Um ministro de extrema direita israelense foi sancionado no pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu após afirmar que era “uma opção” utilizar uma bomba nuclear na Faixa de Gaza, em sua guerra contra o grupo islamita palestino Hamas.
Contudo, o ministro do Patrimônio, Amichay Eliyahu, disse em uma entrevista de rádio que não estava totalmente satisfeito com o alcance das retaliações israelenses no território palestino, após o brutal ataque do Hamas em 7 de outubro.
Quando questionado pelo jornalista se a solução seria “uma espécie de bomba nuclear” em toda a Faixa de Gaza para “matar todo mundo”, o ministro respondeu: “é uma opção”.
E quando o jornalista apontou que isso implicaria um alto preço para Israel, Eliyahu deu a entender que estava disposto a colocar em perigo a vida dos mais de 240 reféns mantidos pelo Hamas no território.
“Numa guerra, um preço tem de ser pago. Porque é que as vidas dos reféns (…) são mais importantes do que as dos nossos soldados?”, disse ele.
No entanto, a equipe de Netanyahu reagiu rapidamente e denunciou as declarações como “desconectadas da realidade”. O Exército israelense faz todo o possível para evitar atacar “não combatentes” em Gaza, acrescentou.
Netanyahu suspendeu a participação do ministro nas reuniões do governo “até segunda ordem”.
Após o escândalo causado por seus comentários, Eliyahu afirmou em uma mensagem no X (ex-Twitter) que sua “declaração sobre a arma atômica era metafórica”.
O Egito anunciou que as saídas dos moradores de Gaza feridos e portadores de passaportes estrangeiros através da passagem de Rafah estão suspensas, em informação confirmada à imprensa pelo embaixador brasileiro junto à Autoridade Nacional Palestina (ANP), na Cisjordânia, Alessandro Candeas.
A suspensão ocorreu após forças israelenses atingirem um comboio de ambulâncias na sexta-feira — deixando 15 mortos e 60 feridos.
Com a decisão, as autoridades não divulgaram uma nova lista de estrangeiros liberados para a saída do território neste domingo. No sábado, mais 599 estrangeiros foram autorizados a atravessar a fronteira, nenhum deles do Brasil — segundo o Itamaraty, há 34 pessoas no aguardo: 24 são brasileiros, sete são palestinos em processo de imigração e três são parentes próximos. Ao GLOBO, o embaixador do Brasil no Egito, Paulino de Carvalho Neto, reconheceu neste domingo a possibilidade de atraso no resgate de brasileiros em Gaza.
De acordo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, sua contraparte de Israel, Eli Cohen, garantira a ele que os brasileiros poderão cruzar a passagem de Rafah até a próxima quarta-feira. Nesta segunda-feira o governo brasileiro deverá ter uma confirmação se o prazo terá de ser estendido.
“Se continuar fechada, atrasará a saída de todos os estrangeiros, não somente dos brasileiros. Vamos ver o que acontecerá nas próximas horas, sem fazer previsões ou criar expectativas”, afirmo o embaixador brasileiro no Egito.
Os americanos foram maioria no último grupo a deixar o território, com 386 cidadãos autorizados. Em seguida, havia britânicos (112), franceses (51) e alemães (50). As negociações para a retirada de civis com nacionalidade estrangeira, consideradas pouco transparentes e sem um critério claro por fontes do governo brasileiro envolvidas com o processo, envolvem Israel, Egito, Catar e EUA.
O Catar, que mediou o acordo internacional para garantir as passagens dos civis, disse esperar que a saída seja reaberta em breve, embora não tenha uma data definida para tal. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Majed al-Ansari, citado pela CNN americana, há “muitas dificuldades no terreno que não permitem que esse ponto positivo continue, mas temos esperança de que veremos mais aberturas dessa passagem e mais pessoas saindo o mais rápido possível”.
Ele afirmou, ainda, que o ataque ao comboio de ambulâncias no sábado — ação posteriormente reconhecida por Israel, alegando que o alvo era uma célula do Hamas — “certamente não ajuda como prova de conceito para que este acordo seja bem sucedido”, acrescentando que “todas as partes, mas especialmente o Exército de ocupação [de Israel]” garantam rotas seguras para que o acordo seja respeitado.
