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Quinta-feira, Outubro 29, 2026
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Explosão em campo militar no Vietname resulta em doze mortes

As autoridades vietnamitas estão a investigar uma explosão trágica que ocorreu na noite de segunda-feira num campo de tiro militar na província de Dong Nai, que resultou em várias vítimas. 

Segundo informações divulgadas por um jornal militar local, a explosão poderá ter sido desencadeada por um raio provocado por uma violenta tempestade que ativou um detonador elétrico enquanto um grupo transportava explosivos.

As operações de busca para localizar os corpos das vítimas estão em curso, conforme noticiado pela mesma fonte. Este incidente ocorreu apenas um dia após o ministro da Defesa vietnamita, Phan Van Giang, ter realizado um discurso marcando o início de um exercício de combate militar, o que levanta questões sobre a segurança durante as atividades militares.

Em resposta ao trágico acidente, o Ministério da Defesa do Vietname ordenou uma investigação urgente para apurar as circunstâncias que levaram à explosão. Até ao momento, acidentes mortais durante treinos militares são considerados raros no país comunista.

Sede da Frelimo incendiada durante protestos em Xai-Xai

A sede do partido Frelimo, situada no bairro 10 da cidade de Xai-Xai, foi alvo de um incêndio significativo, resultante de acções de um grupo de manifestantes. 

O incidente culminou na destruição de mobiliário e outros bens no interior do edifício, que foram consumidos pelas chamas.

De acordo com informações divulgadas pelo Centro de Integridade Pública (CIP), os bombeiros foram rapidamente accionados para controlar a situação, mas chegaram ao local apenas após a sede já ter sido completamente devastada pelo fogo. A prontidão tardia dos serviços de emergência gerou críticas entre os cidadãos e os responsáveis locais.

Além do incêndio, os manifestantes protagonizaram confrontos com as autoridades, tendo lançado pedras contra os bombeiros que se dirigiam ao local, resultando na quebra dos vidros de uma viatura de emergência.

A tensão aumentou quando a Polícia da República de Moçambique (PRM) foi chamada para dispersar a multidão, tendo recorrido ao uso de armas de fogo para afastar os manifestantes.

A província de Gaza é conhecida como um reduto da Frelimo, o partido no poder, que tem conseguido, em quase todos os escrutínios eleitorais, eleger um número elevado de deputados na região.

Este recente episódio de violência e destruição levanta questões sobre a estabilidade política e social em Moçambique, numa altura em que o país enfrenta desafios significativos em diversas áreas.

Renamo e MDM pedem anulação das eleições

A crise política que se seguiu às eleições gerais de 9 de Outubro continua a ser tema central de debate entre os principais partidos do país. 

A Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) defendem a anulação dos resultados eleitorais, enquanto o Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) propõe uma abordagem diferente, centrando-se na reposição da vontade popular.

Um encontro promovido pela plataforma de observação eleitoral Sala da Paz, realizado na terça-feira, reuniu vários políticos e membros da sociedade civil para discutir soluções viáveis para o impasse político que Moçambique enfrenta.

A Renamo, através da sua secretária-geral Clementina Bomba, foi a primeira a expressar a sua posição. A dirigente afirmou que a história eleitoral do país está marcada pela falta de eleições livres e justas desde 1994. “Nós nunca tivemos eleições livres, justas e muito menos transparentes.

A anulação destas eleições é a única saída, pois aceitar os resultados seria um crime para a democracia e um atentado contra a paz em Moçambique”, declarou Bomba.

Lutero Simango, presidente do MDM, endossou a crítica da Renamo, sublinhando a necessidade de recontar os votos de todas as 26 mil mesas de votação. “É fundamental cruzar os dados e verificar se os resultados anunciados refletem a realidade das urnas. Não podemos aceitar resultados que não correspondem à vontade popular. Resta-nos um único caminho: a anulação das eleições e a sua repetição”, afirmou Simango.

Por outro lado, o PODEMOS, através de Albino Forquilha, apresentou uma posição mais conciliatória. A formação política acredita que não é necessária a anulação do escrutínio, desde que se identifique a raiz do problema.

