O Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou que o primeiro dia da nova onda de manifestações pós-eleitorais resultou em tragédias significativas, com cinco mortes e três feridos graves, particularmente nas cidades de Maputo e Matola, assim como nas províncias de Zambézia e Nampula.
De acordo com o porta-voz da PRM, Orlando Mudumane, as manifestações foram marcadas por confrontos que perturbaram a ordem pública e a livre circulação de pessoas e bens.
As vias principais das cidades foram bloqueadas, impedindo a circulação de viaturas e gerando um clima de tensão e insegurança.
Mudumane revelou que as vítimas mortais estavam armadas com objetos contundentes, incluindo facas, catanas e pedras. “Hoje, mais uma vez, o país foi palco de manifestações violentas que perturbam a ordem e segurança públicas”, afirmou o porta-voz.
Estas manifestações foram convocadas por um cidadão identificado como Venâncio Mondlane e, segundo a polícia, o conteúdo das mensagens difundidas nas redes sociais sugere uma intenção de provocar caos e desordem.
O porta-voz da PRM sublinhou que, em conformidade com a lei, ninguém deve ser forçado a participar ou a abster-se de participar em manifestações.
No entanto, relativamente aos incidentes que resultaram em mortes, Mudumane esclareceu: “Quando um indivíduo invade uma esquadra e tenta apoderar-se de uma arma de fogo, esse não é um manifestante, mas sim um criminoso.”
Além das fatalidades, a polícia detalhou que foram registados bloqueios de vias públicas com barricadas constituídas por diversos objetos, incluindo viaturas.
O objetivo era restringir a circulação e provocar confusão, com relatos de extorsão de valores monetários e vandalização de infraestruturas públicas e privadas.
















