Milhares de cidadãos húngaros manifestaram-se nas ruas de Budapeste em resposta à aprovação de uma nova lei anti-LGBTQ+ na terça-feira.
A legislação controversa proíbe a realização de paradas do Orgulho LGBTQ+ e autoriza as autoridades a utilizarem softwares de reconhecimento facial para identificar os participantes de tais eventos.
A medida, que se insere numa campanha de repressão à comunidade LGBTQ+ promovida pelo partido nacionalista-populista Fidesz, liderado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, tem gerado críticas não apenas a nível nacional, mas também internacional. Orbán, um aliado dos líderes de países como a Rússia e os Estados Unidos, tem sido acusado de adoptar políticas semelhantes às restrições impostas a minorias sexuais na Rússia.
A nova lei foi aprovada no Parlamento com uma votação de 136 votos a favor e 27 contra, num procedimento acelerado que se deu após a sua apresentação na segunda-feira. O apoio da legislação por parte do partido de Orbán e dos democratas cristãos, seu parceiro minoritário de coligação, reflete uma crescente intolerância em relação à diversidade sexual no país.
No interior do Parlamento, legisladores da oposição também se manifestaram contra a nova lei, realizando um protesto que incluiu a utilização de bombas de fumaça coloridas, numa demonstração de apoio à comunidade LGBTQ+ e ao direito à liberdade de expressão.
A 6ª Secção Criminal do Tribunal Judicial da Província de Maputo irá proferir a sentença relativa a um caso de grande repercussão que envolve três arguidos acusados de diversos crimes graves.
Os arguidos enfrentam acusações de rapto, associação criminosa, posse de armas proibidas, uso de documento de identificação alheio, exercício ilícito de funções públicas e falsificação de documento.
O julgamento dos arguidos ocorreu no passado dia 9 de Fevereiro, e o desfecho deste caso tem gerado uma expectativa significativa na comunidade local e entre os órgãos de comunicação social. A decisão do tribunal poderá ter implicações relevantes na luta contra a criminalidade na região, especialmente em questões ligadas ao rapto e à utilização indevida de documentos oficiais.
Espera-se que a audiência de hoje reúna um número considerável de pessoas interessadas em acompanhar os desenvolvimentos deste caso, que tem sido amplamente discutido nos últimos meses.
As autoridades judiciais sublinham a importância de um julgamento justo e transparente, reafirmando o compromisso do sistema judicial em promover a justiça e a segurança pública.
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O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou que a Faixa de Gaza continuará a ser alvo de ataques, após uma recente ofensiva que resultou na morte de mais de 400 palestinos em apenas um dia.
A declaração foi feita na terça-feira, em meio a um clima de tensão crescente nas negociações de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
O governo israelita não honrou os acordos previamente estabelecidos, exigindo agora uma extensão da primeira fase do cessar-fogo, bem como a libertação de todos os reféns que permanecem em Gaza. Estima-se que cerca de 59 pessoas, entre elas reféns e mortos, ainda estejam sob a custódia do grupo extremista.
Durante o seu discurso, Netanyahu responsabilizou o Hamas pela eclosão do conflito e acusou o grupo de recusar a oferta de prorrogação do cessar-fogo, assim como a libertação dos reféns israelenses. Em uma firme declaração, o líder israelita assegurou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) continuarão a sua luta.
“Quero assegurar a todos os nossos amigos ao redor do mundo: Israel lutará e Israel vencerá. Traremos nosso povo de volta para casa e destruiremos o Hamas”, afirmou Netanyahu. Ele acrescentou que o governo não desistirá até alcançar os objectivos essenciais e proporcionar ao país um futuro de paz e prosperidade.
A recente operação militar em Gaza, que resultou na morte de 413 pessoas, incluindo crianças, ocorreu em meio a um impasse nas negociações sobre a continuidade do cessar-fogo. O Hamas informou que entre as vítimas dos bombardeios estão seis funcionários do governo que lidera o enclave.
O plano inicial de negociação, dividido em três fases, previa o início das discussões para a segunda etapa a partir de 1 de Março, data em que a primeira fase do cessar-fogo expirou. Embora o Hamas desejasse avançar nas negociações para a retirada das tropas israelitas e a libertação dos reféns vivos, o governo de Netanyahu optou por estender a primeira fase do plano, exigindo a libertação dos cativos sem qualquer compromisso de retirar suas forças do território palestino.