Forquilha destacou a importância de compreender os mecanismos da fraude eleitoral e responsabilizar os envolvidos. “Temos de saber quem organiza e opera a fraude, para podermos encontrar soluções eficazes e justas”, defendeu.

CC prossegue com verificação de actas eleitorais nas províncias de Moçambique

O Conselho Constitucional (CC) de Moçambique está a dar passos significativos na análise das actas e editais relativos às eleições gerais de 9 de Outubro.

Até ao momento, o CC já confrontou os documentos de nove províncias, estando apenas pendente a análise da província da Zambézia, cujo processo poderá ter início esta quarta-feira.

Os documentos, solicitados à Comissão Nacional de Eleições (CNE) e aos partidos políticos que apresentaram recursos – PODEMOS, Renamo e MDM – foram entregues ao CC há cerca de três semanas. A imprensa foi convocada para acompanhar as diligências que precedem a promulgação oficial dos resultados eleitorais, agendada para 23 de Dezembro.

A Renamo, o MDM e a CNE já submeteram os editais de todas as províncias, enquanto o PODEMOS apresentou apenas os editais de sete províncias, onde reivindica a vitória. Notavelmente, as províncias de Cabo Delgado, Niassa e Gaza não foram incluídas nesta lista.

Actualmente, o processo de apuramento dos resultados está concluído em 90%. Conforme apurou o jornal O País, em casos de discrepâncias entre os editais dos partidos e a CNE, a validação será feita a partir dos documentos que coincidirem. Se apenas um dos partidos apresentar resultados que correspondam aos da CNE, esses serão considerados válidos. No entanto, se todos os editais apresentarem divergências, os resultados da CNE prevalecerão.

Nesta fase do processo, o CC tem encontrado uma série de irregularidades, incluindo editais em branco, documentos falsificados e preenchidos com a mesma caligrafia.

Após a conclusão do apuramento, o próximo passo será a digitalização dos dados, que serão informatizados e centralizados. Este sistema automatizado determinará os vencedores das eleições, estando este processo actualmente acima dos 65% de conclusão.

Cidade de Hama na Síria cercada por grupos rebeldes em três frentes

Os rebeldes sírios cercaram a cidade de Hama por três lados, encontrando-se agora a uma distância de apenas três a quatro quilómetros do centro urbano, após violentos confrontos com as forças governamentais. 

Esta informação foi divulgada pela organização não-governamental (ONG) Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), sediada no Reino Unido. As forças governamentais, já pressionadas, dispõem agora de uma única rota de saída em direcção a Homs, a sul da cidade.

Em resposta à crescente ameaça, o Exército sírio lançou uma contra-ofensiva durante a manhã de hoje, com o intuito de repelir os rebeldes. Desde que os insurgentes conquistaram dezenas de localidades e a maioria da cidade de Alepo, a segunda mais importante da Síria, a situação em Hama tornou-se crítica. A cidade é considerada estratégica para o exército, uma vez que a sua protecção é vital para a defesa da capital, Damasco.

Segundo o OSDH, as forças governamentais conseguiram garantir a entrada nordeste de Hama, recapturando várias aldeias durante uma operação militar que começou na madrugada de terça-feira, apoiada por bombardeamentos aéreos.

A ONG também reportou o deslocamento de grandes comboios militares para a região, nas últimas 24 horas.

Os combates foram descritos como “ferozes”, com o exército sírio, apoiado por forças aéreas russas e sírias, a enfrentar os rebeldes no norte da província de Hama.

A agência oficial Sana confirmou a intensidade das hostilidades, enquanto a agência alemã DPA lamentou a morte do seu fotógrafo, Anas Alkharboutli, num ataque aéreo próximo de Hama.

Hama é uma cidade carregada de história, tendo sido palco de um massacre em 1982, perpetrado pelo exército sob o regime do pai do actual presidente Bashar al-Assad, durante uma repressão a uma insurgência da Irmandade Muçulmana. Além disso, Hama foi um dos pontos fulcrais das manifestações que eclodiram em 2011, dando início a uma guerra civil que devastou o país.

