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Terça-feira, Abril 7, 2026
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Incêndio no Paiol de Malhazine

Incêndio no Paiol de Malhazine
O paiol de Malhazine está em chamas desde as primeiras horas do dia. Segundo fomos informados, o fogo está controlado e não há motivos de pânico.

Porém, até a hora em que deixamos o local, ainda era possível ver enormes quantidades de fumaça que se alastravam para casas próximas – a impressão que tivemos é a de que o incêndio está a alastrar-se.
A causa do incêndio seria um pequena fogueira feita por uma camponesa cuja machamba está ao lado do paiol que alastrou-se provocando o incêndio, a nossa surpresa foi ver os bombeiros chegarem ao local a tempo.

Moçambique vai ter fábrica de automóveis

A primeira fábrica de automóveis em Moçambique vai surgir brevemente na Machava, cidade da Matola, estando já a decorrer a fase final da instalação de equipamento para o início da actividade.
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Trata-se de uma iniciativa coordenada a nível central pelos ministérios de Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio, cujos titulares, Venâncio Massingue e Armando Inroga, estão encarregados de dirigir todo o processo de instalação daquela indústria no maior parque industrial do país, no sul de Moçambique.

A futura fábrica dos `Matchedje´, designação dos veículos, que está a ser erguida no parque da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), tem como principal investidor a empresa China Tong Jian Investment, com sede em Xangai, em que a Morgan Foundation da Nova Zelândia é o maior accionista e que centra a sua actividade da promoção das relações China-África.

Ao todo serão investidos 150 milhões de dólares, sendo nesta fase inicial despendidos 15 milhões de dólares para garantir o fabrico de 30 mil carros durante o próximo ano, 5 mil dos quais camiões pesados, 22 mil ligeiros e três mil autocarros.

Arão Nhancale, do Conselho Municipal da Matola, é citado pelo jornal a dizer que os veículos que sairão daquela que será a primeira fábrica de automóveis de Moçambique vão ostentar um nome nacional…

Número de prostitutas aumentou em 120 vezes em Tete

Número de prostitutas aumentou em 120 vezes em Tete
A vida está a mudar em todos os aspectos na província de Tete. Há mais dinheiro a circular, há mais oportunidades de emprego, há mais negócios locais e há mais prostitutas e não só moçambicanas… O Governo moçambicano diz que o movimento das trabalhadoras de sexo aumentou 120 vezes em Moatize na província de Tete. Só faltou fazer disso mais uma bandeira para dizer que o país está a crescer.

“Temos naquela região trabalhadoras de sexo que vem do Zimbabwe, Zambia e de outros países. É um fenómeno que acompanha o “boom” dos recursos que temos em Tete” disse-nos Diogo Milagre, secretário-executivo do Conselho Nacional do Combate ao HIV/SIDA, falando à margem do seminário “Construindo um Mundo Melhor em parceria com a Juventude” realizado a semana passada em Maputo.

De acordo com Diogo Milagre, “as projecções mostram que pode haver cenários de subida de números de infecções na província de Tete em particular e na região centro do país no geral”.

Três ciclos de epidemia

A mesma fonte disse por outro lado que em Moçambique existem três principais ciclos de epidemia do HIV/SIDA que igualmente tem diferentes manifestações.

“Estamos com uma epidemia do norte do país que se assemelha um pouco com o cenário que temos na Tanzania. Este cenário mostra-nos que desde 2003 até a esta altura o comportamento epidemiológico é praticamente controlável, não havendo grandes descidas nem subidas na zona norte do país”.

Em relação à zona centro do país, o gestor do CNCS disse que “esta região tem um comportamento igual ao que tivemos no Zimbabwe, caracterizada por grandes mortes sobretudo nas província de Sofala, Manica e Tete, onde a epidemia ganhou maturidade muito cedo”.

Dados dos últimos dois anos indicam  que nas províncias de Manica e Tete já estavam a registar algum decréscimo, contudo hoje em dia, segundo Diogo Milagre, as projecções indicam que os casos voltam a subir.

Epidemia descontrolada no sul do país

“No caso da zona sul, temos uma situação mais preocupante porque verificamos um cenário igual ao da Swazilândia e de Kwazulo Natal, na África do Sul”.