Os astronautas da NASA, Barry “Butch” Wilmore e Suni Williams, bem como o astronauta Nick Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov, realizaram um pouso seguro na Terra, encerrando uma das missões mais desafiadoras e prolongadas da história recente.
A cápsula Crew Dragon, da SpaceX, aterrissou no Golfo do México às 18h58 (horário de Brasília), após nove meses em órbita na Estação Espacial Internacional (ISS).
A missão, que tinha inicialmente uma duração prevista de apenas oito dias, foi prolongada devido a complicações técnicas com a cápsula Starliner, da Boeing. Durante o seu tempo na ISS, Wilmore e Williams foram fundamentais na manutenção da estação e na execução de experimentos científicos essenciais para o desenvolvimento de futuras missões espaciais.
O emocionante retorno dos astronautas foi transmitido ao vivo pela NASA, proporcionando ao público uma visão da cápsula a reentrar na atmosfera terrestre e do subsequente resgate bem-sucedido pela equipa de apoio.
Após a aterragem, os astronautas serão submetidos a exames médicos e a um período de readaptação à gravidade terrestre. Durante os nove meses em microgravidade, o corpo humano pode sofrer diversas transformações, incluindo alterações no DNA dos tripulantes. A gravidade zero provoca uma redistribuição dos fluidos corporais, resultando em pernas visivelmente mais finas e rostos inchados, popularmente referidos como “pernas de galinha”.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a decisão de retirar “imediatamente” a protecção dos Serviços Secretos aos filhos adultos do seu antecessor, Joe Biden.
Este prolongamento da protecção, que foi implementado por Biden antes de abandonar a Casa Branca em Janeiro, gerou controvérsia e debate público.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump justificou a sua decisão ao referir-se ao elevado número de agentes designados para a protecção de Hunter Biden. O filho do ex-Presidente esteve recentemente na África do Sul, o que, segundo Trump, justifica a redução de recursos para a sua segurança. “Hunter Biden tem protecção dos Serviços Secretos há muito tempo, tudo pago pelos contribuintes dos Estados Unidos. Há mais de 18 pessoas neste destacamento, o que é ridículo!”, afirmou Trump.
O Presidente republicano também comentou sobre a situação na África do Sul, onde Hunter Biden se encontra de férias. “Os direitos humanos das pessoas têm sido fortemente questionados. Por esse motivo, a África do Sul foi retirada da nossa lista de países que recebem assistência económica e financeira”, acrescentou.
Além de Hunter, Trump anunciou que a protecção de Ashley Biden, a filha do ex-Presidente, que conta com 13 agentes dedicados, também será suspensa. A legislação federal estabelece que os ex-Presidentes e os seus cônjuges recebem protecção vitalícia dos Serviços Secretos, enquanto a protecção concedida aos seus familiares directos com mais de 16 anos cessa quando estes deixam o cargo.
Tanto Donald Trump como Joe Biden optaram por prolongar a protecção dos seus filhos por um período adicional de seis meses antes de deixarem a presidência. Recentemente, questionado sobre a possibilidade de revogar a protecção do antigo Presidente durante uma visita ao John F. Kennedy Center em Washington, Trump não descartou essa hipótese.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou o adiamento da audição de Dinis Tivane, porta-voz e assessor de comunicação do principal opositor do regime da Frelimo, Venâncio Mondlane.
Embora Tivane tenha comparecido nas instalações da PGR, o encontro não se realizou conforme previsto.
Inicialmente agendada para a passada sexta-feira, a audiência foi adiada a seu pedido, sendo posteriormente remarcada para hoje. Contudo, a PGR ainda não comunicou uma nova data para a audição de Venâncio Mondlane.
Dinis Tivane deverá prestar declarações no Gabinete Central de Criminalidade Organizada e Transnacional. As razões para o adiamento permanecem desconhecidas, mas fontes próximas ao caso indicam que a decisão foi tomada de forma súbita, aproveitando a oportunidade da ocasião.
Em declarações feitas no programa CIP Cast, Mondlane revelou que, no dia 11 de Março, ao procurar informações sobre o processo de audiência, foi surpreendido com uma intimação direccionada a Tivane. “Olharam para ele e passaram a intimação”, afirmou.
A aldeia de Iba, localizada no posto administrativo de Muaguide, foi alvo de mais um ataque perpetrado por grupos terroristas, resultando na morte de um cidadão e na captura temporária de uma mulher.
Este incidente ocorreu em um momento em que as famílias, predominantemente agricultoras, se preparavam para trabalhar nos seus campos.