Nos últimos dias, a ONU reportou que mais de 115.000 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas devido aos combates no norte da Síria.

A ofensiva, liderada por facções islamitas e apoiada pela Turquia, já resultou na morte de mais de 700 pessoas, incluindo 110 civis, ao longo de uma semana de intensos combates.

A aliança islamita, que inclui a Organização de Libertação do Levante, uma antiga afiliada da Al-Qaida, lançou a sua ofensiva no noroeste da Síria a 27 de Novembro, tendo desde então conquistado o controlo total da cidade de Idlib e de partes significativas de Alepo, enquanto avança em direcção a Hama, situada a aproximadamente 210 quilómetros ao norte de Damasco.

Concessionárias rodoviárias implementam trânsito livre em apoio a manifestações

As concessionárias rodoviárias de Moçambique acederam, na passada quarta-feira, ao apelo de Venâncio Mondlane, permitindo o “trânsito livre” nas portagens, numa resposta à nova vaga de manifestações que se prevê culminar na próxima semana.

Segundo a informação divulgada pela publicação Carta de Moçambique, na Estrada Nacional número 4 (N4), um dos principais corredores que liga as cidades de Maputo e Matola à África do Sul, a concessionária sul-africana Trans African Concession (TRAC) fez com que os automobilistas pudessem cruzar as cancelas sem qualquer pagamento.

Este episódio ocorreu no final da tarde, após o término do primeiro dia de protestos, com a presença de militares nas cabines de portagem, que instruíam os condutores a avançar sem a necessidade de pagar a taxa de utilização da estrada.

Ainda segundo a mesma fonte, uma situação semelhante foi observada na Portagem de Cumbeza, gerida pela Rede Viária de Moçambique (REVIMO), localizada no distrito de Marracuene, na província de Maputo. Milhares de veículos atravessaram as cancelas sem efectuar qualquer pagamento.

Linha Férrea de Machipanda alvo de sabotagem por antigos trabalhadores

A Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) manifestou, em comunicado oficial, a sua profunda consternação pela remoção de carris em um dos troços da Linha de Machipanda, uma importante artéria do Sistema Ferroviário Centro. 

Este ato foi protagonizado por ex-trabalhadores da Brigada Reabilitação da Linha de Machipanda (BRLM), que haviam sido contratados para participar no projeto de reabilitação da linha.

No comunicado, a CFM esclarece que a atitude de destruição por parte dos ex-colaboradores é lamentável, especialmente considerando que foram eles próprios que contribuíram para a construção da infraestrutura ferroviária.

A empresa destaca que os ex-trabalhadores reivindicam ser integrados no quadro efetivo da CFM ou receber uma compensação pelo tempo que laboraram na BRLM.

A CFM recorda que o contrato que regia a relação com este grupo de trabalhadores expirou em dezembro de 2023, data em que o projeto foi oficialmente concluído e a Linha de Machipanda foi inaugurada e entrou em funcionamento. “Reiteramos a nossa disponibilidade para esclarecer a natureza do vínculo dos trabalhadores com a BRLM”, afirma a empresa no seu comunicado.

A companhia ferroviária apela ao bom senso dos ex-trabalhadores, encorajando-os a valorizar o contributo que prestaram para o desenvolvimento do país e a reconhecer que novas oportunidades surgirão no futuro.

Em um contacto com a Agência de Informação de Moçambique (AIM), a CFM revelou que estão a decorrer reuniões com os ex-colaboradores, bem como com a assessoria jurídica e recursos humanos da empresa.

“Não pretendemos entrar em conflito com estes trabalhadores, pois acreditamos que a sua atitude poderá ter sido resultado de um mal-entendido relativamente ao contrato”, afirmou uma fonte da CFM.

Relativamente à extensão dos danos causados pela remoção dos carris, a empresa comprometeu-se a divulgar informações assim que estiverem disponíveis.

Manifestações pós-eleitorais em Moçambique resultam em cinco mortos e várias feridos

O Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou que o primeiro dia da nova onda de manifestações pós-eleitorais resultou em tragédias significativas, com cinco mortes e três feridos graves, particularmente nas cidades de Maputo e Matola, assim como nas províncias de Zambézia e Nampula.

