse que os trabalhadores devem fortificar a sua sindicalização por forma a dialogarem com o empregador para que este respeite o trabalhador e conceda todos os direitos consagrados na lei do trabalho em vigor no país.
No entanto, Carlos Chissico, do Serviço provincial da Justiça e Trabalho em Gaza, disse na ocasião que a paz laboral depende exclusivamente da abertura dos empregadores no diálogo permanente com os trabalhadores representados pelos sindicatos.
Os 47 anos da criação da OTM-SC, são celebrados, esta-sexta-feira, sob o lema “47 anos na luta pelo emprego digno, desenvolvimento económico e justiça sócio laboral”.
O julgamento de ilícitos eleitorais, que marcaram o apuramento dos resultados das eleições de 11 de Outubro, pode determinar os resultados finais a serem divulgados pelo Conselho Constitucional, em autarquias onde os resultados estão a ser contestados.
Moçambique vive momentos de tensão, e em algumas autarquias têm estado a haver manifestações em repúdio aos resultados eleitorais já divulgados. Em todos eles, partidos da oposição revoltam-se porque defendem que houve irregularidades e ilícitos, que marcaram o apuramento dos resultados.
O especialista em Direito Eleitoral, Guilherme Mbilana, esclareceu a diferença entre os actos e os procedimentos que devem ser seguidos pelos contestatários, para que os conflitos sejam dirimidos.
“A questão da supressão de editais e actas, a questão, a questão das rasuras, a não assinatura e obstrução dos editais, consubstancia um ilícito eleitoral, e que pode ser denunciado por qualquer cidadão”, explicou Mbilana.
Contudo, para o cientista político, Arsenio Cuco, há concorrentes que se viram como vencedores das eleições mesmo antes da votação. Cuco vai mais longe e diz que a contagem paralela é uma das razões da confusão instalada no país.
No entanto, Ilídio Nhantumbo, pesquisador em democracia, defende que num processo eleitoral tendencialmente injusto e com indícios de fraude, a existência de uma contagem paralela é necessária.
Assim, os analistas avisam que nada está ainda definido relativamente à geografia política do país, isto é, só após os resultados finais, com base em acórdãos do Conselho Constitucional, se saberá se quase todos os municípios ficam sob gestão da Frelimo ou não.
Os analistas políticos, falavam no Especial Noite Eleitoral, deste sábado, da Stv Notícias.
O Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano não prevê aumentos para os funcionários públicos e antevê um crescimento económico de 5,5 por cento, disse o vice-ministro da Economia e Finanças, Amílcar Tivane, em entrevista à Lusa em Marraquexe.
“Criámos provisões no OE para o Governo gerir a política salarial, mas pretendemos assegurar a estabilização da massa salarial”, disse Amílcar Tivane à margem dos Encontros Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que decorrem esta semana em Marrocos.
“Já fizemos aumentos substanciais para classes com rendimentos médios e esperamos ter devolvido poder de compra, não prevemos aumentos significativos” em 2024, disse o vice-ministro, na semana em que o Conselho de Ministros aprovou o documento que será debatido na Assembleia da República até Dezembro.
De acordo com o governante, “a decisão sobre um aumento pode ser feita, mas os aumentos não devem desviar a trajectória da massa salarial”, que Moçambique quer manter no nível em que está.
O líder da oposição polaca, Donald Tusk, declarou no domingo vitória nas legislativas, logo após o encerramento das urnas, quando as primeiras projeções dão a vitória ao partido no poder, Lei e Justiça (PiS), mas sem maioria parlamentar.
Às 21:00 locais em ponto, o líder da Plataforma Cívica (PO) surgiu nas televisões nacionais a reclamar a alternativa no poder, ao fim de oito anos dos conservadores populistas do PiS.
“A Polónia venceu. A democracia venceu. Nós expulsámo-los do poder”, afirmou Donald Tusk aos seus apoiantes.
“Sei que os nossos sonhos eram ainda mais ambiciosos. Estou na política há muito tempo. Nunca fui tão feliz em toda a minha vida”, afirmou o antigo primeiro-ministro polaco e ex-presidente do Conselho Europeu, acrescentando: “Há um ano ninguém acreditava. Há três meses não tínhamos certezas”.
Contudo, o líder do partido Lei e Justiça (PiS), no poder há oito anos na Polónia, reconheceu que os resultados nas legislativas não deverão permitir a formação de governo, apesar da vitória nas urnas.
“É a nossa quarta vitória numa eleição parlamentar e a terceira consecutiva. É um grande sucesso para o nosso partido e para o nosso projeto para a Polónia”, declarou Jaroslaw Kaczynski logo após fecho das urnas.