Retoma a circulação de comboios comerciais, ligando Moçambique e Malawi, através do ramal ferroviário Vila-Nova-Da-Fronteira em Mutarara à Marka no Malawi.
A retoma resulta dos consensos alcançados entre os dois países.
Embora do lado malawiano, os trabalhos de reconstrução dos 72 quilómetros da ferrovia que liga a fronteira de Marka à Nsanje estejam atrasados, Malawi vai se benficiar do facto de, Moçambique ter já concluido as obras do ramal ferroviário até a fronteira com o Malawi.
Numa linha de 72 quiilómetros por reconstruir, Malawi tem apenas 15% das obras executadas, atrasando o seu sonho de reconectar o país ao porto da Beira, via férrea.
E porque os actuais desafios económicos impõem ao Malawi a transferir 50% da sua carga rodoviária para ferroviária, para aliviar o custo de vida da sua população, este país, está a construir um porto seco em Marka, local que já tem acesso a linha férrea.
Contudo, concluído o trabalho, os comboios de carga poderão começar a circular da Beira à Marka no Malawi, onde depois de descarregamento, a mercadoria será transportada por camiões para a cidade comercial de Blantyre.
Os camiões de carga, percorrerão cerca de 250 quilómetros de Marka até à cidade comercial de Blantyre, encurtando assim a distância de 900 quilómetros, que é percorrida via rodoviária, Tete-Chimoio até à cidade da Beira.
Até 15 de Dezembro deste ano será conhecida a data da retoma dos comboios comerciais reconectando o Porto da Beira à Malawi, por linha férrea, assegurou o administrador do pelouro Centro e Informática dos Caminhos de Ferro de Moçambique, Anísio Bainha.
Para o ministro dos transportes e comunicações de Moçambique, Mateus Magala, este é um marco histórico na relação bilateral entre Moçambique e Malawi, pois abre uma nova etapa de trocas comerciais entre os dois países.
No entanto, Moçambique investiu 30 milhões de dólares, para a construção do ramal Dona Ana-Vila Nova de Fronteira que dá acesso ao Malawi.
An ambulance drives past the Royal Melbourne Hospital in Melbourne on October 9, 2021, as Victoria state recorded 1965 new Covid cases, its highest daily infection number since the start of the pandemic, putting more pressure on the state's struggling health system. (Photo by William WEST / AFP)
Cinco pessoas morreram e seis ficaram feridas depois de um carro invadir uma esplanada de um bar no sudeste da Austrália, informaram as autoridades.
O motorista de 66 anos foi levado para o hospital após o acidente na cidade rural de Daylesford, a noroeste de Melbourne, na noite de domingo, segundo a polícia.
No entanto, os investigadores da polícia estão a tentar determinar como é que o automóvel subiu o passeio e entrou na zona de refeições ao ar livre junto à estrada. O condutor não acusou álcool.
Um jovem, dois homens na casa dos 30 anos e uma mulher com cerca de 40 anos morreram no local, de acordo com a polícia. Uma adolescente foi levada de avião para um hospital de Melbourne, onde morreu no domingo à noite. Uma mulher de 35 anos encontra-se nos cuidados intensivos.
Os juízes dizem que tudo o que os tribunais decidiram sobre a anulação da votação ou recontagem de votos em alguns distritos foi com base na lei, a mesma que atribui poderes a estes órgãos distritais na época das eleições como tribunais eleitorais para decidirem sobre os pleitos.
Foi através do porta-voz da Associação Moçambicana de Juízes (AMB), Holden Phele, que esta reacção veio a público, depois de o jornal O País questionar sobre o seu entendimento acerca dos pronunciamentos do Conselho Constitucional (CC)através dos acórdãos sobre o processo eleitoral, que afirma que não compete aos tribunais distritais anular ou validar os resultados das eleições, e chama para si essa prerrogativa.