O executivo alerta que até agora ainda não conseguiu controlar a epidemia do HIV/SIDA no Sul.
“Até agora ainda não conseguimos controlar esta epidemia na zona sul onde continua em crescendo com novos casos da epidemia a ir para frente” afirmou.

Ainda de acordo com Diogo Milagre, em Moçambique a seroprevalência verifica-se mais nas raparigas dos 14 até 29 anos, havendo maior concentração na faixa entre 17 a 24 anos. Relativamente aos rapazes, a concentração é grande na faixa entre 20 anos a 25 anos.

Epidemia marcadamente urbana mais do que rural

Num outro desenvolvimento, Diogo Milagre reconheceu que houve uma perspectiva enganosa nos indicadores que ao longo do tempo foram sendo usados pelas autoridades nas “nossas variadas estatísticas”.
“Devo lembrar que nos anos 2002/2003, a nossa perspectiva era de que a nossa infecção é mais rural do que urbana. Pensávamos que nas zonas urbanas as pessoas tinham mais informação e mais acesso aos serviços de saúde” afirmou a fonte. “Estávamos enganados”, admitiu logo a seguir.

Segundo disse, as estatísticas correctas indicam que os níveis de infecção são de  18% das mulheres no meio urbano contra 10% no meio rural e 13% de homens nas zonas urbanas contra 7% nas zonas rurais. Disse que os dados são do INSIDA.

Ministra da Função Pública nega partidarização do Estado

Ministra da Função Pública nega partidarização do Estado

Nem mesmo com vários estudos de várias organizações nacionais e internacionais, incluindo publicações na imprensa, a mostrarem que a partidarização do Estado está a tomar proporções alarmantes, a ministra da Função Pública, Vitória Diogo prefere fazer ouvidos de mercador e afirmar que tudo não passa de invenção e estranhamente pede provas.

Por várias vezes a imprensa já publicou provas de funcionamento de células do partido Frelimo nas instituições do Estado e reuniões marcadas em plena hora de trabalho. Mais recentemente, em várias partes do País, a muitos funcionários públicos foram descontados valores nos seus salários para custear as despesas da realização do X Congresso da Frelimo que terá lugar entre 23 e 27 de  Setembro, em Pemba.
Filipe Paúnde, SG do partido Frelimo, e mesmo o porta-voz e deputado da Assembleia da República, Edson Macuácua, já por várias vezes afirmaram publicamente que o partido Frelimo pode e deve ter células nas instituições do Estado.

Contudo, em entrevista a agência de portuguesa de notícias, PNN, a ministra da Função Pública diz que a partidarização do Estado não passa de “discursos propositados de pessoas”. Para a ministra é mentira que é preciso ser da Frelimo para ser promovido. Mas em entrevista ao Canal de Moçambique o secretário Geral da Frelimo, Filipe Paúnde, já afirmou que só se pode ocupar cargo de chefia no aparelho do estado se for membro do partido Frelimo.

Na sua tentativa de justificar que o Estado não está partidarizado, a ministra Vitória Diogo afirmou que “Um Estado partidarizado é aquele que a sua estrutura está partidarizada e em termos de procedimentos e normas tem implicitamente as que conduzem a uma definição com base na filiação partidária”. É uma definição que coincide com o funcionamento do Estado moçambicano, segundo vários estudos.

Sobre o funcionamento das células do partido dentro do Estado a ministra inovou a justificação. Se no ano passado foi ao parlamento (a pedido da bancada parlamentar da Renamo) dizer que o Estado não estava partidarizado porque os funcionários públicos cumprem com as suas obrigações dando primazia ao Estado, desta vez Vitória Diogo legitima as células ao dizer que “fala-se das células nas instituições do Estado, que procurem em todo o quadro legal se existe uma norma que diga como é que os partidos políticos se devem comportar dentro do aparelho do Estado”.

Quelimane terá novo complexo educacional

Quelimane terá complexo educacional
A cidade de Quelimane, na Zambézia, poderá ter o maior complexo educacional construído depois da independência nacional. As projecções indicam a construção, a partir do próximo ano, uma escola secundária com capacidade para quinze salas de aula.