De acordo com informações veiculadas pela publicação “Carta de Moçambique”, que cita fontes locais, o ataque iniciou às 8 horas, transformando a área em um verdadeiro cenário de guerra. Um residente de Meluco relatou: “Mataram uma pessoa em Iba e capturaram uma mulher nas machambas de Muaguide. É um cenário de terror em toda a zona.” Embora a mulher tenha sido capturada inicialmente, foi posteriormente libertada.
Além da perda de vidas, o ataque resultou em significativas perdas materiais. Os terroristas incendiaram mais de 50 residências tradicionais e roubaram diversas propriedades, com destaque para os alimentos destinados ao sustento da população local.
O distrito de Meluco, que se encontra a cerca de 8 quilómetros da EN380, no cruzamento entre Quissanga e a Vila de Macomia, tem sido alvo frequente de ataques, exacerbando a insegurança na província de Cabo Delgado.
Uma mulher de 36 anos, Roula Pispirigou, foi condenada a duas penas adicionais de prisão perpétua pelo homicídio das suas filhas Malena e Irida, em um tribunal de Atenas. A decisão surge após a sua condenação anterior, no ano passado, pelo homicídio da sua filha Georgina, de nove anos.
O tribunal concluiu que Pispirigou sufocou Malena, em 2019, e Irida, em 2021, numa série de tentativas desesperadas para evitar que o seu marido, Manos Daskalakis, a abandonasse. A advogada de Daskalakis, Eva Ambazi, afirmou que “o julgamento dissipou quaisquer dúvidas quanto à sua culpabilidade”, reiterando que o tribunal a considerou culpada de assassinar as duas filhas num “estado de espírito calmo”.
Apesar das condenações, Pispirigou mantém-se firme na sua inocência e anunciou a intenção de recorrer da sentença. Em declarações aos três juízes e quatro jurados que a avaliaram, sublinhou que “lutaria até ao fim para fazer justiça” às suas filhas.
O caso ganhou nova dimensão em Março de 2024, quando um tribunal separadamente a considerou culpada pelo homicídio de Georgina. Esta decisão levou a uma reavaliação das mortes de Malena e Irida, que revelou evidências de asfixia, resultando numa nova acusação de homicídio.
A procuradora Vassiliki Dimopoulou, ao apresentar o caso no tribunal, afirmou que Pispirigou cometeu os crimes “para manter o seu casamento”, evidenciando um padrão de comportamento “metodológico e premeditado”. A gravidade deste caso chocou a opinião pública grega, levantando questões sobre a dinâmica familiar e a saúde mental da ré.
Nos últimos meses, a província sul-africana de North West tem sido o cenário de uma intensa operação policial contra a mineração ilegal, resultando na detenção de mais de mil e cem cidadãos moçambicanos.
Este esforço, que se estende desde Agosto do ano passado até à actualidade, é parte de uma abordagem mais ampla que viu a polícia local apreender um total de mais de mil e oitocentos mineiros ilegais, provenientes de diversos países, incluindo Lesotho, Zimbabwe, Malawi, República Democrática do Congo e a própria África do Sul.
A operação centrada na mina de Stilfontein revelou-se trágica, com as autoridades a recuperarem mais de noventa corpos sem vida. Dentre eles, apenas oito foram identificados e devolvidos às suas famílias, reflectindo a grave situação enfrentada pelos trabalhadores clandestinos da indústria mineira.
Para a realização desta operação, a polícia da província de North West revelou ter investido cerca de trinta e três milhões de rands. Esta quantia foi utilizada em esforços destinados à fiscalização e combate à actividade ilegal, que tem aumentado nas últimas décadas, trazendo consigo questões de segurança e saúde pública.
As detenções e a recuperação de corpos sem vida sublinham os perigos inerentes à mineração ilegal, não só para os trabalhadores, mas também para as comunidades circundantes. A situação levanta preocupações sobre as condições de vida e trabalho dos mineiros, muitos dos quais se aventuram em busca de melhores oportunidades económicas, mas acabam a enfrentar riscos mortais e a exploração.
As autoridades migratórias em Moçambique anunciaram a apreensão de seis cidadãos paquistaneses no Aeroporto Internacional de Maputo, decorrente de uma tentativa de entrada ilegal no país.
A operação foi realizada no âmbito do reforço das medidas de controlo nas fronteiras, com o intuito de salvaguardar a segurança territorial.
