Uma tragédia abalou a região das Astúrias, em Espanha quando uma explosão na mina de Cerredo resultou na morte de pelo menos cinco trabalhadores e deixou quatro feridos. O incidente ocorreu por volta das 09:30 (hora local) no município de Degaña.
Segundo informações avançadas pelo jornal espanhol El Mundo, os feridos foram rapidamente assistidos, sendo que dois deles foram transportados para o hospital com queimaduras graves. Outros dois trabalhadores saíram ilesos do acidente.
O porta-voz do Governo das Astúrias, Guillermo Peláez, informou que os operários realizavam actividades sob uma licença de exploração mineira, que visava avaliar a possível utilização de minério para a produção de grafite. A explosão terá sido provocada por uma máquina utilizada no processo, resultando em queimaduras e traumatismos nos trabalhadores presentes.
O Presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, expressou as suas condolências às famílias das vítimas, enviando um “abraço sentido”. Numa publicação nas redes sociais, também fez questão de agradecer aos serviços de emergência pelo seu trabalho na resposta a esta tragédia.
O balanço de vítimas do devastador sismo que abalou Mianmar na passada sexta-feira continua a aumentar, com a Junta Militar a anunciar, que o número de mortos subiu para 2.056 e mais de 3.900 pessoas ficaram feridas. O tremor de terra, com magnitude de 7.7, teve também repercussões na Tailândia.
Durante uma conferência de imprensa, um porta-voz das forças militares revelou que, infelizmente, 270 pessoas permanecem desaparecidas três dias após o desastre. Este sismo, que afectou principalmente a região de Mandalay, tem gerado preocupações crescentes sobre a magnitude da tragédia.
Entre as vítimas confirmadas, encontram-se dois cidadãos franceses que visitavam o país no momento do tremor, conforme anunciara o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Paris. A situação tem levado a um esforço contínuo das equipas de socorro, que enfrentam desafios significativos na busca por sobreviventes sob os escombros de prédios colapsados.
Os números de mortos têm aumentado à medida que mais corpos são recuperados das ruínas, e as autoridades locais continuam a trabalhar incansavelmente para prestar assistência às vítimas e ajudar na recuperação das áreas afectadas.
A construção da nova fábrica de produção de gás de cozinha da petroquímica sul-africana Sasol, localizada em Temane, no distrito de Inhassoro, está agendada para ser concluída até Setembro deste ano, após uma série de adiamentos atribuídos a diversas circunstâncias.
Em declarações prestadas na passada sexta-feira em Maputo, Mateus Mosse, director das relações corporativas da Sasol, assegurou que a obra, que iniciou em 2022, está actualmente 80 por cento finalizada e que o empreendimento começará a operar ainda este ano. “A conclusão da fábrica sofreu atrasos. O arranque das operações estava previsto para o último trimestre de 2022, mas fomos forçados a suspender as obras devido às manifestações pós-eleitorais que se iniciaram em Outubro de 2024”, explicou Mosse durante um briefing com a imprensa.
Com o início das operações previsto para entre Novembro e Dezembro, a nova infraestrutura permitirá a produção anual de 30 mil toneladas de gás de cozinha, o que deverá satisfazer 70 por cento das necessidades do mercado nacional, trazendo, assim, alívio aos consumidores de todo o país.
Além de fornecer gás doméstico, os recursos gerados pela produção serão utilizados para produzir petróleo leve e abastecer a Central Térmica de Temane com gás natural, com uma capacidade esperada de geração de 450 megawatts.
Este projecto é fruto de um acordo de partilha de produção que estabelece a construção de uma infraestrutura para a produção de gás de cozinha e de 23 milhões de gigajoules por ano para alimentar a Central Térmica de Temane.
A realização da obra envolve a colaboração de várias empresas, incluindo algumas de origem nacional. Estima-se que foram investidos 600 milhões de dólares norte-americanos no projecto, dos quais 72 milhões foram especificamente alocados a empresas moçambicanas. A inauguração da fábrica estava inicialmente agendada para o segundo semestre do ano passado.
O príncipe Harry, filho mais novo do rei Charles III, encontra-se no meio de uma controvérsia crescente relacionada à sua ligação com a organização de caridade Sentebale, que cofundou em 2006.