“A questão que permanece é se este sucesso se refletirá num novo governo nosso e ainda não sabemos, mas devemos ter esperança e saber que, quer estejamos no poder ou na oposição, defenderemos este projeto de qualquer forma que quisermos”, proclamou o dirigente histórico dos conservadores populistas, acrescentando que o seu partido não permitirá “traições à Polónia, nem que a Polónia perca o que há de mais valioso na nação, a sua independência”.
A Renamo diz que vai contestar os resultados das eleições da última quarta-feira em que o partido saiu derrotado nas 65 autarquias do país.
Contudo, o partido rejeita os resultados intermédios que estão a ser divulgados.
O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, fez o pronunciamento, este domingo, em conferência de imprensa na capital do país, após a sessão extraordinária da Comissão Política Nacional do partido.
“Não aceitar e repudiar todos os resultados eleitorais que estão a ser divulgados”, disse.
Ossufo Momade referiu que a Renamo vai interpor recurso junto das instituições competentes.
“Interpor recursos junto das instituições competentes “, afirmou.
O candidato Daniel Noboa foi eleito presidente do Equador no domingo (15), com 52% dos votos. Sua principal rival na eleição era a candidata apoiada pelo ex-presidente Rafael Correa, Luisa González, que teve 48% dos votos.
Noboa compareceu para votar utilizando um colete à prova de balas, após os relatos de atentado contra a viúva de Fernando Villavicencio, Verónica Sarauz. Villavicencio foi um dos candidatos à Presidência do Equador, que morreu durante a campanha. A denúncia do atentado foi feita pelo substituto de Villavicencio, Christian Zurita.
Contudo, antes mesmo do fim da apuração dos votos, Luisa González já havia admitido a derrota para Noboa, e o parabenizou. “Ao candidato, agora presidente eleito, Daniel Noboa, nossas felicitações profundas, porque isso é democracia”, afirmou González.
O empresário Daniel Roy-Gilchrist Noboa Azin nasceu em 1987, na cidade de Guayaquil, e é filho do ex-candidato à presidência Álvaro Noboa Pontón e da médica Annabella Azin.
Ele também é ex-deputado pela província de Santa Elena, e presidiu a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Produtivo e Projetos de Microempresa do Equador.
Noboa Azin tem formação em administração de empresas pela Stern School of Business, da Universidade de Nova Iorque, dos Estados Unidos da América (EUA). Também possui formação em Comunicação Política e Governança Estratégica, pela Universidade George Washington, e um terceiro diploma na Universidade de Harvard.
Seu pacote de projetos para o governo incluem principalmente uma ênfase na segurança pública e emprego, além de incentivos fiscais para novos negócios e sentenças de prisão por evasão fiscal grave.
“Segurança e emprego são os dois pontos que vou focar durante os 18 meses. São importantes e são urgentes”, afirmou Noboa à imprensa. “Como há pouco tempo, mudanças radicais devem ser feitas muito rapidamente nessas duas áreas; gerar confiança internacional, gerar segurança interna, segurança cidadã, reduzir o índice de mortes violentas e dar tranquilidade à população”, completou.
Os vogais do MDM e da Renamo, dos distritos KaMavota e KaMubukwana, na Cidade de Maputo, queixam que os editais e as actas originais com os dados eleitorais desapareceram e que o apuramento está a ser feito com cópias cujos dados são diferentes dos documentos originais.
Contudo, circulam vídeos que mostram boletins e actas com os dados do apuramento parcial, aparentemente, desaparecidos do distrito KaMubukwana na Cidade de Maputo, encontrados esta sexta-feira.
Entretanto, este sábado, vogais da Renamo e do MDM em KaMubukwana e KaMavota chamaram o Jornal O País para denunciar a situação.
“Estamos a ficar admirados. Como aparecem cópias de editais se nós temos as originais e estes editais em cópias aparecem na maioria a favorecerem um partido e pessoa”, disse o Macário Jemusse, vice-presidente do STAE em KaMavota.
Os vogais dizem ainda que chegaram a interromper os trabalhos porque desapareceram 105 editais. “Deu-se uma pausa de 30 minutos que, na verdade, chegou a três horas de tempo, e diz-se que estavam a procura se de alguma forma teriam caído no gabinete do senhor director. Misteriosamente apareceram quarenta e pouco da sala do director e hoje estamos ainda com esse défice”.
Ninguém sabe para onde foram levados os editais originais e quem os levou, o certo é que os dados das cópias e das originais são completamente diferentes.