Felizardo Jamaca, Chefe do Posto do Aeroporto Internacional de Maputo na Direcção Provincial de Migração da cidade de Maputo, revelou que os indivíduos detidos são oriundos de Malawi e não apresentaram documentação que legitimasse a sua estadia em território nacional. Este incidente marca o primeiro caso de apreensão de imigrantes ilegais desde o início do ano.
Na sua declaração, Jamaca sublinhou a importância da colaboração da sociedade civil no combate à imigração irregular, apelando aos cidadãos para denunciarem quaisquer situações de presença ilegal de estrangeiros no país. “É fundamental que todos participem na manutenção da ordem e segurança”, afirmou.
O sul de Espanha enfrenta uma situação dramática devido ao mau tempo que tem assolado as regiões de Andaluzia e Múrcia.
Até ao momento, uma pessoa foi confirmada morta e duas estão desaparecidas, resultando em cortes de estradas, encerramento de escolas e o deslocamento de centenas de residentes.
Segundo os bombeiros, um corpo foi encontrado junto a um curso de água em Constantina, Sevilha. Este é um local onde as equipas de resgate estão à procura de um casal que se encontra desaparecido desde a manhã, após o carro em que seguiam ter sido arrastado pela corrente. O automóvel foi descoberto vazio, reforçando a urgência dos esforços de busca na zona.
Além deste trágico incidente, um homem está desaparecido desde a tarde de segunda-feira em Añora, Córdoba, após ter saído de bicicleta sem jamais ter regressado a casa. As autoridades locais estão a intensificar as buscas para localizar este indivíduo.
As intensas chuvas, associadas à depressão Laurence, têm causado o transbordo de vários cursos de água. Como resultado, as aulas foram suspensas em diversas escolas de Málaga e mais de 30 estradas permanecem cortadas, incluindo um troço de 32 quilómetros da auto-estrada que liga Sevilha a Cádiz.
O governo regional da Andaluzia reporta que cerca de 370 habitações foram desalojadas em Málaga devido às inundações. A situação também é grave nas áreas de Huelva e Córdoba, onde se registam cortes nas linhas de comboio. Os bombeiros e outras autoridades têm estado activos no resgate de várias pessoas que foram arrastadas ou ficaram presas dentro dos seus veículos.
Em Múrcia, os serviços de protecção civil confirmaram o resgate de nove pessoas que estavam encurraladas em automóveis devido às águas das chuvas.
O mau tempo não se limita apenas a Andaluzia e Múrcia, uma vez que outras sete regiões de Espanha estão sob aviso meteorológico, incluindo Castela e Leão, Castela La Mancha, Catalunha, Madrid, Navarra, País Basco e Comunidade Valenciana.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) anunciou a detenção de sete indivíduos, incluindo dois agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), um motorista e um mecânico, acusados de envolvimento em um caso de rapto e assassinato de um cidadão indiano.
O crime ocorreu no passado dia 3 de Março, no distrito de Chókwè, e culminou na morte da vítima, cuja identificação não foi divulgada.
Segundo o porta-voz do SERNIC em Gaza, Zaqueu Mucambe, a vítima foi raptada e o seu corpo encontrado dias depois, no posto administrativo de Chivonguene, no distrito de Guijá. As investigações sugerem que o homicídio foi motivado pela recusa dos familiares da vítima em pagar o resgate exigido, que ascendia a 2 milhões de meticais.
Mucambe revelou que as investigações permitiram identificar a residência utilizada como cativeiro, bem como o local onde o corpo foi abandonado. Durante a operação, foram ainda recuperadas duas armas de fogo, que estão agora sob análise das autoridades.
“A neutralização destes indivíduos resultou de uma colaboração eficaz entre o SERNIC e outras instituições, que possibilitou a identificação de um dos implicados, levando à descoberta dos restantes. Os quatro primeiros detidos encontram-se já em prisão preventiva, com a situação legal ajustada na Penitenciária Provincial de Xai-Xai”, afirmou Mucambe, conforme reportado pelo Jornal Notícias.
Um trágico naufrágio ocorrido a 22,5 quilómetros a leste da ilha italiana de Lampedusa resultou na morte de seis pessoas e no desaparecimento de outras 40.
A informação é avançada pelos meios de comunicação italianos, que dão conta da intervenção das autoridades locais após um alerta emitido pela agência europeia Frontex.
Uma patrulha da Guardia di Finanza rapidamente mobilizou-se para a área do incidente, onde encontrou a embarcação submersa. Apesar das difíceis condições, as equipas de resgate conseguiram salvar 10 migrantes que estavam a bordo da embarcação no momento do naufrágio. Infelizmente, também foram localizados seis corpos.