O príncipe anunciou a sua saída do cargo de padrinho da ONG, em meio a um conflito interno que se intensificou recentemente.
A decisão de Harry de se afastar da Sentebale surge após tensões com a presidente do conselho, Sophie Chandauka, que assumiu o cargo em 2023. Tanto Harry quanto Chandauka estão a enfrentar acusações graves, com a presidente a insinuar que o príncipe tentou afastá-la através de “intimidação e assédio” ao longo dos últimos meses. Chandauka afirmou ter “provas” das suas alegações em declarações à Sky News.
A BBC reportou que membros do conselho da Sentebale já antecipavam o que consideram uma “estratégia de autopromoção” por parte de Chandauka, que também enfrenta críticas relacionadas à sua gestão. A situação exacerbou-se com o envolvimento da Justiça, que analisará as queixas apresentadas por diversos membros do conselho.
Em declarações adicionais, Chandauka denunciou a existência de uma cultura de “silêncio” dentro da organização, onde os colaboradores evitam criticar Harry ou discutir questões sensíveis, incluindo a perda de doadores significativos após a sua saída do Reino Unido.
Um dos pontos de contenda ocorreu durante um evento beneficente da Sentebale, onde Harry levou uma equipa de filmagem da Netflix, levantando a polémica sobre o uso de eventos da ONG para fins pessoais. As imagens do evento mostraram uma interacção tensa entre Chandauka e Meghan Markle, levantando mais questões sobre a dinâmica interna da organização.
Kelello Lerotholi, ex-membro do conselho, negou que Harry tenha solicitado qualquer declaração em apoio a Meghan, afirmando que tal assunto nunca foi discutido nas reuniões que participou. Lynda Chalker, que esteve no conselho da ONG durante quase 20 anos, qualificou o estilo de liderança de Chandauka como “autoritário”.
A Sentebale, que apoia crianças e jovens órfãos devido à epidemia de HIV no Lesoto e em Botsuana, foi criada por Harry em homenagem à sua mãe, a princesa Diana. Em resposta às recentes controvérsias, Chandauka garantiu que a organização “sobreviverá ao escândalo”, creditando a sua continuidade ao trabalho dedicado da equipa em África.
Um foguete da startup alemã Isar Aerospace sofreu um acidente dramático menos de 20 segundos após a sua decolagem. O incidente ocorreu na base espacial de Andoya, na Noruega, uma instalação situada no Ártico.
O foguete, denominado Spectrum, fez a sua estreia como o primeiro lançamento orbital a partir da Europa continental, tendo conseguido uma decolagem bem-sucedida às 7h30, horário de Brasília. Durante os primeiros momentos do voo, todos os motores foram activados correctamente, mas a missão rapidamente se deteriorou. O Spectrum perdeu altitude de forma alarmante e explodiu ao tocar o solo, um momento que foi transmitido ao vivo através da plataforma YouTube, impressionando espectadores em todo o mundo.
O lançamento do Spectrum faz parte da estratégia da Isar Aerospace para competir no sector aeroespacial global, especialmente contra gigantes como a SpaceX, liderada por Elon Musk. A base de Andoya foi criada com o intuito de diminuir a dependência europeia de Musk e, apesar da explosão, a estrutura oferece prioridade à Isar em suas operações de lançamento.
Apesar do resultado trágico, Daniel Metzler, CEO da Isar Aerospace, classificou o evento como um “grande sucesso”. Em uma colectiva de imprensa, Metzler afirmou: “O nosso primeiro voo de teste atendeu a todas as nossas expectativas. Tivemos uma decolagem perfeita, voámos por 30 segundos e conseguimos validar o nosso sistema de interrupção de voo.”
A construção do novo aterro sanitário na Katembe, com um investimento estimado em cerca de 30 milhões de dólares, equivalente a 1,9 mil milhões de meticais, está a gerenciar uma expectativa crescente na cidade de Maputo.
Contudo, o início das obras permanece indefinido, uma vez que o projecto ainda aguarda a obtenção da licença ambiental e a conclusão do processo de reassentamento das famílias que habitam a área.
O aterro sanitário da Katembe é projectado para ser o novo destino de grandes quantidades de resíduos, especialmente após o encerramento da lixeira de Hulene.