Além de quinze salas de aula, o estabelecimento de ensino, de nível secundário, terá em anexo um lar com capacidade de albergar mais de duzentos e cinquenta alunos, edifícios bibliotecários, laboratórios, ginásios, bloco administrativo e campos para o desporto.

O chefe do departamento da direcção pedagógica, na direcção provincial de educação e cultura na Zambézia, disse que no mês passado uma equipa do Ministério da Educação trabalhou em Quelimane para observar o espaço onde serão erguidas as obras.

Armindo Primeiro acrescentou que o sector necessita de nove hectares para erguer aquela que será a nona escola secundária pública na urbe.

O vereador para a Planificação e Desenvolvimento Autárquico no Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, José Lobo, explicou, por seu turno, que o município irá conceder um espaço na zona de Govone para a construção do referido estabelecimento de ensino, por ser o lado de expansão da cidade de Quelimane.

Maria Moreno escreve à Verónica Macamo a pedir imparcialidade na Comissão de Petições

Maria Moreno escreve à Verónica Macamo a pedir imparcialidade na Comissão de Petições

A usurpação do património da família Moreno, na cidade de Cuamba, província de Niassa ainda vai fazer correr muita tinta. Depois de a Comissão de Petições da Assembleia da República ter reagido a uma carta da família, alegando que mais factos devem ser apurados da situação para a comissão parlamentar tomar uma decisão, Maria Moreno, em representação da sua família, voltou à carga, escrevendo a presidente do Parlamento, Verónica Macamo a pedir imparcialidade no trabalho da comissão.

A 9 de Agosto do corrente ano, Maria Moreno, escreveu uma carta a Presidente da Assembleia da República. O Canalmoz teve acesso à cópia da carta da família Moreno que seguiu ao Gabinete de Trabalho da Presidente da AR. “Venho encarecidamente solicitar que a Comissão de Petições paute pela imparcialidade, fazendo uso de informações fidedignas e feitas de boa-fé, para que o peticionário e sua família não engrossem as fileiras dos muitos injustiçados pelo Estado e por governantes que usam artifícios para ocuparem e usufruírem de bens cujos donos reclamam e esperam por Justiça”.

Mais adiante, Maria Moreno diz que “qualquer avaliação relativa ao período que decorreu entre a Independência e a assinatura do AGP, deve levar em conta as práticas totalitárias da época que mescladas com muito cinismo conduziam famílias inteiras para um exílio forçado, como  foi o caso da saída de meus pais, em 1978, após informação de que suas vidas corriam perigo”.

Entretanto refere Maria Moreno que o facto muito curioso, é que “todas as propriedades da família foram ocupadas 48 horas depois da saída de meus pais de Cuamba”.

“Na altura foram mortos os cães que viviam na residência de meus pais e detidos alguns de seus trabalhadores que, sem saberem de nada, foram torturados durante dias a fio” – lê-se na missiva da família Moreno, rubricada por Maria Moreno em representação da família.

Para além dos três imóveis que actualmente estão sendo ocupados pelo partido Frelimo em Cuamba, que os vem dando por arrendamento em que a receita reverte para o partido e não ao Estado, a família Moreno, diz que perdeu, sob usurpação, muito património na província de Niassa quando os pais se viram obrigados zarpar do país por alegada falta de segurança de pessoas e bens.

Acidente mata e fere em Chibabava

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Quatro pessoas morreram e uma contraiu ferimentos graves na sequência de dois aparatosos acidentes ocorridos logo depois das 22.00 horas da última sexta-feira, ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), que liga o país do Rovuma ao Maputo, concretamente na zona de Gwencher, no posto administrativo de Goonda, em Chibabava, na província de Sofala.

Os corpos das vítimas foram depositados na casa mortuária do Hospital Rural de Muxúnguè cuja unidade sanitária também assiste o indivíduo ferido neste acidente. Artur Luís, chefe da brigada da Polícia de Transito, na zona, disse que o sinistro foi causado, sobretudo, por uma ultrapassagem irregular por um dos veículos que colidiu com outros três que circulavam no sentido contrário provocando danos materiais avultados e ligeiros.