Phele não quis apontar quem tem ou não razão nesta situação. Pelo contrário, foi cauteloso, ao afirmar que o CC é um “órgão soberano e que decidiu com base naquilo que lhe foi apresentado e, do mesmo modo, os tribunais são entidades soberanas e decidiram, os juízes, em função daquilo que lhes foi solicitado em consonância com a lei”.
Contudo, o posicionamento do órgão de competência especializada em questões jurídicas constitucionais começou, no presente processo eleitoral, quando chumbou o despacho do Tribunal Distrital de Chókwè, na província de Gaza, que tinha declarado nulos os resultados da votação naquele município, no dia 11 de Outubro, e que deram a vitória à Frelimo.
Holden Phele foi questionado, também, sobre a detenção e julgamento de cidadãos supostamente envolvidos em tumultos, durante as manifestações em contestação dos resultados eleitorais.
Segundo Phele, o julgamento desses casos foi igualmente com base na lei e não cabe aos juízes interpretar a actuação da Polícia durante os tumultos.
“Os tribunais julgam com base na Constituição e nas demais leis. Os processos que chegam têm uma determinada base que cabe aos tribunais apreciar, é dever os tribunais decidir estes litígios, e onde o tribunal entende que não há matéria para condenar, naturalmente, vai absolver, e os tribunais que o fizeram assim fizeram-no com base no material que foi apresentado”, disse Phele.
Ainda sobre os tumultos, o juiz do Tribunal Judicial de Alto-Molócuè está a ser vítima de ameaças de morte, por supostamente ter ordenado a liberdade condicional de 34 pessoas supostamente envolvidas nos motins.
De acordo com o juiz, o caso é uma prova de que a classe, no país, não tem segurança, até porque são poucos os juízes que têm seguranças para eles e para a família, e esses só acontecem quando os casos nos quais os juízes trabalham são mediáticos.
“Costumamos dizer que se os juízes continuam a caminhar é porque os que pretendem fazer-lhes mal ainda não decidiram o fazer”, lamentou.
Phele falava após a Assembleia-Geral da Associação Moçambicana de Juízes, na qual, dentre as várias questões, se discutiu a Tabela Salarial Única, que ainda é causa de descontentamento na classe, e as conversações continuam até que as reclamações sejam resolvidas.
Na reunião, foram aprovados, ainda, a alteração do estatuto dos magistrados e o plano estratégico do quadriénio 2023-2027.
Um navio de 285 metros de comprimento (Panamax) atracou no sábado no Porto da Beira, sendo a primeira embarcação daquela dimensão que escala aquele recinto, representando positivamente o impacto do trabalho de dragagem levado a cabo pela Empresa Moçambicana de Dragagem (EMODRAGA), na substancial melhoria das condições de navegabilidade do canal de acesso.
Baptizada “MSC FLORIANA VI”, a referida embarcação, que é agenciada pela companhia marítima MSC, compreende ainda 10,5 metros de calado e, consequentemente, ocupou dois cais do Porto da Beira, nomeadamente os números 4 e 5.
O último navio de grandes dimensões que atracou naquele porto foi o “MSC HOUSTON”, com 266,65 metros de comprimento, que chegou pela primeira vez no dia 12 de Junho passado e a segunda embarcação acostou naquele complexo no dia 4 de Outubro.
Tal acontece numa altura em que a maior linha de navegação chinesa, denominada COSCO, identificou o Porto da Beira para a importação e exportação de mercadorias de alguns países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que são tradicionais operadores daquele recinto, como o Zimbabwe, a Zâmbia, Malawi, Botswana e República Democrática do Congo (RDC).
Com efeito, atracou recentemente naquele complexo o primeiro navio da COSCO, com o nome Devon Madeira, que transportava 1200 contentores, o que marcou o arranque das ligações entre África e Ásia, concretamente Moçambique e China.
Por isso, espera-se que venham a ser dinamizadas cada vez mais as operações nas actividades de exploração mineira dos investidores chineses baseados naqueles territórios da SADC.