Este novo espaço, que se estenderá por 60 hectares, foi cuidadosamente localizado a uma distância das zonas residenciais, visando minimizar os impactos ambientais e sociais.
Para garantir o acesso ao aterro, está também prevista a construção de uma estrada de 9 km, que facilitará a logística necessária para o transporte de resíduos. O gestor de resíduos sólidos do Projecto de Transformação de Maputo Urbana assegura que, uma vez concluído, o aterro terá uma capacidade que permitirá seu funcionamento por cerca de 30 anos, antes que se esgote o espaço disponível.
A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) anunciou a suspensão do início de uma greve-geral que estava agendada, optando por abrir espaço para o diálogo com o Governo.
A decisão foi comunicada pelo presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, que informou que o Executivo solicitou uma reunião com a classe para a próxima quinta-feira, 3 de Abril de 2025.
Muchave esclareceu que a suspensão da greve visa precisamente criar um ambiente propício para o diálogo, uma vez que o Governo expressou a vontade de discutir as preocupações dos profissionais de saúde. “A desvinculação da greve tem como objectivo dar espaço ao diálogo, uma vez que o Governo nos endereçou um convite. Os profissionais de saúde primam pela comunicação como uma solução viável e uma promoção de entendimento entre o povo moçambicano e as associações”, explicou.
O presidente da APSUSM salientou que a decisão de adiar a greve foi tomada para evitar um impasse enquanto o diálogo com o Governo ocorre, permitindo que este apresente propostas para a resolução das inquietações levantadas pela classe.
Muchave também relatou situações críticas enfrentadas pelos profissionais de saúde, incluindo a falta de salários, mesmo para aqueles que recebem o ordenado mínimo, e a falta de alimentação e assistência medicamentosa adequada para os pacientes nas unidades de saúde. “Nós queremos que o Governo nos diga até quando vamos organizar o problema da alimentação nas unidades sanitárias e a falta de medicamentos”, referiu.
A expectativa agora recai sobre o encontro agendado, onde se espera que o Governo apresente soluções concretas para as preocupações dos profissionais de saúde, que desempenham um papel crucial na manutenção da saúde da população moçambicana.
As operações de resgate continuam em ritmo acelerado na capital tailandesa, Banguecoque, 72 horas após o colapso de um edifício em construção, um desastre que ocorreu durante a evacuação do local devido a um sismo na passada sexta-feira.
Até ao momento, conforme os dados oficiais mais recentes, 78 trabalhadores da construção civil permanecem desaparecidos sob os escombros. O governador de Banguecoque, Chadchart Sittipunt, visitou o local do incidente para acompanhar de perto os esforços das equipas de busca e salvamento.
Durante a sua visita, Sittipunt revelou que foram detectados três ou quatro “sinais vitais”, embora descritos como fracos, através de sensores instalados na área. Esta informação renova a esperança de encontrar sobreviventes, uma vez que as equipas de resgate acreditam que muitos dos desaparecidos possam estar presos nas escadas de emergência do edifício, que desabou inesperadamente.
As operações de salvamento são complexas e desafiadoras, dado o volume de escombros que se acumulou, mas as autoridades locais estão comprometidas em continuar a busca até que todas as possibilidades sejam esgotadas. O desmoronamento, que causou uma onda de consternação na comunidade, coloca em destaque questões de segurança na construção civil, além da necessidade de revisão das práticas de evacuação em situações de emergência.
Até ao momento, não foram reportadas vítimas fatais, mas a situação continua a ser monitorizada de perto, com os moradores e familiares das vítimas aguardando ansiosamente por notícias.
Um homem de 34 anos foi detido na província de Tete, indiciado pela prática de crimes relacionados com fraude através de meios de pagamento electrónicos, bem como por posse, consumo e venda de cannabis sativa.
A detenção ocorreu após uma operação da Polícia da República de Moçambique (PRM) que levantou sérias suspeitas sobre a atividade do acusado.
