O antigo general russo Ivan Popov, detido esta semana por alegado envolvimento num esquema de fraude e roubo, foi formalmente acusado hoje por um tribunal militar, podendo enfrentar uma pena de até 10 anos de prisão.
Popov é acusado de ter participado no desvio de 1.700 toneladas de produtos destinados à frente de combate na região ucraniana de Zaporijia, no valor aproximado de 13 milhões de euros. As investigações indicam que ele actuou em conluio com um empresário da região de Krasnodar e um oficial do Distrito Militar do Sul da Rússia.
Ivan Popov, que anteriormente comandava o 58.º Exército de Armas Combinadas em Zaporijia, rejeitou as acusações por intermédio dos seus advogados e solicitou que a sua detenção fosse convertida em prisão domiciliária, conforme noticiado pela televisão russa RBC.
A carreira militar de Popov sofreu um revés significativo após um deputado russo ter divulgado, em Julho de 2023, uma mensagem crítica do general sobre a estratégia russa na guerra da Ucrânia. Na mensagem, Popov descreveu uma “situação difícil” devido à falta de armamento e alertou para o elevado número de baixas entre os soldados russos em Zaporijia.
A ofensiva militar russa na Ucrânia, iniciada a 24 de Fevereiro de 2022, resultou em milhares de mortos e provocou a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. A invasão foi amplamente condenada pela comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição de sanções económicas e políticas contra Moscovo.