Entretanto, o administrador-delegado da Cornelder de Moçambique (entidade gestora dos Terminais e Carga-geral do Porto da Beira), Jan d’Vries, descreveu a iniciativa como podendo vir a contribuir positivamente no pulsar da economia entre ambos os países.
Conforme está previsto, navios daquela linha de navegação vão passar a escalar semanalmente ao Porto da Beira, transportando gradualmente maiores cargas diversas.
A Rússia atacou o centro da cidade de Odessa e infraestruturas portuárias com mísseis e pelo menos 15 drones, ferindo cinco pessoas e danificando edifícios e equipamentos de exportação de cereais, informaram na segunda-feira as autoridades.
A informação foi inicialmente avançada pelo chefe da administração militar da região de Odessa, Oleg Kiper, na plataforma de mensagens Telegram.
“Há um impacto de míssil no centro da cidade e num edifício industrial que já não estava a ser utilizado”, escreveu Kiper, juntamente com uma série de fotografias dos danos, na sequência do ataque de domingo à noite.
Um destes mísseis danificou o Museu Nacional de História de Odessa, no centro da cidade, como conta a correspondente da SIC, Iryna Shev.
Segundo a força aérea ucraniana, as defesas abateram um míssil Kh-59 e um total de 15 drones lançados pela Rússia contra território ucraniano.
O Conselho Empresarial Provincial (CEP) de Nampula considera que as Medidas de Aceleração Económica aprovadas pelo Governo, no ano passado, para fazer face ao impacto do custo de vida causado pela conjugação de factores internos, como as calamidades naturais e o terrorismo, e exógenos, sobretudo ligados ao conflito entre a Rússia e Ucrânia, são uma decisão acertada, porquanto estão a resultar, paulatinamente, na melhoria do ambiente de negócios.
Defende, porém, a redução do Imposto do Valor Acrescentado (IVA) para 12 por cento. Na entrevista que se segue, o vice-presidente do CEP, Luís Miguel Tomás de Vasconcelos, queixa-se de barreiras que ainda minam o ambiente de negócios na província.
Aponta, por exemplo, a concorrência desleal e a centralização de alguns serviços e que “alguns ditos empresários” são de mera capa. Defende que a política do sector do caju deve preconizar o processamento da castanha a nível interno e diz que os empresários da província estão a perder dinheiro no Porto de Nacala, devido ao silêncio que alega se mantém relativamente ao processo de exportação de feijão bóer para Índia.
Mais de 200 pessoas morreram na Faixa de Gaza em bombardeios noturnos de Israel, segundo informações do Ministério da Saúde palestino, na segunda-feira (06). “Mais de 200 mártires no massacre noturno”, afirma o ministério.
“São massacres! Destruíram três casas sobre as cabeças dos seus habitantes, mulheres e crianças”, disse à AFP um morador, Mahmoud Mechmech, em Deir al-Balah, no centro de Gaza.
No entantto, os ataques aéreos ocorreram mesmo com os pedidos de cessar-fogo conjunto por parte das Agências da Organização das Nações Unidas (ONU), no último domingo (05). “Já se passaram 30 dias. Já é suficiente. Isto deve parar agora”, afirma a declaração.
A declaração também revela que diversos trabalhadores que compõem as agências da ONU vieram a óbito e que, só da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (Unrwa), foram 88 profissionais mortos.
“Toda uma população está sitiada e sob ataque, sem acesso aos bens essenciais para a sobrevivência, bombardeada nas suas casas, abrigos, hospitais e locais de culto. Isso é inaceitável. (…) Dezenas de trabalhadores humanitários foram mortos desde 7 de outubro, incluindo 88 colegas da Unrwa – o maior número de vítimas mortais das Nações Unidas alguma vez registado num único conflito”, completa a declaração das agências da ONU.
Os profissionais de saúde estenderam o prazo de suspensão da sua greve por mais 15 dias. A classe diz que o Governo cumpriu 45% das suas exigências, apesar disso, considera haver ainda muito mais por conversar com o Executivo.
Terminaram os 75 dias de paralisação da greve dos profissionais de saúde.