O porta-voz do Comando da PRM em Tete, Feliciano da Câmara, revelou detalhes da apreensão, informando que o cidadão foi encontrado na posse de uma quantidade substancial de documentos e cartões, incluindo 99 cartões bancários, 53 bilhetes de identidade, 49 cartas de condução, 13 cartões de eleitor e 23 de identificação tributária, além de diversos cheques. Adicionalmente, foram apreendidos também uma significativa quantidade de cannabis sativa.
“Os itens encontrados na posse deste indivíduo levantaram a suspeita de que ele estaria envolvido em práticas criminosas, incluindo fraude e agiotagem, bem como outros delitos de natureza financeira,” afirmou Feliciano da Câmara durante uma conferência de imprensa.
Em resposta às acusações, o suspeito negou qualquer envolvimento nos crimes, justificando que os documentos pertencem a clientes que lhe confiaram como garantia de pagamento por produtos que ele comercializa, designadamente roupa e carne.
Um devastador terremoto, com magnitude de 7,7, abalou a região de Mandalay na passada sexta-feira, resultando na trágica perda de mais de 1,7 mil vidas e deixando mais de 3,4 mil feridos.
O abalo sísmico também se fez sentir na província de Yunnan, na China, onde imagens tocantes começaram a circular nas redes sociais, retractando a coragem e a dedicação de duas enfermeiras que tentaram proteger recém-nascidos em uma maternidade.
As imagens mostram as profissionais de saúde em ação, lutando para segurar os carrinhos que transportam os bebés enquanto o tremor se intensificava. Uma das enfermeiras, em um ato de heroísmo, foi vista no chão, segurando um bebé no colo e tentando estabilizar dois carrinhos ao mesmo tempo.
O epicentro do sismo, que ocorreu próximo de Mandalay, causou a destruição de edifícios e danificou gravemente a infraestrutura da cidade, que alberga cerca de 1,5 milhões de habitantes. As equipas de socorro enfrentam inúmeras dificuldades, uma vez que as estradas estão obstruídas, pontes foram destruídas e as comunicações são escassas, agravadas pela situação de guerra civil que o país atravessa.
A busca por sobreviventes tem sido feita, em grande parte, por moradores locais que, sem o auxílio de maquinário especializado, utilizam apenas as suas mãos e ferramentas rudimentares, como pás, para resgatar aqueles que ainda possam estar presos sob os escombros.
As autoridades locais realizaram uma apreensão significativa de mais de 500 quilogramas de cobre, presumivelmente roubado de postos de transformação da Electricidade de Moçambique (EDM).
A captura ocorreu no posto de fiscalização do rio Save, no distrito de Govuro, e foi divulgada pelo Procurador Provincial de Inhambane, Pompílio Xavier, durante um seminário intitulado “Roubo de energia, fraude e vandalização de infra-estruturas eléctricas: impacto, mitigação e propostas de actuação”.
O evento, que contou com a presença de técnicos da EDM, magistrados judiciais, representantes do Ministério Público, investigadores do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), teve como foco principal a tipificação das irregularidades relacionadas com o furto de corrente eléctrica.
Além disso, foram discutidos métodos para calcular a energia retroactiva em casos de roubo, o que é essencial para determinar o valor das multas, bem como propostas para uma maior celeridade processual e a possibilidade de julgamentos comunitários.
Segundo o Procurador Xavier, a apreensão do material eléctrico foi realizada após a interceptação de uma viatura de transporte público que fazia o trajecto entre Beira e Maputo. Durante a revista, as autoridades encontraram 16 sacos de cobre processado, o que levantou suspeitas sobre a origem do material. A Polícia está a desenvolver investigações para determinar se o cobre foi realmente obtido através da vandalização das infraestruturas da EDM.
Fenias Dimande, director da área Operacional da EDM em Inhambane, revelou que no ano passado a empresa sofreu um prejuízo superior a quatro milhões de meticais devido à necessidade de repor infraestruturas eléctricas vandalizadas. Este montante, segundo Dimande, poderia ter sido utilizado na expansão da rede eléctrica para os bairros, bem como na melhoria da qualidade do fornecimento.
O distrito de Mogovolas, na província de Nampula, está a enfrentar um grave surto de cólera, que já resultou na morte de 45 pessoas desde o seu início em 2024. Segundo informações da Rádio Moçambique (RM), cerca de 2 mil casos da doença foram registados até ao momento.