De acordo com o porta-voz da PRM, Orlando Mudumane, as manifestações foram marcadas por confrontos que perturbaram a ordem pública e a livre circulação de pessoas e bens.

As vias principais das cidades foram bloqueadas, impedindo a circulação de viaturas e gerando um clima de tensão e insegurança.

Mudumane revelou que as vítimas mortais estavam armadas com objetos contundentes, incluindo facas, catanas e pedras. “Hoje, mais uma vez, o país foi palco de manifestações violentas que perturbam a ordem e segurança públicas”, afirmou o porta-voz.

Estas manifestações foram convocadas por um cidadão identificado como Venâncio Mondlane e, segundo a polícia, o conteúdo das mensagens difundidas nas redes sociais sugere uma intenção de provocar caos e desordem.

O porta-voz da PRM sublinhou que, em conformidade com a lei, ninguém deve ser forçado a participar ou a abster-se de participar em manifestações.

No entanto, relativamente aos incidentes que resultaram em mortes, Mudumane esclareceu: “Quando um indivíduo invade uma esquadra e tenta apoderar-se de uma arma de fogo, esse não é um manifestante, mas sim um criminoso.”

Além das fatalidades, a polícia detalhou que foram registados bloqueios de vias públicas com barricadas constituídas por diversos objetos, incluindo viaturas.

O objetivo era restringir a circulação e provocar confusão, com relatos de extorsão de valores monetários e vandalização de infraestruturas públicas e privadas.

EUA anunciam investimento de 570 milhões de euros no Corredor do Lobito durante visita de Joe Biden

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou esta quarta-feira um investimento adicional de cerca de 570 milhões de euros no Corredor do Lobito, elevando a contribuição norte-americana para um total de 3,8 mil milhões de euros. 

Este anúncio foi feito no terceiro e último dia da sua visita a Angola, onde o líder norte-americano enfatizou a importância do continente africano no futuro global.

Durante a sua estadia, Biden destacou que o Corredor do Lobito, que liga Angola às áreas de exploração mineral da República Democrática do Congo e da Zâmbia, representa uma iniciativa que vai além da simples construção de infraestruturas ferroviárias. “Este projecto é a construção de um futuro melhor, onde as pessoas poderão usufruir de mais benefícios e oportunidades”, afirmou o Presidente.

Na companhia do Presidente angolano, João Lourenço, e de líderes da RD Congo, Zâmbia e do vice-presidente da Tanzânia, Biden visitou o Porto do Lobito, situado a cerca de 500 quilómetros ao sul de Luanda.

Durante a visita, ele teve a oportunidade de observar a chegada de um comboio carregado com cobre proveniente da RD Congo, com destino a Nova Orleães, nos EUA.

Ao encerrar a sua visita, o Presidente Biden expressou o desejo de retornar a Angola para realizar uma viagem de comboio ao longo do Corredor do Lobito, prometendo: “Vou voltar para andar no comboio, fazer todo o percurso”.

O projecto ferroviário foi o principal foco do périplo de Biden, que reforçou a necessidade de colaboração internacional para mobilizar mais capital e desenvolver infraestruturas na região.

O investimento total no Corredor do Lobito já ultrapassa os 5,7 mil milhões de euros, englobando contribuições de investimentos privados, bancos de desenvolvimento regionais e parceiros do G7. João Lourenço também apelou à união de esforços entre os países e financiadores envolvidos para garantir a concretização do projecto.

Tiroteio em Escola Adventista na Califórnia deixa crianças feridas

Um tiroteio ocorrido na tarde de quarta-feira na Escola Adventista do Sétimo Dia Feather River, em Palermo, resultou em ferimentos a dois jovens alunos, ambos com idades de 5 e 6 anos. 

As crianças, que frequentam o jardim-de-infância da instituição, foram rapidamente transportadas para um centro de trauma na região de Sacramento, onde continuam a receber cuidados médicos.