Entretanto, a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) convocou a imprensa para anunciar que a classe decidiu estender a suspensão da greve por 15 dias, justificados pela actual situação política em que o país se encontra.
“Não haverá retoma por mais quinze dias para dar espaço ao governo para atender a tensão política, para não sermos confundidos, porque a tensão política, a partir do dia 11 de Outubro, interrompeu o diálogo entre os Profissionais de Saúde Solidários e Unidos de Moçambique e o governo.Os profissionais de saúde vão aguardar pacificamente, nos seus postos de trabalho até que o situação se normalize, até o dia 18 de Novembro”, esclareceu o presidente da APUSUM, Anselmo Muchave.
Os profissionais de Saúde dizem que durante o período de negociações com o Governo, houve cumprimento de 45% das exigências da classe, que se resumem em melhores condições de trabalho.
“Falamos, por exemplo, da construção de unidades sanitárias. há ambulâncias foram alocadas a alguns hospitais. Há aparelhos de tomografia computadorizada que foram montados nos hospitais Central de Maputo, Provincial da Matola e Central da Beira”, disse Anselmo Muchave.
Contudo, a classe considera que não é oportuno paralisar as actividades agora, sobretudo, tendo em conta o período da quadra festiva, que se aproxima, em que geralmente a procura por serviços hospitalares tende a ser maior.
“Neste contexto exorta-se a todos os profissionais de saúde a manterem-se nos seus postos de trabalho a aguardarem as informações que poderiam surgir no âmbito da continuidade das negociações com o Governo “, terminou..
Durante os 15 dias de extensão da suspensão da greve, os profissionais de saúde dizem que vão visitar armazéns de medicamentos a nível nacional para fazer levantamento das necessidades e condições da conservação de medicamentos.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Fiel – Armazém. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Educação. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director Adjunto – Técnico (DCOP). Saiba mais.
A Solidarités International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Actividade de Segurança Alimentar e Meios de Subsistência. Saiba mais.
A SETH – Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos, S.A. – Sucursal de Moçambique está a recrutar um (1) Técnico de Higiene, Ambiente e Segurança no Trabalho – (HAST). Saiba mais.
O ex-ditador guineense Moussa “Dadis” Camara foi retirado da prisão na manhã de sábado por um comando fortemente armado durante uma operação que deu origem a fortes trocas de tiros no centro de Conacri, segundo o seu advogado à AFP.
“Soube que houve uma fuga da prisão civil de Conacri que dizia respeito ao meu cliente Moussa Dadis Camara”, disse à AFP o seu advogado Jocamey Haba que avança com a possibilidade de o seu cliente ter sido levado contra a sua vontade.
Contudo, a agência Reuters cita o ministro da Justiça, Charles Wright, em declarações à rádio.
“O ex-chefe da junta militar guineense de 2008, Moussa ‘Dadis’ Camara, foi libertado da prisão na capital, Conacri, no sábado, juntamente com outros três oficiais de alta patente”, disse o ministro
Mais de 400 migrantes e refugiados foram resgatados no mar pelas autoridades marroquinas, em várias operações realizadas desde sexta-feira, anunciaram fontes militares de Rabat, que colocam o Senegal como origem da maioria dos navios.
De acordo com as mesmas fontes, citadas pela agência de notícias espanhola Europa Press, os migrantes supostamente queriam alcançar a costa das ilhas Canárias, em Espanha.
As autoridades marroquinas comunicaram a localização de dois barcos com um total de 288 migrantes, na sua maioria de nacionalidade senegalesa. Os navios haviam deixado a costa senegalesa nos dias 19 e 25 de outubro e um bebé estava a bordo, de acordo com a agência oficial de notícias MAP.
Por outro lado, a Marinha Real realizou uma terceira intervenção na sexta-feira num barco com 103 pessoas, 94 delas senegalesas. Neste caso, os migrantes deixaram o Senegal no dia 29 de outubro e entre eles estavam pelo menos dois menores.