Dos óbitos reportados, 38 ocorreram nas comunidades locais, enquanto sete vítimas faleceram no Centro de Tratamento de Cólera. A situação foi divulgada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma conferência de imprensa realizada no passado sábado, após uma visita de trabalho de três dias à província.
Em sua declaração, Chapo destacou a natureza altamente contagiosa da cólera, comparando-a à covid-19. “A cólera é uma doença extremamente infecciosa que se espalha rapidamente. Não faz sentido que as populações continuem nas comunidades. Todo aquele que sentir sintomas de diarreia ou outros sinais de cólera deve dirigir-se imediatamente ao Centro de Tratamento de Cólera”, apelou o chefe de Estado.
Além da preocupação com a saúde pública, o Presidente manifestou a sua inquietação face à onda de desinformação que tem circulado nas comunidades. Esta desinformação, segundo Chapo, tem gerado situações de violência, com algumas pessoas alegando que o sector da saúde é responsável pela propagação da cólera.
Um trágico acidente resultou na morte de pelo menos dois trabalhadores moçambicanos, com idades de 27 e 29 anos, após a queda de um muro de um edifício em Phoenix, localizado a nordeste da cidade de Durban.
Fontes próximas ao ocorrido revelaram que o incidente aconteceu enquanto os trabalhadores realizavam escavações numa vala, com o intuito de redireccionar o sistema de drenagem da construção. A queda do muro surpreendeu os operários, resultando numa tragédia que abalou a comunidade local.
Equipes de emergência foram rapidamente mobilizadas para o local, onde procederam à retirada dos corpos e ao início de investigações para apurar as causas do desabamento. A segurança no sector da construção tem sido uma preocupação constante na região, especialmente em obras de grande envergadura.
O consulado de Moçambique em Durban informou que está em estreito contacto com as autoridades locais, com o objectivo de identificar os dois trabalhadores falecidos. O Cônsul de Moçambique em Durban, Isac Matola, sublinhou a importância de reunir todas as informações pertinentes que possam orientar a assistência consular às famílias das vítimas.
Este lamentável incidente recorda um acontecimento semelhante que ocorreu em Maio do ano passado, quando um edifício de cinco andares colapsou na cidade costeira de George, no Cabo Ocidental, resultando na morte de cerca de setenta pessoas, incluindo vários trabalhadores moçambicanos.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director de Programa EmpowerED. Saiba mais.
O clima de tensão na capital do Nepal, Katmandu, agravou-se nas últimas horas, com relatos de confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança.
As autoridades confirmaram que o corpo de um fotojornalista foi encontrado dentro de um edifício incendiado pelos manifestantes, e um manifestante perdeu a vida após ser baleado pelas forças de segurança.
Em declarações à agência espanhola EFE, o porta-voz da polícia nepalesa, o inspector-geral adjunto Dinesh Kumar Acharya, revelou que 45 pessoas ficaram feridas durante os confrontos, e a extensão dos danos materiais causados ainda está a ser avaliada. O Governo nepalês, em resposta à escalada da violência, impôs um recolher obrigatório em várias áreas da capital, a partir das 16:25, que se prolongará até às 22:00 locais em cinco zonas críticas.
Acharya informou que as forças militares foram mobilizadas para as áreas de combate, onde os manifestantes atearam incêndios em zonas residenciais, mesmo durante a noite. A situação levou à suspensão dos voos domésticos no Aeroporto Internacional Tribhuvan, devido a incêndios em edifícios nas proximidades.
As manifestações, que contaram com a participação de cerca de 12.000 pessoas, foram organizadas por Durga Prasai, um proeminente defensor da restauração da monarquia no Nepal. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os manifestantes a roubar armas da polícia, a atacar agentes da lei e a incendiar casas, veículos, lojas e propriedade do Governo.
Historicamente, Katmandu tem sido palco de protestos semelhantes que apelam pela restauração da monarquia e pela declaração do Nepal como um Estado hindu. Em Novembro de 2023, dezenas de milhares de pessoas juntaram-se à maior manifestação pró-monarquia em anos, resultando em quase uma dúzia de feridos.