PR saúda muçulmanos e MITRAB concede tolerância

PR saúda muçulmanos e MITRAB concede tolerância
O Presidente da República, Armando Guebuza, saúda os moçambicanos que professam a religião muçulmana e a todos os muçulmanos espalhados pelo mundo. Em nota recebida na nossa Redacção, Guebuza refere que ao longo do mês de Ramadan os muçulmanos reafirmaram os seus valores religiosos e o espírito de irmandade e a solidariedade aos mais carenciados.

“A exaltação destes valores constitui-se numa importante mensagem de maior respeito à vida e à dignidade humanas bem como de promoção e de defesa da cultura de paz, ordem, segurança e tranquilidade públicas”. Entretanto, trabalhadores e funcionários públicos que professam a religião muçulmana observam hoje uma tolerância de ponto por ocasião do fim do mês de Ramadan e da celebração do Ide-ul-Fitre. A medida abrange de igual modo, aqueles que tenham celebrado ontem o fim de Ramadan, de acordo com o calendário lunar muçulmano. Porém, não inclui os funcionários e trabalhadores que as suas actividades, pela sua natureza não podem ser interrompidas no interesse público.

HCM reduz roubo de medicamentos

HCM reduz roubo de medicamentos
O Hospital Central de Maputo (HCM) está a reduzir os casos de roubo de medicamentos que ocorriam com alguma frequência naquela unidade sanitária, provocando escassez de fármacos

Moçambique e Suazilândia intensificam cooperação

Moçambique e Suazilândia intensificam cooperação
Moçambique e a Suazilândia acordaram ontem, em Maputo, em reforçar a cooperação nos domínios dos transportes e comunicações; energia; administração interna; comércio e indústria. A decisão foi tomada durante conversações entre delegações de alto nível dos dois países encabeçadas pelo Presidente Armando Guebuza e o Rei Mswati III da Suazilândia, no âmbito de uma visita oficial de dois dias que o monarca suázi está a efectuar ao nosso país.

Durante as conversações, a delegação suázi manifestou o desejo de ver revitalizados os diferentes terminais do Porto de Maputo, de modo a continuar a potenciarem as suas exportações de açúcar, através daquela infra-estrutura nacional.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, disse numa conferência de Imprensa, no final das conversações, que no domínio da energia, os dois países chegaram a um entendimento para se consolidar e ampliar o fornecimento de electricidade e combustível à Suazilândia.

“Quando a oportunidade surgir, esse memorando irá incluir o fornecimento de gás natural à Suazilândia”, afirmou Baloi.

No que respeita à administração interna, segundo o ministro, os dois países passaram em revista a supressão de vistos e o funcionamento da fronteira de Goba de forma ininterrupta, tendo concluído que estes cenários estão a “contribuir imensamente para o fluxo de circulação de pessoas e bens”.

Por seu turno, Mtiti Fakudze, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional do Reino da Suazilândia, disse na mesma conferência de Imprensa que o seu país está interessado em ver também os seus camiões a usarem a fronteira de Goba, quando se deslocam para o Porto de Maputo.

“Há camiões que trazem mercadoria para o Porto de Maputo, mas têm de passar pela África do Sul, através da fronteira de Komatiport. Pretendemos tirar vantagens do “Corredor de Maputo”, usando a fronteira de Goba. Todavia, a parte moçambicana explicou-nos que tal não é possível dada a inexistência de um scanner em Goba”, disse.

Fakudze afirmou ainda que em colaboração com as autoridades moçambicanas, a Suaziândia espera investir, num futuro próximo, na fronteira de Goba de modo a que as mercadorias daquele país entrem em Moçambique usando aquele posto fronteiriço.

A repatriação de divisas por parte dos homens de negócios dos dois países; a protecção e promoção das pequenas e médias empresas; a realização de feiras comerciais bilaterais e a reactivação do memorando de entendimento no domínio dos transportes e comunicações, foram outros assuntos que estiveram na mesa das conversações.