A Marinha localizou uma quarta embarcação com 42 migrantes de origem subsaariana. Neste caso, o barco não partiu do Senegal, mas sim da capital da Mauritânia, Nouakchott, no dia 22 de outubro.
Contudo, cerca de 200 pessoas perderam a vida este ano na rota migratória que liga a África Ocidental às ilhas Canárias, segundo uma estimativa da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Desde 2014, esta rota já acumulou mais de 770 vítimas mortais.
Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi morto no distrito de Gurué, na província da Zambézia, por populares enfurecidos durante um levantamento contra o surto de diarreias que assola a região.
Entretanto, os populares fizeram refém a um líder comunitário da região alegadamente porque ele e as autoridades de saúde estavam a espalhar a diarreia.
Na tentativa de repor a ordem a corporação enviou para o local uma força policial tendo a população assassinado um dos agentes.
A PRM convocou uma conferência de imprensa para esclarecer o caso na Cidade de Quelimane.
Contudo, até quarta-feira estavam internados no Hospital distrital de Gurué vinte pacientes padecendo de diarreias agudas.
No distrito de Gurué tornou se comum, nos últimos quatro anos, levantamentos populares sempre que ocorrem epidemias de cólera e diarreias.
A tempestade Ciaran, que afeta a Europa, deixou pelo menos 16 mortos em países do continente —seis deles na Toscana, centro-norte da Itália, de acordo com o balanço de sexta-feira.
As autoridades locais afirmam que as chuvas atingiram níveis recordes, com ventos de 200 km/h, provocando muitos estragos em vários países, portos fechados e voos cancelados.
“O que aconteceu esta noite na Toscana tem um nome: mudança climática”, afirmou, em sua conta no X (ex-Twitter), Eugenio Giani, governador da região, que decretou estado de emergência.
Em Portugal, dois homens e uma mulher, cujas idades e nacionalidades não são conhecidas, morreram nesta sexta quando um veleiro de bandeira dinamarquesa afundou. A embarcação havia encalhado em uma praia do centro do país, em meio a ondas fortes. Os outros incidentes fatais foram provocados por árvores derrubadas por rajadas de vento: duas vítimas na Bélgica, duas na França, uma na Espanha, uma na Alemanha e outra na Holanda.
Contudo, na Espanha, a região mais afetada foi o noroeste do país, onde as autoridades pediram aos cidadãos que tomassem o máximo de cuidado.
Felix Verdejo, pugilista olímpico de 30 anos, natural de Porto Rico, foi condenado a “duas sentenças de prisão perpétua” pelo rapto e homicídio “macabro” da namorada, que estava grávida de quatro semanas. Keishla Rodriguez, de 27 anos, foi drogada e atirada, ainda viva, para uma lagoa em San Juan, Porto Rico, em abril de 2021.
Em tribunal a acusação contou que o atleta – que representou o país nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres -, queria que Keishla abortasse. A mãe da mulher disse que a filha encontrou-se com Verdejo em casa, para lhe comunicar que estava grávida.
O atleta compareceu na companhia de um amigo, Luis Antonio Cádiz. Segundo a acusação, ela entrou no carro de Verdejo e o pugilista esmurrou-a na cara, injetando-lhe depois uma substância desconhecida. Mais tarde a autópsia revelou que Keishla tinha no seu sistema um sedativo usado em cavalos e outros animais.
Os homens depois terão usado arames para lhe amarrar as mãos e os pés, antes de a prenderem a um bloco de cimento. Depois, foi atirada de um viaduto para uma lagoa, em plena luz do dia, por volta das 8h30 da manhã. O amigo ligou mais tarde para o número de emergência, de forma anónima, e disse onde estava o corpo, que foi encontrado a 1 de maio de 2021, dois dias depois de ter sido atirado a água por Verdejo.
Entretanto, o médico legista disse em tribunal que Keishla ainda estava viva quando foi atirada ao lago. O amigo, que colaborou com as autoridades e declarou-se culpado em novembro do ano passado, vai cumprir uma pena de 30 anos de prisão.