Recorde-se que esta sexta-feira, a mesma reclamação veio dos vogais da oposição no distrito ChaManculo, por sinal os três com maior número de eleitores na Cidade de Maputo.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Projecto. Saiba mais.
Milhares de muçulmanos manifestaram-se por todo o Médio Oriente em apoio aos palestinianos e contra os ataques de Israel a Gaza, com receio que o conflito possa alargar-se a toda a região.
Desde a Jordânia até ao Iémen, muçulmanos saíram às ruas após as orações semanais desta sexta-feira. Na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, lugar sagrado para muçulmanos e judeus, a polícia israelita apenas permitiu a entrada para orações a idosos e crianças para evitar o potencial de manifestação, já que milhares de pessoas costumam comparecer numa sexta-feira típica.
A polícia acabou por expulsar um grupo de jovens palestinianos da Cidade Velha, após recusar a sua entrada no extenso complexo de orações no topo da colina. Alguns fiéis com mais de 50 anos também viram a sua entrada recusada. “Não podemos viver, não podemos respirar, eles estão a matar tudo o que é bom dentro de nós”, disse Ahmad Barbour, de 57 anos, depois de ser impedido de entrar para as orações pela polícia israelita. “Tudo o que nos é proibido é permitido a eles”, acrescentou.
Entretanto, a mesquita de Al-Aqsa, é local de tensão para muçulmanos e judeus, com reivindicações conflituantes e violência recorrente. Al-Aqsa é o terceiro local mais sagrado do Islão e fica num local conhecido pelos judeus como o Monte do Templo, que é o local mais sagrado do judaísmo.
Na Praça Tahrir, no centro de Bagdade, milhares de pessoas reuniram-se hoje para protestos convocados pelo influente clérigo xiita e líder político Muqtada al-Sadr.
“Que esta manifestação (…) aterrorize o grande mal, a América, que apoia o terrorismo sionista contra os nossos entes queridos na Palestina”, disse Sadr num comunicado online.
No Irão, apoiante do Hamas, manifestantes protestaram ao queimar bandeiras israelitas e americanas enquanto gritavam: “Morte a Israel”, “Morte à América”, “Israel será condenado” e “A Palestina será a vencedora”.
Na capital do Iémen, Saná, controlada pelos rebeldes Huthi, apoiados pelo Irão, ainda em guerra com uma coligação liderada pela Arábia Saudita, imagens ao vivo da televisão mostraram manifestantes nas ruas a agitar bandeiras do Iémen e da Palestina.
Em Islamabad, capital do Paquistão, após as orações alguns fiéis pisaram bandeiras americanas e israelitas, em sinal de desrespeito.
Contudo, o grupo islamita Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação “Tempestade al-Aqsa”. O Hamas controla a Faixa de Gaza desde 2007 e é classificado como grupo terrorista pela União Europeia, Estados Unidos e Israel.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação denominada “Espadas de Ferro”.
O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, endereçou uma mensagem de condolências à Igreja Católica pelo falecimento do Bispo Emérito de Guruè, Dom Manuel Chuanguira Machado, ocorrida no dia 11 de Outubro de 2023, no Hospital Central de Quelimane, vítima de doença.
No entanto, Dom Manuel Chuanguira Machado, foi o primeiro Bispo da Diocese de Gúruè, após esta se desmembrar da Diocese de Quelimane da qual fazia parte.
O Chefe de Estado refere na sua mensagem que durante a sua longa caminhada sacerdotal, Dom Manuel Chuanguira Machado exerceu vários cargos de direcção nesta igreja, nos quais deu o seu testemunho de vida cristã, deixando um legado de amor e dedicação ao próximo, em particular aos jovens, a quem ensinou o saber fazer, em particular na área da carpintaria.
“Neste momento de dor e consternação, em nome do Governo da República de Moçambique e no meu próprio, endereço à família enlutada, à Igreja Católica e a todos os seus crentes, as mais sentidas condolências pela morte deste grande filho da Pátria Moçambicana”, sublinha.
O Museu do Louvre, em Paris, foi evacuado e permanecerá encerrado durante todo o dia “por razões de segurança”.
“Caros visitantes, por razões de segurança, o Museu do Louvre está encerrado hoje, 14 de outubro. Aqueles que reservaram um bilhete poderão pedir o reembolso. Obrigado pela vossa compreensão”, publicou o museu na sua conta X, antigo Twitter.
Contudo, a evacuação foi feita depois de um dia normal em que o museu mais visitado do mundo abriu as portas às 9:00.