Hoje, último dia da visita, Mswati III que se faz acompanhar, para além de membros do Governo suázi, por uma das suas esposas e alguns filhos, vai se deslocar ao Porto de Pescas de Maputo, ao navio “Ligcabho Lesive” – “Orgulho da Nação” e às instalações

Daviz Simango avança nas autárquicas de 2013

Daviz Simango avança nas autárquicas de 2013
Daviz Simango admite a hipótese de voltar a concorrer nas eleições autárquicas de 2013 e nas  gerais de 2014.

“O exercício de poder tem regra e uma das regras básicas é ser aceite na filiação onde se está(… ). Se for indicado, quem sou eu para dizer não”.

Alguns círculos defendem que Daviz Simango deve abandonar a edilidade e apontam o vereador José Domingos como sucessor.

“Nós temos aqui vários vereadores e todos já ganharam experiência necessária para gerir este município. Portanto, na época própria, o partido fará a melhor escolha e o eleito terá todo o meu apoio”.

DRAGAGEM

Por outro lado, o município está a trabalhar com a EMODRAGA para que o processo de dragagem não termine no mar.

 “A nossa intenção passa também por pegar no material dragado e fazer aterros em vários locais estratégicos da urbe. Com os aterros, pensamos que estaríamos a minimizar o alargamento dos bairros e poupar custos a muitos munícipes”.

Beira completa hoje 105 anos

Beira completa hoje 105 anos
A cidade da Beira celebra hoje 105 anos de existência. Tal como outras cidades do país, ela foi construída pouco a pouco, numa área plana, com problemas geográficos e geológicos extremamente complexos.

Contudo, Beira conquistou espaço e hoje pode considerar-se uma autarquia estratégia para o progresso e desenvolvimento de Moçambique.

Sendo uma cidade portuária, a entrada e saída de mercadorias mexem com a economia.

A passagem do carvão mineral de Moatize, em particular, está a estimular a actividade comercial.

Um dos “calcanhares de Aquiles” para o desenvolvimento da Beira tem a ver com a problemática dos transportes. A edilidade propusera a criação de uma empresa pública municipal para minimizar o problema, mas a proposta não passou.

De acordo com edil da Beira, Daviz Simango, o município tem estrutura funcional e capacidade financeiras em relação a outras cidades que já estão a gerir a empresa pública dos transportes.

Simango queixa-se ainda de estar a enfrentar dificuldades no processo de descentralização aos municípios da educação primária e dos serviços básicos de saúde.

PROTECÇÃO COSTEIRA

Beira debate-se com problemas   de erosão costeira.

Sem recursos para travar a força das águas, o CMB tem recorrido a doadores e parceiros internacionais.

“Sentimos que temos que avançar para outros desafios locais. Qual é, por exemplo, a contribuição dos Caminhos de Ferro e do Porto neste processo de protecção costeira?“, questionou Simango.

MINEC e bim assinam protocolo

MINEC e bim assinam protocolo

O ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) e o Millennium bim acabam de assinar um protocolo com o objectivo de dar acesso a uma oferta integrada de produtos e serviços financeiros, com condições vantajosas que respondam às suas necessidades profissionais.

O acordo representa o reconhecimento do trabalho e do esforço do banco para ser, cada vez mais, uma entidade de eleição de todos os moçambicanos e reforça o relacionamento institucional e comercial baseado na antiguidade das relações existentes entre as duas instituições.

Ensino à distância gradua 198 estudantes em Nampula

Ensino à distância gradua 198 estudantes em Nampula

O Centro de Ensino à Distância (CED), da Universidade Católica de Moçambique (UCM), graduou 198 licenciados em diversas áreas de saber leccionadas nas províncias de Nampula e Zambézia.

É a segunda graduação da instituição cuja importância reside no facto de maior parte dos graduandos serem funcionários, como professores em exercício. Durante a cerimónia, o Governador de Nampula, Felismino Tocoli, felicitou aos estudantes e ao centro por contribuírem para que o Ensino Superior chegue às zonas mais recônditas do nosso país.

Moçambique assumiu presidência da SADC

Moçambique assumiu presidência da SADC
O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, afirmou que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) está a registar progressos significativos na implementação da sua agenda de paz, estabilidade e progresso. Guebuza falava esta sexta-feira(17), em Maputo, durante a cerimónia de abertura da 32ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da SADC e que marcou o início da Presidência moçambicana da comunidade.