Os sobreviventes relataram, com angústia, que o número de desaparecidos pode ascender a pelo menos 40, aumentando assim a preocupação com a tragédia que se abateu sobre aqueles que tentam alcançar a Europa em busca de melhores condições de vida.
Israel intensificou a sua operação militar contra a organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Ministério da Defesa israelita, Oren Marmorstein, através da rede social X, onde salientou que a escalada de violência se deve à recusa do Hamas em aceitar propostas para prolongar o cessar-fogo e libertar os reféns israelitas.
O ataque, que já resultou na morte de mais de 400 pessoas, marca o fim do cessar-fogo que vigorou desde 19 de Janeiro. Marmorstein detalhou que o Hamas rejeitou duas propostas concretas de mediação apresentadas pelo enviado presidencial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, enquanto Israel estava disposto a aceitar essas sugestões.
A primeira fase do cessar-fogo, que foi assinado entre Israel e o Hamas, terminou a 2 de Março, sem que houvesse um acordo sobre a implementação da segunda fase, que previa um cessar-fogo definitivo. Israel argumentou a favor de um prolongamento da primeira fase, com a condição de libertações de reféns israelitas em troca de prisioneiros palestinianos, em consonância com as propostas norte-americanas.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel afirmou que os ataques têm como objectivo atingir alvos terroristas do Hamas em toda a Faixa de Gaza, com metas que incluem a libertação de todos os reféns, o desmantelamento das infraestruturas militares e governamentais do Hamas, e a eliminação da ameaça à segurança de Israel e dos seus cidadãos.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, caracterizou o regresso aos bombardeamentos como uma “repressão” ao Hamas, que, segundo ele, não cumpriu com a entrega de 59 pessoas raptadas a 7 de Outubro de 2023, das quais cerca de 30 poderão já estar mortas.
De acordo com fontes do governo da Faixa de Gaza, a maior parte das vítimas dos ataques de Telavive nesta madrugada são mulheres e crianças. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, já havia declarado que o país “retomou os combates” na região até que todos os reféns ainda retidos pelo Hamas sejam libertados, acrescentando que “as portas do inferno vão abrir-se sobre Gaza” caso isso não aconteça.
A selecção nacional de futebol de Moçambique, carinhosamente conhecida como os Mambas, já se encontra na capital egípcia, Cairo, onde se prepara para o crucial jogo de apuramento para o Mundial 2026, agendado para esta sexta-feira, diante da selecção de Uganda.
Os últimos reforços da equipa chegaram na terça-feira: o defesa Edmilson Dove, do Kaizer Chiefs, da África do Sul, e o médio Shaquile, proveniente do Sagrada Esperança, de Angola, completaram o lote de convocados pelo seleccionador nacional, Chiquinho Conde. A chegada destes jogadores é vista como um elemento vital para fortalecer a equipa nos próximos compromissos.
A preparação para a partida contra Uganda iniciou numa verdadeira corrida contra o tempo, com os jogadores a entrarem em campo logo na terça-feira. O foco dos Mambas é não apenas a prática desportiva, mas também a consolidação de uma estratégia eficaz que os conduza à vitória.
Chiquinho Conde aproveitou a oportunidade para comunicar que a Confederação Africana de Futebol (CAF) nomeou o árbitro gabonês Pierre Ghislain Atcho como o juiz principal para a partida. Os assistentes serão o seu compatriota Boris Marlaise Ditsoga e o camaronês Carine Atezambong Fomo, enquanto o quarto árbitro será Fleury Moukagni.
Durante o ano passado, a província de Tete assistiu à apreensão de aproximadamente 30 mil quilogramas de pescado diverso, resultado de actividades de pesca ilegal.
Este dado alarmante foi apresentado pela Directora Provincial de Agricultura e Pescas, Sorocua Tsamuele, que destacou as implicações da prática para a sustentabilidade dos recursos hídricos da região.
No mesmo período, as autoridades competentes aplicaram um total de 109 multas, das quais 89 se reportam à pesca artesanal e as restantes à pesca semi-industrial. As multas impostas à pesca artesanal ascendem a cerca de três milhões de meticais, dos quais já foram pagos perto de dois milhões, evidenciando um esforço por parte dos infractores em regularizar as suas actividades.
Sorocua Tsamuele apelou à população para a importância da preservação dos recursos pesqueiros, sublinhando que a pesca ilegal não só afecta a economia local, mas também compromete a biodiversidade aquática.