A mãe da jovem, que esteve em tribunal, não escondeu a emoção. “Foi feita justiça para a minha filha e para o meu neto. Eram duas vidas. Isto foi um homicídio macabro.”
O comissário da polícia de Porto Rico, por sua vez, avisou que esta sentença tem de servir de lição. “Não interessa a fama, o dinheiro ou o poder que as pessoas pensam que têm. Quem viola a lei tem de responder por isso.”
O partido MDM convocou à imprensa, na cidade da Beira, para através do seu mandatário, Domingos de Albuquerque, acusar o Conselho Constitucional de ter desvalorizado as provas apresentadas por este partido, no seu recurso, nomeadamente actas e editais originais relativas as mesas onde foram registados discrepâncias que alegadamente prejudicaram este partido em cerca de 24 mil votos que, foram atribuídos ao partido Frelimo.
“Como se explica que quer o tribunal Judicial da cidade da Beira, quer o Conselho Constitucional, não tenha recorrido diligências a Comissão Distrital de Eleições da cidade da Beira para este demonstrar a origem dos 24 mil votos que foram inventados a favor da Frelimo, prejudicando o MDM”, perguntou o mandatário.
Segundo o acórdão do CC, o recorrente, neste caso o MDM, no seu recurso não detalhou as irregularidades e nem apesentou provas documentais da subtração dos 24 mil votos.
Reagindo o MDM referiu que “no nosso recurso para além das actas editais, devidamente autenticadas, ainda reforçamos com um documento indicando com clareza, as escolas e o número das mesas onde aconteceram as discrepâncias, que foram submetidos ao Tribunal Judicial da cidade d Beira e ao Conselho Constitucional”, garantiu Albuquerque.
Contudo, para o MDM o CC não fez justiça eleitoral. “É pena que a nossa Constituição da República, diz que os acórdãos do Conselho Constitucional são irrecorríveis. Vamos informar isso aos beirenses e um dia o povo irá recorrer contra as injustiças eleitorais”, terminou Albuquerque.
Refira-se que dados da CNE indicam que na Beira o MDM ganhou com 113 mil votos, a Frelimo obteve 73 mil e a Renamo 7 mil.
A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou o bombardeamento aéreo israelita contra um conjunto de ambulâncias em Gaza, que matou 15 pessoas.
“Estou horrorizado com o ataque registado em Gaza contra um comboio de ambulâncias à frente ao hospital Al-Shifa”, reagiu na sexta-feira, em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres.
“As imagens dos corpos espalhados pela rua em frente ao hospital são devastadoras”, notou.
“Era um grupo de cinco ambulâncias”, incluindo uma do Ministério da Saúde do Hamas e uma do Crescente Vermelho, afirmou esta organização em comunicado, acrescentando que o ataque ocorreu a dois metros da entrada do hospital.
Uma segunda ambulância foi atingida “a cerca de um quilómetro do hospital” e foram registados feridos, acrescentou a organização humanitária.
Contudo, a força aérea israelita “atingiu uma ambulância que foi identificada pelas forças como sendo utilizada por uma célula terrorista do Hamas perto da sua posição na zona de combate”, declarou o exército israelita em comunicado.
As afirmações de Israel “sobre a presença de combatentes no interior das ambulâncias visadas são falsas, e são novas mentiras para além das constantes mentiras (…) utilizadas para justificar os seus crimes”, desmentiu o Hamas numa nota publicada na plataforma de mensagens Telegram.
O ataque matou 15 pessoas e feriu outras 60, notou ainda o Ministério da Saúde do Hamas.
De acordo com o porta-voz Ashraf al-Qidreh, a ambulância fazia parte de um conjunto de veículos que transportava “vários feridos para serem hospitalizados no Egito”.
O número de mortos foi confirmado pelo Crescente Vermelho, que acrescentou que um médico sofreu ferimentos ligeiros numa perna devido a estilhaços, antes de notar que “o ataque deliberado a equipas médicas constitui uma grave violação da Convenção de Genebra”.
Também o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) já reagiu ao ataque, dizendo estar “profundamente chocado”.