“Apraz-nos notar que a SADC tem estado a registar progressos significativos na implementação da sua agenda de paz, estabilidade e progresso. A nossa região não está, porém, livre de todos os desafios que a criação da SADC visava superar e outros que foram surgindo ao longo da nossa caminhada”, disse.

Para Guebuza “a pobreza cria um ciclo vicioso no qual, por um lado, por se ser pobre não se consegue aproveitar todas as potencialidades com que a natureza nos brindou e, por outro, porque não temos essas capacidades, continuamos pobres”.

No quadro dos progressos registados pela SADC, o estadista moçambicano cita como exemplos a consolidação dos seus órgãos e instituições, implementação das políticas, estratégias e programas regionais, aumento do número de funcionários e de sectores que nos países membros lindam com matérias de integração regional.

Paralelamente, regista-se um maior envolvimento da sociedade civil e do sector empresarial no processo de integração, bem como uma crescente projecção da SADC nas questões de paz, segurança e desenvolvimento internacional.

Guebuza aproveitou a ocasião para felicitar a sul-africana Nkosazana Dlamini-Zuma para assumir a presidência Comissão da União Africana. O estadista moçambicano também destacou as recentes eleições realizadas na Zâmbia e no Lesotho, que conduziram ao poder Michael Sata e Tom Thabane, ocupando os cargos de presidente da República e Primeiro-Ministro respectivamente.

Esta foi a primeira vez que estes dois dirigentes, juntamente com Joyce Banda, presidente do Malawi, se reúnem numa Cimeira da SADC.

O secretário executivo da SADC, Tomaz Salomão disse, por seu turno, que regista-se na região um maior reforço de práticas democráticas e respeito pela ordem Constitucional.

“Esta Cimeira tem lugar num momento particular do desenvolvimento político da nossa região. Testemunhamos o reforço de práticas democráticas e respeito pela ordem constitucional estabelecida nos nossos países. As recentes eleições na República da Zâmbia, República Democrática do Congo, Reino do Lesotho e Ilhas Seicheles, confirmam este nosso pronunciamento”, disse.

Sobre a eleição de Nkosazana Dlamini-Zuma, Salomão considera a mesma de histórica pelo facto de ter sido eleito um cidadão da SADC e do sexo feminino.

“Esta vitória significa que a SADC está comprometida com os objectivos continentais. Juntamos as nossas mãos com outras regiões do nosso continente continuando a obra de construir uma África forte com valores e próspera ”, defendeu.

O encontro tem como “pano de fundo” investimento em infra-estruturas, face a sua importância na integração regional. Por isso, o secretariado da SADC deverá submeter à Cimeira o Plano Director de Infra-estruturas. Para Tomás Salomão, o sucesso na implementação desta estratégia dependerá da capacidade regional de mobilização de recursos para o seu financiamento.

“A cimeira vai examinar a estratégia regional de mobilização de recursos, relatório da ‘task force’ de ministros sobre a integração e noutros itens, bem como a iniciativa tripartida entre SADC, COMESA e East African Comunity (Comunidade da Africa Oriental) ”, disse.

Nkosazana Dlamini-Zuma, a nova presidente da Comissão da União Africana, que participa pela primeira vez numa cimeira da SADC nessa qualidade, intervindo na ocasião referiu que África não vai alcançar desenvolvimento económico sem o envolvimento da mulher.

“África apesar do seu enorme potencial para atingir um grande desenvolvimento económico isso não será possível sem o envolvimento da mulher”, disse. Nkosazana Dlamini-Zuma frisou que as mulheres constituem a maioria da população no continente. Por isso, impõe-se uma maior celeridade nas acções para as suas condições de vida e empoderamento.

A Cimeira de dois dias decorre sob o lema “Corredores de Desenvolvimento, veículos para a integração regional”. Integram a SADC Moçambique, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Namíbia, Seicheles, África do Sul, Swazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

Britânicos obtêm mais concessões florestais em Moçambique

Britânicos obtêm mais concessões florestais em Moçambique

O governo de Moçambique aprovou os pedidos apresentados pelo grupo Obtala Resources para a concessão de duas novas concessões florestais, informou esta semana, o grupo cotado no mercado alternativo de investimento da Bolsa de Valores de Londres.