O xerife do condado de Butte, Kory L. Honea, informou que o atirador não teria qualquer ligação prévia com as vítimas ou a escola. “Neste momento, não temos informações suficientes para determinar se este ato se trata de um crime de ódio ou se está inserido num esquema mais abrangente”, afirmou Honea durante uma conferência de imprensa.

O corpo do atirador foi descoberto próximo de um escorrega e de outros equipamentos recreativos dentro do recinto escolar, com uma arma localizada nas proximidades.

A Escola Adventista do Sétimo Dia Feather River, que conta com menos de trinta alunos, localiza-se numa cidade de cerca de 5.500 habitantes, situada a aproximadamente 104 quilómetros ao norte de Sacramento.

Este incidente trágico insere-se numa lamentável sequência de tiroteios em escolas nos Estados Unidos, que inclui os casos notórios de Newtown, Connecticut, Parkland, Florida, e Uvalde, Texas.

Apesar da frequência alarmante destes eventos, a legislação sobre armas de fogo no país permanece praticamente inalterada.

Epidemia de HIV/SIDA faz cinquenta e seis vítimas no distrito de Ribáue

No distrito de Ribáue, situado na província de Nampula, um total alarmante de cinquenta e seis pessoas perdeu a vida devido ao vírus do HIV/SIDA nos primeiros onze meses deste ano. 

Deste total, vinte e quatro eram do sexo masculino, vinte e três do sexo feminino e nove eram crianças, revelando a gravidade da situação que afeta toda a comunidade.

Atualmente, nove mil e quarenta e cinco indivíduos estão a receber tratamento com medicamentos antirretrovirais, conforme divulgou Alfredo Inácio, Ponto Focal do Conselho Distrital de Combate ao SIDA em Ribáue.

No entanto, Inácio apontou fatores preocupantes que contribuíram para este elevado número de óbitos, incluindo o consumo excessivo de álcool e a desistência do tratamento antirretroviral (TARV), frequentemente causada pelas longas distâncias que os pacientes devem percorrer para aceder a uma unidade sanitária.

Em comparação com o ano anterior, em que se registou a desistência de seiscentos e setenta e cinco pacientes do TARV, a situação atual exige uma mobilização urgente da comunidade e das autoridades de saúde.

Alfredo Inácio apela a todos os pacientes que estão em tratamento para que não abandonem a medicação e destaca a importância da realização de testes regulares para aqueles que ainda não contraíram o vírus.

As unidades sanitárias estão a reforçar as campanhas de sensibilização e a promover o acesso ao tratamento, com o objetivo de reduzir a taxa de mortalidade e prevenir novas infeções. A luta contra o HIV/SIDA requer um esforço conjunto da sociedade, e a informação é uma ferramenta vital na luta contra esta epidemia.

PODEMOS distancia-se de práticas criminosas associadas à venda de crachás e outros itens

O partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) emitiu uma nota oficial de distanciamento em resposta à circulação de crachás, bonés e cartazes com imagens de Venâncio Mondlane e do próprio partido, que têm sido promovidos em mercados e nas ruas como uma espécie de “guia de marcha” para garantir trânsito livre. 

Estes itens, além de serem comercializados, têm sido indicados por alguns como condição para a obtenção desse privilégio.

No comunicado, ao qual a redacção da Miramar teve acesso, o PODEMOS expressa a sua firme condenação a tais práticas, afirmando que “tais actos estão completamente dissociados da causa defendida por nosso candidato, bem como pelo PODEMOS”. O partido sublinha que estas ações não representam os valores e princípios que orientam a sua missão política.

Além de repudiar a venda e o uso destes itens, o PODEMOS fez um apelo à população, reforçando a necessidade de se manter afastada de quaisquer condutas que possam ser interpretadas como ilegais ou antiéticas. “Exortamos a todos os membros, simpatizantes e à população em geral a não compactuar com esses actos e denunciar os responsáveis, de modo que nossa nobre causa não seja associada a condutas criminosas”, lê-se na nota.

Caixão vazio encontrado em residência de Chimoio provoca consternação

Um caixão vazio foi descoberto na madrugada numa casa situada no bairro Centro Hípico, na cidade de Chimoio, província de Manica, levantando questões sobre a motivação do acto.