“Pacientes, profissionais de saúde, instalações e ambulâncias devem ser protegidos em todos os momentos. Sempre”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sexta-feira, na rede social X (antigo Twitter).
A coordenadora humanitária da ONU nos Territórios Palestinianos Ocupados, Lynn Hastings, disse, na mesma rede social, que estava “alarmada”, porque o ataque tinha como alvo “pacientes que estavam a ser retirados para um local seguro”.
O Hamas também afirmou que 20 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas num ataque que “visava” uma escola transformada em campo improvisado para deslocados na zona de al-Saftaoui, no norte da Faixa de Gaza.
Desde quarta-feira, dezenas de palestinianos feridos foram transferidos da Faixa de Gaza para o Egito.
Israel lançou uma ofensiva militar na Faixa de Gaza, que inclui operações terrestres em resposta aos ataques perpetrados em 07 de outubro pelo Hamas, e que deixaram quase 1.400 mortos e mais de 240 reféns, segundo dados oficiais israelitas.
O Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007, elevou o número de mortos na ofensiva de Israel para mais de 9.250.
Uma embarcação de pesca semi-industrial que se encontrava no porto de pesca da Beira, em Sofala, ficou destruída na sequência de um incêndio que deflagrou no seu interior.
As chamas surgiram quando um grupo de operários realizava trabalhos de manutenção no barco que pertencia uma empresa privada.
Investigações preliminares apontam que um curto-circuito pode ter sido a causa do incêndio.
O fogo foi dado como controlado duas horas depois, graças a intervenção do Serviço Nacional de Salvação Pública.
No entanto, uma testemunha contou à Rádio Moçambique que para além de danos materiais, uma pessoa ficou ferida.
O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) de El Salvador deu parecer favorável na sexta-feira à inscrição da candidatura à reeleição do presidente Nayib Bukele para o pleito de 4 de fevereiro, apesar das alegações da oposição de que tal medida é inconstitucional.
“Com quatro votos e uma abstenção do magistrado Julio Olivo, a chapa presidencial do partido Novas Ideias” está inscrita “após corroborar o cumprimento dos requisitos legais”, atestou o TSE em seu perfil na rede social X, o antigo Twitter.
Após o anúncio oficial, Bukele escreveu nessa mesma rede: “Legalmente inscritos e sem votos contrários.”
Em 26 de outubro, Bukele e o vice-presidente Félix Ulloa compareceram ao TSE com a documentação necessária para solicitar a inscrição da chapa. A reeleição não era permitida em El Salvador até a chegada de Bukele ao poder, por isso opositores, juristas e analistas consideram que sua candidatura é inconstitucional.
O presidente foi habilitado a concorrer à reeleição em 2021 pelos magistrados do tribunal constitucional nomeados pelo Congresso dominado pela situação.
Na sexta também foi confirmada a inscrição da chapa presidencial do grupo político herdeiro da guerrilha Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN, esquerda), integrada por Manuel Flores e Werner Marroquín.
“Com 5 votos, o órgão colegiado concordou em inscrever a chapa presidencial do partido FMLN”, indicou o TSE.
Entretanto, as outras chapas dos partidos de direita e centro deverão “corrigir algumas disposições” para serem inscritas, advertiu o tribunal.
Aos 42 anos e bastante ativo nas redes sociais, Bukele é o presidente mais popular da América Latina com 90% de aprovação dos salvadorenhos, segundo a pesquisa Latinobarómetro 2023 publicada em julho.
Esse apoio arrasador reside em sua política de segurança pública, que levou tranquilidade a comunidades aterrorizadas pelo crime organizado, mas à custa, segundo grupos humanitários, da limitação de direitos imposta pelo regime de exceção em vigor no país desde março de 2022.
Com o regime de exceção, que permite prisões sem mandado judicial, o governo deteve cerca de 72.600 supostos membros de gangues. De acordo com as autoridades, em torno de 7 mil inocentes foram liberados.
Moçambique irá receber, no primeiro trimestre de 2027, um novo navio balizador avaliado em dez milhões de dólares, encontra-se actualmente em construção na Coreia...