A evacuação é uma resposta a “mensagens de ameaça de bomba”, segundo uma fonte policial citada pela televisão francesa TF1/LCI.
“Está a decorrer um controlo”, explicou.
Entretanto, as autoridades francesas elevaram o nível de alerta na sexta-feira depois de um “ataque terrorista” numa escola secundária em Arras, Pas-de-Calais, em que um professor foi morto à facada e duas outras pessoas ficaram feridas após um antigo aluno de origem chechena entrar na escola armado com uma faca.
A vereadora judia de Nova Iorque, Inna Vernikov, foi detida por ter na sua posse uma arma durante uma manifestação pro-Palestina.
Após a notícia ter sido avançada, foram vários os apelos para a destituição de Inna Vernikov.
Entretanto, Inna Vernikov, de 39 anos, foi vista esta quinta-feira “com uma arma de fogo” enquanto observava o protesto entre o meio-dia e as 14h45 de quinta-feira, disse a polícia local ao The New York Post.
“Se está ao lado dos manifestantes a gritar”a Palestina será livre” enquanto mulheres e bebés inocentes estão a ser violados, massacrados e decapitados, é um apoiante e apologista do Hamas que gostaria de trazer o terror e livrar o mundo do povo judeu. Nunca ficaremos em silêncio. Estamos com Israel”, escreveu a vereadora numa publicação partilhada no Twitter. A mulher, que tinha licença para o porte de arma, foi posteriormente libertada, ficando apenas sujeita ao pagamento de uma multa.
Em Londres, milhares de pessoas saíram à rua em defesa do povo palestiniano. Um protesto com exigências dirigidas ao primeiro-ministro britânico, como constatou a correspondente da RTP, Rosário Salgueiro.
Entretanto, as autoridades já avisaram contra o apoio ao Hamas – que, por ser considerada uma organização terrorista, pode dar pena de até quatro anos de prisão.
A sala de operação do Hospital Provincial da Matola, província de Maputo, sofreu um incêndio, que provocou danos ainda por calcular, conforme deu a conhecer a directora clínica desta unidade sanitária, Joana Nachaque.
Contudo, Nachaque disse ainda ao “domingo” que uma equipa multisectorial vai trabalhar hoje no local, para descobrir as possíveis causas e aferir os prejuízos causados.
Acrescentou que, no momento do incêndio, um doente estava em repouso pós-operação, entretanto foi retirado e encontra-se fora de perigo.
Destaque-se que a sala afectada funciona ao lado da maternidade. Por esta razão, os doentes que se encontravam, na altura, neste serviço de atendimento foram retirados igualmente em segurança para outras salas daquele hospital, disse a directora clínica.
Terminou afirmando que o fogo foi controlado por uma equipa de salvação pública da empresa Mozal.
As Forças de Segurança de Israel estão de prontidão para invadir por terra a Faixa de Gaza. A expectativa de uma incursão de grandes proporções no território palestino cresce em meio ao acirramento do conflito entre israelenses e o grupo radical Hamas.
O Exército de Israel anunciou ter iniciado incursões localizadas ao território palestino. De acordo com o jornal Haaretz, as forças de segurança entraram na Faixa de Gaza para recuperar reféns e destruir estruturas do Hamas.
No entanto, o conflito, que existe há décadas, escalou no último sábado, quando o grupo radical atacou o território israelense. Desde então, Israel passou a promover uma série de bombardeiros na Faixa de Gaza. O número de mortos de ambos os lados passa de 3 mil.
O Exército de Israel determinou que os civis que vivem na área norte da Faixa de Gaza desocupassem a região em um prazo de 24 horas. A medida, conforme as autoridades israelenses, buscaria garantir a segurança antes da invasão terrestre.
Contudo, a Organização das Nações Unidas (ONU) reagiu à determinação e disse que seria impossível deslocar 1,1 milhão de pessoas da região sem “consequências humanitárias devastadoras”.
A ONU ainda comunicou que o secretário-geral da organização, António Guterres, está em contato com Israel para tentar reverter “uma tragédia humanitária”. A informação foi repassada pelo porta-voz da instituição, Stéphane Dujarric.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não deu indicação de recuo. Na noite de sexta, em um discurso na televisão, o premiê prometeu destruir o grupo radical e disse que “este é apenas o começo”, referindo-se à contraofensiva ao Hamas.
Moçambique irá receber, no primeiro trimestre de 2027, um novo navio balizador avaliado em dez milhões de dólares, encontra-se actualmente em construção na Coreia...