O filho da proprietária da residência, que se deparou com a urna inesperadamente, expressou a sua perplexidade em relação ao sucedido. “Não compreendo a razão por detrás deste acto”, afirmou, acrescentando que, ao encontrar o caixão, imediatamente solicitou a intervenção da Polícia da República de Moçambique. Ao chegarem ao local, as autoridades confirmaram que a urna estava vazia.

O incidente gerou reações entre os moradores da área. Uma vizinha, que preferiu não se identificar, criticou a atitude, sublinhando a necessidade de abordar conflitos de forma saudável e pacífica. “Se existem problemas de convivência no bairro ou na família, é preciso recorrer a formas normais de resolução. Isso é assustador e inaceitável”, expressou.

Bernardo Canazache, líder do bairro Centro Hípico, manifestou a sua surpresa face ao sucedido, afirmando que nunca havia presenciado um evento semelhante na comunidade. “Este tipo de acontecimento é inédito para nós e deixa todos preocupados”, declarou.

Trump solicita anulação de processo criminal relacionado às eleições de 2020

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou, na quarta-feira, 4 de Dezembro, um pedido junto a um tribunal de apelações do estado da Geórgia para que uma acusação criminal contra ele seja rejeitada. 

A acusação em questão remete a tentativas alegadas de Trump de alterar os resultados das eleições presidenciais de 2020, nas quais perdeu para o democrata Joe Biden.

Este processo judicial ainda se encontra pendente na Justiça local e, segundo o advogado de Trump, Steven Sadow, há a expectativa de que a ação possa ser anulada com o retorno de Trump à Casa Branca.

A situação cria um cenário de incerteza, dado o impacto que as decisões judiciais podem ter sobre a política americana.

A acusação levanta questões cruciais sobre a integridade do processo eleitoral e a legislação em vigor, sendo um tema que continua a polarizar a opinião pública nos Estados Unidos.

O desfecho deste caso poderá ter repercussões significativas, não apenas para Trump, mas também para a dinâmica política do país.

Três mortos e centenas de mineiros ilegais encurralados em mina abandonada em Mpumalanga

A Polícia sul-africana confirmou a trágica morte de três mineiros ilegais encontrados sem vida no interior de uma mina abandonada, em Sabiè, na província de Mpumalanga. 

O incidente ocorreu após uma operação de resgate que revelou a gravidade da situação na mina.

Segundo as autoridades locais, na terça-feira foi identificado que cerca de cento e cinquenta mineiros poderão estar presos nas profundezas da mina, levando a uma mobilização urgente das equipas de resgate. Até ao momento, seis mineiros ilegais foram resgatados, incluindo dois cidadãos estrangeiros, mas as operações continuam sem descanso, na esperança de localizar e salvar os que permanecem soterrados.

Simultaneamente, na província de North West, as equipas de socorro estão a laborar intensamente numa outra mina de ouro, em Stilfontein, onde igualmente se reporta a presença de mineiros ilegais.

As autoridades apelam à comunidade para evitarem entrar em minas abandonadas, sublinhando os perigos inerentes à prática da mineração ilegal, que não só coloca em risco a vida dos trabalhadores, mas também tem sérias implicações legais.

Vagas de emprego do dia 05 de Dezembro de 2024

Foram publicadas hoje, dia 05 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Motorista de Autocarro

A Academia Aga Khan Maputo procura um (1) Motorista de Autocarro. Saiba mais.

2. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

3. Vaga para Assistente de Distribuição

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Assistente de Distribuição. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Assistente de Recursos Humanos e Finanças

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Assistente de Recursos Humanos e Finanças. Saiba mais.

2. Vaga para Agricultor

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Agricultor. Saiba mais.

3. Vagas para Serventes

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Serventes. Saiba mais.

4. Vaga para Senior Environmental & Social (E&S) Specialist

A Royal HaskoningDHV pretende recrutar um (1) Senior Environmental & Social (E&S) Specialist. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de Segurança

A Caritas Diocesana de Pemba pretende recrutar um (1) Oficial de Segurança. Saiba mais.