As duas novas concessões, com uma área conjunta de 117 618 hectares, localizam-se nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, de onde o grupo irá extrair anualmente 8994 metros cúbicos de madeiras de elevado valor comercial.

No comunicado enviado ao regulador de mercado, o grupo menciona a existência nas duas concessões de espécies como o pau-preto africano, nas duas concessões localizadas a menos de 200 quilómetros de infra-estruturas portuárias.

O presidente do grupo, Francesco Scolaro, disse que a produção de chulipas (travessas para caminho-de-ferro) é já um negócio rentável dando emprego a mais de 300 pessoas e acrescentou que, além do processamento de madeira para exportação, a Obtala Resources foi contactada no sentido de produzir mobiliário e outros artigos em madeira para o mercado interno moçambicano.

Em comunicado recente, o grupo anunciou ir fornecer um total de 33 200 chulipas à Vale Moçambique para melhorar a infra-estrutura ferroviária na região norte de Moçambique.

A empresa Montara Continental Corp, controlada a 75 por cento pelo grupo Obtala Resources, garantirá o contrato, sendo que o grupo está em negociações com a subsidiária moçambicana do grupo brasileiro Vale no sentido de aumentar a encomenda.

Livros não são comprados apesar de lançados em actos concorridos

Livros não são comprados apesar de lançados em actos concorridos

O professor de Literatura, Francisco Noa, considera que os lançamentos dos livros são extremamente enganadores uma vez que o número de pessoas que vão a eles é inversamente proporcional ao dos que os adquirem. E mais, os poucos que os compram quase que não os lêem.

Esta inquietação foi apresentada ontem, no segundo e último dia do seminário sobre “Política do Livro e Estratégias de Sua Implementação” organizado pelos Ministérios da Cultura.

Para o moçambicano Francisco Noa, contribuem para este facto não apenas a falta de meios financeiros para se adquirirem as obras, como também a inexistência de dispositivos que criem hábitos e gosto pela leitura.

Segundo aquele académico, “os dispositivos de leitura transcendem o próprio livro”.

Debruçando-se concretamente sobre a Política do Livro, o orador mostrou-se bastante preocupado com o articulado num dos pontos da Política do Livro, referindo que das diferentes intervenções delineadas não há nenhuma referência à criação de hábitos e gostos de leitura.

Francisco Noa mostrou-se ainda preocupado com a não menção do papel da família e do professor no documento em análise, o que cria segundo ele, uma lacuna preocupante na formulação desta política. E por isso sugeriu que esta fosse uma “Política do Livro e da Leitura”.

Num seminário em que se discutiram questões como a acessibilidade dos livros, a inexistência de base de dados sobre livros publicados em Moçambique, eficácia das feiras do livro, distribuição do livro escolar, entre outros assuntos, o orador não deixou de enaltecer o papel que esta política irá desempenhar para se ultrapassar alguns constrangimentos concernentes à produção, promoção, acesso, circulação e recepção do livro no país.  

Retomada travessia Quelimane/Chinde via fluvial

Retomada travessia Quelimane/Chinde via fluvial

O barco Lualua já está em condições de operar podendo retomar a rota marítima entre Quelimane e Chinde, logo que forem ultrapassados alguns aspectos logísticos.

O director provincial dos Transportes e Comunicações na Zambézia, Alberto Manharange, disse que já foi ultrapassado o problema mecânico que impedia a embarcação de navegar durante quatro meses consecutivos.

Segundo Alberto Manharange, para a reparação da embarcação Lualua foi necessária a intervenção de técnicos portugueses, país no qual a embarcação foi construída.

“Já foi feito o teste para a sua operacionalização. E assim está em condições para efectuar o trânsito a qualquer momento. E agora estamos a acertar as questões logísticas, tendo em conta que a empresa LBW Moçambique, que era concessionária para operacionalizar esta embarcação, desistiu. Fez uma carta ao Ministério dos Transportes e Comunicações a manifestar isso e, por sua vez, o ministério dos transportes e comunicações remeteu esta situação ao Governo da província da Zambézia, e o governo da Zambézia assumiu que podia operar, enquanto ainda não se encontre um operador definitivo”, disse Alberto Manherange.