A monarquia nepalense foi abolida em 28 de Maio de 2008, após uma votação na Assembleia Constituinte, dois anos após o fim da guerra civil que estabeleceu a actual República Democrática Federal, pondo fim a 240 anos de monarquia. Desde então, os apelos à restauração da monarquia têm ressurgido, especialmente após o antigo monarca Gyanendra Shah ter retornado ao Nepal após uma campanha de dois meses no oeste do país.
Gyanendra Shah, que se viu forçado a abandonar o seu regime autoritário em 2006 após grandes protestos de rua, não comentou os recentes apelos à restauração da monarquia. A guerra civil no Nepal, conhecida como “Guerra Popular” pelos vencedores do conflito, durou uma década (1996-2006) e resultou na morte de mais de 17.000 pessoas e no desaparecimento de pelo menos 1.300.
Um forte sismo de magnitude 7,7 que atingiu o centro do país, resultou na morte de mais de 1.000 pessoas, segundo o último relatório divulgado pela Junta Militar no poder, que revisou em alta o balanço das vítimas.
As autoridades locais reportaram 1.002 mortos e 2.376 feridos, um cenário devastador que levou à emissão de um apelo à ajuda da comunidade internacional, um pedido considerado excepcional dada a gravidade da situação e ao isolamento político do regime.
Uma equipa de 37 socorristas chineses chegou a Myanmar na manhã de hoje, conforme avançou a agência noticiosa oficial Xinhua. O grupo, oriundo da província de Yunnan, que faz fronteira com a Birmânia, transporta equipamento de emergência, incluindo detectores de vida, sistemas de alerta precoce de terramotos e drones, com a expectativa de auxiliar nas operações de socorro e cuidados médicos.
Simultaneamente, dezasseis membros da organização humanitária não-governamental Blue Sky Rescue (BSR) partiram para a Birmânia com kits de primeiros socorros, geradores de energia e ferramentas de demolição, a partir da cidade de Ruili, na mesma província chinesa.
Em resposta à catástrofe, a União Europeia anunciou uma ajuda de 2,5 milhões de euros e activou um programa de observação por satélite para apoiar as operações de socorro às vítimas do terramoto. Várias organizações internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas, a Organização Mundial de Saúde, Médicos Sem Fronteiras e os Estados Unidos, também manifestaram a sua disponibilidade para prestar assistência.
O sismo ocorreu às 12h50 (06h20 em Lisboa) a uma profundidade de 10 quilómetros, com o epicentro localizado a cerca de 17 km da cidade de Mandalay, a segunda maior do país, que conta com uma população de 1,2 milhões de habitantes e se encontra a 270 km ao norte da capital, Naypyidaw.
Além dos estragos em Myanmar, na capital tailandesa, Banguecoque, situada a cerca de mil quilómetros de distância, foram registados 10 mortos e 100 desaparecidos devido ao tremor. O fenómeno sísmico também foi sentido em várias cidades do sul da província chinesa de Yunnan, embora os danos até agora sejam considerados pouco significativos.
A Primeira-Ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levi, inaugurou, na quinta-feira, o maior centro de dados do país, localizado na província de Maputo.
Este empreendimento, propriedade da Vodacom Moçambique, é o 17.º centro de dados a ser estabelecido a nível nacional, marcando um passo significativo no desenvolvimento da infraestrutura digital do país.
Durante a cerimónia de inauguração, Maria Benvinda Levi sublinhou a importância dos centros de dados, que permitem a centralização e armazenamento seguro de grandes volumes de informação. “Essas instalações são fundamentais para o progresso tecnológico do nosso país, garantindo que os dados sejam geridos de forma eficiente e segura”, afirmou a Primeira-Ministra.
Lucas Chachine, Presidente do Conselho de Administração da Vodacom, também se pronunciou sobre a relevância do novo centro, destacando que este investimento contribuirá para uma economia mais digital e sustentável. “Este espaço não apenas acolhe dados, mas também representa um compromisso com a inovação e a transformação digital que o nosso país necessita para crescer”, disse Chachine.
As cidades de Maputo e Matola estão a implementar estratégias para mitigar os riscos de inundações urbanas, problema que anualmente desalojam milhares de cidadãos.
Com este objectivo, está em curso a elaboração de um plano-director integrado, resultado de uma parceria entre os Serviços de Representação do Estado na Cidade de Maputo, o Município da Matola e a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA).