6. Vaga para MEAL Officer

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) MEAL Officer. Saiba mais.

7. Vaga para Gestor de Compras

A Mega Distribuição de Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Compras. Saiba mais.

8. Vaga para Laboratory Manager

A ALS pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Laboratory Manager. Saiba mais.

9. Vaga para Oficial – Literacia Climática – Chókwè

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Literacia Climática. Saiba mais.

10. Vaga para Oficial – Literacia Climática – Chimoio

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Literacia Climática. Saiba mais.

11. Vaga para Oficial – Comunicação – Chimoio

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Comunicação. Saiba mais.

12. Vaga para Finance Manager

A Counterpart International pretende recrutar um (1) Finance Manager. Saiba mais.

13. Vaga para Professores Voluntários – Física, Matemática, Biologia, Química e TICs

A Associação de Solidariedade na Esperança de Vida (OIMPEVI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Professores Voluntários – Física, Matemática, Biologia, Química e TICs. Saiba mais.

14. Vaga para B2C Key Account Manager

A Puma Energy Moçambique pretende recrutar um (1) B2C Key Account Manager. Saiba mais.

15. Vaga para Motorista

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista. Saiba mais.

16. Vaga para Programme Assistant

A World Health Organization (WHO) pretende recrutar um (1) Programme Assistant. Saiba mais.

17. Vagas para Field Managers

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Field Managers. Saiba mais.

18. Vaga para Gestor Logístico

O Comité Europeu para Formação e a Agricultura (CEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Logístico. Saiba mais.

19. Vaga para Gestor Administrativo

O Comité Europeu para Formação e a Agricultura (CEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Administrativo. Saiba mais.

20. Vaga para Assistant HR Manager

A DP World pretende recrutar uma (1) Assistant HR Manager. Saiba mais.

21. Vaga para Alfaiate

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Alfaiate. Saiba mais.

22. Vagas para Estafetas

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Estafetas. Saiba mais.

23. Vaga para Técnico de Importação

A Inalca, Lda pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Importação. Saiba mais.

24. Vaga para Cabeleireiro

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Cabeleireiro. Saiba mais.

25. Vaga para Secretária Executiva

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária Executiva. Saiba mais.

26. Vaga para Field Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Field Manager. Saiba mais.

27. Vaga para Cleaner

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Cleaner. Saiba mais.

28. Vaga para Finance Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Finance Officer. Saiba mais.

29. Vaga para Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.

30. Vaga para Health Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health Officer. Saiba mais.

31. Vaga para Senior Logistics Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Senior Logistics Officer. Saiba mais.

32. Vaga para Food Security and Livelihoods (FSL) Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Food Security and Livelihoods (FSL) Officer. Saiba mais.

33. Vaga para Logistics Assistant

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Logistics Assistant. Saiba mais.

34. Vaga para Logistics Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Logistics Manager. Saiba mais.

35. Vaga para Logistics & Admin Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Logistics & Admin Officer. Saiba mais.

36. Vaga para Guarda

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Guarda. Saiba mais.

37. Vaga para Motorista

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

38. Vaga para Chief of Party (COP)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Chief of Party (COP). Saiba mais.

Salários de funcionários públicos em risco devido a manifestações, alerta PR Nyusi

Durante um encontro com reitores de universidades públicas e privadas, o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, expressou a sua preocupação com a possibilidade de comprometer o pagamento de salários dos funcionários públicos, devido às manifestações pós-eleitorais que têm abalado o país.

O Presidente explicou que os protestos resultaram em atrasos significativos na cobrança das receitas fiscais, que se encontram actualmente apenas em cerca de 80% do valor previsto.

Este número, segundo Nyusi, está bem aquém do habitual e do que é planeado para períodos normais de funcionamento económico.

“Há um esforço para inviabilizar as fronteiras económicas, sobretudo a de Ressano. A escassez de produtos já se iniciou”, afirmou Nyusi, sublinhando que a diminuição das receitas fiscais representa um desafio grave para a gestão orçamental do país. “A informação desta manhã encorajou-me um pouco, pois até anteontem não estava satisfeito. No entanto, conseguimos até Novembro alcançar uma cobrança de 80% do previsto. Normalmente, neste momento, a cobrança ultrapassa a previsão, e isso preocupa-me porque posso não conseguir pagar os salários de professores e enfermeiros. Nós não temos orçamento alocado, ao contrário de outros governos que tiveram essa sorte; eu nunca tive essa sorte nos últimos dez anos”, lamentou.