Segundo ainda Alberto Manherange, na próxima semana será reposta a travessia normal entre Quelimane e Ricamba, no distrito de Inhassunge, mercê da colocação da embarcação Caia, que operava no rio Zambeze, antes da construção da ponte Armando Emílio Guebuza.

A embarcação Caia vai substituir o barco Cuácua, que já está a sair do fundo do mar, quatro meses depois de naufragar no rio dos Bons Sinais, em Quelimane.

Número de mineiros mortos pela polícia sul-africana chega a 30

Número de mineiros mortos pela polícia sul-africana chega a 30
Pelo menos 30 mineiros que se manifestavam numa mina na África do Sul morreram nesta quinta-feira por disparos das forças de segurança, confirmou hoje o ministro da Polícia sul-africano, Nathi Mthethwa.

Mthethwa declarou à emissora Talk Radio 702 que também há “muitos” feridos na mina de platina da empresa Lonmin em Marikana, a 100 km de Johanesburgo, onde os agentes abriram fogo contra mineiros armados com catanas e paus.
“A Polícia fez tudo o que pôde, mas os mineiros disseram que não deixariam o local e que estavam dispostos a lutar”, comentou o ministro sobre um incidente que causou comoção na África do Sul e evocou a violência do “apartheid”.

Num comunicado oficial, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, declarou-se “comovido e consternado por esta violência sem sentido”.

“Acreditamos que há espaço suficiente na nossa ordem democrática para resolver qualquer disputa mediante o diálogo, sem violência e sem descumprir a lei”, acrescentou Zuma.

Os distúrbios nesta mina começaram na sexta-feira passada e, antes da tragédia desta quinta, já haviam falecido dez pessoas em incidentes violentos entre os próprios manifestantes e em confrontos dos mineiros com as forças de segurança.

O conflito começou pela disputa entre dois sindicatos rivais, a maioritária Associação de Trabalhadores da Mineração e Construção (AMCU) e a União Nacional de Mineiros (NUM), iniciada há uma semana, logo após a declaração de uma greve.

A Polícia desdobrou desde então um amplo dispositivo para conter os manifestantes, que a imprensa sul-africana calculou em cerca de três mil pessoas.

Governo cedeu mas muçulmanos querem mais

O Governo decidiu ceder parcialmente à exigência da Comunidade Islâmica em Moçambique, permitindo que, pelo menos no mês de Ramadão – considerado sagrado para esta religião – as mulheres pudessem frequentar as escolas trajadas de véu (burka) na cabeça.
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Mas os muçulmanos dizem que querem mais. Querem a permissão do uso de véu todo o tempo, permanentemente, sem restrições.

Ontem, o Conselho Islâmico de Moçambique, através da Comissão dos Álimos de Nampula, convocou uma conferência de Imprensa na cidade de Nampula para revelar o seu desagrado com a circular nº. 06/GM/MINED/2012 que autoriza o uso de lenço nas instituições de ensino público e particular, mas somente no mês de Ramadão.

De acordo com o Sheik Abdulatifo Mussagy, porta-voz da Comissão dos Álimos de Nampula, a circular assinada pelo ministro da Educação, Zeferino Martins, a qual revoga a circular 1387/2012, de 31 de Julho, `atenta contra a religião muçulmana´ no país.

O Sheik Mussagy disse à Imprensa que `volvidos 50 anos do partido Frelimo e 37 da independência, esperava-se um Moçambique melhor, de paz, tolerância e respeito mútuo, onde a prioridade de agenda fosse a harmonia social em todas as regiões do país´.

`A Comunidade Muçulmana faz e fará parte do povo moçambicano até ao dia em que se publicar o contrário. Ela contribui desde a fase pré-colonial, colonial e pós-colonial até aos nossos dias, de grande forma para os diferentes aspectos de agenda do desenvolvimento deste país sem necessidade de se especificar. Todavia, não faz sentido somente ser utilizado e excluído´, disse o Sheik…

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