O plano visa minimizar os riscos de desastres naturais por meio de estudos técnicos, capacitação de especialistas e a adopção de medidas estruturais. Na reunião do 1.º Comité Conjunto do Projecto, o secretário de Estado na Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, explicou que a iniciativa será implementada em três fases distintas.
“O plano prevê a formulação do documento estratégico, a realização de estudos de viabilidade em áreas críticas e um intercâmbio técnico no Japão para a troca de experiências sobre a prevenção de inundações”, afirmou Joaquim. Segundo o responsável, as acções contemplarão tanto a mitigação dos problemas existentes quanto a prevenção de futuras ocorrências nas próximas três décadas.
Durante o encontro, foram expressas preocupações sobre a gestão de resíduos sólidos nas valas de drenagem, além da necessidade de incluir técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) no grupo de trabalho e a importância de recuperar o tempo perdido na fase inicial do projecto. Joaquim garantiu que “estas questões serão incorporadas no plano do projecto, e a execução seguirá um modelo técnico reconhecido, assegurando a adopção de medidas eficazes para minimizar os impactos das inundações”.
O representante da JICA, Okuta Ishizuka, reforçou que a iniciativa faz parte da cooperação técnica entre Moçambique e Japão, visando fortalecer a capacidade institucional do país para enfrentar os efeitos das alterações climáticas. “Nos próximos três anos, o projecto irá identificar e avaliar os riscos de inundações, realizar estudos de viabilidade e propor medidas concretas, combinando a experiência japonesa com a realidade moçambicana”, comentou Ishizuka.
O projecto também prevê a construção de sistemas de escoamento de águas pluviais, o reassentamento de famílias em áreas de risco e a limpeza das valas de drenagem para garantir uma maior eficiência no escoamento das águas.
Borges da Silva, Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Águas e Saneamento da Cidade de Maputo, destacou a urgência em priorizar as infraestruturas de drenagem. “O investimento deve estar centrado na construção de sistemas eficientes de escoamento das águas pluviais, para aliviar o sofrimento de centenas de munícipes que enfrentam cheias recorrentes”, concluiu.
Uma cidadã moçambicana, Joissa Catarina Zunguze, foi condenada a cinco anos e quarenta dias de prisão pelo Tribunal da cidade sul-africana de Westonaria, na província de Gauteng, após ser encontrada na posse de 19 certidões de nascimento falsas.
Zunguze declarou-se culpada dos crimes de fraude, posse de documentos falsos e violação da lei de imigração.
De acordo com uma publicação da Rádio Moçambique, a detenção de Zunguze ocorreu em setembro do ano passado, durante uma operação de inteligência realizada pela polícia de Westonaria, em colaboração com o Ministério sul-africano do Interior. A operação visava combater a falsificação de documentos e outras atividades ilegais relacionadas à imigração.
Após o cumprimento da pena de prisão, Joissa Zunguze será deportada para Moçambique, onde deverá enfrentar as consequências legais das suas ações. Este caso ressalta os desafios enfrentados por muitos cidadãos moçambicanos no exterior, especialmente em relação à imigração e à legalidade dos documentos.
O executivo moçambicano anunciou a construção de valas de drenagem em bairros críticos da Cidade de Maputo, com o objectivo de aliviar o sofrimento da população afectada pelas inundações.
A garantia foi dada na última quinta-feira pelo secretário de Estado na Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, durante a realização do primeiro comité de coordenação conjunta sobre o projecto para a formulação do Plano Director Integrado de Redução do Risco de Desastres por Inundações nas cidades de Maputo e Matola.
Vicente Joaquim esclareceu que as valas de drenagem serão implementadas em bairros que ainda não foram identificados, e que a escolha das áreas a serem intervencionadas será feita com base na situação específica das zonas afectadas. Esta medida surge como uma resposta a um problema recorrente que tem causado sérios transtornos à população local, especialmente em épocas de chuvas intensas.
Além disso, o secretário de Estado revelou que o Conselho dos Serviços de Representação do Estado na Cidade de Maputo (CSRECM) e a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) estão a colaborar para fortalecer a capacidade de prevenção de desastres naturais na zona metropolitana de Maputo.
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