A Direcção Provincial de Agricultura e Pescas continua a trabalhar em parceria com as comunidades para promover práticas de pesca sustentável e assegurar a conservação dos ecossistemas fluviais na província.
Durante uma patrulha nocturna na praia de Mbodiène, situada no centro-oeste do Senegal, a brigada territorial de Joal efectuou a detenção de 59 imigrantes, dos quais 16 eram raparigas.
A informação foi divulgada através de um comunicado na página oficial da força policial na rede social Facebook.
As detenções destacam-se por se juntar a um total de 374 prisões realizadas durante o fim-de-semana, entre os dias 14 e 16 de Março. Os detidos foram identificados como provenientes de diversos países da sub-região, com uma predominância de cidadãos guineenses, gambianos, marfinenses e serra-leoneses.
Além dos imigrantes, as autoridades também detiveram sete indivíduos considerados organizadores da rede, tendo sido apreendidos importantes meios logísticos relacionados com esta actividade.
A cada dia que passa, um número crescente de migrantes, maioritariamente jovens desempregados em busca de melhores condições de vida, tenta arriscar a sua sorte na perigosa rota marítima rumo às ilhas Canárias, partindo da costa ocidental africana.
Em declarações prestadas hoje, duas organizações não-governamentais, Ação pelos Direitos Humanos e a Amizade (ADHA) e o Movimento Internacional do Apostolado dos Meios Sociais Independentes (MIAMSI-SENEGAL), manifestaram a sua “profunda preocupação com o ressurgimento da migração irregular”, considerando que o recente episódio se insere numa “tendência alarmante”. Segundo as ONG, “a migração irregular é, antes de mais, um sintoma de um mal-estar mais profundo”, associado à falta de oportunidades económicas, à insegurança no emprego e à ausência de perspectivas viáveis para os jovens da região.
Dados da agência Frontex revelam que, em 2024, cerca de 47 mil pessoas tentaram alcançar a Europa por mar a partir da costa ocidental de África, um número que estabelece um recorde de chegadas, representando um aumento de 18% em comparação com o ano anterior.
Além disso, a ONG espanhola Caminando Fronteras reportou que mais de 10.400 migrantes perderam a vida ou desapareceram no mar enquanto tentavam chegar a Espanha ao longo deste ano.
A FPB – Future Proof Building, Empresa privada de Engenharia, que actua na área de segurança electrónica e automação predial está a recrutar um (1) Orçamentista. Saiba mais.
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Munícipes de vários bairros da área metropolitana do Grande Maputo manifestaram-se em massa, levando a uma intervenção da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) após a invasão de terrenos no distrito de Matutuíne.
A situação provocou uma onda de revolta entre os moradores, que se reuniram ontem no bairro Malanga para reivindicar acesso livre às terras que alegam ter sido cedidas a eles por uma nativa.
Os protestantes ergueram barricadas em um dos acessos à ponte Maputo/KaTembe, numa tentativa de pressionar as autoridades a reconhecer a ocupação dos terrenos, que consideram de direito. Constância Chambisso, de 58 anos, relatou ter pago 300 meticais para desbravar uma área que lhe foi atribuída em Novembro do ano passado por uma anciã do posto administrativo de KaTembe N’Sime. “As terras não foram invadidas, mas sim cedidas. Por que razão, depois de limparmos as parcelas, nos impedem de entrar? Isto é injusto. Eu vivo em Magoanine e a minha casa está submersa. Preciso de um lugar para reconstruir a minha vida”, expressou a moradora.
Mário Dimande, porta-voz do grupo de manifestantes, informou que mais de mil pessoas se uniram para desbravar as matas de Matutuíne, garantindo que não desistirão de erguer habitações nesses espaços, os quais acreditam não terem dono. “Unimo-nos para limpar os espaços, mas a situação agora é complicada porque não nos impediram antes de começarmos. São nossas terras por direito”, afirmou.
A usurpação de terrenos tem sido uma preocupação crescente para as autoridades da província de Maputo, que se esforçam para encontrar soluções pacíficas para a questão. Nesse sentido, o secretário de Estado em Maputo, Henriques Bongece, reuniu-se com líderes comunitários de KaTembe N’Sime, apelando à população para que abandone as terras ocupadas de forma irregular. “Não podemos permitir que se invadam propriedades que pertencem a pessoas com títulos de direito de uso e aproveitamento. Os invasores não constroem habitações para residir, mas erguem casas precárias para, posteriormente, vender os terrenos. A população deve abster-se de tais práticas”, exortou Bongece.
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