Neste contexto, Nyusi destacou que a sua governação, que opera sem apoio externo para o pagamento de salários, é uma prova da capacidade dos moçambicanos em enfrentar desafios. “Teríamos conseguido fazer mais se tivéssemos implementado outras medidas de contenção, como a redução ou eliminação da corrupção”, concluiu.

Manifestantes ateiam fogo a machimbombo da Lalgy

Um incidente alarmante ocorreu no bairro de Malhampsene, na cidade da Matola, onde um autocarro de transporte de pessoal da empresa Lalgy foi incendiado por manifestantes. 

A situação causou grande preocupação, uma vez que os passageiros, trabalhadores da empresa, foram forçados a abandonar o veículo.

De acordo com uma fonte da Lalgy, o motorista do autocarro foi obrigado a interromper a marcha devido à ação dos manifestantes, que utilizavam bombas caseiras para atear fogo ao veículo.

Os manifestantes são conhecidos por permanecer na área próxima à lixeira de Malhampsene, onde costumam realizar portagens.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram um agente da Polícia da República de Moçambique a disparar gás lacrimogénio contra o autocarro, levantando especulações sobre um possível envolvimento da polícia no incêndio.

No entanto, um vídeo partilhado pela fonte da empresa parece corroborar a versão de que os manifestantes foram os responsáveis pelo início do incêndio.

“Este autocarro fazia o transporte dos trabalhadores que residem na cidade de Maputo e no município de Marracuene. Assim, ficamos sem transporte”, lamentou a fonte, expressando a preocupação com a situação dos colaboradores da empresa. Até ao momento, a Lalgy apenas regista o vandalismo de um autocarro, sem, felizmente, terem sido reportadas vítimas humanas.

Américo Julião Letela nomeado como novo Procurador-Geral da República

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou hoje a nomeação de Américo Julião Letela como o novo Procurador-Geral da República, sucedendo à Beatriz Buchili, que cumpriu dois mandatos à frente da instituição.

Com uma vasta experiência que ultrapassa duas décadas no exercício da magistratura, Letela iniciou a sua carreira em Inhambane, tendo posteriormente exercido funções na cidade de Maputo e nas províncias de Cabo Delgado e Tete.

A sua nomeação surge num contexto em que o país enfrenta desafios significativos na área da justiça e da luta contra a corrupção.

O novo Procurador-Geral, que assume o cargo numa altura crítica, terá a responsabilidade de promover a justiça e garantir a aplicação da lei de forma equitativa, além de fortalecer a confiança dos cidadãos nas instituições judiciais. A sua experiência e percurso profissional serão, sem dúvida, cruciais para enfrentar os desafios que se avizinham.

Beatriz Buchili, que deixa o cargo após dois mandatos, é amplamente reconhecida pelo seu empenho e trabalho na promoção da justiça em Moçambique, o que torna a sua substituição uma tarefa exigente para Letela.

Sistema de pagamento bancário suspenso devido a vandalismo

Diversos bancos em Moçambique enfrentaram dificuldades no sistema de pagamento, devido à vandalização de um ponto de comunicação crucial entre a Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO) e as instituições financeiras.

Este incidente ocorreu no contexto das manifestações pós-eleitorais que têm marcado o país nas últimas semanas.

A informação foi confirmada por Sariel Nhambide, diretora-executiva da SIMO, que comunicou ao jornal “Notícias” que a situação já foi normalizada, embora não tenha revelado detalhes sobre as circunstâncias do restabelecimento do serviço.

A vandalização deste ponto de comunicação gerou preocupação entre os cidadãos e comerciantes que dependem dos serviços bancários para as suas operações diárias. As autoridades apelam à calma e à responsabilidade, sublinhando a necessidade de manter a ordem pública num momento sensível para a nação.

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